Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Multidão acompanha enterro de bebê morto em naufrágio na Bahia

Clima de consternação marcou o funeral de Davi Gabriel Monteiro, a vítima mais jovem entre os dezoito mortos em acidente na Baía de Todos-os-Santos

Vítima mais jovem entre os dezoito mortos do naufrágio ocorrido na manhã de quinta-feira, na Baía de Todos-os-Santos, o bebê Davi Gabriel Monteiro, de apenas seis meses de idade, foi sepultado sob aplausos nesta sexta-feira, mas em clima de grande consternação, no Cemitério do Santíssimo, em Mar Grande, na Ilha de Vera Cruz, Região Metropolitana de Salvador, onde reside a sua família.

O corpo de Davi Gabriel foi liberado na noite de quinta-feira pelo Instituto Médico Legal (IML), de Salvador, e levado pelo pai e outros parentes para Mar Grande, onde foi velado por cerca de doze horas na Igreja Adventista do Sétimo Dia, com a presença da família e de muitos moradores da região.

Muito abatida, a mãe do bebê, identificada como Ana Paula, ficou pouco tempo no velório e não participou do cortejo nem do enterro. Logo após o acidente, ao saber que o filho tinha morrido, ela se sentiu mal e precisou ser internada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), nas proximidades do IML, na capital baiana. O pai de Davi, Renivaldo Coutinho, estava muito emocionado e chegou a ser amparado por amigos e familiares.

Antes do enterro, o corpo de Davi seguiu em cortejo pelas ruas da cidade, que teve o comércio fechado em sinal de luto e solidariedade às famílias das vítimas. A multidão acompanhou a despedida do bebê cantando músicas evangélicas.

Davi estava no barco acidentado em companhia da mãe, da avó e de uma irmã de cinco anos. O bebê seguia para uma consulta com o pediatra, em Salvador. A mãe se salvou do naufrágio ao se agarrar a correntes, mas não conseguiu segurar os filhos, que caíram na água. Eles foram resgatados com vida por um marinheiro, mas Davi morreu enquanto recebia os primeiros socorros.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Isso tudo acontece porque não existe fiscalização náutica no Brasil. Eu tenho barco h-a mais de 20 anos e fui fiscalizado uma única vez, e não foi navegando não, foi parado com o barco atracado na poita, isso porque uma embarcação pegou fogo na região. Que fiscalização é essa que permite que uma embarcação frágil como a essa navegue comercialmente???? ABSURDO!!!!

    Curtir