Marcha defende legalização da maconha pelas ruas de SP

Ativistas caminharam pelas ruas do centro de São Paulo com faixas e fantasias

Milhares de pessoas se reuniram na tarde deste sábado no centro de São Paulo, começando pela Avenida Paulista, durante as reivindicações da Marcha da Maconha. Os ativistas saíram às ruas pedindo o fim da “guerra às drogas” e em defesa da legalização da erva. O mesmo ocorreu no Rio de Janeiro, partindo da praia de Ipanema.

O ato em São Paulo, que ocorre desde 2008, teve como lema “Quebrar correntes, plantar sementes” e se organizou em blocos temáticos. A concentração ocorreu no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Por volta das 16h20, o grupo iniciou uma passeata pela Avenida Paulista, no sentido Brigadeiro, indo pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio e seguiu em direção à Praça da Sé. Durante a caminhada, o trânsito foi bloqueado ao longo do trajeto em um sentido da via.

O representante da Associação Cultural Cannabica de São Paulo (ACuCa), Rodrigo Martins, disse que a marcha chama a atenção para a liberdade de escolha. “Com a marcha, a gente reivindica nosso direito de usar nossos corpos da maneira que a gente quiser. Esperamos conseguir a tão almejada legalização da maconha e a descriminalização das outras drogas também”.

Bloco Medicinal defende uso controlado

Na comissão de frente da Marcha estava o Bloco Medicinal, que defende o uso controlado da maconha como remédio. O abastecedor de aeronaves Gabriel Alcides Castelo de Oliveira esteve pela primeira vez na marcha. O filho dele, de 6 anos, tem microcefalia, paralisia cerebral e epilepsia e faz uso de maconha medicinal há três anos.

Ele ainda importa a substância extraída da planta para fazer o uso e luta pela liberação no Brasil. “Meu filho teve ganhos muito bons em qualidade de vida, ele começou a ir para a escola e a epilepsia está controlada devido ao uso medicinal da maconha”. Ele e a família participaram da marcha e esperam que o uso medicinal seja autorizado. “A gente espera que cada vez mais famílias e vidas sejam resgatadas através da maconha de uso medicinal, estamos aqui para espalhar a informação”, acrescenta.

O projeto Respire, que trabalha em contexto de festas com pessoas que usam drogas, também esteve na marcha. O coordenador do projeto, Gabriel Pedrosa, explica que o grupo trabalha com informações e estratégias de cuidados e redução de danos no uso das drogas. “A gente entende que a maior redução de danos é a informação, a pessoa bem informada vai ter uma capacidade de tomar uma decisão com maior conhecimento”.

(com Agência Brasil)

 

 

Comentários

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  1. Nelson Marchetto

    Para uso “medicinal” até pode ser se bem fiscalizado, para consumo como “fumante usuário” nem pensar, que vão se “desintoxicar” e pensar mais trabalhar e produzir, o Brasil está precisando de trabalhador não de drogados!!!

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  2. Palmelo News

    nunca ouvi falar ninguem morreu pq fumou maconha a questão se liberar acaba o trafico onde tem muito tubarão financia o movimento ilegal

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