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Inquérito do caso Yoki ficará com a Justiça de São Paulo

Juiz de Cotia encaminhou o caso para a capital, onde o crime foi cometido

O inquérito da Polícia Civil que investiga a morte de Marcos Matsunaga, diretor executivo da Yoki, vai tramitar na cidade de São Paulo – e não em Cotia, para onde foi encaminhado pela polícia no início da tarde de quinta-feira. Com o argumento de que o crime foi cometido na capital paulista e, portanto, deveria ser julgado em São Paulo, o juiz da Vara Criminal de Cotia, Théo Assuar Gragnano, declinou competência e encaminhou o inquérito ao Fórum Criminal da Barra Funda.

O documento ainda não foi distribuído e, por isso, ainda não se sabe em que Vara vai tramitar. Em seu despacho, Gragnano observa que os elementos constantes no inquérito indicam que apenas o crime de ocultação de cadáver foi praticado em Cotia, mas o homicídio foi cometido em São Paulo.

“Os dois delitos são evidentemente conexos (artigo 76, inciso II do Código de Processo Penal) e, sendo assim, tem preponderância, na determinação da competência, o lugar da infração à qual for cominada a pena mais grave”, afirmou o magistrado no despacho.

O magistrado determinou também que os autos sejam encaminhados com urgência para o Tribunal de Justiça de São Paulo, uma vez que o pedido de prisão preventiva solicitado pela Polícia Civil ainda está pendente de apreciação. O DHPP pediu a preventiva de Elize Matsunaga, autora confessa do assassinato e esquartejamento do corpo do marido.

De acordo com a investigação policial, o homicídio ocorreu no interior do apartamento onde o casal morava com a filha de um ano e três meses, na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo. Em seguida, ainda no apartamento, Elize esquartejou o corpo do marido e colocou as partes em diversos sacos plásticos. Mais tarde, ela alocou os sacos em três malas de viagem e os descartou numa região de mata na Estrada dos Pires, em Cotia, Grande São Paulo.