Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Mãe leva à polícia suspeito de estupro de uma menina de 12 anos

Preocupação era que ele fosse alvo de retaliação do tráfico de drogas caso policiais fizessem operação na favela em que moram; cinco são suspeitos de crime

Um dos adolescentes suspeitos de participar do estupro coletivo de uma menina de 12 anos na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, se entregou na manhã desta terça-feira, 9. Ele foi levado pela mãe ao Fórum de Madureira, na zona norte da capital, e, de lá, para uma delegacia.

A delegada Juliana Emerique, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), informou que vai buscar o adolescente. A família do rapaz temia que ele fosse vítima de represália do tráfico, caso a polícia fizesse operação na favela em que moram.

A menina foi estuprada há cerca de três semanas por pelo menos cinco pessoas. Quatro foram identificados – três adolescentes e um maior de 18 anos. De acordo com depoimento da criança, ela foi atraída à casa por uma pessoa amiga. Chegando lá, sofreu o estupro. Ela foi mantida por cerca de uma hora em poder do grupo. Eles filmaram a agressão e tentaram esconder o rosto da menina. A partir de 30 de abril, as imagens começaram a ser divulgadas por redes sociais. Uma tia da criança reconheceu a sobrinha e denunciou o crime à polícia.

A menina foi ouvida na segunda-feira. Muito franzina, escondia o rosto com um casaco de moletom. Ela foi levada ao Centro de Atendimento ao Adolescente e à Criança (Caac), no Hospital Municipal Souza Aguiar, onde recebeu tratamento profilático contra doenças sexualmente transmissíveis, passou por exame de corpo de delito e foi ouvida fora do ambiente policial. Um agente capacitado para entrevistas com crianças e adolescentes vítimas de violência conversou com a menina. O depoimento foi gravado, para que ela não tenha que repetir a história para policiais, promotor e juiz. Ela dormiu após ser medicada.

“A menina está muito abalada. Ela não esperava que o vídeo tivesse a repercussão que teve. E nem o julgamento da internet e das pessoas da comunidade. Estamos falando de um estupro de vulnerável, de uma menina de 12 anos”, afirmou a delegada, nesta segunda-feira. “É um susto muito grande para a vida de uma adolescente.”

Facebook

Em uma parceria com a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, a DCAV pediu ao Facebook o “congelamento” dos dois grupos fechados que compartilharam o vídeo do estupro. A medida permite à polícia preservar as mensagens trocadas na rede social, mesmo que os perfis sejam apagados. O Facebook também informou à delegada que vai retirar os vídeos publicados. Novos compartilhamentos também estão sendo monitorados.

A família da menina aceitou entrar para o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte. A delegada evitou detalhar as ameaças que a jovem e sua família estão recebendo.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Pena de 30 anos, mas sem benefícios, na integra. Aqui no Brasil, vai estar solto logo e gozando de suas “proezas”, infelizmente, este é o país das impunidades, do eterno subdesenvolvimento.

    Curtir

  2. Rogério Roberval

    Ela não foi vítima só de estupro, foi vítima da dona Maria do Rosário, que acredita que menor assassino e estuprador é apenas uma vítima da sociedade. Então, dona mãe da menina estuprada, só lhe resta tentar prender toda a sociedade.

    Curtir

  3. Moris Litvak

    Rogério Roberval, vc tem razão. Se isso fosse verdade, todas as “vítimas da sociedade” seriam criminosos. E sabemos que não é nada disso. A grande maioria das pessoas pobres e humildes trabalham, estudam e tentam progredir com dignidade.

    Curtir

  4. JOSÉ CANUTO V. DA S. JR.

    Ou seja, a polícia e a justiça não são nada.
    Quem realmente tem moral é a bandidagem, se não fosse eles, ele estaria solto.

    Curtir