Como seria a escolha do sucessor de Temer

Na eleição indireta votam todos os deputados e senadores, e qualquer um – mesmo quem não seja parlamentar – pode ser candidato

A Constituição não prevê a convocação de eleições diretas para escolha do sucessor do presidente Michel Temer. A previsão hoje na legislação é a seguinte: caso Temer perca ou deixe por iniciativa própria o mandato, assume o cargo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que terá três meses para convocar uma eleição indireta.

Na eleição indireta votam todos os deputados e senadores, e qualquer um – mesmo quem não seja parlamentar – pode ser candidato, desde que cumpra as exigências da legislação eleitoral. O candidato eleito de forma indireta governaria até a posse do presidente vencedor nas eleições de 2018.

Para que as eleições presidenciais – previstas para outubro de 2018 – sejam antecipadas para este ano, seria necessário a aprovação pelo Congresso de uma emenda constitucional permitindo a adoção da medida, que tem o apoio basicamente dos parlamentares da oposição ao presidente Michel Temer, que são minoria nas duas Casas – para aprovar uma emenda constitucional, são necessários 2/3 dos votos dos senadores e deputados.

Quando a denúncia contra Temer veio a público com reportagem do jornal O Globo, dezenas de parlamentares ocuparam o plenário da Câmara gritando “diretas já” e pedindo a saída de Temer, a exemplo dos manifestantes na Paulista e no Palácio do Planalto, mas o tema nunca foi discutido seriamente nas duas Casas, onde Temer tem maioria.

O cenário pode, no entanto, mudar. Logo após a divulgação da reportagem, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que é da base de Temer, defendeu a renúncia do peemedebista e a antecipação das eleições. “Diante da gravidade do quadro e com a responsabilidade de não deixar o Brasil mergulhar no imponderável, só nos resta a renúncia do presidente Michel Temer e a mudança na Constituição. É preciso aprovar a antecipação das eleições presidencial e do Congresso Nacional”, escreveu.

Comentários

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  1. jose barbosa

    Como só temos vagabundo na nossa politica, é melhor chamar alguém de fora. Pode ser o Obama ou o Mujica. Estão dando sopa por aí.

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  2. celia latterman

    Nao tem jeito de votar nos politicos do Brasil, nao tem um somente um honesto. Chame alguem de fora para ser Presidente e colocar este Pais em ordem. Talvez um americano de um jeito. Porque ai sao todos canalhas.

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  3. Arsenio Meneses

    A situação do Brasil ficou de lamentável para calamitosa. Há 60 anos o gen. De Gaulle dissse sobre o Brasil: “Não é um país sério” . Logo que o Gen. Figeiredo deixou a Presidência nos anos 80 tive a chance de perguntar ‘a êle: “Presidente, por que o senhor não escreve um livro contando porquê o governo militar acabou exatamente no seu governo? E ele me respondeu: porque esse livro só teria uma página: São todos uns F.D.P ”
    O Brasil não tem hoje um único político que não tenha rabo preso. Se Temer sair o Maia assume e ele certamente está envolvido am alguma mutreta. Todos no Congresso que elegeriam indiretamente o novo Presidente são corruptos e desonestos. Quando em 2018 teremos que eleger o novo Presidente, todos os possíveis candidatos são corruptos e pilantras. Qualquer candidato que não tenha uma máquina por trás não tem chance. O Lula, com a máquina que tem, com os militantes e os que se beneficiam com o PT no governo e os que acreditam nas bolsas misérias irão garantir os 30% necessários para levá-lo aos segundo turno e depois, com os mesmos 30% ter mais de 50% dos votos válidos. Só tem uma solução: sair fora desse lamaçal, coisa que já fiz há 25 anos.

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