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Governador se diz surpreso com convocação de militares por Temer

Rodrigo Rollemberg (PSB) diz que iniciativa é ‘medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do governo de Brasília e sem respeitar a lei’

O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), criticou o presidente Michel Temer (PMDB) por convocar militares das Forças Armadas para atuar na segurança durante o protesto desta quarta-feira e taxou a iniciativa de “medida extremada adotada sem conhecimento prévio e sem anuência do governo de Brasília e sem respeitar os requisitos da lei”.

Segundo ele, a Polícia Militar do DF agiu de acordo com o Protocolo Tático Integrado, assinado pelos governos federal e distrital no mês passado em que a segurança dos prédios públicos federais ficou sob a responsabilidade da União. “Em todas as 151 manifestações nos últimos dois anos, as forças de segurança federal e distrital agiram de maneira integrada e colaborativa. Em todas as ocasiões, a PM agiu com eficácia e eficiência, demonstrando estar plenamente apta ao regular desempenho de sua missão constitucional”, disse.

Ele criticou a decisão unilateral de Temer. “Para surpresa do governo de Brasília, a Presidência da República decidiu, na tarde de hoje, recorrer ao uso das Forças Armadas, medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do governo de Brasília e sem respeitar os requisitos da Lei Complementar nº 97, de 1999 (artigo 15, parágrafos 2º e 3º)”.

A decisão de Temer ocorreu quando ao menos três ministérios haviam sido incendiados – o caso mais grave envolveu o Ministério da Agricultura – e vários outros depredados, o que levou o governo federal a dispensar os servidores para garantir sua segurança. Neste momento havia vários confrontos entre manifestantes e a PM, que usou bombas de gás e de efeito moral, além de cassetetes e cavalos para dispersar os participantes do protesto.

No total, foram 49 feridos e sete presos. Em um dos confrontos, registrado em vídeo divulgado pelo jornal O Globo, policiais militares atiram na direção de manifestantes – apesar do som dos disparos, não é possível dizer se eram balas de verdade. Rollemberg disse que “eventuais excessos serão rigorosamente apurados”.

Sobre as depredações, o governador diz que “lamenta os episódios ocorridos (…), quando alguns grupos agiram com violência, depredando o patrimônio público e privado”.  Para ele, “os fatos de hoje em Brasília retratam a grave crise política do país”. “Não é a violência e nem a restrição de liberdade que a resolverão. A solução virá do estrito respeito à Constituição e às leis em vigor”, disse.

Desde o surgimento das acusações contra Temer, na esteira da delação do empresário Joesley Batista e outros executivos do grupo JBS, há uma semana, o PSB de Rollemberg foi o único partido da base que rompeu com o governo.

 

 

Comentários

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  1. Gutho Carlos Silva

    Ele pode estar surpreso, assim como alguns politicos podem criticar, mas nós estamos achando bom, e se esse povo voltar a fazer baderna e queimar o que é publico ou privado que não seja deles, o exercito deve voltar e descer a borracha! Não queremos de volta os tempos de baderna sem controle nesse país e não vai ser uma minoria ignorante que vai mandar no país através da força! tem meu aval para colocar o exercito nas ruas e manter a ordem e a paz! eu vivi no militarismo e não gostei, mas não podemos deixar barderneiros tirarem nossa segurança!

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