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Bancária é condenada por lavagem de dinheiro em SP

Por Marcela Bourroul Gonsalves

São Paulo – A Justiça condenou a bancária Rachelle Abadi pelo crime de lavagem de dinheiro proveniente de ato de corrupção durante a gestão de Celso Pitta na Prefeitura de São Paulo. Pela decisão, ela terá que cumprir seis anos de reclusão e pagar multa equivalente a 130 salários mínimos.

Rachelle prestava assessoria financeira a Pitta e, segundo a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF), tinha plena consciência dos atos ilícitos praticados pelo ex-prefeito. O serviço prestado por Rachelle estava relacionado à abertura e movimentação de contas no exterior, além de abrir e fechar empresas e movimentar o dinheiro entre as empresas e contas do ex-prefeito, morto em novembro de 2009.

Segundo a denúncia, o ex-prefeito enviou para contas em Nova York (EUA), Suíça e Guernsey (Comunidade Britânica) recursos provenientes de corrupção na realização de obras públicas na capital paulista durante os quatro anos em que ficou à frente da Secretaria de Finanças (1993-1996) e, depois, durante o mandato de prefeito, especialmente os recursos derivados da construção da avenida Água Espraiada.

O esquema de corrupção teria sido montado na Prefeitura na gestão do prefeito Paulo Maluf, durante as obras de canalização do córrego da Água Espraiada e construção da avenida de mesmo nome. A obra, concluída em 2000, na gestão de Celso Pitta, custou R$ 796 milhões. Em sua sentença, o magistrado reconheceu que há provas suficientes do esquema de corrupção, como os procedimentos licitatórios, existência de superfaturamento e desvio de recursos.