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Cubano que abandonou Mais Médicos posta foto em Miami

Ortelio Jaime Guerra anunciou no Facebook que está vivendo nos Estados Unidos. Ele desertou do programa no começo do mês

Após abandonar o programa Mais Médicos e fugir para os Estados Unidos no início de fevereiro, o médico cubano Ortelio Jaime Guerra anunciou, em sua página no Facebook, ter se mudado para Miami e postou uma foto fazendo compras no que parece ser um supermercado americano.

O profissional atuava em uma unidade de saúde da cidade paulista de Pariquera-Açu e estava sem comparecer ao trabalho há pelo menos três semanas. No dia 9, ele informou em sua página na rede social que já estava em solo americano e havia partido sem comunicar os amigos “por questões de segurança”.

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Recentemente o cubano publicou duas fotos em sua página pessoal. Em uma delas, aparece conduzindo um carrinho de compras na fila do caixa de um supermercado. Na outra, posa ao lado de um automóvel sedan estacionado em frente a uma casa tipicamente americana. O médico não informa se vive no imóvel fotografado. Guerra atualizou na rede social a cidade onde mora para Miami, no Estado da Flórida.

Descredenciados – Guerra é um dos quatro cubanos que tiveram sua participação no programa Mais Médicos cancelada pelo Ministério da Saúde na quarta-feira. Após abandonarem seus postos de trabalho, os profissionais tiveram 48 horas para se manifestar, mas, como não procuraram o governo federal para dar satisfações, foram desligados e tiveram seus registros profissionais provisórios cancelados. Junto com Guerra, outros 89 profissionais foram desligados do Mais Médicos.

De acordo com o Ministério da Saúde, trinta profissionais comunicaram a desistência depois da notificação. A pasta não informou a nacionalidade dos médicos. O restante não se manifestou e também foi desligado. Do total, oitenta são brasileiros e cinco estrangeiros inscritos individualmente.

Apenas os quatro cubanos, contratados por meio do acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, tiveram os registros cancelados, pois os documentos tinham sido emitidos pelo ministério. Eles ficam impedidos de exercer a medicina no Brasil. A médica cubana Ramona Rodriguez não está na lista, pois o desligamento dela já havia sido formalizado.

(Com Estadão Conteúdo)