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Empresário sem carteira atropela e mata em Sorocaba

Por José Maria Tomazela

Sorocaba – Imagens de câmeras de monitoramento ajudaram a Polícia Civil de Sorocaba, a 92 km de São Paulo, a identificar o autor do atropelamento que matou o ajudante geral Deivid Wellington da Silva, de 23 anos, no último dia 2. Duas câmeras gravaram o momento em que o carro dirigido pelo empresário Alberto Matias Ferreira Soares, de 20 anos, atinge o rapaz e o lança a vários metros. O acidente aconteceu em uma rua tranquila do Parque Campolim, zona sul da cidade. De acordo com a Polícia Civil, Soares não tinha carteira de habilitação e não parou para socorrer a vítima.

As imagens mostram ainda que o motorista não reduziu a marcha quando se aproximava do rapaz, que caminhava em linha reta na rua, próximo do meio-fio, e manteve a mesma velocidade após o acidente. Silva seguia para o trabalho em um edifício próximo, por volta das 7h. A rua não possui calçada para pedestre. Ele foi levado com vida ao Hospital Regional e morreu no dia seguinte em decorrência dos ferimentos. Com base nas imagens, a polícia localizou, nesta quinta-feira, o autor do atropelamento. O carro, um Passat preto, com o parabrisa e o retrovisor quebrados, foi apreendido e passará por perícia.

De acordo com o advogado do empresário, Luiz Vicente Bezinelli, seu cliente alegou que a vítima estava na rua e ele não teve como desviar, não parando para prestar socorro com medo de sofrer represálias. Segundo o advogado, o rapaz não tinha ido para baladas e passou a noite em casa. Soares é dono de uma transportadora. O delegado Sílvio Marques Vicentin vai aguardar os laudos da Polícia Científica para decidir sobre o indiciamento do empresário. O rapaz deve responder por homicídio culposo (sem intenção de matar), agravado pela falta de habilitação e por não ter prestado socorro.

Segundo a polícia, Souza já se envolveu em ocorrência policial no dia 2 de abril, quando foi acusado de disparar três tiros contra outro veículo na avenida mais movimentada do Campolim. Abordado por policiais militares, ele não atendeu ao sinal de parada e foi perseguido. Em seguida, negou-se a soprar o bafômetro e tentou agredir um policial. Levado ao plantão policial, ele disse que havia revidado aos tiros disparados contra seu veículo pelos ocupantes de outro carro. Na ocasião, Souza já dirigia sem ser habilitado.