Associação pede cancelamento do Réveillon de Copacabana

Grupo de oficiais militares ativos e inativos da PM e do Corpo de Bombeiros teme que "grave crise política e financeira" provoque manifestações violentas

A Associação de Oficiais Militares Ativos e Inativos da PM e do Corpo de Bombeiros (Aomai) divulgou nesta quarta-feira uma carta na qual pede ao governo do Rio de Janeiro o cancelamento das tradicionais festividades de Réveillon em Copacabana. A Aomai afirma que, por causa da “grave crise política e financeira que atravessa o Estado”, podem haver manifestações de “proporções violentas”.

“A Aomai, antevendo a possibilidade de ocorrência de manifestações que, pela amplitude e quantidade de pessoas envolvidas, poderão tomar proporções violentas e atentatórias a integridade da população presente ao evento, recomenda o cancelamento dos shows artísticos e pirotécnicos no município do Rio”, diz trecho da carta assinada pelo presidente da associação, coronel Adalberto de Souza Rabello, endereçada ao governador Luiz Fernando Pezão e ao prefeito Eduardo Paes.

Segundo o coronel reformado da Polícia Militar, Paulo Ricardo Paúl, que participou da elaboração da carta, o risco de ocorrer protesto é real. “Já tivemos manifestações violentas no Rio de Janeiro neste ano e o melhor lugar para se protestar é o Réveillon de Copacabana, que recebe 2 milhões de pessoas. Isso pode causar uma tragédia terrível.”

Em suas redes sociais, a Prefeitura do Rio de Janeiro garantiu a manutenção do evento. “Vocês perguntaram e aqui está: vai ter queima de fogos na virada do ano, sim!”, informou a prefeitura nesta quarta-feira, repassando as informações sobre a famosa queima de fogos na cidade.

Na terça-feira, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil divulgaram o planejamento para as festividades de 2017. Os órgãos aguardam 2 milhões de pessoas nas areias de Copacabana, sendo cerca de 865.000 turistas.

Neste ano, o Réveillon de Copacabana terá apenas um palco, na altura do Copacabana Palace, e a principal atração será um show do Grande Encontro, reunindo Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo. As atrações estão marcadas para começar às 18h30 e devem se estender até depois das 3h. O show principal está marcado para as 21h45.

Abaixo, a carta da Aomai: 

Carta da Aomai divulgada no blog do coronel Paulo Ricardo Paul

Carta da Aomai divulgada no blog do coronel Paulo Ricardo Paul (Reprodução)

Comentários

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  1. Alex Cardozo

    O réveillon no Rio “é um a festa mundial”, tá de brincadeira, conheci vários estrangeiros e muito deles nem sequer queriam ou pensariam estar no Rio, o problema do carioca é que muitos tem um ego do tamanho do Sol. Acordem! Hell de Janeiro.

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  2. Derci de Lima

    Este prefeito esta com escarnio dos funcionários públicos, o pilantra não paga os salários e faz festa? Se isto não for uma tiração de sarro da cara deste pessoal não sei mais o que é tirar sarro

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  3. Derci de Lima

    Pedro Alcântara Machado, abaixa a bola que sua cidade não é tudo isto que você pensa, só a globo e os cariocas acham isto que você falou, e sera que tem alguém que em plena virada de ano vai estar em frente a uma teve vendo queima de fogos? Só na sua cabeça e da globo

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  4. Edson Puiatti

    Cancelem tudo, e ponham as contas em ordem. O Estado não pode promover festa se não está em dia com o pagamento dos seus servidores.

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  5. Tadeu Passarelli

    Adeus, Rio.. Adeus, Brasil, país doente…

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  6. César Augusto

    A polícia está com medo dos vagabundos do PT fazerem arruaça?

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