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Mãe de menina morta em ônibus incendiado recebe alta

Juliane Santos teve 40% do corpo queimado e ficou internada por 52 dias

A secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que a mãe da menina Ana Clara, de 6 anos, morta em um dos ataques a ônibus em São Luís (MA), recebeu alta na tarde desta segunda-feira. Juliane Carvalho Santos, de 22 anos, teve 40% do corpo queimado e ficou internada por 52 dias. No dia 4 de janeiro, ela e a filha estavam em um dos ônibus incendiados por criminosos como resposta ao reforço da segurança no Complexo Penitenciário de Pedrinhas – desde o ano passado, o presídio é palco de motins e execuções brutais de detentos.

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Segundo a assessoria da secretaria, Juliane passou por procedimentos de retirada e enxerto de pele. Em nota, o órgão informou que ela ainda “não está de alta clínica”, ou seja, ela deve continuar indo ao Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília, para refazer curativos. Ela foi transferida para o hospital do Distrito Federal dois dias depois de sua filha morrer por causa dos ferimentos – a menina teve 95% do corpo queimado.

Imagens mostram o momento em que o ônibus é incendiado e Ana Clara é atingida pelas chamas. Na hora do incidente, Juliane estava com outra filha, Lorrane dos Santos, de 1 ano, no colo. Ela disse ter se jogado em cima da criança para protegê-la do fogo e depois rastejou até a porta dos fundos do ônibus. Ana Clara, no entanto, se desgarrou da mãe e desceu pela porta da frente, onde as chamas se alastraram rapidamente. Lorrane recebeu alta no dia 15 de janeiro e está sob os cuidados da irmã de Juliane.