Funaro, Previdência e reforma política nas manchetes do dia

Doleiro Lúcio Funaro admitiu ter operado o caixa dois do PMDB e disse que Temer sabia de detalhes do financiamento da legenda

O depoimento do doleiro Lúcio Funaro à Polícia Federal e as reforma da Previdência e política estão nas manchetes de jornais nesta sexta-feira. No Globo o destaque é o esquema de desvio de recursos revelado por Funaro. Em interrogatório, ele admitiu ter operado o caixa dois do PMDBdisse que Temer sabia de detalhes do financiamento da legenda. Já no Estado de S.Paulo, reportagem principal afirma que mudanças previstas pelo governo federal na reforma da Previdência não atingiriam deputados de oito estados, beneficiados por regimes especiais. Na Folha de S.Paulo o assunto é a reforma política: fundo público para campanha pode chegar a R$ 3 bilhões, acima da proposta original.

O Globo
Doleiro admite à PF operar caixa 2 do PMDB
Em depoimento à PF no inquérito aberto no STF para investigar o presidente Michel Temer, o doleiro Lúcio Funaro admitiu ter operado o caixa dois do PMDB. Em acordo de delação premiada, ele contou como funcionava, no partido, o esquema de nomeações a cargos públicos associadas a desvio de recursos. O doleiro é suspeito de intermediar repasse de R$ 4 milhões a peemedebistas. Segundo uma fonte presente no interrogatório, Funaro disse que Temer tinha conhecimento de detalhes do financiamento da legenda. 

O Estado de S.Paulo
Políticos de oito Estados têm aposentadoria especial
A reforma da Previdência idealizada pelo governo federal pode não alcançar deputados da ativa e aposentados de ao menos oito Estados, caso sejam mantidos os atuais regimes especiais de aposentadoria nas Assembleias. De forma geral, esses parlamentares ainda podem se aposentar com o último salário na função, atualmente de R$ 25.322,25 – o teto do benefício pago pelo INSS é de R$ 5.531,31. Os Estados são: Rio Grande do Sul, Ceará, Sergipe, Pará, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Folha de S.Paulo
Fundo para campanha pode chegar a R$ 3 bi
Uma mudança na reforma política propõe um aumento no fundo público de campanha a ser criado. De R$ 2,18 bilhões, que estavam na proposta original, o fundo subiria para pelo menos R$ 3 bilhões. A nova verba pública para campanha é diferente do fundo partidário, já existente. Integrantes de partidos governistas e da oposição defendem subir o valor do novo fundo de campanha para R$ 6 bilhões.

Valor Econômico
Governo reduz a meta de inflação após 14 anos
O governo decidiu retomar o processo de desinflação e o Conselho Monetário Nacional vai, na reunião do dia 29, reduzir a meta de inflação de 2019 para 4,25%.

Estado de Minas
Imprudência sem freio
Dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública revelam que foram presos em flagrante este ano na Grande BH 20 condutores responsáveis por cometer crimes de trânsito, aqueles em que o teste do bafômetro acusa teor etílico acima de 0,34. Enquanto isso, 122 pessoas foram flagradas em infrações (teor etílico de 0,05 a 0,33).