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Metade dos homicídios de mulheres foram cometidos por familiares

Dados fazem parte do Mapa da Violência divulgado nesta segunda-feira; estudo também mostra que o número de assassinatos de mulheres negras cresceu enquanto o de brancas diminuiu

Metade dos homicídios de mulheres (50,3%) foram cometidos por familiares. Desses, 33,2% tiveram como autores parceiros ou ex-parceiros, segundo dados do Mapa da Violência 2015 elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) divulgados nesta segunda-feira. O estudo também apontou que houve um aumento de 54% no número de assassinatos de mulheres negras, enquanto que o de mulheres brancas caiu 9,8%. A comparação é feita entre 2003 e 2013.

No geral, o contingente de mulheres assassinadas cresceu 21%, passando de 3.937 em 2003 para 4.762 em 2013. Em outras palavras, em 2013, ocorreram treze homicídios femininos por dia, ou uma mulher morta a cada 1h50. Por esses dados, o Brasil fica em quinto lugar no ranking mundial deste tipo de crime, atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.

A representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, destaca a “combinação cruel” e “extremamente violenta” entre racismo e sexismo no país. “As mulheres negras estão expostas à violência direta, que lhes vitima fatalmente nas relações afetivas; e à indireta, aquela que atinge seus filhos e pessoas próximas. É uma realidade diária, marcada por trajetórias e situações muito duras e que elas enfrentam na maioria das vezes sozinhas”, afirma Nadine.

Vitória, Maceió, João Pessoa e Fortaleza encabeçam a lista das capitais com taxas mais elevadas de assassinato de mulheres. Na outra ponta, São Paulo e Rio de Janeiro aparecem como as capitais com menos número de homicídios do gênero. As três cidades com mais morte violenta de mulheres foram Barcelos (AM), Alexânia (GO) e Sooretama (ES).

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(Da redação)