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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Sexta-feira, Setembro 05, 2008 |
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Sarah Palin é mais popular do que Obama, diz pesquisa
Na Folha Online: Antes desconhecida da maior parte do público americano, a governadora do Alasca Sarah Palin ganhou as manchetes das mídias dos Estados Unidos depois de ser nomeada candidata à vice do presidenciável republicano, John McCain, na semana passada. Escândalos envolvendo a vida pessoal de Palin, como a gravidez de sua filha adolescente, também contribuiram para sua meteórica ascenção nos noticiários. Sarah Palin discursa pela primeira vez como companheira de chapa de John McCain Nesta sexta-feira, Palin registrou outro feito. Segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo instituto Rasmussen, a governadora republicana é popular entre 58% dos eleitores americanos, enquanto os presidenciáveis McCain e o democrata Barack Obama são ambos vistos de forma favorável por 57%. Sondagem do Rasmussen, na semana passada, indicava que Palin era aprovada por 52% dos entrevistados, mas 67% afirmaram nunca terem ouvido falar dela. A nova pesquisa foi feita após o discurso de Palin na Convenção Republicana, que atraiu mais de 37 milhões de telespectadores nos EUA. Cerca de 40% das pessoas afirmaram ter uma opinião muito favorável sobre Palin e apenas 18% uma opinião muito desfavorável dela. Os dados também mostram aumento significativo no número de pessoas que acreditam que McCain fez a escolha certa ao indicar Palin para vice. Escândalos A pesquisa diz que 51% dos eleitores acham que McCain escolheu certo ao indicar Palin para sua chapa e 32% discordam. Em comparação, após o discurso de nomeação do vice democrata, Joe Biden, 47% das pessoas diziam que Obama tinha feito a escolha certa. Entre os republicanos, 81% acham que McCain agiu certo, enquanto 69% dos democratas afirmam o mesmo sobre a chapa de Obama. Governadora do Alasca, Sarah Palin, foi a escolha do republicano John McCain Palin foi aprovada por 65% dos entrevistados homens e 52% das mulheres. Para 58% dos eleitores, o discurso de Palin aumentou as chances de McCain se tornar presidente. Enquanto 51% dos americanos acreditam que a maior parte da imprensa está querendo prejudicar a campanha da governadora da Alasca. A pesquisa foi realizada com 1.000 pessoas entrevistadas por telefone, nesta quinta-feira (04), e tem margem de erro de 3 pontos percentuais. Escolhida candidata a vice-presidente devido principalmente a suas credenciais conservadoras, a vida pessoal de Sarah Palin virou o centro das atenções da mídia, depois de revelar a gravidez de sua filha, Bristol, 17. Rumores na internet espalharam a notícia antes da campanha de McCain confirmar o fato e anunciar o casamento de Bristol com o namorado e pai da criança. |
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Por Reinaldo Azevedo | 20:32
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Oposição pede que MP investigue grampo ilegal no STF
Por Cida Fontes, no Estadão On Line: O PSDB, DEM e o PPS entraram nesta sexta-feira, 5, com duas representações na Procuradoria-Geral da República. A oposição pede que o Ministério Público investigue eventuais responsabilidades do gabinete de Segurança Institucional sobre o grampo telefônico envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Segundo as representações, outros tucanos teriam sido alvo de grampo: Tasso Jereissati (CE), Arthur Virgílio (AM) e Álvaro Dias (PR). Em outra representação, os três partidos solicitam aos procuradores que apurem as razões que levaram a Polícia Federal (PF) a poupar o secretário de Assuntos Institucionais do PT, Romênio Pereira, do grampo autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O petista é acusado de fraudes em obras públicas com recursos do PAC detectadas pela Operação João de Barro, comandada pela PF. A iniciativa da oposição foi decidida em reunião quarta-feira passada realizada entre os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra (PE), do DEM, Rodrigo Maia (RJ) e do PPS, Roberto Freire. Na representação, os partidos alegam que "as investigações da PF identificaram uma rede de corrupção envolvendo autoridades municipais que, com a conivência de servidores federais, desviava recursos destinados a obras incluídas no PAC. As investigações mostraram que o secretário petista pode ser o elo entre tais autoridades municipais e o governo federal". |
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Por Reinaldo Azevedo | 20:27
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O CHEFE DA PF E SCHOPENHAUER
(leia primeiro o post abaixo) Até onde sei, o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, não está metido na lambança das escutas da Polícia Federal. Tanto é assim, que ele não tinha nem sequer informações sobre a Operação Satiagraha. Mas, em relação ao que diz no post abaixo, sou obrigado a fazer algumas observações. Lembram-se que citei aqui o livro “Como Vencer um Debate sem Precisar Ter Razão”, de Schopenhauer? Listam-se lá 38 estratagemas para ganhar mesmo estando errado. No caso, Corrêa recorre ao Estratagema nº 5: “Uso Intencional de Premissas Falsas”. Quem disse que se quer proibir a Polícia Federal de fazer escuta? Quem pediu isso? Mais: ao dizer que tal proibição atenderia a interesses de bandidos que se acham acima da lei, Corrêa leva os incautos à suposição de que a reação às transgressões ao estado de direito parte da bandidagem. Tenta usar o Estratagema 11: o “Salto Indutivo”. No dia em que citei o livro de Schopenhauer, afirmei que o Estratagema nº 39 consistia em usar um número para referendar uma tese furada. É o que faz Corrêa. E daí que, segundo ele, menos de 4% dos inquéritos recorram a grampos? O número procura esconder um problema real e demonstrável: os Poderes da República foram grampeados — e isso seria grave nem que a PF usasse o expediente em 0,1% dos inquéritos. |
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Por Reinaldo Azevedo | 20:22
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Diretor da PF defende escutas e diz que há criminosos que se acham acima da lei
Por André Zahar, na Folha. Volto no post seguinte: O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, negou hoje a existência de um abuso no uso de escutas feitas com autorização judicial pela corporação. Segundo ele, as escutas atingem só 3,5% de um universo de cerca de 160 mil inquéritos. O problema, de acordo com Corrêa, é que parte das escutas atinge criminosos que se sentem acima da lei. "Num universo de 160 mil inquéritos, 3,5% têm escutas. O problema é que esses 3,5% tratam de criminosos que se entendem acima da lei e historicamente foram tratados como pessoas acima de qualquer suspeita. À medida em que a polícia passa a operar neste universo, [o uso de grampos] é considerado abusivo", disse ele. Segundo ele, a PF usa o grampo "de forma disciplinada, dentro da legalidade" e "deixa marca de que foi feito pela Polícia Federal". Para defender o controle das escutas, ele lembrou que a PF é controlada pelo Ministério Público, pela Justiça, além de ter mecanismos de controle interno. "Temos uma consciência muito tranqüila de que tudo que se faz é auditável." O diretor-geral disse que encaminhou ontem ao Congresso e ao ministro Tarso Genro uma proposta de criminalização do porte de "qualquer parafernália" que possa ser utilizada para escutas clandestinas, a exemplo do que é feito com armas e produtos químicos para o refino de drogas. Corrêa disse que o episódio do grampo contra o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, gerou "uma discussão que mistura espionagem e investigação legal para produção de provas". "Quando há um incidente criminoso, voltam-se os canhões para atividade lícita do Estado. A sociedade não pode ser enganada e colocar todas as atividades do mesmo lado. Temos que separar o que é espionagem criminosa e o que é feito dentro da lei. Não coloquem a Polícia Federal no campo da espionagem e da ilegalidade que nós não operamos lá", disse. Côrrea evitou comentar o inquérito aberto para investigar a interceptação da conversa entre Mendes e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Ele não confirmou a declaração do ministro da Justiça, Tarso Genro, que citou três linhas de investigação. "O ministro está na faixa política do Ministério da Justiça. Eu estou no campo técnico. Não vou abrir mão dos nossos princípios. Há um delegado encarregado, que tem a linha de investigação dele. O diretor-geral não comenta. Isso não desautoriza o ministro. Mas com a minha responsabilidade técnica, não vou adiantar [detalhes do caso]", disse. |
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Por Reinaldo Azevedo | 20:09
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VERBA MOVENT, EXEMPLA TRAHUNT
O jornalismo de TV tem um “modo” que não será abandonado tão cedo: noticiar algo que seria um tanto abstrato, talvez mesmo incompreensível para as massas, por meio do exemplo. Pode-se fazer isso com mais ou menos competência, mas a fórmula é invariável — às vezes, irritantemente invariável. Querem ver? É preciso informar que a inflação subiu ou baixou, tanto faz. Em 100% das vezes, o repórter — no caso em tela, “a” repórter — vai a um supermercado e mostra a Dona Maricota fazendo compras. A inflação baixou? Aquele riso de satisfação dos humildes felizes; a inflação subiu? Lá vêm as estratégias do povo — antes de tudo, um forte — pra driblar a subida de preços. A produção industrial cresceu? Mande agora ”um” repórter para o pátio de alguma empresa, com homens atarefados ao fundo. Noticia-se o desempenho daquela empresa em particular para depois falar dos números gerais. É preciso ser didático. Programa especial sobre colesterol? Comece por um gordo fazendo exercício ou pelo dia em que o Seu João sentiu uma forte pontada no peito, e a vida nunca mais foi a mesma... Na TV, por mais preciso que se seja na informação, a vida tem sempre um quê de romance, ou o telespectador vai fazer outra coisa: de coçar o dedão do pé a abrir o saquinho de uma fritura qualquer e se entupir de mau colesterol. Adiante. As campanhas eleitorais mimetizam o jornalismo de TV. Números gerais ajudam, certamente, o candidato a passar a sua mensagem, mas é preciso convencer pelo exemplo, seguindo máxima latina: “verba movent, exempla trahunt”: as palavras movem, os exemplos arrastam (ou empurram). Vale dizer: os exemplos são sempre mais convincentes do que as palavras, o que não quer dizer, de modo nenhum, que sejam mais verdadeiros. Nada é tão eficiente para falsear uma verdade quanto uma ocorrência particular, diga-se. Pensemos na cidade de São Paulo, com seus 11 milhões de habitantes. Digam-me: quantos são os indivíduos insatisfeitos com alguma coisa? Se eu decidir pegar uma câmera e sair aqui por Higienópolis, onde não há um só pobre para fazer remédio — falo dos proprietários, não dos empregados —, haverá gente reclamando disso e daquilo. Já escrevi textos contra o horário eleitoral gratuito — que gratuito não é, diga-se. Os partidos não pagam, mas a gente paga. Por quê? Porque transformam a lógica do exemplo em empulhação. O oposicionista vai usar casos particulares para tentar ganhar o espectador para um generalização: “Tá vendo? O Seu Zé foi maltratado no posto de saúde. A saúde é uma porcaria”. O partido da situação fará o contrário: “A Dona Maria foi curada; a saúde está perto da perfeição” — como disse Lula certa feita. Nos dois casos, temos uma mentira grotesca. E não vejo por que o estado deva franquear aos partidos a licença para mentir. Imaginem se alguém teria, nos EUA, a idéia de tornar a propaganda “obrigatória”... Será a democracia deles pior do que a nossa? Propaganda de Alckmin Uau! O texto já ficou imenso. E ainda falta bastante coisa. Analiso-me: vejo que tento fugir do rame-rame da disputa eleitoral. Mas terei de entrar nela. Alckmin, na tarde desta sexta, recorreu justamente à prática do “exemplo” em sua campanha eleitoral. Leiam: VOZ EM OFF - Em São Paulo a vida de milhões de pessoas que usam ônibus, não é nada fácil. RENATO - “Saio de casa 5: 30, 5: 15 pego 3 conduções, cansa mais que trabalhar.” VOZ EM OFF - Renato sai do jardim Varginha e vai até o Ipiranga, rotina cansativa, ônibus velhos, excesso de lotação, apenas 124 quilômetros de corredores de ônibus, se Renato pudesse dispor desse tempo, o que faria? RENATO - “Estar curtindo os meus filhos, eu gostaria de estudar”. VOZ EM OFF - Agora é tarde da noite, Renato está chegando em casa, restam-lhe poucas horas para descansar. GERALDO ALCKMIN - Renato, infelizmente você não está sozinho nessa história. Todo o dia na nossa cidade milhões de pessoas, passam 4, 5 horas dentro do ônibus, são obrigadas a levantar mais cedo para não perder a hora do trabalho, uma cidade com trânsito lento, ônibus sem conforto nenhum. Isso vai irritando cada vez mais o paulistano não dá para continuar mais assim. Eu tenho planos para melhorar o trânsito e o transporte coletivo da cidade. Voltei Viram só como deve fazer um partido de oposição? É assim também que age a petista Marta Suplicy. Os “Renatos”, para os oposicionistas, têm o propósito de levar o espectador a uma generalização: “O transporte público em São Paulo é mesmo uma porcaria”. O modelo vem do jornalismo da TV, só que não se trata, claro, da mesma coisa. O jornalismo, quando honesto, usa o exemplo para dar ciência da verdade, que, de outro modo, se tornaria um tanto abstrato. Na linguagem política, pouco importa que o caso particular seja uma exceção ou esteja na contramão de uma tendência. O marketing político não está necessariamente comprometido com a verdade, como DEVE estar o jornalismo. E para concluir: o candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, faz uma propaganda eleitoral que, obviamente, é de oposição à gestão do... PSDB (em parceria com o DEM). E não é uma gestão qualquer: trata-se de uma administração compartilhada entre Gilberto Kassab e José Serra, cujo apoio ele reivindica e até anuncia. Alguém poderia me indagar: “Reinaldo, se ele não fizer isso, vai fazer o quê?” Sei lá! O problema não é meu. Se não lhe resta outra alternativa que não uma linguagem de oposição, vai ver existe é um problema com a candidatura mesmo, que milita, na prática, a favor de um desfecho que considero infeliz para São Paulo. Espero que esse mau augúrio não se cumpra, com a colaboração de Alckmin e de suas Maricotas. |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:32
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Se tem, usa
Pois é... O único aparelho que as pessoas costumam ter para não usar é esteira ergométrica. Amigos lhe dão os mais diversos usos: numa casa, é cabide de bolsas; na outra, sobre a parte rolante, nasceu uma pilha de revistas, jornais, livros... Numa terceira, é sério, posta na área de serviço, brotou uma orquídea — parece uma dessas instalações da chamada “arte moderna”, a pedir um desses ensaios insanos, em que o “artista” tenta se explicar, garantindo que a culpa é de Duchamp... Mas volto. Quem tem aparelho de escuta usa. E, se o faz sem competência legal para tanto e autorização judicial, está cometendo um crime. E crime grave, que viola os direitos fundamentais garantidos pela Constituição. E já aqui cabe afinar os instrumentos: autorizações judiciais, por si mesmas, já não são garantia de coisa nenhuma. É verdade: estamos assistindo ao nascimento de uma nova forma de “milícia”, que junta a toga com a pistola: há juízes de primeira instância se associando a seus “amigos” da polícia para fazer o que, sei lá, talvez considerem “justiça”. E escutas estão sendo autorizadas a três por quatro. Elas se transformaram no único meio de investigação. Descobre-se agora que os tais aparelhos viraram carne-de-vaca. Todo mundo tem, menos eu e você, leitor amigo. Até a Polícia Rodoviária está grampeando telefone. E há quem jure que isso é para o nosso bem. Ah, sim: cansei de ler e ouvir acacianismos como este: “É bom não confundir a boa escuta com a má escuta porque etc, etc, etc”. Ah, podem deixar: a gente não confunde, não. E há outros argumentos para turvar o essencial. Um deles sustenta que empresas privadas também recorrem a escutas. É? Cadeia para quem o fizer. É importante distinguir aí o crime comum do crime político. Se um órgão ligado a qualquer um dos três Poderes faz grampo ilegal, o crime tem clara natureza política. É coisa mais séria. Aproveito, mais uma vez, para destacar a atuação maiúscula de Gilmar Mendes, presidente do STF, que percebeu a gravidade do que estava — e está — em curso, sem se deixar intimidar pela máquina de desqualificar pessoas em que se transformaram órgãos que deveriam responder pela vigilância e/u pela segurança do estado. E não que o ambiente fosse ou seja muito hospitaleiro para fazer valer a lei. Alguns setores resolveram transformar Daniel Dantas num bandido de manual, numa espécie de fonte de todos os males do mundo, o Darth Vader da República. Acusam os crimes do banqueiro enquanto tentam esconder os próprios, Que Daniel Dantas pague por cada milímetro de suas escolhas. Mas que não seja usado como escudo para esconder trapaceiros, chantagistas e milicianos das próprias fantasias, alguns deles atuando na subimprensa, a soldo, como sempre. A democracia precisa de motivos para punir. Os estados autoritários ou delinqüentes só precisam de pretextos. |
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Por Reinaldo Azevedo | 17:09
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Comissão de Controle de Órgãos de Inteligência se reúne para discutir grampos
Por Gabriela Guerreiro, na Folha On Line. Comento no post seguinte: A Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do Congresso Nacional se reúne na próxima terça-feira (9) para discutir as denúncias de supostos grampos telefônicos clandestinos realizados pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) contra o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, e outras autoridades dos três Poderes. A reunião ocorrerá com mais de uma semana de atraso desde que as denúncias foram reveladas devido à ausência do presidente da comissão, senador Heráclito Fortes (DEM-PI) --que cumpre missão oficial do Senado em países do Caribe e América Central. A comissão convidou o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Jorge Félix, o diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda, além do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para explicar os grampos. Os três ainda não confirmaram se aceitarão os convites da comissão. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) negocia mudança na estrutura da comissão, que tem como prerrogativa acompanhar e fiscalizar os órgãos de inteligência do governo federal. Na prática, a comissão só atua em momentos de crise porque é composta por parlamentares que ocupam outras funções no Congresso. Seus integrantes são os líderes da maioria e da minoria no Senado, além dos presidentes das Comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional das duas Casas Legislativas. Demóstenes prometeu apresentar em dez dias projeto de criação de uma ouvidoria no Congresso que teria a função de efetivamente fiscalizar os órgãos de inteligência do país. O senador defende que a ouvidoria seja composta por dois membros da Câmara, dois do Senado, um do Judiciário, um do Ministério Público e outro do Poder Executivo. Os mandatos não permitiriam reconduções e teriam duração de três a cinco anos. O senador afirma que tem o apoio dos presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do STF, Gilmar Mendes, para apresentar o projeto. Criação A Comissão Mista de Controle de Órgãos de Inteligência do Congresso Nacional foi criada junto com a Abin, em 1999, e funciona como órgão de controle externo das atividades da agência. A última vez que a comissão se reuniu, de acordo com histórico das atas do site do Senado, foi em abril de 2005. No início daquele ano, os congressistas discutiram relatório da Abin que narrava doação de US$ 5 milhões das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) ao PT. Os grampos telefônicos ilegais foram denunciados pela revista "Veja", que publicou diálogo telefônico mantido entre Demóstenes e o presidente do STF no último dia 15 de julho. Mendes e o senador confirmaram a conversa. Segundo a "Veja", a transcrição da conversa foi obtida das mãos de um agente da Abin --que, por lei, não pode realizar interceptações telefônicas. O grampo, de acordo com a revista, foi feito por agentes secretos em associação a investigadores da Polícia Federal. A PF nega ter feito escuta sem autorização judicial, mas abriu inquérito para investigar os grampos ilegais em telefones de autoridades. A Abin abriu investigação interna para apurar o caso. |
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Por Reinaldo Azevedo | 16:18
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A tática petista de sempre: criminalizar o que é legal
Não assisti ao horário eleitoral do começo da tarde. Verei o da noite. Informa o Estadão Online o que segue. Volto em seguida. Por Carolina Freiras: A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, acusou hoje, em seu programa do horário eleitoral gratuito, o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), de ter assumido o cargo já pensando em reeleição. Sobraram críticas também para o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que deixou a Prefeitura para Kassab quando assumiu o Estado em 2006. "O primeiro prefeito assumiu pensando em ser governador. Fez muito barulho e saiu", disse Marta. "O segundo assumiu pensando em se reeleger, até para se legitimar, pois não foi eleito para o cargo." A candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) atribuiu essa situação a uma suposta falta de projetos para a cidade na atual gestão. "A maioria das coisas é cópia mal feita do que fizemos ou foi criada e financiada pelo governo Lula", disse Marta. Ela acusou ainda Kassab de não ter preparado a cidade para a "onda de crescimento" do País. "Há muito tempo não se via uma administração com visão tão estreita", disse. A petista prometeu investir em cursos profissionalizantes e estimular os pequenos empreendedores. Kassab, desta vez, poupou munição contra a ex-prefeita e resumiu sua alfinetada a uma ironia com o nome da candidata do PT. Ao falar sobre o atendimento nas unidades de Atendimento Médico Ambulatorial (AMA), o locutor do programa disse que "até a Dona Marta" aprovava, mostrando em seguida o depoimento de uma paciente com o mesmo nome da adversária. O programa do candidato da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) exaltou a coragem dele e mostrou o resultado da Lei Cidade Limpa e das ações de fiscalização em postos de combustíveis, bingos e lojas irregulares. As AMAs, o programa Remédio em Casa e o Mãe Paulistana, bandeiras de sua campanha, voltaram a ser mostrados na TV. "Preciso fazer muito mais serviço para honrar a sua confiança", afirmou. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, criticou as condições de transporte coletivo - em um ataque indireto à gestão de Kassab. "Todos os dias milhões de pessoas passam 4 horas, 5 horas no ônibus. É trânsito lento e ônibus sem conforto nenhum. Não dá para continuar assim", disse o tucano. O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) tentou ainda colar sua imagem a Serra. Muitas fotos e filmagens dos dois políticos juntos eram mostradas enquanto Alckmin falava da ajuda para ampliação do metrô que pretende dar ao Estado. Comento Estou chocado! Quer dizer que o prefeito Gilberto Kassab assumiu a prefeitura pensando em se reeleger? Isso não é mesmo um absurdo? E Marta? Ela tentou ou não a reeleição em 2004, quando disputou contra José Serra? E Lula, quando assumiu em 2003? Pensava ou não em disputar a reeleição em 2006? Uma das coisas mais detestáveis do petismo é a criminalização das regras da política quando se trata dos adversários. Isso é histórico no partido, faz parte da sua natureza, do seu DNA. Quando se trata de combater os “inimigos”, o PT consegue transformar a lei numa ilegalidade; quando se trata de se defender, mesmo o ilegal é tomado como coisa corriqueira. Marta é contra o estatuto da reeleição ou ela é contra que seus adversários tentem se reeleger? Marta é contra que um político, no uso das regras do jogo, se candidate a um novo cargo ou ela pretende que apenas seus adversários não o façam? O tom olímpico da campanha da petista, como se vê, mudou. E acho que isso reflete os números das pesquisas que o PT anda fazendo por conta própria. E eles indicam a ascensão de Kassab. |
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Por Reinaldo Azevedo | 15:56
| comentários (36)
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LEIA ABAIXO:
- Discurso de McCain 7 - conciliador e restaurador; - Discurso de McCain 6 - “Nunca nos renderemos” ; - Discurso de McCain 5 - Ataque à Rússia; - Discurso de McCain 4 - “Prefiro perder uma eleição a ver meu país perder a guerra”; - Discurso de McCain 3 - Uma advertência a Washington; - Discurso de McCain 2 - “Vamos ganhar essas eleições”; - Discurso de McCain 1 - Uma referência a Bush; - Eis a cena!; - Escuta ilegal 1 - Suspeita recai sobre grupo da Satiagraha; - Escuta ilegal 2 - Mendes vê ''consórcio'' entre juízes e delegados; - Escuta ilegal 3 - Laudo atesta que maletas da Abin permitem fazer grampo; - Escuta ilegal 4 - Tarso quer suspensão de direitos políticos para quem fizer escuta ilegal; - Escuta ilegal 5 - Congresso quer ouvidoria para fiscalizar ABIN; - Escuta ilegal 6 - Para Lacerda, Dantas não tem nada a ver com o grampo; - Alckmin anuncia projeto de Serra para atrair votos; - Pesquisas do PT indicam ascensão de Kassab; - Lula dá sinal verde para privatizar aeroportos de Galeão e Viracopos |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:15
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Discurso de McCain 7: conciliador e restaurador
O republicano John McCain fez um bom discurso, adaptado a sua personalidade: duro, incisivo, mas com muito menos frases de efeitos do que o da vice de sua chapa, Sarah Palin. Lembrou a sua trajetória de soldado e como e por que resistiu às dificuldades: fé no seu país. Fez, como não poderia deixar de ser, algumas referências a Obama, mas poucas, sem muita agressividade. No momento mais contundente, mandou ver: “I will reach out my hand to anyone to help me get this country moving again. I have that record and the scars to prove it. Senator Obama does not” — “Estenderei a mão a qualquer um que queira ajudar este país a progredir outra vez. Eu tenho história e cicatrizes para prová-lo. Obama não tem”. Uma frase compatível com um discurso que recorreu 43 vezes à palavra “luta”. Era, mais uma vez, referência a seu passado de soldado, condição exaltada num vídeo que antecedeu o seu discurso. Mas, já nessa apresentação, esboçava-se um McCain também conciliador, o que ficou claro no discurso — em contraste com a Sarah Palin de ontem, que partiu para o confronto. O filme lembrou que McCain esteve à frente do esforço para reatar as relações dos Estados Unidos com o Vietnã, o que acabou acontecendo. Vale dizer: o homem que não teve medo da guerra também sabe fazer a paz. Esse McCain da união prometeu trabalhar com os dois partidos para resolver os problemas do país. E o republicano falou conciliação dentro e fora do país. Nos EUA, pregou o fim do ódio entre os partidos e a união de todos os americanos. E se ofereceu para liderar o processo: “I don’t work for a party. I don’t work for a special interest. I don’t work for myself. I work for you” — “Eu não trabalho por um partido. Eu não trabalho por interesses privados. Eu trabalho para vocês”. E fez até uma espécie de mea-culpa, observando que, às vezes, mesmo os republicanos, em vez de mudarem Washington, deixam-se mudar por Washington. E disse que luta (sic) para restaurar o orgulho e os princípios de seu partido: “I fight to restore the pride and principles of our party. We were elected to change Washington, and we let Washington change us.” Embora tenha aberto o discurso exaltando George W. Bush, que conduziu o país num momento muito difícil, fez questão de deixar claro que é um homem independente. E, claro, McCain confirmou, como chamarei?, a metafísica republicana: - não vai aumentar os impostos e, se possível, vai cortá-los — “Obama quer aumentá-los”; - vai cortar gastos do governo — “Obama quer ampliá-los”; - vai criar mais empregos cobrando menos impostos da sociedade. Obama faria o contrário à medida que elevaria impostos. - vai abrir a economia e preparar os trabalhadores para a competição global. Sim, também ele falou da necessidade de livrar o país da dependência do petróleo estrangeiro, investindo em energia nuclear e em energias alternativas. Numa alusão a aspectos um tanto messiânicos de seui oponente, provocou: “Eu não estou concorrendo à Presidência porque me ache abençoado com alguma grandeza pessoal ou porque a história me ungiu para salvar o meu país na hora da necessidade. Meu país é que me salvou. Meu país me salvou, e eu não posso esquecer isso.” Vamos ver. As estratégias estão desenhadas. Obama é a mudança que oferece o novo, uma idealização do fuituro. McCain promete mudar também, com um discurso que apela a uma espécie de restauração, uma idealização do passado. E os dois se querem, a um só tempo, a “América profunda” e a “renovação”. Texto publicado originalmente às 2h08 |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:11
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Discurso de McCain 6 – “Nunca nos renderemos”
“Nunca nos renderemos à história. Nós fazemos história”. McCain encerra seu discurso com uma exaltação ao patriotismo, desafiando cada americano a agir em defesa do país e das outras pessoas. Citou seu próprio exemplo: disse que o país lhe deu muito e que fará o mesmo por ele. De algum modo, é uma apropriação daquela famosa fala de Kennedy, que já acabou virando um clichê: “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer por seu país”. Texto publicado originalmente à 0h9 de hoje |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:49
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Discurso de McCain 5 – Ataque à Rússia
McCain faz um duro ataque à Rússia pela invasão da Geórgia e diz que o país invadido tem de ser apoiado. Diz que trabalhará por manter boas relações com Moscou, mas que não pode ignorar a invasão.
Texto publicado originalmente às 23h50 de quinta |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:47
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Discurso de McCain 4 – “Prefiro perder uma eleição a ver meu país perder a guerra”
“Lutei pela estratégia correta sobre as tropas no Iraque quando isso não era o mais popular (...). Quando os estrategistas disseram que minha campanha estava acabada, eu disse: “Prefiro perder uma eleição a ver meu país perder uma guerra”. Post publicado originalmente às 23h24 de quinta |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:45
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Discurso de McCain 3 - Uma advertência a Washington
"Uma advertência a Washington: a mudança está chegando!"
Post publicado originalmente às 23h28 de quinta |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:41
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Discurso de McCain 2 – “Vamos ganhar essas eleições”
Faz a primeira referência a Obama, elogiando-o por estar na disputa, mas diz: “Não há dúvida: vamos ganhar essas eleições”. Duas pessoas tentam perturbar a convenção com protestos. McCain pede que os presentes não se deixem distrair por provocações. Os dias são difíceis, diz. As pessoas lutam para levar comida à mesa e conservar suas casas. Agora, faz referência àquela que se tornou a grande estrela republicana, Sarah Palin, elogiando suas qualidades. Post publicado originalmente às 23h26 de quinta |

