Deputados pedem que Fachin explique relação com delator da JBS

Pedido é assinado por 32 deputados da base governista. Ricardo Saud teria trabalhado para que o Senado confirmasse indicação do ministro ao STF

Deputados governistas protocolaram nesta quinta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um pedido de explicações ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Corte. No pedido, assinado por 32 deputados, o grupo questiona a relação Fachin com o delator Ricardo Saud, do Grupo J&F, que o teria ajudado na campanha de 2015 para que ele fosse referendado no Senado como ministro da Corte.

O pedido é acompanhado de um requerimento para que o tema seja apreciado com urgência na CCJ. No documento, os parlamentares fazem cinco perguntas ao ministro: em que condições os pedidos de apoio aos senadores se fizeram e se deles resultou algum compromisso com parlamentares e a JBS; se na época o ministro tinha conhecimento das práticas criminosas da JBS, em especial a atuação de Saud; se o fato de estar acompanhado de Saud poderia implicar em desabono de sua conduta como ministro ou comprometer o exercício de suas funções; qual o motivo da escolha de Saud para a “delicada missão” junto aos senadores; e quando e onde Fachin conheceu Saud e quantas vezes esteve com ele no Congresso ou fora dele.

“Aguardamos as respostas de Vossa Excelência para que os fatos aqui elencados sejam devidamente esclarecidos e o sempre inatacável comportamento de magistrado, que o caracteriza, continue acima de quaisquer insinuações ou comentários desabonadores de sua conduta”, finalizam os parlamentares. O pedido – que se baseia em notícias veiculadas sobre o assunto – é assinado pela “tropa de choque” do governo, entre eles os deputados Fausto Pinato (PP-SP), que assina o requerimento de urgência, Darcísio Perondi (PMDB-RS), Carlos Marun (PMDB-MS), Alexandre Baldy (Podemos-GO), Soraya Santos (PMDB-RJ) e Marcelo Aro (PHS-MG).

A ideia inicial era chamar o ministro à Câmara para dar explicações sobre sua relação com o executivo da J&F. Com receio da repercussão, os governistas optaram por apresentar um pedido de questionário a Fachin.

Deputados que pedem a saída do presidente Michel Temer viram na iniciativa uma tentativa de fustigar o ministro. “Estão querendo mexer em vespeiro. O relator da Lava Jato chamado por um outro Poder todo investigado para dar explicações é querer demais proteger o Temer que não merece tamanho empenho em sua defesa nesta hora”, disse o deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

(com Estadão Conteúdo)

Comentários

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  1. Moris Litvak

    Ô gente…. é só coincidência. O número 2 da JBS ter ajudado Fachin a ser aprovado no Senado… Que mentes malvadas…

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  2. Gilvani Marinho

    Claro, é coincidência também o Fachin ter homologado a delação deles, naqueles termos tão legais para toda a JBF, que maldade pensar algo diferente!!

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  3. Em um comentário a dois meses cheguei a afirmar que este país foi presidido nos últimos 13 anos pelo Marcelo Odebrecht…Hoje sei que fui injusto e fiz uma avaliação indevida. Na verdade quem presidiu o Brasil foi a JBS. Marcelo Odebrecht foi apenas um office boy, primo pobre dos irmãos Batistas, esses sim os verdadeiros comandantes do Brasil na era PT.

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  4. Ataíde Jorge de Oliveira

    São coisas Transcendentais, DIVINAS
    , na base do Amor entre os HOMENS
    , do Tipo : Teologia Da LI BER AÇãO
    Quem não conhece, ESTRANHA, né!

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  5. José Smigle

    Já descobriram a metade STF da tramóia, agora falta descobrir a participação do PGR nessa lambança. Quem comprou o janota?

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  6. Deveriam é questionar a competência dele para se auto-promover relator de um inquérito fajuto e ilegal que não tem relação com o Petrolão, excetuando-se o destino das propinas pagas para Lula, Dilma e o PT. Este ministro deveria ter seu impeachment pedido ao Senado.

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  7. cacarolos Souza

    Mais um bandido!!!

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