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Delegado: laudos concluirão inquérito sobre morte de PMs

Itagiba Franco disse que documentos devem ficar prontos na próxima semana

O delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou nesta quarta-feira que o resultado dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia vão colocar um ponto final no caso da morte da família Pesseghini, ocorrida em 5 de agosto, na Zona Norte de São Paulo. Responsável pelas investigações, ele disse que os laudos devem ficar prontos na próxima semana.

A Polícia Civil mantém a tese de que Marcelo Eduardo Pesseghini, de 13 anos, matou os pais, a avó e a tia-avó, foi à escola e depois se suicidou. Dois colegas do adolescente depuseram, nesta terça-feira, e revelaram detalhes “importantes” para o avanço das apurações, segundo Franco. No colégio, o garoto teria confessado que assassinou os familiares aos amigos.

Os laudos técnicos devem determinar quando cada vítima foi morta e se estavam sob efeito de medicamentos. Trinta e cinco pessoas prestaram depoimento desde a abertura do caso. Nesta quinta-feira, será a vez da médica do garoto, Neiva Damasceno. Ela seria ouvida na terça, mas adiou o compromisso alegando problemas pessoais. Neiva acompanhava o tratamento do garoto, portador de fibrose cística, desde que tinha um ano de idade.

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Caso – A versão da polícia indica que o crime ocorreu entre a noite de domingo do dia 5 e a madrugada de segunda-feira, 6. Nesse horário, o adolescente teria atirado na cabeça de cada parente com uma pistola .40, começando pelo seu pai, Luis Marcelo Pesseghini, de 40 anos, que era sargento da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). A mãe, cabo do 18º Batalhão, Andreia Regina Pesseghini, 36, que dormia ao lado do marido, teria acordado com os disparos. Seu corpo foi o único a ser encontrado em posição de joelhos – os demais estavam de bruços deitados em suas respectivas camas.

A avó, Benedita Oliveira Bovo, de 65 anos, e a tia-avó, Bernadete Oliveira da Silva, 55, moravam num sobrado do mesmo terreno. Marcelo Pesseghini teria ido até o local para executá-las. No quarto das duas idosas foram encontrados frascos de remédios antidepressivos, que podem ter contribuído para que elas não acordassem com os ruídos vindos da casa ao lado.

Em 19 de agosto, peritos do Instituto de Criminalística constataram que os tiros poderiam ter sido ouvidos a cinquenta metros do local do crime. Alguns vizinhos relataram ter escutado os disparos, mas não chamaram a polícia.

Após as execuções, o adolescente pegou o carro da mãe e foi até a escola, na Freguesia do Ó, Zona Oeste da capital, onde cursava o oitavo ano. Por volta do meio dia, voltou para casa de carona com o pai de um amigo. Ao chegar à residência, largou a mochila da escola na porta da sala, e se matou.

(Com Estadão Conteúdo)