Fachin nega crise e diz que não se pode demonizar a política

Relator da Lava Jato e da delação da JBS deu as declarações em uma conferência no STF. Ele entende que é a hora da 'redenção constitucional brasileira'

Relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin disse na manhã desta sexta-feira que “não há que se falar” em crise institucional no país. Na avaliação do ministro – também responsável pela relatoria da delação da JBS, que atingiu o presidente Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) -, o sistema penal punitivo não será a “resposta de todos os males” e nem se pode “demonizar a política”. Fachin deu as declarações na abertura da conferência “Fraternidade e Humanismo – Novos paradigmas para o direito”, no STF.

“Falar de Constituição corresponde também a sustentar que não se pode demonizar a política. Nos dias correntes, a propósito, permito-me trazer a lição do eminente ministro Cezar Peluso ex-presidente do STF, a quem muito admiro, segundo o qual nenhum juiz verdadeiramente digno de sua vocação condena alguém por ódio”, disse.

Ao citar Peluso mais uma vez, o relator da Lava Jato no Supremo afirmou que “nada mais constrange o magistrado do que ter de, infelizmente, condenar um réu em matéria penal”.

Ontem, o STF formou maioria para manter Edson Fachin como relator do caso JBS, em um julgamento que será retomado na próxima quarta-feira. Sem fazer referência direta à investigação, o ministro declarou que as instituições estão funcionando no país.

“O sistema está a funcionar, as instituições estão a funcionar e, portanto, não há que se falar em crise institucional. Pode orgulhar-se o Brasil da democracia que tem e que exercita. Cumpre quiçá ir além: avançar na redenção constitucional brasileira – e nela não está em primeiro plano a atuação hipertrofiada do magistrado constitucional, embora deva, quando chamado, responder com firmeza e serenidade. Em primeiro plano, está a espacialidade da política, dos representantes da sociedade e a própria sociedade”, ponderou Fachin.

Ética ‘urgente’ na política

No discurso de hoje, o ministro disse que é “urgente” incluir liberdade, ética e desenvolvimento na “grande política”. “É preciso ter forças que unam as pessoas e nada mais certo que ter valores fundamentais em torno dos quais a sociedade há de se manter minimamente coesa. É hora da redenção constitucional brasileira, é mais que urgente o tempo de edificar no espaço da grande política o tripé mínimo para a liberdade, a ética e o desenvolvimento”, afirmou.

“Como bem se assentou à época na terra de Nelson Mandela, ‘para que não se esqueça e para que nunca mais aconteça'”, completou Fachin.

Ele ressaltou a importância de “subirem ao palco” ideias, ideais e “instrumentos democráticos de reencontro do Estado com a sociedade e do País com a sua própria história”.

(com Estadão Conteúdo)

Comentários

Não é mais possível comentar nessa página.

  1. Fábio Luís Inaimo

    STF PeTralha Bolivariano !!! FOORA FACHIN !!!!FOOORA JANOPT !!!!! FOORA Marionetes PeTralhas !!!

    Curtir

  2. Somente o povo, que nao interessa a nenhum deles, pode ser demozizado.

    Curtir

  3. Claro que se pode demonizar a política sim! Junto com parte do judiciário e o governo. A política tem sido um desastre para este país, uma sujeira só.

    Curtir

  4. Ari Bruno Lorandi

    Esse cara tá fora do Brasil faz tempo. No País dele não tem crise, tá tudo as mil maravilhas e ele é o melhor ministro por lá.

    Curtir

  5. Nelson Marchetto

    As palavras são lindas caro ministro, mas vamos atrás também dos que “quebraram” o país, não só dos que são por interesse de “alguns”!!!

    Curtir

  6. O STF não demonizou os políticos apenas perdoou os bandidos, mesmo antes de ter conhecimento de qualquer prova ou julgamento. Na verdade, para não ficar mal com os demônios que compram até juízes, o STF terceirizou a função de perdoar ao Janot. Afinal, os demônios também encontraram seus Deuses no STF.

    Curtir

  7. Ronalde Segabinazzi

    Ora, quem demoniza a política são os próprios políticos, a maioria deles abraçados às piores práticas criminosas. Fachin, desde quando a democracia brasileira é boa? O lulopetismo comprando partidos e parlamentares como comprou faz da nossa democracia algo bom?

    Curtir

  8. Ataíde Jorge de Oliveira

    É o feito!
    Dado e passado por suas excelências e o ddºPGrj/j&f.pT

    Curtir

  9. Claudio Stainer

    Em 1973, após tomar posse na Polícia Federal, e antes de ir para dionísio Cerqueira/SC, participei de uma limpeza na Praia de Jurerê durante o frio patrocinado pelo Vento Sul. Lá é Patrimônio da UNESCO. Depois fiquei vários dias nos Sambaquis para evitar a sua destruição. O depósito quase 300 mil anos, sabe-se hoje, era destruído para fornos de cal. É calcário puro. Pelo que sei nem mais existem Sambaquis.

    Curtir

  10. Henrique Katz

    Este sujeito é a prova cabal de que as instituições brasileiras, estão podres e fedorentas!

    Curtir