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ARQUIVO ESPECIAL
• Nos Emirados Sáderes |
| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Sábado, Março 22, 2008 |
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Os números são estes mesmo
Um leitor me pergunta se os dados sobre os homicídios por 100 mil habitantes da capital mineira não se referem à grande Belo Horizonte. Não. São dados oficiais relativos apenas à capital. Das 27 capitais, a mineira é a segunda em número de mortes violentas, à frente, acreditem, do Rio, que está em oitavo lugar — São Paulo está em 22º. |
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Por Reinaldo Azevedo | 19:36
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Os novos aloprados 4 – Dossiê é método, não loucura
Uso o termo “aloprados” porque acabou virando quase um jargão, um clichê. Serve para identificar a gangue. Mas não gosto muito dele, não. Foi cravado por Lula. Faz supor que o crime cometido pelos seus amigos era uma exceção, não a regra; era uma loucura, não um método. E, agora, está provado de forma cabal e definitiva que se trata de um jeito de fazer política. Tanto é assim, que as mais altas autoridades da República, sob a coordenação do partido, respondem por esta nova lambança. E desde a origem; desde quando meteram como objeto da CPI — e com a concordância parva, estúpida, de tucanos — a investigação de um governo, não de um fato determinado. |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:18
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Os novos aloprados 3 – É com essa gente que se vai fazer a nova hegemonia?
Eis aí. É com essa gente que o governador Aécio Neves quer formar uma nova frente de entendimento. Ou os petistas de Minas não são tão petistas assim? Vale para os tucanos do lugar? Também não seriam tão tucanos assim? Estariam todos eles fora do lugar? |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:11
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Os novos aloprados 2 – Leia a nota do líder tucano no Senado
NOTA DA LIDERANÇA DO PSDB |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:07
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Os novos aloprados 1 – Governo nega dossiê NOTICIADO pela VEJA. E, no entanto, ele existe!!!
Da Agência Brasil. Volto depois: |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:02
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Rasgando a fantasia: sobre alckmistas, aecistas, serristas...
É claro que estou publicando comentários de alckmistas também. Desde que não venham com teses furadas. Uma delas é esta: “Os tucanos que defendem Kassab querem apenas manter o emprego”. É? Não é o mesmo que dizer que “os que defendem Alckmin estão em busca de emprego?” Repararam? Se a tese vale para uns, por que não vale para outros? Não! Por aí, não vai funcionar. A emenda sai pior do que o soneto. Ademais, Alckmin deveria informar a seus distintos militantes que foi ele próprio quem costurou o acordo com o então PFL, que resultou na indicação do nome de Gilberto Kassab. E isso é fato, não é chute. Também os partidários de Aécio Neves estão excitados. E continuo impressionado com a facilidade com que os fanáticos aderem ao padrão petralha de argumentação e desqualificação. É evidente que reprovo essa aliança “ônibus” PSDB-PT e, quem sabe, PMDB em Minas — junto com ela, vem toda a renque: os muitos arranjos que se fingem legendas, todas iniciadas com a letra “p”, de “partido”. Quer dizer que não posso me opor a essa conversa mole? Acho o Partido Único, o PUN, uma deformidade da democracia. Já vivi o bastante, embora tenha apenas 46, para saber que isso não dá em boa coisa. A história dos “interesses superiores da população” é uma das maiores empulhações ideológicas da história política. Não raro, são interesses pessoais ou de grupos vestidos com as rendas e os babados dos “interesses populares”. “Ah, mas a população de Belo Horizonte quer”. Então tá bom. Mas eu, por exemplo, não queria o padrão belo-horizontinho reproduzido em São Paulo. Expliquei por que num post de 30 de janeiro, conforme segue. Retomo depois: Em Belo Horizonte, mata-se 81,88% mais do que em SP e 26.33% mais do que no Rio. Lendo os jornais mineiros, ninguém diria Confesso que fiquei um tanto surpreso ao saber que Belo Horizonte, capital de Minas, na lista das cidades com mais de um milhão de habitantes, está em segundo lugar na lista dos homicídios por 100 mil (56,6). Só perde para Recife, que está em primeiro (90,5). Na capital mineira, mata-se 81,99% mais do que em São Paulo (31,1), segundo o relatório divulgado ontem. Ouço tanto falar do milagre mineiro, especialmente das “políticas sociais inclusivas” do PT, que completará 16 anos de poder na cidade, que imaginei, sinceramente, que os índices fossem bem menores. Afinal, como é mesmo a cantilena esquerdopata? “Mais incruzão çoçial, menas violência”. Ou será que o PT não "incrui" nada? E voltamos àquela questão da eficiência da polícia e de prender mais ou de prender menos. Os esquerdiotas estão dizendo por aí que a queda de homicídios em São Paulo se deve ao aumento do emprego (em Belo Horizonte não aumentou?), à atuação das ONGs (as há em Minas, certo?), à organização da comunidade, sei lá o quê... Por que, então, isso tudo teria um efeito positivo em São Paulo, mas não em Belo Horizonte? Por incrível que pareça, mata-se na capital mineira 26,33% mais do que no Rio de Janeiro (44,8). Na lista das capitais (que inclui cidades com menos de 1 milhão de habitantes), o Rio está em 9º lugar, superado pelas seguintes capitais: - Recife (90,5) - Vitória (87) - Maceió (80,9) - Porto Velho (68,4) - Palmas (65,8) - Belo Horizonte (56,6) - João Pessoa (46,7) - Cuiabá (45,2) - Rio de Janeiro (44,8) São Paulo está em 22º na lista das capitais. No ranking geral, eis o lugar ocupado pelas principais capitais: - 9º lugar – Recife - 99º lugar – Belo Horizonte - 205º lugar – Rio de Janeiro - 281º lugar – Porto Alegre - 342º lugar – Salvador - 409º lugar – Brasília - 422º lugar – Florianópolis - 430º lugar – Fortaleza - 492º lugar – São Paulo E, no entanto, ao se ler um jornal de Belo Horizonte, será inescapável a impressão de que é bem mais fácil morrer no Rio. E não é. Acho que as imprensas carioca e paulista fazem muito bem em ser tão severas na cobertura da segurança pública. Como a gente vê, ajuda a fazer as escolhas certas. Esconder a notícia só eterniza o problema, não é? Voltei “Ah, está falando em nome de Serra”. Estou? E quem afirma o contrário do que afirmo está falando em nome de quem? Quer dizer que eu, porque não concordo com o cruzamento de jacaré com pato, sou serrista, enquanto os criadores de jacaratos estão apenas defendendo o bem da humanidade?Ah, qual é? O que fiz foi romper o cerco da hipocrisia e chamar as coisas pelo nome. Aécio Neves está apenas mexendo peças com vistas a 2010 e conta com um peão em São Paulo chamado Geraldo Alckmin. Posso apostar que Serra, se ler isto, vai detestar. E a razão é simples: comete o erro básico de acreditar que, se ficar parado, o jogo também pára, o que não é verdade. A verdade exposta o obrigaria a agir. Alckmin fala a verdade quando diz que sua determinação de ser candidato não é uma ambição pessoal. Ou melhor: é ambição pessoal, mas ambição pessoal dos outros, a que ele serve com dedicação quase religiosa. Fazer de conta que a disputa é meramente municipal é enganar o eleitor. E há quem engane muito melhor do que eu. Sou ruim nessa arte. |
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Por Reinaldo Azevedo | 17:24
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LEIAM ABAIXO - Sobre ontem à tarde; - No caso do dossiê, a VEJA não “afirma”, mas informa; - Prévias no PSDB? Pensei em chamar Gerald Thomas. Mas desisti. Teatro é coisa séria; - Alckmin e as prévias no PSDB; - Tom Jobim para ministro da Defesa!!!; - Os sucessos de Nelson Jobim segundo Nelson Jobim; - A resposta de Gabeira ao ataque energúmeno de Crivella; - Congresso pra quê? Governo manobrou 10,4% do Orçamento por intermédio de MP; - Oposição quer pacto para mudar tramitação de MPs; - Rio deve ter hospitais militares contra a dengue; - Contenção de crédito pode chegar aos veículos; - Medida provoca ataques, elogios e ressalvas |
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Por Reinaldo Azevedo | 08:37
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Sobre ontem à tarde
Ontem à tarde, cuidei O País dos Petralhas, o livro. E fiz o mesmo nesta madrugada. Não é fácil assoviar e chupar cana ao mesmo tempo, como se diz lá nas paragens dois-correguenses. Agora vou dormir um pouco. Até mais. |
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Por Reinaldo Azevedo | 08:33
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No caso do dossiê, a VEJA não “afirma”, mas informa
Leio aqui e ali que a VEJA "afirma" existir um dossiê montado pelo Palácio do Planalto para intimidar a oposição no caso dos cartões corporativos. Epa!!! A VEJA não “AFIRMA” nada. A VEJA INFORMA que o dossiê existe. Mais do que isso. O repórter botou as mãos da papelada. |
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Por Reinaldo Azevedo | 08:27
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Prévias no PSDB? Pensei em chamar Gerald Thomas. Mas desisti. Teatro é coisa séria!
(Sugiro que leiam antes o post abaixo deste) Alckmin quer mesmo prévias para indicar candidato à Prefeitura no PSDB de São Paulo? Vou chamar meu amigo Gerald Thomas para melhorar esse teatro aí. Acho que ele não vai topar, hehe. Afinal, teatro é coisa séria, e essa proposta é uma brincadeira estúpida. Digamos que se realizassem. Os problemas estariam resolvidos ou só estariam se extremando? Não sei exatamente — e nem os tucanos sabem — qual seria o colégio eleitoral. Digamos que fossem todos os filiados do partido (com ou sem superdelegados?). Acho que Alckmin ganharia. E o PSDB, obviamente, sairia derrotado porque irremediavelmente dividido. Um candidato deve procurar unir, não fracionar. Raramente, aliás, ouvi coisa tão esdrúxula, idiota mesmo. Nos EUA, para ficar no exemplo mais evidente, as prévias fazem parte do processo político. Aqui, ainda não. Elas são usadas como remendo ou como instrumento para soldar fraturas. Alckmin será o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. Ponto final. O que mais ele quer agora? Entusiasmo? Vibração? Beijo na boca? Quem tem, agora, de ganhar a confiança do partido é ele. Foi-lhe oferecida uma estratégia que vislumbrava a manutenção do poder na Prefeitura e a forte possibilidade de o partido manter o Palácio dos Bandeirantes em 2010. Ele preferiu outro caminho, que passa, é óbvio, por Belo Horizonte — lá onde o seu partido está se juntando com o PT — e pela precoce hostilização da pré-candidatura de José Serra à Presidência. Hora de chamar as coisas pelos nome. O corolário é este: na trilha escolhida pelo ex-governador, o seu aliado da hora, Aécio, está se juntando com o adversário histórico (o PT), e o aliado histórico em São Paulo, o DEM, está levando um pé no traseiro. Foi Alckmin que fez essa opção, e ela tem conseqüências. O ex-governador precisa saber que ganhar uma prévia — ou mesmo um "caucus" de cardeais, como em 2006 — é bem mais fácil do que ganhar uma eleição. Ele é favorito? Claro que sim. Mas sabe que precisa do partido. Não será se impondo candidato por força da vontade, como fez no passado, ou por meio de prévias que vai inspirar o ânimo militante na turma. Ao prefeito Gilberto Kassab, do DEM, dados os números e a dinâmica do processo político, não resta outro caminho: terá de ser candidato. Seu discurso é fácil, tranqüilo mesmo: deve prometer a manutenção do que é bom e a correção dos problemas, como de hábito nas tentativas de segundo mandato. E não terá como negar que trabalhou em parceria com o governador de São Paulo e com... o PSDB, que detém 70% dos cargos! Qual será o de Alckmin? A história de que é candidato porque as bases querem, ele sabe, tem alcance limitado entre as lideranças. Ninguém é ingênuo. As tais “bases” querem porque ele se ofereceu, não é mesmo? Tivesse respeitado a fila — aquela de que falava Sérgio Motta —, a realidade seria outra. É claro que não haverá prévias coisa nenhuma. Isso é só um tour de force para se impor. É uma desnecessidade. E só evidencia, diga-se, que a Prefeitura de São Paulo, nessa história toda, não passa de pretexto. PS: A reportagem da Folha, abaixo, informa que os “líderes” do partido também influirão. Entre eles, Aécio Neves. Terei de perguntar: Aécio consultou Serra sobre a sua união com o PT, ou Belo Horizonte reivindica a interferência em São Paulo ainda por conta da Revolução de 1932? Aceito boas respostas. |
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Por Reinaldo Azevedo | 08:15
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Alckmin e as prévias no PSDB
Por José Alberto Bombig, na Folha. Comento no post acima. |
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Por Reinaldo Azevedo | 08:13
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Tom Jobim para ministro da Defesa!!!
(sugiro que leiam antes o post abaixo e depois voltem aqui)
Como é mesmo, Macunaíma? Ai, que preguiça! Vocês lerão no post abaixo que o ministro da Defesa, Nelson Jobim, está nos EUA para vender a idéia de um Conselho Sul-Americano de Defesa. Falou com autoridades do país, incluindo Condoleezza Rice, que teria achado a idéia bem interessante. Quem reportou aos jornalistas o resultado dos encontros foi o próprio ministro, numa reunião do CSIS, um centro de estudos estratégicos internacionais. E que homem altaneiro! Resolvemos adaptar a doutrina Monroe ao nosso sarapatel, ao nosso tacacá, ao nosso bundalelê. Os americanos teriam indagado como poderiam ajudar o Brasil, ao que Jobim teria respondido de pronto, quem sabe um pouco grosseiro até: “Ficando longe”. Seria um jeito suave de dizer “Tirem as patas da América do Sul”. “Yankees go home”, “A América do Sul para os sul-americanos”. Ai, que vergonha!!! Deus meu! Que perigo! Já imaginaram onde estariam as Farc sem os EUA? Em Bogotá, com certeza. Em Brasília, talvez. De fato, a América do Sul precisa ficar entregue apenas à ponderação de pessoas distintas como Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa e, por que não?, o Babalorixá de Banânia, o dom Giovanni do continente, o Apedeuta, que tem como Leporello Marco Aurélio Top Top Garcia. Não há nada mais constrangedor do que ver um pequenino roncando papo. É o caso de Jobim. As Forças Armadas Brasileiras estão, para ser singelo, sucateadas. Anotem aí: o Brasil não consegue controlar as suas fronteiras. O país não produz, por exemplo, cocaína nem armas de grosso calibre, essas com que os “filhos do baixo crescimento econômico”, segundo Lula, assombram as capitais, o Rio em especial. Entram no país como? Mas Jobim disse a Candoleezza: “Fiquem longe”. Sinto, à distância, uma certa vergonha só de imaginar o que não deve ter pensado a mulher: “Quem é esse?”. Ok. Talvez o Brasil leve adiante essa idéia. O meu conforto é saber que os EUA, se preciso, farão o necessário. Como fizeram quando a hidrofobia esquerdopata latino-americana tentou atacar Álvaro Uribe. Tom Jobim para ministro da Defesa!!! PS: Ah, sim. Falando no tal seminário, ao negar pretensões políticas, Jobim afirmou que “já rodou muito a bolsinha por aí”. Os tradutores tiveram dificuldade de encontrar a expressão em inglês. Resistiram à palavra “whore”. Vocês sabem como são aqueles puritanos. Normal! Lula já quis encontrar o “Ponto G” das relações internacionais no encontro com Bush. Em breve, não nos deixarão entrar com passaporte brasileiro nem em Darfur, de onde todo mundo quer fugir. |
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Por Reinaldo Azevedo | 08:07
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Os sucessos de Nelson Jobim segundo Nelson Jobim
Por Eliane Cantanhêde, na Folha: O ministro da Defesa, Nelson Jobim, explicou ontem o projeto do Conselho Sul-Americano de Defesa em encontros separados com a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, e com o assessor do Conselho de Segurança Nacional, Stephen Hadley, dizendo a ambos que a melhor forma de os Estados Unidos ajudarem seria "assistindo de fora, ficando à distância". O relato foi feito pelo próprio Jobim no CSIS (centro para estudos estratégicos internacionais), com uma explicação um tanto ácida: "Eu não estava pedindo licença [para eles aprovarem o futuro conselho], apenas dando ciência a um parceiro internacional e mostrando que se trata de um assunto claramente da América do Sul". Depois, a jornalistas, ele disse que a conversa com Condoleezza Rice demorou 40 minutos e "foi ótima": "Conversamos muito sobre a posição brasileira nas questões da América Latina, mostrando que nós temos capacidade de resolver nossos problemas", relatou, citando que o conselho poderia ser útil, por exemplo, em casos como o recente conflito na região, quando tropas colombianas bombardearam guerrilheiros em solo equatoriano. Assinante lê mais aqui No post acima, o que penso dessa história. |
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Por Reinaldo Azevedo | 08:05
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A resposta de Gabeira ao ataque energúmeno de Crivella
Na Folha. Volto depois: O deputado federal e pré-candidato à Prefeitura do Rio Fernando Gabeira (PV) rebateu ontem críticas do senador Marcelo Crivella (PRB) de que "defende aborto, homem com homem e maconha". Gabeira afirmou que o adversário se desvia do principal problema da capital -o surto de dengue. "O Rio vive o auge da epidemia de dengue. O problema central de minha atividade e a discussão central nesses dias não é a relação homem com homem, mas mosquito com homem, mulher e criança. Nossa luta é exatamente acompanhando essa epidemia e o que é possível fazer", disse Gabeira. A afirmação de Crivella foi feita ao jornal "O Globo". O senador não quis manifestar ontem. O deputado chamou Crivella de "bispo da Igreja Universal", o que contraria o senador por reforçar a resistência em setores não-evangélicos: "Ele, como bispo da Igreja Universal, perdeu um pouco o foco. Voltou para um tipo de relação que não é o nosso problema no momento. Nosso problema no momento é a relação do mosquito com seres humanos". Voltei Fiz aqui restrições à forma como Gabeira apresentou seu pleito. Afirmei não acreditar na idéia de uma política acima dos políticos. Nada a ver com esse ataque energúmeno, bucéfalo, que lhe dirigiu o tal “bispo” Crivella. Ademais, há tempos Gabeira deixou a camisa de força da militância em nome de minorias apenas. É hoje um dos homens públicos mais respeitáveis e decentes do Brasil. Mesmo quando discordo dele, reconheço a sua honestidade intelectual. A fala de Crivella é dessas coisas asquerosas que a política produz de vez em quando, em que a demagogia é só o menor dos pecados. Não! Ele não é um conservador que estaria interessado em combater, sei lá, as tolices politicamente corretas. Ao contrário: em vez da liberdade, ele açula o preconceito; em vez da tolerância, ele estimula a discriminação. Faz tempo que não vejo Gabeira falar sobre aborto. Mas o chefe de Crivella fala. Edir Macedo se disse favorável à prática e ainda tentou se ancorar no Eclesiastes. O dono da Igreja Universal tem o direito de ter a opinião que quiser, mas está fazendo uma interpretação porca da Bíblia. Se prefeito, Gabeira não terá poder para mudar leis que regulem o consumo de drogas, as relações amorosas ou a interrupção da gravidez. E creio que podemos estar seguros de que não vai bater a carteira de ninguém. As candidaturas no Rio ainda não estão todas decididas. Quando estiverem, sugiro aos cariocas que este seja o primeiro critério de seleção: de um lado os batedores de carteira; do outro, os que não roubam. Aí deixem que as demais diferenças determinem a escolha. |
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Por Reinaldo Azevedo | 07:59
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Congresso pra quê? Governo manobrou 10,4% do Orçamento por intermédio de MP
Por Ribamar Oliveira, no Estadão: |
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Por Reinaldo Azevedo | 07:39
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Oposição quer pacto para mudar tramitação de MPs
Por Christiane Samarco, no Estadão: |
| Por Reinaldo Azevedo | 07:37 | |