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Motoristas de ônibus marcam greve para esta quarta-feira

Mobilização tem como objetivo protestar pela morte de um motorista duas semanas atrás, na Zona Norte

Motoristas e cobradores de ônibus vão parar nesta quarta-feira na capital paulista para protestar contra a violência. A manifestação foi motivada pela morte de um condutor duas semanas atrás, na Zona Norte. Segundo o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano (Sindmotoristas), a paralisação está prevista para acontecer das 10 às 14 horas – fora dos horários de pico da manhã e da tarde. “É para evitar prejudicar a população”, afirmou o assessor da presidência do sindicato, Romualdo Santos. Segundo o sindicato, o movimento pode começar um pouco mais cedo nos terminais de ônibus, com coletivos deixando de sair por volta das 9h30. “A normalização total está prevista lá pelas 16 horas”, disse Santos.

Por volta das 11 horas, um ato está previsto para ocorrer nas imediações do Terminal Parque Dom Pedro II, no Centro, ao qual deverá comparecer o presidente do Sindmotoristas, Valdevan Noventa. Toda a frota deve deixar de circular, e os 32 terminais de ônibus também vão parar, segundo informou Noventa durante coletiva na manhã desta terça na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT). O Sindmotoristas congrega 36.000 profissionais que trabalham no sistema de transportes sobre pneus da capital paulista.

A assessoria de imprensa da São Paulo Transporte (SPTrans) – que gerencia o sistema municipal de ônibus na cidade – disse não ter sido informada da paralisação até a tarde desta terça-feira.

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Morte – A mobilização tem como objetivo protestar pela morte do motorista John Carlos Soares Brandão, que teve o corpo queimado por bandidos enquanto trabalhava em uma linha da Viação Santa Brígida em outubro, no Jaraguá, na Zona Norte. O condutor ficou alguns dias internado no Hospital Estadual de São Mateus, na Zona Leste, mas não resistiu aos ferimentos. Ele morreu na semana passada. Há alguns dias, o sindicato já havia promovido uma passeata pelo centro da capital, cobrando justiça e maior proteção dos profissionais do setor.

(Com Estadão Conteúdo)