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Escolha de Raquel Dodge para PGR nas manchetes de 29/06/17

Temer quebra tradição de 14 anos e não indica o líder da lista tríplice para vaga de procurador-geral da República

A escolha do presidente Michel Temer por Raquel Dodge para substituir o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, está nas manchetes dos principais jornais nesta quinta-feira. Segundo nome na lista tríplice do MPF, Dodge é a 1ª mulher a ser nomeada para a Procuradoria. Ela, que será sabatinada no Senado, reafirmou apoio à Lava Jato. Segundo O Globo, ela tinha a preferência de peemedebistas como Sarney e Renan. Substituição no comando da PGR só ocorrerá em setembro.

Folha de S.Paulo
Temer escolhe rival de Janot para chefiar Procuradoria
O presidente Michel Temer indicou a subprocuradora Raquel Dodge, 55, para o cargo de procuradora-geral da República. O mandato de Rodrigo Janot, que denunciou Temer por corrupção, termina em 17 de setembro. Dodge, que faz oposição a ele, foi a segunda mais votada (587) por membros do Ministério Público Federal para chefiar o órgão. Pela primeira vez em 14 anos, o líder da lista tríplice não foi indicado pelo presidente. Nicolao Dino, ligado a Janot, recebeu 621 votos. 

O Estado de S.Paulo
Temer escolhe opositora de Janot para comandar PGR
A sucessão de Janot ocorre em meio à apresentação da denúncia contra Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva com base na delação de executivos da J&F. Na quarta-feira, o ministro Edson Fachin, do STF, decidiu encaminhar a peça diretamente à Câmara, sem ouvir a defesa do presidente neste momento. A PGR ainda pode apresentar outras denúncias contra o presidente por obstrução à Justiça e organização criminosa.

O Globo
Temer escolhe opositora de Janot na Procuradoria
Opositora de Janot no MP, Raquel era a favorita de líderes do PMDB como José Sarney e Renan Calheiros. O mandato de Janot vai até 17 de setembro. A pressa de Temer foi vista como tentativa de esvaziar o procurador. A escolha da primeira mulher para o posto precisará ser referendada pelo Senado. 

Valor Econômico
Governo admite aumentar imposto para atingir meta
O governo federal vai cumprir a meta fiscal fixada para este ano e 2018, mesmo que, para isso, tenha que elevar impostos. Entre os tributos analisados, a equipe econômica admite a possibilidade de aumentar a alíquota da Cide sobre a gasolina e os demais derivados do petróleo, mas o mais provável é a elevação do PIS e da Cofins sobre esses produtos.

Estado de Minas
Quem perde somos nós
Redução da verba da PF deixa 10 mil brasileiros por dia sem passaporte às vésperas das férias. Segundo a PF, os R$ 145 milhões destinados à confecção dos documentos acabou. No ano passado foram gastos R$ 212 milhões e para 2017 haviam sido pedidos R$ 250 milhões. Planalto decidiu enviar ao Congresso pedido de suplementação orçamentária de R$ 102,4 milhões para regularizar as emissões, o que ainda não tem prazo para ocorrer.