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Presidente da Funai é exonerado após violência contra índios

Em um momento difícil no tratamento das ações voltadas à comunidade indígena, Antônio Fernandes Costa deixa a função por divergências políticas

O Diário Oficial da União (DOU) trouxe na edição desta sexta-feira a exoneração de Antônio Fernandes Costa do cargo de presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Cidadania, comandado pelo peemedebista Osmar Serraglio. A exoneração de Antônio Costa foi assinada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Costa deixa a função por divergências políticas com o governo federal e em um momento difícil no tratamento das ações voltadas à comunidade indígena. Ele vinha justificando a falta de uma ação mais eficiente da Funai, sobretudo, pela escassez orçamentária do órgão, o que, segundo ele, impede a instituição de exercer bem suas tarefas.

Nesta semana, Costa voltou a ressaltar as dificuldades orçamentárias da Fundação ao comentar a barbárie ocorrida no último domingo, dia 30 de abril, em Viana, no Maranhão, que resultou em 13 feridos, incluindo índios, alguns deles em estado grave.

Sob a justificativa de que a Funai enfrenta uma das piores crises financeiras de sua história, tendo sofrido corte de 44% de seu orçamento neste ano, Costa disse que a fundação tem limitações de recursos pessoais para fazer seu trabalho e que, por vezes, os conflitos são “premeditados”, o que impossibilitaria, segundo ele, uma ação antecipada da fundação. Com o corte, a entidade ficou sem recursos para pagar até mesmo as despesas administrativas, como contas de água e luz até o fim do ano.

A permanência ou não de Antônio Costa, que é ligado ao PSC e tem intensificado nos últimos dias as críticas contra o governo federal, foi questionada por jornalistas ao ministro da Justiça esta semana. Durante a entrevista na qual anunciou reforço da Força Nacional de Segurança ao Rio de Janeiro, Serraglio disse que esse assunto é uma decisão do presidente Michel Temer. “Não é o ministro da Justiça que vai decidir em relação ao presidente (da Funai). Claro que vai identificar a proficiência se houver troca de presidente”, afirmou.

Serraglio disse ainda que a Funai sofreu um corte de despesas semelhante ao dos demais órgãos do governo. “Nenhum centavo a mais ou a menos foi destinado à Funai”, afirmou o ministro na ocasião.

(Com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Almerio P. Gaertner

    A questão indigena e piada. Poucos são os índios. Por que grandes áreas para eles?

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  2. Paulo Bandarra

    Não está provado até agora que os alegados índios realmente sejam.

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  3. Paulo Bandarra

    Índio com barba?

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  4. Artur Britto

    Como a gente pode defender índio, se hoje eles são usados como massa de manobra de Ongs esquerdistas para demarcar terras para os políticos ladrões e gringos roubarem.

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  5. João Reghin Neto

    Etnia Gamela ? Faz- me rir.

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  6. Aldo Matias Pereira

    Mas esses grupos são mesmo de índios ou é alguém que quer se aproveitar para fazer grilagem de terras em nome de uma etnia que não existe?

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  7. O pobre do índio, que mal fala a língua portuguesa, fica igual barata tonta na hora de resolver seus problemas de saúde, educação, tutela, demarcação de terras, etc. Cada assunto é tratado em um órgão diferente e ninguém resolve nada devido a pulverização orçamentária e os problemas serem interligados. A solução seria extinguir esse aglomerado de instituições – FUNAI, SESAI entre outros e criar um órgão único para tratar de todos os assuntos ligados a esses povos que são vulneráveis e precisam de melhor atenção do estado brasileiro por tudo que eles representam para o Brasil.

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  8. Joel jeronimo Martins

    Maioria dos índios que participam dessas manifestações são genéricos, ou seja índios falsificados.

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