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Fachin decide separar investigações de Temer e de Aécio no STF

Ambos estavam sendo investigados no mesmo inquérito, aberto após as delações de Joesley Batista e executivos da JBS; decisão atende a pedidos das defesas

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira separar as investigações sobre o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) abertas a partir do acordo de delação premiada da JBS. Com a decisão, o inquérito tramitará de forma separada. Todos os acusados passaram a ser investigados no mesmo processo no STF porque foram citados nos depoimentos do empresário Joesley Batista, dono da JBS.

As decisões foram motivadas por pedidos de desmembramento dos inquéritos feitos pelos advogados de defesa. Na semana passada, em recurso encaminhado ao Supremo, após ser afastado do mandato por Fachin, Aécio sustentou que a investigação não deve permanecer com o ministro e que a decisão do ministro, relator da Lava Jato na Corte, não poderia ser tomada individualmente, mas pela Segunda Turma do STF.

De acordo com a defesa de Temer, o presidente deve responder aos fatos em um inquérito separado porque as condutas imputadas a ele não têm relação com as acusações contra Aécio e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), ex-assessor especial de Temer que foi incluído no mesmo inquérito. Tanto Temer quanto Aécio são investigados por corrupção passiva, obstrução de Justiça e pertencimento a organização criminosa.

(Com Agência Brasil)

Comentários

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  1. Karlos Souza

    O que me pergunto é quando o Sr Fachin vai começar a lembrar que o STF tem mais 10 ministros além dele. Já que ele tem nas mãos um inquérito aberto por conta própria contra o Presidente da República, espero que pelo menos compartilhe com os colegas as devidas responsabilidades em julgar méritos e solicitações da PGR e da defesa.

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  2. Claudio Stainer

    Corretíssima a decisão. Não há conexão nem continência presente após exame elaborado pelo Ministro Fachin.

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  3. Sérgio Pinto

    Partidos diferentes mas a farinha é estragada!

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  4. Esta investigação do presidente, sem autorização do STF é um absurdo jurídico. Quando vão questionar o Fachin? Ele não pode decidir monocraticamente nada que diga respeito à Presidência!
    É Crime de Responsabilidade! Esta palhaçada não pode prosperar.

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  5. Aqui em Veja, parece que não vamos conseguir se ver livre de lacaios: saiu um dos criminalistas, mas temos colegas que parecem estar no bolso do Temer…disfarcem pelo menos! São os que atacam Fachin. Teria que mandar prender Temer e todos os envolvidos, isto sim. E sem contar para os demais ministros, principalmente os da segunda turma. Como confiar em Tofolli, Lewandowisk e Gilmar Medndes.

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