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Bye, bye, Haddad: petista ganha festa de despedida

Em ato com 400 pessoas na Avenida Paulista, os fiéis ciclistas e progressistas lançam o derrotado Haddad para governador e ouvem Eduardo Suplicy cantar

No começo da tarde deste domingo, cerca de 400 pessoas – pelas contas da Polícia Militar – fizeram uma manifestação na Avenida Paulista em apoio ao quase ex-prefeito paulistano Fernando Haddad. Você não leu errado: uma semana após perder a reeleição logo no primeiro turno para o tucano João Dória Jr. pelo acachapante placar de 53,3% a 16,7%, o político petista foi homenageado com uma festa que traduzia em tudo o clima do final de seu governo: uma melancolia só.

Não que a derrota tenha sido suficiente para tirar seus defensores mais aguerridos – um amálgama dos ciclistas de sempre com certa brigada hipster-orgânico-progressista – da bolha em que vivem, aquela espécie de Vila Madalena idílica e sem contato com a São Paulo real que castigou Haddad nas urnas. Prova dessa existência numa redoma paralela eram os gritos de ordem da galera. “Haddad governador” era o mais ouvido.

Como de praxe, o quase ex-prefeito fez questão de adoçar a boca dos participantes do ato “Valeu, Haddad”, convocado por meio das redes sociais. Disse aquelas palavras bonitas que, obviamente, contrastam com a feiura eloquente dos buracos na rua, ciclovias que deixam a desejar e outras marcas da gestão. Diante dos fiéis dos últimos dias, Haddad afirmou que a cidade não “está à venda”. E disse mais algumas frases bonitas, mas invariavelmente descafeinadas – pois ninguém é de ferro. “A gente transformou as ruas de São Paulo em nossa moradia”, discursou. E ainda: “Independente de quem estiver no cargo de prefeito, essa cidade não vai deixar de ser das pessoas.” 

Sorte que alguém estava ali para lembrar aos presentes que havia um mundo real fora daquela bolha. O colega petista Eduardo Suplicy, ex-senador e vereador mais votado da cidade nesta eleição, disse que continuará caminhando junto com Haddad. E, em meio a balões vermelhos em forma de coração, entoou Homem na Estrada, dos Racionais MCs, e Blowin’ In The Wind, de Bob Dylan – seu hit absoluto. Valeu, Haddad: bye, bye.

(da Redação)

Comentários

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  1. Essa baixaria que reuniu um bando de derrotados, humilhados nas urnas pelo voto direto, um bando de execrados, chupa saco do lulladrão, “mortandelas”, só podia reunir esses míseros lixos, capitaneados pelo velhaco arcaico e pelo serviçal do lulladrão.
    Esse foi o fim da quadrilha do lulladrão, um bando de ladrões que afundaram o país na miséria, na inflação, no desemprego de 15 milhões de trabalhadores, acabaram com uma das maiores empresas petrolíferas do mundo roubando tudo o que puderam.
    Agora esses mesmos ladrões vagabundos chefiados pelo lulladrão, vão passar umas férias na cadeia junto com o dirceu ladrão, aquele mesmo que esses “mortandelas” deram dinheiro para ajudar o vagabundo no tempo da cadeia do mensalão.

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  2. Pedro Lattari

    Matéria debochada e infantil que reflete o perfil de seus leitores paneleiros e que também foram com o uniforme da CBF “protestar”, na Avenida Paulista.

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  3. Carava para entender por que a revista Veja é uma CAGADA, quem tá junto?

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  4. Victor Bernardo

    Veja e sua visão medíocre e elitista. Não é pra menos que a editora Abril está a beira da falência

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  5. É impressionante o que virou o Brasil com as tais eleições, tem uma turma que só tem isto na cabeça, aí tá o exemplo, perdeu para prefeito de lavada, vai ficar na prefeitura até final do ano e sai na rua comemorar e lançar candidatura para 2018. Gente existe um Brasil além de pleitos eleitorais que não se acabam mais, a derrota humilhante do Haddad é justamente por isto, este Brasil que digo que existe além das eleições, este Brasil que trabalha e ´produz e paga toda esta farra, não aguenta mais esta gente, será que não conseguem perceber isto, o Brasil não aguenta mais.

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