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Demóstenes volta a confrontar o Conselho de Ética no STF

Primeiro tentativa de parar processo por quebra de decoro foi negada pelo Supremo. Ele agora argumenta que prazo regimental foi descumprido

Após não ter conseguido suspender temporariamente a votação do relatório final do senador Humberto Costa (PT-PE) favorável a sua cassação, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) recorreu nesta sexta-feira novamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) com pedido para que não seja votado na segunda-feira o relatório que deve confirmar seu pedido de cassação.

A defesa argumenta no novo pedido de liminar que não foi respeitado o prazo de dez dias úteis entre a apresentação do relatório final de Humberto Costa e a votação do texto pelo colegiado.

A reunião do Conselho de Ética que deve confirmar a quebra de decoro de Demóstenes está agendada para a tarde de segunda-feira. Para a perda de mandato, o plenário do Senado terá de ratificar, em votação secreta, a cassação do político goiano.

No mais recente recurso encaminhado ao Supremo, a defesa de Demóstenes Torres rejeita a tese de que o tema seria questão interna do Senado. Para os advogados do senador, ele estaria sofrendo cerceamento de defesa e constrangimento ilegal no Conselho de Ética.