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Greve de trens afeta 3 milhões de pessoas em São Paulo

Paralisação por reajuste salarial ocorre em quatro linhas que transportam passageiros na Região Metropolitana da capital paulista

A greve de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) prejudica cerca de três milhões de pessoas que utilizam as quatro linhas afetadas na Grande São Paulo nesta quarta-feira. O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, estima em 500.000 o número de passageiros prejudicados.

Por volta das 6h30, as linhas 10-Turquesa e 12-Safira estavam totalmente paralisadas. Na Linha 11-Coral, a Operação Expresso Leste funcionava entre as estações Luz e Guaianases. A Linha 7-Rubi tinha operação parcial entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Caieiras. Apenas as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda estavam com operação normal.

Uma nova assembleia dos ferroviários deve ocorrer às 14h, quando os sindicatos vão avaliar uma eventual nova proposta de reajuste salarial da CPTM e decidir se continuam ou não com a paralisação. Os ferroviários pedem 7,89% de reajuste salarial e 10% de aumento real. A companhia chegou a oferecer 8,5% de reajuste salarial e benefícios, mas não houve acordo.

Uma liminar dada pela Justiça proíbe a liberação de catracas e determina contingente mínimo de 90% do efetivo de maquinistas e 70% de demais atividades nos horários de pico – além de efetivo de 60% nos demais horários.

O Metrô opera com todas as suas estações e houve reforço em algumas linhas de ônibus. Às 7h05, a capital paulista registrava 77 quilômetros de lentidão nas vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), número considerado acima da média para o horário.

(Com Estadão Conteúdo)