<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-30210460</atom:id><lastBuildDate>Fri, 16 May 2008 13:40:58 +0000</lastBuildDate><title>VEJA.com: Blog | Reinaldo Azevedo</title><description/><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>12295</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-7679009476245677071</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:56:57.185-03:00</atom:updated><title></title><description>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;LEIAM ABAIXO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;- Raposa Serra do Sol 1 - A terra onde brotam ouro, mistificação e cupidez;&lt;br /&gt;- Raposa Serra do Sol 2 – As riquezas da reserva e quem defende o quê;&lt;br /&gt;- Raposa Serra do Sol 3 - General Heleno não é voz isolada, afirma almirante;&lt;br /&gt;- Raposa Serra do Sol 4 - Líder arrozeiro acusa governo e ministro de fazerem;&lt;br /&gt;- "Esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros";&lt;br /&gt;- "Não tenho planos para o Mangabeira";&lt;br /&gt;- Expectativa não é boa, diz Maggi sobre Minc;&lt;br /&gt;- Procura-se emprego para Siba;&lt;br /&gt;- Na CPI, assessor dirá que Erenice coordenou dossiê;&lt;br /&gt;- Paulinho ficou "desesperado", revela grampo;&lt;br /&gt;- Alckmin confirma vaga de vice para o PTB;&lt;br /&gt;- Rentabilidade dos bancos nos seis anos do governo Lula é superior à dos oito anos do governo FHC;&lt;br /&gt;- BB vai absorver Banco Popular, após R$ 144 mi em prejuízos;&lt;br /&gt;- IGP-10 triplica neste mês e avança 1,52%;&lt;br /&gt;- BC já admite inflação de 5% neste ano;&lt;br /&gt;- Discurso de Bush em Israel é lido como crítica a Obama &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/leiam-abaixo-raposa-serra-do-sol-1.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-2202099188238178903</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:37:19.449-03:00</atom:updated><title>Raposa Serra do Sol 1 - A terra onde brotam ouro, mistificação e cupidez</title><description>&lt;div align="justify"&gt;A cada dia fica mais evidente a maluquice do governo Lula ao tentar transformar a região de Raposa Serra do Sol numa área contínua de reserva indígena. Não fosse a história demonstrar que a presença do branco na área remonta ao século 19; não fossem as evidências de fraude no tal laudo antropológico que dá amparo técnico à decisão; não fossem as provas factuais de que os índios já não vivem mais como seus antepassados, há a questão, sim, estratégica — e não diz respeito apenas ao controle das fronteiras. A região é rica em ouro, diamante e especialmente nióbio. O mapa das riquezas minerais tem uma exata coincidência com o mapa das reservas — tanto a ianomâmi como, agora, a Raposa Serra do Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O qüiproquó todo se deu por causa dos arrozeiros, que resolveram resistir. Mas eles ocupam uma área ridiculamente pequena: apenas 0,7% de toda a reserva, onde se produzem 159 mil toneladas de arroz. Os índios vivem da agricultura, da pecuária e, como ficou evidente na reportagem do &lt;em&gt;Jornal da Globo&lt;/em&gt;, do garimpo, uma atividade proibida por ali. A reportagem surpreendeu dois índios — falando com todos os esses e os erres de quem domina o português há gerações — na beira do rio. Duas ou três mergulhadas da batéia na água, e o ouro aparece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É grotesco que essa questão esteja em debate quando há uma crise no Ministério do Meio Ambiente e se fale em desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ora, o que se entende por isso? Fechar os índios num jardim zoológico? Esse é o sonho de alguns antropólogos desmiolados. Tão logo os “brancos” saiam dali — se tiverem de sair —, há, isto sim, o risco de uma guerra civil entre os índios. Esqueçam: a noção de propriedade da chegou à região. Eles estão em busca de atividades que rendam lucro, como em qualquer economia capitalista. Não se vai realizar ali o sonho edênico da propriedade coletiva. E vão, como qualquer ser humano, buscar as atividades mais rentáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a “causa” Raposa Serra do Sol vocaliza a militância de uma único grupo: o Conselho Indígena de Roraima (CIR), que é financiado por ONGs — duas em especial: a Fundação Ford, como já demonstrei aqui, e a The Nature Conservancy, que recebe dinheiro dos governos dos Estados Unidos, Reino Unido e França. Sua representante falou ao &lt;em&gt;Jornal da Globo&lt;/em&gt;. A ONG auxilia os índios a encontrar áreas para a agricultura, pecuária e, pasmem!, mineração. Só que, por enquanto, o governo brasileiro proíbe a mineração na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e daí? O governo brasileiro proíbe, e as ONGs estimulam. E como é que o Planalto resolveu tomar conta, enfim, do seu território? Ora, expulsando de Raposa Serra do Sol os não-índios. É uma estupidez. Ademais, a própria CIR diz reunir pouco mais de sete mil indivíduos — dos 19 mil que vivem lá. Como já é um organismo político, é bem possível que tenha muito menos gente. Mas que se dê de barato: ainda assim, trata-se de uma minoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta tentar dourar a pílula. O Brasil é signatário da tal Declaração dos Povos Indígenas, da ONU. Isso quer dizer que o governo está de acordo com os seus pressupostos (se quiser ler íntegra da declaração, está &lt;a href="http://www.cimi.org.br/pub/publicacoes/1191526307_Encarte299.pdf"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;). Se está, concorda, então, com isto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Artigo 3&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os povos indígenas têm direito à livre determinação. Em virtude desse direito, determinam livremente a sua condição política e perseguem livremente seu desenvolvimento econômico, social e cultural.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 4&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os povos indígenas no exercício do seu direito à livre determinação, têm direito à autonomia ou ao autogoverno nas questões relacionadas com seus assuntos internos e locais, assim como os meios para financiar suas funções autônomas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Artigo 30&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Não se desenvolverão atividades militares nas terras ou territórios dos povos indígenas, a menos que as justifiquem uma razão de interesse público pertinente, ou que as aceitem ou solicitem livremente os povos indígenas interessados”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há ambigüidade nenhuma aí. As coisas são o que são. Essa é a causa das ONGs da região, em parceria com o Conselho Indigenista Missionário, a facção da Igreja Católica ligada ao que chamo de “Escatologia da Libertação”. Vocês sabem, não? Se deixássemos a agricultura por conta dos “padres progressistas”, a fome certamente já teria matado uns três quartos da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delimitação da reserva Raposa Serra do Sol nasce de uma fraude técnica. A causa alimenta-se do equívoco, quiçá da cupidez. E o país não terá um bom futuro se continuar a jogar brasileiros contra brasileiros, pouco importa a sua origem. Ou a cor de sua pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o STF aja com sabedoria!&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/raposa-serra-do-sol-1-terra-onde-brotam.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-4197153305649796961</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:36:42.257-03:00</atom:updated><title>Raposa Serra do Sol 2 – As riquezas da reserva e quem defende o quê</title><description>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;em&gt;Jornal da Globo&lt;/em&gt; levou ao ar, na noite de ontem, a terceira e última reportagem da série sobre a reserva Raposa Serra do Sol. Leiam com atenção. Para assistir ao vídeo, clique &lt;a href="http://jg.globo.com/JGlobo/0,19125,VTJ0-2742-20080515-321965,00.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Comento no post seguinte:&lt;br /&gt;*&lt;br /&gt;Na Raposa Serra do Sol, o horizonte parece infinito e a riqueza sem limite. “Tem muito ouro e diamante, então é mais por isso que querem essa área”, diz a wapixana Maria Antonia dos Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem não quer um pedaço dessa terra? Planícies ideais para o cultivo de arroz, sobra espaço no lavrado para a criação de gado e basta percorrer estradas, perto de belíssimos rios e cachoeiras, para encontrar outras riquezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No banho do Paiuá, um dos pontos turísticos do município do Uiramutã., recentemente, o serviço geológico do Brasil fez furos nas rochas a procura de minerais. E dias atrás, garimpeiros foram retirados da areia, eles estavam à procura de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia, usada nos fins de semana por moradores de Uiramutã, foi aberto um grande buraco. “Estavam lavando essa terra e pegando ouro, bastante ouro. Foi preciso que a gente viesse aqui e conversasse com eles que esse aqui é o banho da cidade e não poderia ser degradado dessa forma”, conta Miguel da Silva Araújo, secretário de Agricultura de Uiramutã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro lugar, perto de onde cristais brotam do chão, encontramos equipamentos usados no garimpo, atividade proibida na reserva. Procuramos um pouco mais e finalmente, descendo a ladeira, vemos dois homens trabalhando dentro d´água. Observamos com paciência e alguns minutos depois surgem vários pontos dourados brilhando no fundo da batéia. “Todo dia, tem vezes que a gente faz dois gramas, três gramas. Tem semana que é assim 10, 14, 15 gramas”, conta o índio macuxi Edson da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mapa de Roraima feito pelo serviço geológico do Brasil, do Governo Federal, mostra que as principais reservas minerais do estado ficam localizadas sobre as reservas Yanomami e Raposa Serra do Sol. Tem ouro, diamante, nióbio e outros minerais nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a demarcação em área contínua, fazendeiros e não índios terão que sair da reserva. Fato que preocupa o governador de Roraima. José de Anchieta Filho acredita que a fronteira ficará desprotegida. “Nós temos aqui cerca de 960 quilômetros de fronteira com a Venezuela e mais 960 quilômetros com a Guiana Inglesa. Se permitirmos que isso aconteça, o que vai acontecer? Daqui a pouco toda a fronteira está demarcada como área indígena, tirando toda a presença de não índio, de militares dessa área e deixando apenas sob a jurisdição apenas dos índios de manter a soberania e a vigilância dessa fronteira. Esse é o perigo”, afirma o governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não é ameaça à soberania nacional. Lá na reserva Raposa Serra do Sol existem três pelotões onde o exército deve cumprir seu dever constitucional. Então, por aí, não é uma ameaça porque nós acreditamos na nossa instituição legalmente criada que é o exército”, diz o líder indígena, Júlio Macuxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo de Roraima quer um plano de desenvolvimento econômico sustentável dentro da reserva, que inclui a construção de uma hidrelétrica no rio Cotingo. Índios ligados a Sodiur, associação que defende a permanência de arrozeiros e comerciantes, apóiam a idéia. “Uma área imensa, que dá para nós trabalhar, dá para nossos filhos trabalhar, dá para outros não índios trabalhar porque são parceiros”, defende o líder indígena Adelino Pereira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exploração das riquezas também está nos planos do CIR, o Conselho Indígena de Roraima, que exige a saída de todos os não índios dali. Desde 2003, a maior ONG ambientalista do mundo, a The Nature Conservancy, que recebe dinheiro dos governos dos Estados Unidos, Reino Unido e França financia o CIR em projetos para identificar áreas de agricultura, pecuária e até de mineração - atividade ainda não aprovada por lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós acreditamos que é possível, assim como existe em outros lugares do mundo, que os indígenas participem de atividades minerarias, desde que isso seja muito bem regulamentado pelo governo brasileiro”, defende a representante da ONG no Brasil. Ana Cristina Barros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de ONGs e igrejas é visto com desconfiança por militares, que temem a influência de estrangeiros sobre os índios. Outra preocupação é o contrabando de ouro e pedras preciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da presença de pelotões dentro da reserva, oficiais dizem que estrangeiros podem circular sem controle na terra indígena e atravessar livremente o rio Maú, que faz divisa com a Guiana, onde o barqueiro faz a viagem sem qualquer fiscalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O general Heleno Ribeiro, comandante militar da Amazônia, criticou a política indigenista do governo e por isso foi repreendido pelo presidente Lula. “É só ir lá olhar as comunidades indígenas para ver que essa política é lamentável, para não dizer que é caótica”, disse o general em abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O que está em jogo é o fato de se estar criando uma situação de risco, que pode vir a se transformar numa ameaça concreta a soberania do país”, acredita o general Alberto Cardoso. O general, ex-chefe do gabinete militar da presidência, reflete uma corrente de opinião dentro do exército. Assim como muitos oficiais, ele acredita que num cenário de radicalização, os índios possam ser estimulados a criar um estado independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Basta que se decida, que ali tem um território, tem uma nação, vamos criar um estado e transformar esse estado em algo independente. Um ente político independente e aí já se foi a nossa soberania e vai se criar uma situação conflituosa”, dia o general.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ONGs, a Igreja Católica e os índios do CIR, a preocupação dos militares não faz sentido. “Se a igreja tem algum pecado é de trabalhar pela promoção da vida e da dignidade das pessoas e esse pecado nós não temos medo de confessar”, diz o bispo de Roraima, Dom Roque Paloschi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Nós acreditamos que dizer que os povos indígenas são ameaça à soberania nacional é crime de racismo contra os povos indígenas", diz o líder indígena, Júlio Macuxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas próximas semanas, o Supremo Tribunal Federal vai decidir se a demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, de forma contínua, será mantida como quer a Funai ou se será feita uma revisão do processo, como pede o governo do estado de Roraima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O julgamento não definirá o caso de Roraima, mas não resolve uma questão ainda maior: o que queremos fazer com a Amazônia e como vamos tratar nossos índios?&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/raposa-serra-do-sol-2-as-riquezas-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-8140129525458515627</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:35:58.067-03:00</atom:updated><title>Raposa Serra do Sol 3 - General Heleno não é voz isolada, afirma almirante</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Na Folha:&lt;br /&gt;O chefe do Estado Maior de Defesa, almirante-de-esquadra Marcos Martins Torres, afirmou que o general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, não é o único nas Forças Armadas em suas críticas à demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol (RR).&lt;br /&gt;Indagado especificamente se Heleno era uma "voz isolada", Torres respondeu "não", enfaticamente, mas evitou fazer comentários sobre as observações do general -ele causou polêmica ao classificar a demarcação contínua da reserva como ameaça à soberania nacional.&lt;br /&gt;Após anos de impasse, a demarcação foi decidida pelo governo Lula após laudos técnicos da Funai demonstrarem a necessidade do terreno para a sobrevivência da etnia macuxi. A reserva possui área de cerca de 1,68 milhão de hectares e faz fronteira com a Guiana, o que incomoda os militares.&lt;br /&gt;Além disso, a savana da região é propícia à plantação de cereais, o que levou arrozeiros a se instalarem na área.&lt;br /&gt;O Supremo Tribunal Federal já recebeu ao menos 33 ações que contestam a demarcação contínua da terra, mas não decidiu sobre o caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1605200811.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/raposa-serra-do-sol-3-general-heleno-no.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-4755018456191673460</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:34:58.883-03:00</atom:updated><title>Raposa Serra do Sol 4 - Líder arrozeiro acusa governo e ministro de fazerem "terrorismo"</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Lucas Ferraz, na Folha:&lt;br /&gt;Personagem principal da polêmica envolvendo a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, o líder arrozeiro e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM), 55, acusou o governo federal e o ministro Tarso Genro (Justiça) de fazerem terrorismo na terra indígena. Segundo ele, o confronto entre índios e funcionários de sua fazenda, na semana passada, foi "orquestrado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOLHA - O sr. disse que o confronto na reserva se agravaria se a política do governo fosse mantida. Isso acontecerá mesmo se o STF confirmar a demarcação contínua?&lt;br /&gt;PAULO CÉSAR QUARTIERO -&lt;/strong&gt; Com certeza, a questão é emblemática. Só 7% de Roraima pode ser utilizada por qualquer atividade econômica. É condenar a população ao aniquilamento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOLHA - E a convivência com os índios?&lt;br /&gt;QUARTIERO -&lt;/strong&gt; Nós defendemos os índios! Quem condena é essa política. Há áreas demarcadas há 20, 30 anos, nenhuma produtiva. Alguns índios sobrevivem com cesta básica. Por que temos que condená-los a viver como antigamente?&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;FOLHA - E o ataque dos funcionários de sua fazenda aos índios?&lt;br /&gt;QUARTIERO -&lt;/strong&gt; Foi orquestrado. Aqueles índios foram levados pela Funai, em veículos da missão católica, que tem interesse em retirar os evangélicos da região. Tudo com o apoio da PF. Eles sabiam que se entrassem haveria confronto. Esses feridos foram a pior coisa para nós. Eles buscam um mártir, como Dorothy Stang e Chico Mendes. Empurraram os índios como bucha de canhão para que se transformem em mártires. &lt;/div&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1605200810.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/raposa-serra-do-sol-4-lder-arrozeiro.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-7745488968154514581</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:34:11.832-03:00</atom:updated><title>"Esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros"</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Gabriel Manzano Filho, no Estadão:&lt;br /&gt;"Uma coisa tem que ficar clara. Esta parte do Brasil é importante demais para ser deixada aos brasileiros. Se perdermos as florestas perderemos a batalha contra as mudanças climáticas." É assim, num texto curto e direto, que o jornal londrino The Independent fecha o seu editorial de ontem, em que critica duramente o governo brasileiro pela saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.&lt;br /&gt;Sob o título Salvem os Pulmões do Planeta, o jornal diz ainda que a Amazônia "é um recurso precioso para o mundo inteiro, pelo qual todos temos de assumir a responsabilidade". Além do editorial, o jornal dedica duas páginas à saída da ministra.&lt;br /&gt;Porta-voz de causas ambientais, The Independent define a renúncia da ministra como "um tapa no futuro do planeta". E repete as críticas aos fazendeiros e madeireiros da Amazônia. Acusa o governo de ceder aos lobbies do agronegócio e compara: "Quase 25% do total de emissões de carbono do planeta hoje se devem ao processo de desmatamento - superando de longe os 14% produzidos por aviões, carros e fábricas".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080516/not_imp173652,0.php"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/esta-parte-do-brasil-importante-demais.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-4713846794540750434</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:09:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:33:31.004-03:00</atom:updated><title>"Não tenho planos para o Mangabeira"</title><description>Por Andrei Netto, no Estadão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Trinta e seis horas se passaram entre o contato do Estado com o então secretário de Ambiente do Rio, Carlos Minc, e o novo ministro do Meio Ambiente, o mesmo Minc. Na primeira entrevista, na quarta-feira, ele descartava a hipótese de assumir o posto aberto pela saída de Marina Silva. Ontem, Minc voltou a falar, dessa vez na condição de ministro "em tese". Confirmou que aceitou o convite após as pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo governador do Rio, Sérgio Cabral. E justificou a mudança de idéia alegando ter "carta verde" para desenvolver seus projetos à frente do ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por que a mudança de opinião?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;No dia de ontem, as coisas começaram a mudar com os vários telefonemas do Sérgio Cabral. Ele dizia que era uma questão do Lula, uma questão do País, que eu não poderia negar. Criou-se uma circunstância na qual a minha recusa seria encarada como uma covardia política. Somem-se a isso as garantias que o Lula me deu. Essas foram as condições de o não virar sim.&lt;br /&gt;(...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor cogita o nome do ex-governador Jorge Viana para a coordenação-executiva do PAS. Qual seria a relação entre Viana e o ministro Roberto Mangabeira Unger, nos seus planos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Veja, eu não tenho planos para o Mangabeira porque quem tem planos para o Mangabeira é o presidente da República. Entendo que o presidente pensou em alguém mais fora da disputa por verbas. O ministério do Mangabeira não disputa verbas com Cidades, Integração, Agricultura. É mais de formulação. Eu penso em uma pessoa, independente de quem seja o ministro formulador, que seja o executor. Seria uma pessoa que conhece a Amazônia. No caso, Jorge Viana conhece a Amazônia, conhece os prefeitos, os governadores, tem uma política muito proativa de desenvolvimento sustentável, com a qual me identifico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080516/not_imp173650,0.php"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/no-tenho-planos-para-o-mangabeira.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-5760953593660121327</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:07:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:32:41.856-03:00</atom:updated><title>Expectativa não é boa, diz Maggi sobre Minc</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por João Carlos Magalhães, na Folha:&lt;br /&gt;O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), afirmou ontem à Folha que não tem uma boa expectativa sobre a futura gestão de Carlos Minc à frente do Ministério do Meio Ambiente, no lugar de Marina Silva, que se demitiu.&lt;br /&gt;"Ele não me conhece, não conhece o Estado, não conhece a região. A expectativa, posso dizer, é, por enquanto, não boa", afirmou o governador.&lt;br /&gt;Mato Grosso é o recordista histórico no desmatamento da floresta. Um dos maiores sojicultores do mundo, Maggi se firmou, desde que foi eleito pela primeira vez, em 2002, como a principal liderança dos produtores rurais da região.&lt;br /&gt;Em entrevista à TV Globo antes de aceitar o convite para o ministério, Minc declarou que, "se deixar", Maggi plantaria soja "até nos Andes".&lt;br /&gt;"Achei muito preconceituoso", respondeu Maggi. "Me senti surpreendido por ter sido metralhado assim. Conheço muito o Brasil; ele, não. Mas o convido, desde já, para vir aqui e conhecer nosso trabalho."&lt;br /&gt;Em nota, o governo mato-grossense classificou de "descabidas, inoportunas, extemporâneas e impróprias" as declarações do novo ministro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1605200808.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/expectativa-no-boa-diz-maggi-sobre-minc.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-7514270793357129952</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:31:46.092-03:00</atom:updated><title>Procura-se emprego para Sibá</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Leandro Colon e Tiago Pariz, no Correio Braziliense:&lt;br /&gt;Sibá Machado (PT-AC) não é mais senador. E está atrás de um bom emprego. Algo que lhe dê visibilidade para voltar ao Congresso nas próximas eleições. Desta vez, com votos. Ontem, ele passou o dia limpando as gavetas e acertando os últimos detalhes de sua saída. Sem o salário de R$ 16,5 mil e todas as regalias de um mandato, Sibá sonha agora com uma secretaria no governo do Acre.&lt;br /&gt;Ele negocia com o governador Binho Marques (PT) a criação de um órgão ligado à produção energética. Sibá quer levar adiante a proposta de estimular o estudo para retirar etanol da mandioca. “É a linha que mais se aproxima de mim”, afirma. Nos próximos dias, deve ter uma resposta sobre seu futuro.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Ontem, Ideli [Salvatti] tentou segurá-lo em Brasília. Queria emplacá-lo em alguma diretoria ligada ao biocombustível, mas foi avisada que, por enquanto, não há uma vaga para abrigar Sibá. “Vamos ver o que fazer. O ideal seria mantê-lo em Brasília.” Sibá agradece, mas quer voltar ao Acre. (...) Se uma nova secretaria no Acre não vingar, há ainda a possibilidade de o governo estadual concretizar uma velha demanda dos petistas: a criação do Instituto de Pesquisa Econômica do Acre. Sibá presidiria o órgão.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;A troca de cadeiras terá um reflexo que já preocupa o PT: Sibá era um senador disciplinado e seguia à risca a cartilha petista. Marina, não.&lt;br /&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www2.correioweb.com.br/cbonline/politica/pri_pol_112.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/procura-se-emprego-para-sib.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-9116037132034449829</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:31:06.810-03:00</atom:updated><title>Na CPI, assessor dirá que Erenice coordenou dossiê</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Sônia Filgueiras e Vera Rosa, no Estadão:&lt;br /&gt;O assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Eduardo Fernandes, vai sustentar em seu depoimento na terça-feira, na CPI dos Cartões, que o ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires lhe disse que Erenice Guerra coordenou a coleta de informações e a montagem do dossiê com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Erenice é secretária-executiva da Casa Civil e braço direito da ministra Dilma Rousseff.&lt;br /&gt;André Fernandes também vai apresentar à CPI uma cópia dos e-mails trocados com Aparecido - que deixou o cargo na quarta-feira -, além da planilha remetida pelo ex-secretário. O assessor de Dias deixará o material à disposição dos parlamentares da CPI para eventual exibição no plenário da comissão.&lt;br /&gt;Conforme apuração do Estado, o arquivo remetido por Aparecido a André não traz em seus registros o nome do autor da planilha com os dados do dossiê. Tem somente a identificação "Casa Civil".&lt;br /&gt;A menção ao nome de Erenice na CPI abre uma brecha para que a bancada oposicionista tente estender as investigações à principal assessora de Dilma, levando a própria ministra a se expor. A oposição já tentou convocar Dilma para depor, mas viu seus requerimentos barrados.&lt;br /&gt;A expectativa é de que na terça, além do depoimento de André, a CPI também ouça Aparecido, conforme compromisso firmado por seu novo advogado, Luiz Maximiliano Telesca, com a comissão. O ex-secretário foi apontado por integrantes do próprio governo como suspeito de ter divulgado o dossiê. Laudo preliminar do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI), responsável pela perícia nos computadores da Casa Civil indicou que o arquivo foi remetido a André a partir de uma troca de e-mails entre ele e Aparecido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080516/not_imp173635,0.php"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/na-cpi-assessor-dir-que-erenice.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-2803800256342807767</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 09:01:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:30:22.686-03:00</atom:updated><title>Paulinho ficou "desesperado", revela grampo</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Fausto Macedo e Roberto Almeida, no Estadão:&lt;br /&gt;O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) ficou "desesperado" com a Operação Santa Tereza, que desmontou suposto esquema de desvio de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Paulinho se comprometeu a providenciar advogado e até a tirar da prisão o coronel da Polícia Militar Wilson Consani, seu amigo e homem de confiança, apontado pela Procuradoria da República como um dos principais operadores da trama BNDES.&lt;br /&gt;As informações constam do relatório 10 da Polícia Federal - 35 páginas que descrevem a reação de alvos da missão e alguns de seus familiares. Todos caíram no grampo da PF, autorizado judicialmente.&lt;br /&gt;Adriana Consani, mulher do coronel Wilson Consani, foi interceptada dia 25 de abril, às 9h54. Ela telefonou para o marido, que estava preso na Custódia da PF desde o dia anterior, capturado pela Santa Tereza. Adriana disse ao marido que estava ligando a pedido de Miguel, que a PF acredita ser dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.&lt;br /&gt;O relatório resume a conversa do casal Consani, com 6 citações a Paulinho. "Adriana diz que o Paulinho está mandando um advogado para Consani e é para ele (coronel) ficar tranqüilo. Adriana diz que o Paulinho Pereira ligou para ela e disse que todo mundo que foi preso ninguém está preocupado...Consani pergunta o que o Paulinho falou. Adriana diz que o Paulinho está desesperado e falou para Consani ficar despreocupado que ele (Paulinho) irá tira-lo de lá, diz que ele (Paulinho) está muito preocupado."&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080516/not_imp173638,0.php"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/paulinho-ficou-desesperado-revela.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-581762380308747499</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 08:59:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:29:44.517-03:00</atom:updated><title>Alckmin confirma vaga de vice para o PTB</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Na Folha:&lt;br /&gt;O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) definiu ontem o apoio do PTB à sua campanha pela Prefeitura de São Paulo. É a primeira aliança costurada pelo tucano desde que anunciou oficialmente ao partido, há quase um mês, seu desejo de concorrer à sucessão de Gilberto Kassab (DEM).&lt;br /&gt;Com o apoio, Alckmin terá pelo menos cerca de quatro minutos em cada um dos dois blocos do horário eleitoral gratuito na TV, mas o acordo deve atrair também para a aliança o pequeno PSDC, de José Maria Eymael, aliado do PTB. Os petebistas, por sua vez, ganharam a indicação do vice de Alckmin.&lt;br /&gt;Até ontem, o mais cotado para a vaga era o deputado estadual Campos Machado, que esteve à frente das negociações. Ele, no entanto, disse que ainda não há uma definição e que só deverá ocorrer no final do mês.&lt;br /&gt;A aliança, antecipada pelo "Painel", deverá ser anunciada oficialmente na segunda-feira. Falta definir se os partidos formarão uma chapa proporcional de vereadores, um dos pleitos do PTB. Machado alega que, por ter desistido da candidatura própria, ele prejudicará os candidatos à Câmara de seu partido se abrir mão da coligação proporcional -em que as duas siglas dividem os votos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1605200824.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/alckmin-confirma-vaga-de-vice-para-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-2017527644168418817</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 08:57:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:29:02.435-03:00</atom:updated><title>Rentabilidade dos bancos nos seis anos do governo Lula é superior à dos oito anos do governo FHC</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Camila Maraques, na Folha:&lt;br /&gt;Com estabilidade econômica e empréstimos recordes, os bancos brasileiros de capital aberto, aqueles com ações negociadas na Bolsa de Valores, já registram nos seis anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003 a 2008) rentabilidade maior do que a obtida nos oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), segundo cálculos da consultoria Economática. O estudo não apresenta uma média por governo, mas os resultados em cada ano (veja quadro nesta página).&lt;br /&gt;No mesmo período, por outro lado, os bancos norte-americanos viram sua rentabilidade despencar à menor taxa em 11 anos. No acumulado de 12 meses encerrados em março, a chamada Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido (ROE, na sigla em inglês) dos 18 bancos brasileiros analisados ficou em 21,94%, enquanto a das 94 instituições americanas foi de apenas 9,72%. O ROE é um indicador ao qual analistas financeiros dão muita atenção porque, de forma simplificada, reflete o quanto uma empresa consegue crescer sem fazer investimentos, usando apenas o patrimônio que já possui.&lt;br /&gt;Segundo a Economática, essa rentabilidade dos bancos nos EUA despencou por conta da crise imobiliária do "subprime" (empréstimos considerados de alto risco), que acarretou perdas bilionárias no último semestre. Os dados apontam que a queda começou em 2004, quando a rentabilidade estava em 16,35% -o melhor nível foi verificado em 2000 (19,15%).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1605200824.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/rentabilidade-dos-bancos-nos-seis-anos.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-1787652410869945777</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 08:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:28:23.847-03:00</atom:updated><title>BB vai absorver Banco Popular, após R$ 144 mi em prejuízos</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Ney Hayashi da Cruz, na Folha:&lt;br /&gt;O Banco do Brasil anunciou ontem que irá absorver as operações do Banco Popular, subsidiária do BB criada em 2003 para atender clientes de baixa renda. Na prática, isso significa o fim da instituição financeira que representou uma das primeiras iniciativas do governo Lula para democratizar o acesso a serviços bancários, mas que deixa de existir sem nunca ter conseguido gerar lucros.&lt;br /&gt;Toda a estrutura montada pelo Banco Popular será transferida para o BB e funcionará sob uma nova diretoria do banco, chamada de diretoria de Menor Renda. Os 81 funcionários do Banco Popular, todos eles cedidos pelo BB, voltam a seus empregos de origem.&lt;br /&gt;Segundo o vice-presidente de Varejo e Distribuição do BB, Milton Luciano dos Santos, o objetivo é reunir numa mesma área do banco todas as operações com pessoas que têm renda mensal de até um salário mínimo, o que tornaria a atuação nesse segmento mais eficiente. Além de absorver o Banco Popular, a nova diretoria irá gerenciar correspondentes bancários e programas de desenvolvimento regional do BB.&lt;br /&gt;Desde que iniciou suas operações, o Banco Popular acumulou R$ 144 milhões em prejuízos. No ano passado, as perdas foram de R$ 16 milhões. "Isso é o custo de aprendizado", diz Santos, referindo-se à importância que a experiência acumulada no período teve para o banco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1605200823.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/bb-vai-absorver-banco-popular-aps-r-144.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-2105077924279970315</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 08:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:27:46.755-03:00</atom:updated><title>IGP-10 triplica neste mês e avança 1,52%</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Na Folha:&lt;br /&gt;O IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) mais que triplicou em maio: subiu 1,52%, contra variação de 0,45% em abril, segundo a FGV. É a maior taxa para um mês de maio desde 1995 (1,54%) e a mais alta desde dezembro de 2007 (1,59%), consideradas todas as variações mensais.&lt;br /&gt;No acumulado em 12 meses, a inflação se manteve acima de dois dígitos: 10,71%. No ano, a alta chega a 4,47%.&lt;br /&gt;Os preços no atacado foram novamente os vilões da inflação, mas com um ingrediente a mais: uma alta generalizada de produtos industriais. O IPA (Índice de Preços por Atacado) saltou de 0,35% para 1,91%. A principal fonte de pressão veio dos produtos vendidos pelas indústrias, que subiram 2,01%.&lt;br /&gt;Antes, os reajustes estavam concentrados nos produtos agrícolas no atacado, que também avançaram em maio: passaram de deflação de 1,31% para alta de 1,64%.&lt;br /&gt;"Os dados mostram que a inflação no atacado está mais generalizada. Na indústria, há vários focos de aumento", disse Salomão Quadros, coordenador da FGV.&lt;br /&gt;Sem forte repasse do atacado, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou menos: de 0,61% para 0,67% em março. Mais uma vez, o grupo alimentação foi o que mais pressionou: subiu 1,70% em maio, ante 1,13% em abril.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/igp-10-triplica-neste-ms-e-avana-152.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-8767298967455989928</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 08:51:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:26:59.724-03:00</atom:updated><title>BC já admite inflação de 5% neste ano</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Juliana Rocha e Valdo Cruz, na Folha:&lt;br /&gt;Embora garanta publicamente que o Banco Central mira o centro da meta de inflação (4,5%), o presidente do BC, Henrique Meirelles, admite em conversas reservadas que o banco está disposto a acomodar o aumento internacional dos preços das commodities, fora de seu controle, o que deve levar a uma taxa acima de 4,5% no final do ano.&lt;br /&gt;A elevação dos juros, segundo Meirelles comentou com economistas e auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem como objetivo impedir os efeitos secundários desses reajustes globais, ou seja, que eles se espalhem para outros setores da economia.&lt;br /&gt;Ficou claro para os interlocutores de Meirelles que o BC aceitará uma inflação um pouco acima do centro da meta porque o processo de alta dos preços é um fenômeno mundial. A expectativa é que a taxa feche o ano na casa dos 5%, talvez um pouco acima.&lt;br /&gt;Isso deve significar uma flexibilização da linha adotada pelo BC nos últimos anos, que sempre atuou para que a inflação ficasse no centro da meta, de 4,5% desde 2005. Tanto que em 2006 e 2007 ela ficou abaixo dela: 3,14% e 4,46%.&lt;br /&gt;A diferença é que neste ano o país enfrenta choques internacionais, o que não ocorreu nos anos anteriores.&lt;br /&gt;A avaliação do governo é que uma inflação de 5% é aceitável. O risco, segundo a equipe de Lula, é que a inflação possa estourar o limite da meta, de 6,5% -há uma tolerância de dois pontos percentuais para cima e para baixo. O ajuste fiscal mais apertado tem exatamente esse objetivo, o que convenceu Lula da necessidade de fazer um superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida pública) maior para ajudar o BC no combate à inflação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1605200802.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/bc-j-admite-inflao-de-5-neste-ano.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-4305823428190600687</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 08:49:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-16T06:57:49.793-03:00</atom:updated><title>Discurso de Bush em Israel é lido como crítica a Obama</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Sheryl Gay Stolbeg, do New York Times, na Folha:&lt;br /&gt;O presidente dos EUA, George W. Bush, usou ontem um discurso ao Parlamento de Israel para criticar "aqueles que negociariam com terroristas e radicais" -comentário amplamente visto como uma reprovação ao pré-candidato presidencial democrata Barack Obama, que já defendeu conversas com o Irã e a Síria.&lt;br /&gt;Bush não citou Obama, e a Casa Branca negou que as declarações tivessem o senador como alvo. Mas, no discurso, o presidente equiparou o diálogo com extremistas a tentar apaziguar Hitler e os nazistas.&lt;br /&gt;"Há quem pareça pensar que deveríamos negociar com terroristas e radicais, como se algum argumento fosse capaz de persuadi-los", disse. "Já ouvimos essa idéia tolamente equivocada antes. Quando os tanques nazistas invadiram a Polônia, em 1939, um senador americano declarou: "Senhor, se eu tivesse podido falar com Hitler, tudo isto poderia ter sido evitado". Temos a obrigação de dar a isto seu nome real: o reconforto falso da conciliação, algo cujo valor a história já desmentiu."&lt;br /&gt;Em comunicado distribuído a jornalistas por seu comitê de campanha, Obama criticou Bush por usar o 60º aniversário de Israel para "lançar um ataque político falso", acrescentando: "George Bush sabe que nunca defendi o encontro com terroristas, e seu uso político da política externa e da política do medo não ajudam em nada a dar segurança à população americana ou ao nosso valente aliado Israel".&lt;br /&gt;Em cena rara durante a disputada pré-campanha democrata, a rival de Obama, Hillary Clinton, também saiu em sua defesa: "A comparação feita pelo presidente Bush de qualquer democrata com conciliadores de nazistas é ofensiva e ultrajante, sobretudo à luz de seus fracassos na política externa".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assinante lê mais &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft1605200811.htm"&gt;&lt;strong&gt;aqui&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/discurso-de-bush-em-israel-e-lido-como.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-6899922291380443580</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 01:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-15T22:31:07.131-03:00</atom:updated><title>A formidável bobagem de Tarso Genro: com ela, até a história do nazismo seria outra...</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;(leia primeiro o post abaixo)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Huuummm... Deixe-me ver se entendi. Trata-se de uma verdadeira revolução do conceito de anistia. E cuidado aqueles que acharem que o notório saber jurídico de Tarso serve apenas aos “progressistas”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver. Segundo o digníssimo, as pessoas envolvidas com a “repressão” não são passíveis de anistia. Ele descobre, assim, quase 30 anos de aplicação indevida da lei. Imaginaram a iluminação tarsiana no Tribunal de Nuremberg?&lt;em&gt; “Não, não! A discriminação racial era legal no estado nazista; logo, os que agiram no pressuposto de que há raças inferiores e superiores estavam apenas seguindo a lei”.&lt;/em&gt; Tarso puniria só os excessos do nazismo, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos pensar naqueles que aderiram ao terrorismo — alguns deles estão hoje no governo: Dilma Rousseff, Franklin Martins, Carlos Minc e Paulo Vannuchi. As leis vigentes no chamado estado de exceção não autorizavam tortura — Tarso tem razão —, mas também não autorizavam seqüestros, assaltos e assassinatos. E, vejam que coisa, as leis vigentes no estado democrático continuam a não autorizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a prática da tortura estava fora do “estado de direito” da ditadura — sim, isso existe —, as ações dos então terroristas também estavam. E continuam. Os valentes poderiam argumentar que recorreram ao “direito à rebelião” — de meia-dúzia de gatos pingados, mas rebelião — assim como os torturadores poderiam argumentar que fizeram o mesmo, não? Afinal, eles poderiam se dizer inconformados com o que consideravam, sei lá, leniência das leis com os que cultivavam, como é mesmo? "ideologias exóticas". Do ponto de vista da democracia, há diferença entre quem tortura e quem seqüestra ou mata “em nome do povo”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarso endoidou de vez. Fiquei sabendo que Márcio Thomaz Bastos anda circulando de novo por Brasília. Lula deve morrer de saudades. Não só porque se trata de um dos maiores criminalistas do país, coisa de que se governo precisa vitalmente, mas porque não era um inflador de crises. Bastos sempre lutou para emprestar uma lógica mínima mesmo às situações as mais absurdas. Tarso faz o contrário: o absurdo parece excitar a sua imaginação.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/formidvel-bobagem-de-tarso-genro-com.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-1015907745392783649</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 00:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-15T21:49:37.623-03:00</atom:updated><title>Tarso Genro está de volta com sua dialética perturbada</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Luisa Belchior, na Folha. Comento no próximo post.&lt;br /&gt;No dia em que participou de cerimônia para julgar a anistia política de estudantes perseguidos pela ditadura militar, o ministro Tarso Genro (Justiça) afirmou que a tortura não constitui um crime político. Tarso defendeu ainda que os torturadores do regime militar sejam julgados pelos crimes que cometeram no período.&lt;br /&gt;"Alguns [...] dizem que a anistia foi feita para todos, inclusive para os torturadores. Eu respondo que se ela foi feita para os torturadores, eles têm que ser julgados, eles têm que receber uma pena. Eles se escondem hoje em uma postura arrogante que não aceita a controvérsia política", disse o ministro, em cerimônia no Rio nesta quinta-feira em que assinou termo de criação do Memorial de Anistia Política, um centro cultural e de documentação na antiga sede da UNE (União Nacional dos Estudantes).&lt;br /&gt;Tarso defendeu ainda tese de que a tortura não constitui um crime político. Para ele, se o Poder Judiciário fizer essa interpretação ao julgar crimes da ditadura, não será preciso fazer mudanças na Lei da Anistia.&lt;br /&gt;"Se um agente público invade uma residência na ditadura cumprindo ordem legal, isso é um crime político de um estado de fato vigente naquele momento. Agora, se esse mesmo agente público prende uma pessoa e a leva para um porão e a tortura, esse crime não é um crime político, porque nem a legalidade da ditadura permitia tortura. Mas isso teria que ser uma interpretação do Poder Judiciário", disse o ministro, para quem havia "pessoas de boa-fé defendendo o regime sim, [...] pessoas enganadas".&lt;br /&gt;O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Brito, disse achar que é preciso primeiro julgar os crimes cometidos pelos torturadores. "Para que se perdoe, é preciso saber o que se está perdoando. Temos que conhecer todos os detalhes para que não possamos repetir os erros. A abertura dos arquivos é muito mais uma questão de preservação da segurança nacional do que do fechamento deles", disse.&lt;br /&gt;Na cerimônia, Tarso disse ainda que o sigilo eterno — que garante o sigilo dos arquivos da ditadura — "não serve ao estado democrático de direito" e defendeu que os arquivos sejam abertos.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/tarso-genro-est-de-volta-com-sua.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-5467065398122790982</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 00:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-15T21:18:11.276-03:00</atom:updated><title>PF tem o nome de outro servidor envolvido no vazamento</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Segundo o &lt;em&gt;Jornal Nacional&lt;/em&gt;, há um outro servidor envolvido com o vazamento do dossiê. A PF já tem em mãos o nome de quem passou o documento para José Aparecido. Trata-se de um dos dois auxiliares seus emprestados para a turma que fez o dossiê, sob o comando de Erenice Alves Guerra, a secretária-executiva da Casa Civil.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/pf-tem-o-nome-de-outro-servidor.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-1719558199328613364</guid><pubDate>Fri, 16 May 2008 00:06:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-15T21:08:39.495-03:00</atom:updated><title>Interpol conclui que Colômbia não alterou computador das Farc. Logo, Venezuela e Equador colaboraram com terroristas</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Da Efe. Volto depois:&lt;br /&gt;As autoridades colombianas não alteraram ou modificaram o conteúdo dos três computadores apreendidos após o bombardeio de 1º de março ao acampamento de um dos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes, no Equador, revelou nesta quinta-feira, 15, em Bogotá a Interpol, a Polícia internacional.&lt;br /&gt;O secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, afirmou que os especialistas internacionais que analisaram os equipamentos "não descobriram evidências" de intervenções indevidas neles.&lt;br /&gt;"A Interpol conclui que não houve nenhum tipo de alteração, repito, nenhuma alteração das informações da evidência computacional", declarou Noble ao apresentar à imprensa os resultados do trabalho de "informática forense" que sua entidade fez por pedido do Governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe.&lt;br /&gt;Noble entregou o relatório na sede do Ministério das Relações Exteriores acompanhado pelos diretores da Polícia Nacional da Colômbia, general Óscar Naranjo, e do Departamento Administrativo de Segurança (DAS, organismo de inteligência estatal), María del Pilar Hurtado.&lt;br /&gt;Ao ato foi acompanhado pelo chanceler colombiano, Fernando Araújo, e pelo procurador-geral, Mario Iguarán. O secretário-geral da Interpol afirmou que os exames foram realizados em oito aparelhos (três laptops, três unidades de memória USB e dois discos externos), tarefa que tomou dos especialistas 1.000 horas de trabalho.&lt;br /&gt;Os oito aparelhos continham em conjunto "mais de 600 gigas de dados, 37.862 documentos escritos, 452 planilhas, 210.888 imagens, 22.481 sites, 7.989 endereços de e-mail, 10.537 arquivos de multimídia de som e vídeo e 983 arquivos criptografados", declarou Noble.&lt;br /&gt;Ele afirmou que se trata de um volume que pode ocupar 39,5 milhões de páginas de computador. "Tomaria mais de 1.000 anos ler todos os dados caso uma pessoa lesse 1.000 páginas por dia", declarou.&lt;br /&gt;Além disso, afirmou que o trabalho sobre os 983 arquivos criptografados exigiu muito esforço dos especialistas, que "investigaram os dez computadores simultaneamente e os tiveram operando 24 horas ao dia, sete dias por semana, por duas semanas, para poderem decifrar estes arquivos."&lt;br /&gt;Eles "produziram o que se deve reconhecer como uma análise completa, independente e extraordinariamente detalhada", declarou Noble.&lt;br /&gt;Em resposta às declarações da Interpol, o governo venezuelano, por meio de sua embaixada nos Estados Unidos, acusou a Colômbia de fazer "propaganda" com as informações, comunicou a agência France Presse.&lt;br /&gt;Em um comunicado oficial, a Venezuela alerta a "comunidade internacional sobre a grave manipulação de informações que setores políticos e a mídia estão fazendo com as informações da Interpol", segundo a France Presse.&lt;br /&gt;"É de conhecimento público que a Interpol só informou que o computador supostamente encontrado em um acampamento das Farc não foi alterado. Outra natureza tem o suposto conteúdo do mesmo, o qual, sem prévio pronunciamento da Interpol, foi divulgado e se converteu em peça de propaganda do governo colombiano com graves acusações ao governo da Venezuela".&lt;br /&gt;Ainda em resposta ao informe da Interpol, o presidente venezuelano Hugo Chávez declarou que "um show de palhaços' começou após o anúncio, que ele classificou como "ridículo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comento&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O parecer da Interpol também serve ao Brasil, não é? Segundo Marco Aurélio Sargento Garcia, o Top Top, o país é “neutro” nessa questão. Neutro em quê? Há dias, Lula voltou a chamar Hugo Chávez de “democrata”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Interpol diz que não houve qualquer adulteração dos arquivos, cumpre lembrar o que está lá. Entre outros mimos, sabe-se que as Farc deram dinheiro para a campanha de Chavez e que este, no poder, retribuiu. Também estão lá os contatos do ministro do Interior do Equador com a cúpula do movimento terrorista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Polícia, o computador revela que governos, ONGs e setores da Igreja Católica mantêm relações regulares com as Farc. As bufonarias de Hugo Chávez e Rafael Correa estão desmoralizadas, agora pela Interpol.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/interpol-conclui-que-colmbia-no-alterou.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-2781123139921642423</guid><pubDate>Thu, 15 May 2008 22:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-15T19:54:21.254-03:00</atom:updated><title>Viana diz que Mangabeira no PAS é “barbeiragem” e que professor, na matéria Amazônia, ainda é aluno</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Na Folha Online:&lt;br /&gt;O ex-governador do Acre Jorge Viana (PT) disse hoje que colocar o ministro Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) na coordenação do PAS (Plano Amazônia Sustentável) foi uma "barbeiragem". Viana foi sondado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente.&lt;br /&gt;Como Viana tem interesses políticos --quer ser candidato ao Senado, em 2010--, Lula acabou fechando com Carlos Minc, secretário estadual do Rio de Meio Ambiente. Marina, que já estava desgastada no governo, se irritou com o fato de Lula ter colocado Mangabeira na coordenação do PAS, uma área que tem muita relação com sua ex-pasta.&lt;br /&gt;Para Viana, Mangabeira ainda é um "aluno" em se tratanto de assuntos da Amazônia. "Respeito o professor Mangabeira Unger, ele é professor de Harvard, o professor dos professores, mas em matéria de Amazônia eu acho que ele é aluno", disse ele em entrevista exclusiva à BandNews FM.&lt;br /&gt;Mais cedo, Minc, disse que iria sugerir ao presidente Lula que convidasse Viana para assumir a coordenação do PAS. "Sugeri que o PAS tenha um coordenador-executivo local. Viana conhece a Amazônia, os governadores e prefeitos da região. É amigo da Marina Silva. Não vai se negar a isso", disse Minc.&lt;br /&gt;Questionado se aceitaria o convite, Viana diz que não quer cargo no governo e que vai ajudar informalmente no que for preciso.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/viana-diz-que-mangabeira-no-pas.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-5476148170648144877</guid><pubDate>Thu, 15 May 2008 21:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-15T18:17:17.291-03:00</atom:updated><title>Minc e a cascata da carta branca</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Andrei Netto, no Estadão On Line. Volto depois:&lt;br /&gt;Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser o novo ministro do Meio Ambiente, em substituição à demissionária Marina Silva, Carlos Minc disse nesta quinta-feira, 15, que aceita o posto desde que tenha carta branca para seus projetos. Em Paris, em seu primeiro pronunciamento depois de ter sido convidado pelo presidente para assumir o cargo, o ex-secretário afirmou que quer mais dinheiro para sua pasta, liberdade para formar sua equipe e para dizer não ao licenciamento ambiental de grandes empreendimentos. Disse ainda que quer fazer alterações no Plano Amazônia Sustentável (PAS).&lt;br /&gt;Entre suas primeiras medidas, caso seja empossado, Minc anunciou que pretende convidar o ex-governador do Acre, Jorge Viana - o outro cotado para o cargo -, para ser o coordenador-executivo do PAS. O futuro ministro do Meio Ambiente não vê conflito com a indicação do ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, destacado pelo presidente para ser o grande coordenador do plano, mas disse que as escolhas não são definitivas. "Essa é uma decisão (do presidente). As decisões podem ser mudadas."&lt;br /&gt;Falando na embaixada do Brasil, Minc disse que Lula concordou com todas as suas condições nas conversas telefônicas que mantiveram na quarta-feira, quando recebeu o convite. "Eu disse ao Lula que queria conversar com ele na segunda-feira. Disse que tinha algumas idéias e queria algumas condições de trabalho", contou, citando três vantagens que o governador Sérgio Cabral havia lhe garantido na Secretaria Estadual de Ambiente. "São questões como o financiamento - o Rio tem milhões para meio ambiente, para saneamento, para as lagoas; também não houve nenhuma interferência na montagem da minha equipe; além disso, tem e a questão de não haver licenciamentos por imposição política", enumerou. "Para alguns grandes licenciamentos (no Rio), nós dissemos não e foi não."&lt;br /&gt;Lula teria concordado, o que fez Minc cancelar sua agenda em Paris e providenciar o vôo de retorno ao Brasil, previsto para acontecer entre a sexta e o sábado. "Ele topa tudo", disse, brincando. "É meu amigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Comento&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em política, não existe “carta branca”. Isso é conversa mole. Quem afirma tê-la ou exigi-la é porque está se esforçando para afastar a suspeição de que esteja sob o cabresto. O pedido para que Jorge Viana seja o executivo do PAS é uma dessas tentativas de composição. Mais: serve para o novo ministro minimizar os efeitos de sua declarada ignorância sobre o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note-se na fala do ministro que se dá de barato que a área ambiental está em permanente conflito com o crescimento econômico. Isso é sintoma de problema, não de solução. O que se espera de um ministério — de qualquer um — são respostas tecnicamente responsáveis. E também para poder dizer "não".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver. Em princípio, desconfio de quem chega dizendo que não deve satisfações a ninguém. Quando menos, deve-as ao sistema que o conduziu o cargo. Quanto a Jorge Viana, reitero: esse entende de desmatamento. Nunca se desmatou tanto no Acre quanto nos seus oito anos de governo.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/minc-e-cascata-da-carta-branca.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-3638180248697149204</guid><pubDate>Thu, 15 May 2008 21:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-15T18:06:16.843-03:00</atom:updated><title>Alta dos alimentos é “ameaça humanitária”, alerta ONU, que livra a cara do biocombustível de cana</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Por Jamil Chade, no Estadão On Line:&lt;br /&gt;A Organização das Nações Unidas (ONU) faz um alerta: a alta nos preços dos alimentos e energia já representa uma "ameaça humanitária" e riscos para a estabilidade social. De acordo com Jomo Sundaram, sub-secretário da ONU, um bilhão de pessoas sofrem de má nutrição crônica e três bilhões de pessoas, metade da humanidade, sofre com insegurança alimentar.&lt;br /&gt;Segundo a entidade, os preços dos alimentos devem se estabilizar em 2009 e a alta atual não é responsabilidade da produção de biocombustíveis. "Não podemos rejeitar todos os biocombustíveis. O de cana não representa um problema. Precisamos lidar com a situação de forma mais sofisticadas", afirmou Sundaram.&lt;br /&gt;Para ele, um dos problemas é o controle do mercado de alimentos pelas grandes multinacionais, os subsídios dos países ricos, o aumento do consumo nos mercados emergentes e a falta de terras em algumas regiões.&lt;br /&gt;A escassez de alimentos já bate na inflação e a conseqüência disso é que o crescimento ficará comprometido, já que os bancos centrais não poderão reduzir as taxas de juros. De acordo com a ONU, a taxa média mundial de inflação ficará em pelo menos 3,7% e, por conta disso, a entidade estima que a taxa de crescimento da economia mundial será bem inferior ao que se pensava. o PIB do planeta sofrerá uma alta de apenas 1,8% em 2008, taxa que pode ser ainda menor. No final de 2007, a previsão da ONU era de uma alta de 3,4%.&lt;br /&gt;Mais um alerta: os países emergentes não ficarão isentos da crise internacional. A América Latina a América Latina será a região que terá o menor crescimento em 2008 e 2009 - de 3,1% e apenas 2,6%, respectivamente. Desde 2004, a região vinha apresentando taxas cada vez maiores de crescimento. Em 2007, chegou a 5,7%. "Esse será o pior resultado entre todos os continentes em desenvolvimento", afirmou Rob Vos, autor do relatório.&lt;br /&gt;Para ele, a desaceleração na economia americana e as altas dos preços de energia e de alimentos vão afetar diretamente o desempenho da região. "A relação dessas economias com os Estados Unidos fará com que o continente tenha uma queda de seu crescimento nos próximos dois anos", afirmou.&lt;br /&gt;Num cenário ainda mais pessimista, a ONU prevê que a economia mundial poderia aumentar em menos de 0,5% em 2008. "Na prática, a economia mundial ficará estagnada", alertou Vos. Para a entidade, a queda está condicionada às políticas que os Estados Unidos adotarão, como estímulos fiscais. Para a ONU, a economia global está "à beira de uma grave queda".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estados Unidos e Europa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nos Estados Unidos, a previsão é de uma queda real na economia de 0,2% neste ano. Em 2009, a previsão não é muito melhor. A ONU estima que a economia americana sofra uma alta de apenas 0,2%, praticamente ficando estagnada.&lt;br /&gt;Na Europa, o crescimento não seria superior a 1,1% em 2008. Em Bruxelas, a previsão da UE é ainda de uma alta de 1,8%. Para 2009, o crescimento deve ficar em apenas 1,2%. Já no Japão, a situação é ainda mais crítica. O país deve crescer apenas 0,9% neste ano e, na melhor das hipóteses, 1,2% e 2009.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/alta-dos-alimentos-ameaa-humanitria.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-30210460.post-5471246141020886265</guid><pubDate>Thu, 15 May 2008 20:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-05-15T18:02:52.798-03:00</atom:updated><title>Marina na The Economist – Os dons carismáticos do Espírito da Floresta</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Lula não é bobo. Ficou furioso com o estardalhaço feito por Marina Silva ao deixar o Ministério do Meio Ambiente porque sabia que isso afetaria bastante a sua imagem — especialmente no exterior, já que, no Brasil, não se pode afirmar que a questão ambiental seja exatamente popular. É a coqueluche do jornalismo e das empresas que querem ser vistas como agentes da tal “sustentabilidade”. Mas o povaréu, vamos ser francos, não dá bola pra isso. O prejuízo, digamos, “eleitoral” para o governo é nulo. Ocorre que o Apedeuta pretende ser visto, a um só tempo, como o homem do pragmatismo e da utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista britânica &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt; trata a saída de Marina Silva como uma derrota da política ambientalista. Está lá o confronto com a ministra Dima Rousseff (Casa Civil) por causa da licença ambiental para a construção das hidrelétricas do rio Madeira — finalmente concedida — e o embate com o Ministério da Agricultura por conta da expansão agrícola na Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pedido de demissão de Marina — que, de fato, foi humilhada por Lula, o que ela não esconde — vem num mau momento para o presidente. Em um ano, façam uma pesquisa, ele saiu da condição de grande porta-voz da ecologia, com o seu “petróleo verde” (os biocombustíveis), para integrar a galeria dos suspeitos de vilania: seja na questão da crise de alimentos, seja na questão ambiental. Da ofensiva marqueteira da energia alternativa, foi obrigado a migrar para uma postura defensiva: “o etanol não toma o lugar da produção de grãos”; “os canaviais não empregam trabalho escravo”, “o Brasil não desmata para plantar cana”. Em suma, migrou da confortável posição das afirmações triunfalistas para a das negativas iradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não duvidem: Marina vai partir para o ataque. Não que vá mirar em Lula necessariamente. Mas é certo que vai radicalizar o discurso no Senado. E, como já escrevi, há quem acredite que ela é dotada de todos os dons carismáticos do Espírito da Floresta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua aparência frágil, seus olhos encovados, aquele ar missionário de quem viu “A Coisa”, seu passado de menina pobre que não aderiu ao novo-riquismo petista, sua resistência aos transgênicos, o confronto com o agronegócio... Uau! Ela é um coquetel ambulante do politicamente correto. Por mais que Carlos Minc, seu substituto, tenha lá suas credenciais verdes e também exiba o selo do “ecologicamente correto”, vamos ser claros: sua imagem remete mais a um coroa surfista. Marina é uma candidata a santa das utopias regressivas. Vocês sabem: houve um tempo em que o homem não era explorado pelo homem, mas o contrário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula, um dia, já gozou desse status de Marina. E ele sabe a força de um mito.&lt;/div&gt;</description><link>http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/05/marina-na-economist-os-dons-carismticos.html</link><author>noreply@blogger.com (Reinaldo Azevedo)</author></item></channel></rss>