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Haddad sugere ciclovias e ciclofaixas só em ruas menores

Após ciclista ter braço amputado em um atropelamento na ciclofaixa da Avenida Paulista, Haddad diz que CET está preparando um estudo sobre a mudança

Após um ciclista ter o braço amputado por um motorista na Avenida Paulista, na madrugada do domingo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na segunda-feira que prefere ciclovias e ciclofaixas em vias secundárias da cidade. “A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está preparando estudo sobre essa questão mais pormenorizado. Sempre fui defensor da tese de que tínhamos de utilizar melhor vias secundárias preparadas para as ciclovias e ciclofaixas”. O prefeito ressaltou, no entanto, que pretende se reunir com cicloativistas para discutir o assunto – por enquanto, os ciclistas estão apenas em contato com técnicos de engenharia.

A CET não deu nenhum detalhe do estudo citado pelo prefeito. A companhia tem, no entanto, um estudo que indica justamente ao ciclista como seguir pelas ruas secundárias. Trata-se do mapa de ciclorrotas de São Paulo, elaborado pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e adotado pela CET.

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Thiago Benicchio, diretor da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo, afirma que tirar os ciclistas da Avenida Paulista não resolveria a situação. “As ruas paralelas não beneficiam o uso de bicicletas, porque são sinuosas e mais agressivas”, diz ele, dando como exemplo a Alameda Santos.

Atropelamento – O acidente na Avenida Paulista ocorreu no domingo, por volta de 5h30. Segundo a polícia, testemunhas relataram que o motorista Alex Siwec, de 22 anos, estava dirigindo em zigue-zague pela avenida e invadiu a faixa reservada para a ciclofaixa – que, apesar de ainda não estar em funcionamento, já contava com os cones dispostos -, atingindo o limpador de janelas David Souza, de 21, que pedalava rumo ao trabalho.

No choque, o braço do ciclista foi arrancado. Siwec, que havia acabado de sair de uma casa noturna na companhia de um amigo, fugiu do local sem prestar socorro. No caminho, ele jogou o braço de Souza no córrego do Ipiranga. Pouco depois, o motorista se apresentou à polícia. Em depoimento, o amigo do estudante disse que eles haviam consumido bebida alcoólica em uma boate antes do ocorrido.

(Com Estadão Conteúdo)