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Converter-se ao catolicismo, tornar-se padre em duas semanas, bispo em dois meses e se candidatar a papa;



Candidatar-se a secretário-geral da ONU e dar início, então, ao movimento para criar o governo mundial;



Mudar-se para o Brasil e disputar a presidência da Fundação Cacique Cobra Coral;



Mudar-se para o Brasil, filiar-se ao PT e disputar com Lula a condição de maior milagreiro do Ocidente;



Continuar a fazer discursos que já nascem históricos e a fazer uma história que já nasce póstuma.
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Reinaldo Azevedo

Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Segunda-feira, Junho 30, 2008

O homem ético-moral e o homem legal — Ou: “Por que discordo de André Petry”
Eu sou contrário ao projeto de lei que está no Senado, já aprovado na Câmara, que, na sua explicação benigna, criminaliza a chamada homofobia. André Petry, editor especial e colunista de VEJA, é favorável. Eu considero que o projeto, sob o pretexto de proteger direitos, concorre para a incivilidade e a censura de opinião; ele, ao contrário, acredita que, aprovado o texto, teremos um mundo melhor. Assim como pretendo que creditem à boa-fé as minhas restrições ao projeto, faço o mesmo com Petry: aposto que a sua motivação para defendê-lo decorre de seu alinhamento com os princípios de justiça e igualdade.

Melhor assim, não é? Uma divergência entre pessoas de boa-fé.

Na VEJA desta semana, ele escreve uma coluna intitulada “A fé dos homofóbicos”. As experiências históricas que ele evoca para justificar a sua tese são, a meu ver, despropositadas. Mas não é um despropósito que me empurraria para explicitar aqui a divergência. O que me incomodou profundamente em seu texto foi uma frase que, parece-me, soa como um terrível norte ético, a saber:

“Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.”

Assim não, Petry. A sua frase abre as portas, conceitualmente ao menos, para a barbárie e para os assassinatos em massa praticados pelo estado.

Começo opondo uma indagação a sua afirmação: “Por que a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada?” Teria havido em tal escolha — que, note-se, ainda não é universal — apenas o triunfo de alguma imposição econômica ou de outra base material qualquer?

Considero que a moral é de ordem privada, pessoal, e o que o colunista chama de “moral”, portanto, eu prefiro chamar “ética” — esta, sim, coletiva. Ora, não haverá uma ética — que não precisa ser religiosa — a nos convidar ao “Não matarás”? O valor que torna a vida do outro inviolável, tenha origem em algum princípio religioso ou na tradição humanista, não se sobrepõe, será, aos pactos de ocasião da sociedade?

A questão é tão importante que nos remete ao cerne das democracias representativas. Nem sempre as leis consolidadas refletem o pensamento da maioria. O estado democrático e de direito também disciplina as vontades da sociedade — e não é apenas disciplinado por suas vontades. Não é preciso ir longe: a maioria, no Brasil, é favorável à pena de morte, mas ela inexiste na lei. Não tenho pesquisa a respeito, mas temo que não seria impopular o linchamento de autores de crimes hediondos. E, no entanto, isso é ilegal porque moralmente inaceitável.

E assim é por causa dos valores que Petry, com certo desdém, chama “morais”. São eles que impedem que a “sociedade” faça o que, a uma maioria, poderia parecer tão simples e eficaz — embora a pratica nos empurrasse para a barbárie.

Ainda que a sociedade entendesse, Petry, que matar é legítimo, continuaria “imoral” (ou “aético”) segundo dogmas de várias religiões, sim, mas também segundo uma já longa tradição do “humanismo laico” — escrevo “humanismo laico” porque há humanismos religiosos, o que os ateus e agnósticos insistem em ignorar.

Talvez Petry pudesse ter escrito: “Matar é imoral, sim, mas também é crime porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada (...)”. Aí, sim: o “crime” é um dado juridicamente determinado — já a moral e a ética são mais fluidas e comportam bem mais divergências. Ora, sociedades são mais ou menos civilizadas, mais ou menos humanistas, mais ou menos igualitárias, a depender do que permitem e do que proíbem, do que é e do que não é aceitável.

É inevitável apontar que a afirmação de Petry justificaria, sem reservas, os dois totalitarismos do século passado: comunismo e fascismo. A sociedade alemã, na década de 30, decidiu que os direitos então assegurados dos judeus não deveriam ser preservados. E deixou de ser crime expropriar seus bens, persegui-los e confiná-los — a “solução final” se fez ao arrepio até daquele, digamos, “estado totalitário de direito”. Mas estava, sem dúvida, adequada ao que era, ao menos, o silêncio cúmplice da maioria. Em nome também da maioria, num estado igualmente legal, impôs-se o terror soviético

Chego, então, a uma distinção importante, geralmente maltratada por aí. Costumamos usar, a torto e a direito, a expressão “estado democrático de direito”, como se fosse uma unidade. Não é. Falta sempre um “e” no conjunto: “estado democrático E de direito”. Este é o par desejável. Por parceiros complementares, devem sempre andar juntos. Porque não são uma coisa só, podem andar divorciados.

As ditaduras organizadas tendem a ser “estados de direito” — vale dizer: o autoritarismo (ou totalitarismo) está na lei. Isso não faz delas democracias, não é? Da mesma sorte, pode-se pensar, por hipótese ao menos, numa sociedade em que a vontade da maioria fosse sendo sempre aplicada caso a caso, sem gerar nem sequer jurisprudência — já que um Judiciário seria desnecessário. Apelar-se-ia sempre a tribunais populares. Sem dúvida, seria uma forma de poder do povo — que duraria pouco. Sem o “estado de direito” para auxiliá-la, avançaria para o terror, o banditismo, o gangsterismo.

Stálin e Hitler consideravam que, sob certas circunstâncias — e como eles as encontravam, não? —, matar não era nem imoral nem criminoso. A segunda questão, eles tiravam de letra porque eram os donos da lei. Já a primeira... Bem, eles eram caudatários de uma concepção de poder que concede “ao coletivo” a licença de definir o que é moral e o que é imoral. Eles não teriam problema nenhum em conviver com este norte conceitual: “Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada.”

Aí Petry nos remete ao STF caso hesitemos um pouco: “Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.” Pois é. Acho que ele faz a leitura perversa, que sempre temi que fosse feita, de reiteradas manifestações de alguns ministros quando foi votada a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias. A maioria deles — mas com especial ênfase o Robespierre da genética, Celso de Mello — fez questão de declarar o caráter laico do estado brasileiro (e é mesmo), como se a única restrição às tais pesquisas fosse de natureza religiosa. Mais: nas pegadas de Ayres Britto, a maioria dos togados considerou que só é vida o que está constitucionalmente protegido. Entendo. Há quem não acredite em Deus para definir o princípio da vida. Preferem Ayres Britto...

Ora, e se, sob certas circunstâncias, o Supremo passar a autorizar assassinatos, por exemplo? A prática passará a integrar, sem dúvida, o “estado de direito” — será legal. Deveríamos, então, por isso, deixar de considerar a dimensão moral ou ética de tal autorização? “Mate-se. Lei não é Bíblia de moralidade”.

Não! O homem moral — a partir de um conjunto de valores éticos que incorporam os chamados "direitos humanos" — ainda é aquele que orienta o homem legal, Petry. É e será sempre o questionamento desse homem ético e moral que vai pressionar para mudar as leis, para torná-las mais adequadas aos desafios do mundo contemporâneo.

Fosse o contrário, fosse o "homem legal" o ponto máximo a que poderia chegar "o homem ético e moral", estaríamos condenados a viver sob o tacão totalitário.

Se um dia a nossa sociedade entender que é legal matar, aconselho-os a não se transformar em homicidas. Ainda que fosse legal, seria imoral.
Por Reinaldo Azevedo | 06:25

Comentários:

Anonymous eliane moura
"A segunda questão, ele tiravam de letra ..." eleS - corrige aí!
6:41 AM  

Anonymous Anônimo
Brilhante, Reinaldo, brilhante.
6:43 AM  

Anonymous Hattori Hanzo
Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.
6:55 AM  

Anonymous Caravaggio
Tio Rei, em geral eu concordo com você, mas agora você pisou na bolsa, no meu modesto entender. Perguntas:

1) Na sua opinião, deve ser crime discriminar contra mulheres?

2) Na sua opinião, deve ser crime discriminar contra judeus?

Se você respondeu sim às duas perguntas acima, por que não deve ser crime discriminar contra homossexuais?

Você se ateve a aspectos importantes da coluna do Petry, mas não foi capaz de atacar o aspecto central da polêmica.

Muitos religiosos são contra o projeto de lei em tela por conta de Levítico. Não creio que seja o seu caso. Assim, seria importante você se pronunciar sobre o cerne da questão.

Um abraço.
6:57 AM  

Anonymous Anônimo
Sou favorável a tratar como assédio sexual - isto é: como crime - toda insinuação libidinosa de homossexuais endereçada aos heteros que não se enquadrem na categoria de "bofe"? Lei de Talião, sim. Cadeia neles!

Tales de Mileto
7:01 AM  

Anonymous einesellesenie
Excelente discussão, obrigado. Aguardemos a réplica do Petry.

Temos agora, além do "homem legal", o "homem popular" como ponto máximo da cadeia evolutiva, que "transcende" tanto a ética, a moral como o estado de direito.
7:19 AM  

Anonymous Casa
Lembram quando o PT colocava quadros em todas as esquinas das capitais brasileiras, declinando o nome dos deputados que haviam votado á favor de emendas contra os trabalhadores.
Agora chegou á hora de provarem de seu próprio veneno.
Todos os dias até a eleição devemos colocar este pequeno lembrete com os respectivos nomes de cada estado, agora chegou á vez do eleitor fazer a sua parte.
www.congressoemfoco.com.br
Confira como os deputados votaram na CSS.
Por apenas dois votos, a Câmara aprovou a criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS).

Rio Grande do Sul (RS)
Adão Pretto (PT) - Sim
Afonso Hamm (PP) - Não
Beto Albuquerque (PSB) - Sim
Cezar Schirmer (PMDB) - Sim
Claudio Diaz (PSDB) - Não
Darcísio Perondi (PMDB) - Sim
Eliseu Padilha (PMDB) - Sim
Germano Bonow (DEM) - Não
Henrique Fontana (PT) - Sim
Ibsen Pinheiro (PMDB) - Sim
José Otávio Germano (PP) - Sim
Luciana Genro (Psol) - Não
Luis Carlos Heinze (PP) - Não
Luiz Carlos Busato (PTB) - Sim
Manuela DÁvila (PcdoB) - Sim
Marco Maia (PT) - Sim
Maria do Rosário (PT) - Sim
Mendes Ribeiro Filho (PMDB) - Sim
Nelson Proença (PPS) - Não
Onyx Lorenzoni (DEM) - Não
Paulo Pimenta (PT) - Sim
Paulo Roberto (PTB) - Sim
Pepe Vargas (PT) - Sim
Pompeo de Mattos (PDT) - Sim
Professor Ruy Pauletti (PSDB) - Não
Renato Molling (PP) - Não
Sérgio Moraes (PTB) - Sim
Tarcísio Zimmermann (PT) - Sim
Vieira da Cunha (PDT) - Sim
Vilson Covatti (PP) - Sim
7:19 AM  

Anonymous Anônimo
André Petry deixou-se levar por essa permanente tentação de "revolucionar" os conceitos. Essa é uma boçalidade bem ao gosto do brasileiro. Todos se querem filósofos. Achamos que podemos "redefinir" tudo, de forma elástica, sem atinar com as desastradas consequências de sair juntando idéias a esmo. Para começar, o cidadão precisa de se dar conta de que, por trás de cada conceito relativo à condição humana, há pelo menos 2500 anos de discussão.

Tales de Mileto
7:31 AM  

Anonymous Anônimo
André Petry representa em Veja a agenda gay, abortista, ateísta, etc. Como tenho estômago fraco quase nunca consigo ler dois parágrafos de sua coluna, não pelas causas que defende, mas pela sinuosidade dos argumentos. Olavo de Carvalho disse que a mentira prospera tanto porque pode ser dita numa frase sendo necessária uma página para desmontá-la. Você acabou tendo de escrever mais linhas do que ele para desmontar a argumentação dele.
7:42 AM  

Blogger Walter
Prezado Reinaldo,
Embora normalmente concorde com você, creio que, neste assunto, foi esquecido um ponto inmportante: os conceitos de ética, moral e legalidade aplicam-se à raça humana.
E a definição de humano baseia-se (ou deveria) em haver comportamento condizente, ou seja, moral e legal, e não em certas características biológicas, que alguns animais também possuem.
Assim, eu não veria como imoral a pena de morte (legal) para estrupradores, traficantes, sequestradores etc.
E, para os que alegam que inocentes morrerão, lembro que já estão morrendo, em maior quantidade que no Iraque.
7:47 AM  

Anonymous Anônimo
“Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.”

Mas que um simplório, Petry é um desonesto intelectual. Troque "Matar" acima por "Aborto" ou "Pesquisa com células-tronco" e veja se ele continua concordando com essa frase.
7:51 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo,legal que alguem de vez em quando ,na veja,tenha uma opiniao contraria a do petry .Ele pode até ter boas motivações e acreditar no que escreve.Mas ele erra na mão,a coluna dele tá virando uma coluna de ataques constantes,uma coluninha que varia um ataque a alguma igreja,com alguma ocorrencia da semana.Assim não dá.É melhor dar outra coluna pro diogo mainardi.Pelo menos a gente se diverte ,até quando não concorda com ele.O andre faz uma coluna onde ele não agrada ,até quando concordamos com ele.Se até você ele já cansou,é um sinal de que ele não tá no caminho certo....
8:00 AM  

Blogger WEIMAR
Tenho evitado ler a coluna de A. Petry. Às vezes tento, mas não chego ao fim. Não me interessa, ou me irrita, ou simplesmente acho uma grande tolice. Quando consigo lê-la até o fim, pergunto a mim mesmo: “E daí? O que me ficou da leitura? Um vazio. Nem fede nem cheira, poderia alguém dizer disso aí”.

A sensação é de que, sem dúvida, nesses momentos, teria eu feito melhor se tivesse ido diretamente à coluna do Diego Mainardi. Ou conversado com meus botões.

Na última, “A fé dos homofóbicos”, consegui chegar só até a oitava linha. Parei exatamente ao terminar de ler “Em 1988, a Constituição promoveu o racismo de contravenção a crime. Ninguém chiou.” Pode alguém ler uma coisa assim, sabendo que não é humor que se tenta, e deixar de pensar que o autor é um estúpido, ou que escreveu sob efeito de álcool? Digo de álcool pra ficar dentro de tema atualíssimo nestes nossos dias.

Não sou padre nem pastor evangélico. Nem religioso sou. E a lei que o Petry tanto defende me ameaça e me limita os direitos. Nem brincar com os gays posso mais? Mas posso zombar do Petry? Posso chamá-lo de estúpido? Então, tudo bem pra mim. Vou guardar esse direito bem guardado. Talvez use dele na primeira oportunidade, que chegará no fim da semana. Está perto.

Weimar
8:01 AM  

Blogger Cavalheiro Azul
Parabéns, é isso mesmo, frases soltas no cotidiano e mastigadas sem juízo, costumam ser perigosas;
Alguns colunistas, sequer percebem o quanto são tendenciosos e injustos. No calor da hora, tudo lhes parece muito lúcido e óbvio,
no entanto, objetivado o argumento, sem o oba-oba do impulso, percebem que escreveram na contraluz da razão e do próprio caráter, caso não seja lodoso. Frases bem articuladas servem apenas como adorno, quando o pensamento é frágil e/ou eivado de estupidez. O sr. escreve muito bem, com calma e sem o contra-senso comum aos demais articulistas. Na minha terra, isso se chama cabeça boa.
Cordialmente:
Alexandre.
8:04 AM  

Anonymous Anônimo
Parabéns. Disse tudo. E muito bem.
8:04 AM  

Anonymous Anônimo
Aula! Aula! Aula!
8:07 AM  

Anonymous Anônimo
O Petry é triste de longa data.
8:09 AM  

Anonymous Anônimo
Prezado jornalista Reinaldo,

Espero que seu artigo não lhe cause problemas com a Veja, porque não gostaríamos de ficar sem os seus comentários.
O meu receio baseia-se no precedente do Olavo de Carvalho, que terminou saindo d'O Globo", provavelmente por causa de críticas que atigiram esquerdistas do jornal, grupo onde não se enquadraria certamente o jornalista Petry, de cujo artigo também discordo.
8:12 AM  

Blogger mario
Olá Reinaldo !

O que você acha que Darwin diría sobre o ato de execução de um homem, e depois, de um chimpanzé ?
a) O primeiro é ilegal, o segundo é imoral.
b)O primeiro é imoral, o segundo ilegal.
c)ambos imorais e ilegais.
d) ambos amorais embora legais(pena de morte e caça esportiva)
e)Viva o Planeta dos Macacos!!
8:13 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo,

Há um tempo atrás eu escrevi neste seu espaço que o Petry era um dos petista infiltrados na Veja, como havia dito o Mainardi. Sempre passo ao largo de sua coluna. Há uma repulsa gigantesca da parte dele em relação à moral e as religiões em particular.Fora isto, falta-lhe o conhecimento básico de história, sociologia e filosofia. Deveria ler um pouco de Kant e de Weber.

De Brasilia
8:24 AM  

Anonymous Lúcio
Reinaldo.
A sua argumentação acerca do texto de Petry é excelente, apesar de eu ser a favor do PL que criminaliza a homofobia. Você argumentando é de dar inveja a qualquer um!!

Veja, você iniciou o seu texo dizendo que a explicação beningna do PL é criminalizar a homofobia. Entendi que, na sua opinião, há uma explicação maligna: "concorre para a incivilidade e a censura de opinião". Foi aí que achei sua argumentação fraquíssima. Queria entender porque, ao seu ver, essa seria a explicação maligna?

Porque um projeto que destaca um crime motivado por ódio concorreria para incivilidade e censura de opinião? Neste ponto, acredito, a argumentação do Petry é muito mais feliz do que a sua porque, diz ele: "Tal como está, a lei não proíbe a crítica. Proíbe a discriminação. Não pune a opinião. Pune a manifestação do preconceito".

No restante, lição de ética e moral, concordo com você. No fato em questão, entretando, gostaria de entender porque você é contra a aprovação da lei.

Um forte abraço
Lúcio Requião.
8:28 AM  

Anonymous devisoeira
Percebendo no passado uma argumentação no mínimo desonesta desse Petry, escrevi aqui um comentário, sem palavrões, que foi recusado. Agora, vejo que seu post concorda com o que escrevi. Mas não é o bastante. Espero que em um certo programa do blog talk radio, o tema seja tratado com uma linguagem mais adequada. André Petry não é do bem!!
8:37 AM  

Anonymous Anônimo
O que certas pessoas não entendem é que:tenha você a crença que tiver,ou tenha você nenhuma crença.O que se entende por ética no ocidente é a ética Cristã.Toda anti ética que se tentou fez com que caíssemos no barbarismo.
8:37 AM  

Anonymous Anônimo
É comum a confusão do Legal X Ético.

Frequentemente uma coisa nada tem a ver com outra.
8:39 AM  

Anonymous Anônimo
Tio Rei,

isso vai virar um novo Gerald...

mas voce tem toda razão, a frase ou foi infeliz ou ele jogou pra arquibancada petralha...

Burduna nelles !!!
8:40 AM  

Anonymous Akva
Reinaldo,

Não há um único texto do Petry com o qual eu tenha concordado. A postura dele em relação às igrejas, em particular a Católica, é muito preconceituosa.
8:54 AM  

Anonymous Anônimo
Na mosca, Reinaldo!
Segundo o ponto de vista do Petry, o Fidel Castro, com os seus milhares de justiçamentos legais, está imune a condenações. Afinal, a lei que ele mesmo fez o autorizava a tanto. Também o Mao, o Himmler, o Hitler, o Mussolini, o Stalin e tantos outros monstros que se conhece. E o AI 5? Os generais estavam certíssimos então? Como criticar o George Bush pelas torturas em Guantánamo, coisa que o próprio Petry já fez? Tudo isso esteve ou está na lei!

Eu, hein!!!!

Guerra
9:00 AM  

Anonymous Leonel
Realmente estamos num outro Brasil. Trata-se da desvalorização da Moral, da Ética e dos valores inerentes ao ser humano. a Lei sobrepõe-se às normas do Respeito. Todavia, pode-se confiar na Justiça? Impera-se hoje o comportamento politicamente correto: contenhamos em nossas manifestações não favoráveis às minorias, sejam elas quais forem, senão poderemos ser criminalizados. Os valores e as práticas religiosas no entanto passam a ser motivo de desprezo e gozações. Podemos ter a certeza que se Cristo vivesse nos dias de hoje seria julgado e condenado da mesma forma que aconteceu entre os romanos incriminado pela tal ideologia da hipocrisia que o governo Lula implantou no Brasil. Estava certo o presidente françês: O Brasil não é um país sério.
9:01 AM  

Anonymous Anônimo
Boa Reinaldo!
Só discordo de vc qdo o assunto é célula-troco, mesmo pq toda unanimidade é burra.
Sou contra a pena de morte e a favor da prisão perpétua com o delinquente trablhando, aprendendo um ofício para q ele da cadeia sustente a própria família e tem mais... sem nenhuma regalia tais como: tv, som, rádio de pilha, celular, revista e jornais.
O que Petry acha se um bandido pensar assim: "Vou dar um teco naquele cara(Petry) pq não fui com a cara dele? Isso seria legal, imoral ou ético?
9:12 AM  

Anonymous Cris
Rei,

Não gosto de Petry. Geralmente, para não dizer sempre, discordo dele. Acho-o um "politicamente correto", daqueles de manual.

Acho que é o raciocínio dele é mais raso do que você pensa! Me ocorreu, ao ler o que ele escrevia, que ele confunde tudo, no conceito "Terra sem Lei". Confunde a impunidade de que somos vítimas com a não aplicação da Lei, e desconsidera o ato original, que é o crime de que também somos vítimas.
Na minha leitura, ele atropela o primeiro e "culpa" o segundo. Assim, o ato de matar, em sí, é minimizado, dando-se ênfase ao ato de não punir com rigor.
Coisa de quem vive com o Manual do Politicamente Correto no bolso, e habituou-se a atribuir o crime à sociedade - sabe como? - e às instituições, que são sempre as "culpadas". O indivíduo, não. Nada de indivíduo, nada de escolha moral. Ao individuo, chama de "povo" e o povo é "coitado", vítima do "sistema".
Nunca tem culpa.

Petry deveria, ao meu ver:

1. Cortar os cabelos, fazer a barba e tentar parecer um pouco adulto. Ando muito desconfiada de gente que usa os cabelos mais longos do que sua idade permite, e insiste em ter, na maturidade, aparência de garotão. Exemplos: Wellington Salgado, Paulo Vanucci, Fernando Haddad, Carlos Minc. Tá de bom tamanho?

2. Jogar fora o Manual das Práticas Politicamente Corretas (ou o Enciclopedia Completa do Preconceito Aplicado e Disfarçado).

3. Por fim, tentar pensar com a própria cabecinha.
9:17 AM  

Anonymous Anônimo
Há muito tempo deixei de ler as colunas assinadas pelo Petry. O politicamente correto cerceia o raciocínio do colunista e não permite que ele veja o óbvio. Sinceramente, cansei desse tipo de comentário moderninho.
Ainda bem que existem alguns reacionários para salvar o jornalismo brasileiro.
Obrigado,
tiago bana franco
9:17 AM  

Anonymous paulo roberto
“Matar é crime não porque seja imoral, mas porque a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada. Dúvidas? Recorram ao Supremo Tribunal Federal. Na democracia, é assim. Lei não é bíblia de moralidade.”
Não entendi.Se na democracia as leis do Estado refletem os valores da sociedade,então deveriam estar baseadas na ética e na moral,que são suas “leis” não escritas (por exemplo,” a sociedade entendeu que a vida deve ser preservada”).Mas ,por outro lado,” Lei não é bíblia de moralidade”.No parágrafo acima,a palavra “Estado ” deveria estar no lugar de “sociedade”.
Ou se é legalista(lei descolada da ética e da moralidade),ou não.No legalismo,o Estado impõe sua vontade,ignorando os valores aceitos pela sociedade.Como dizem os advogados,o que não está nas leis não é ilegal,mesmo o que a sociedade considere anti-ético.
9:18 AM  

Anonymous Antonio Augusto Carvalho
REInaldo,

Tirou daqui, ó!
Já sou súdito. Tá precisando dum escravo?
9:19 AM  

Anonymous Cris
Ainda sobre o assunto "leis politicamente corretas": quando vão aprovar a Lei contra os Gordofóbicos"? É sabido que muita gente não consegue emprego porque é muito gordo, a aparência não combina com o cargo. Não consegue sentar nos ônibus, passar em roletas, passam vexame despencando de cadeiras frágeis, não encontram roupa bacana na sua numeração e por aí afora. São alvo de chacota e de xingamentos.
E aí? Ih, espera! Não tem nenhuma ONG ou Associação dos Obesos Unidos para reinvindicar isso? Ah, então não dá. Mas...quem sabe, falando com Ideli...?

PS: Não sou gordinha, não, mas amei a minha "idéia", hehehehehe. Ué, gente, não faz sentido? Aguardem, vou pensar em mais algumas medidas polticamente corretas para transformar em lei e já volto! (carecas? baixinhos? espinnhentos? caspentos?)
9:25 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo:

O Petry não tem a sua perspicácia. A boa razão está com você. Já notei que o Petry é controvertido demais...
9:29 AM  

Blogger Mayr Fortuna
Ôôô seu Reinardo?

Muito bom o seu Post.

Diz tudo, ou quase tudo...

Como você é um Cristão, confunde piedade com leniência.

É sim leniência, chamar este Petry de cidadão de boa vontade.

Não lí o artigo, adianto logo, mas esta frase que você reporoduziu, não seria dita por um "Homem de Boa Vontade".

É IMORAL!
9:38 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo, grande questão para uma segunda-feira de manhã.

Pensei em tantos exemplos - muito diferentes entre si - sobre o tema morte de indivíduos.

Nos EUA, apesar de universitários cometerem chacinas em seus campi, a Corte Suprema manteve o direito individual do porte de armas. Aqui, no Brasil, uma velhinha foi punida porque matou com uma arma .22 o ladrão que invadiu sua casa.

Se, espero que não ocorra, mas se o aborto for universalizado no Brasil, um médico do SUS será obrigado a praticar o procedimento? Nos EUA, outro exemplo, o candidato democrata à presidência votou contra salvar o bebê vivo após aborto, então nessa visão o médico seria obrigado a assassinar o bebê?!

Enfim, a promiscuidade que se vê em sites e paradas gays não nos despertam preconceito, mas nojo. Ali, vê-se o estímulo à prática sexual com crianças e adolescentes; projeto de prática sexual a céu aberto - já proibida para qualquer pessoa independente de sua preferência sexual; namoros em lugares públicos, cujos excessos já são criminalizados.

Piadas existem para todos os temas, até para islâmicos. No trabalho, busca excelência em aptidões, experiência profissional, e não preferência sexual, que será fundamental para profissionais de filmes pornô, apenas.

Também sou contra excessos de direitos para determinados grupos, pois agride a constituição brasileira.
9:38 AM  

Anonymous JULIO GUILHERME
Tio rei, É impressão minha ou a vela da dona Marisa Letícia está acondicionada numa garrafa pet? É hilário e bem representativo. (tentei colar a foto mas não deu, no site do noblat sobre a festa junina da granja do torto)
9:38 AM  

Anonymous navarro
Caro Reinaldo,

concordo com sua crítica ao Petry, cujas idéias remetem para o Positivismo Jurídico, no qual é válido o que o Estado diz que é, não importanto os valores morais envolvidos. Não se pode ficar a mercê daquilo que o Estado estabelece. Temos um Estado de Direito, e não um Estado de Lei. Direito abrange também os costumes e os valores morais de uma sociedade. Por isso, se uma lei fere tais valores, ela não apenas pode, mas deve ser questionada.

navarro
9:40 AM  

Anonymous Anônimo
Espetacular, Reinaldo. Texto muito bom e de fôlego.
9:43 AM  

Anonymous Nicão
Reinaldo, sou obrigado a discordar de você, no geral. A frase do Petry está correta e perfeitamente condizente com o que ele escreve - pelo menos eu entendo assim: "Lei não é a bíblia da moralidade", com o que concordo, e não é porque, sendo a moral de "ordem privada" - neste particular concordo com você - cabe à lei, justamente, ser ética, garantindo uma convivência civilizada entre as "morais".
Mal comparando, o homem, ao querer se diferenciar dos "animais" - na linha do que diz Petry - acabou inventando uma espécie de "constante universal social" que chamou de ética, de forma a, civilizadamente, acomodar as diversas "morais".
Mal comparando, de novo, e no meu entendimento, foi o que você próprio defendeu quando fez uma crítica à nova lei do álcool no trânsito, que, ao invés de proteger os cidadãos íntegros e responsáveis, os está colocando no nível dos criminosos, que continuarão a dirigir bêbados como sempre fizeram. Foi assim, também, com a lei da proibição da venda de armas de fogo, com a lei que proibiu venda de bebidas alcoólicas nas estradas, etc, etc.
Uma bela discussão, sem dúvida, mas que passa longe da gravidade do que vemos no nosso Congresso, onde, pelo visto, um bando de “animais legisladores” está tentando restabelecer a “Lei da Inquisição”, ou coisa parecida.
9:44 AM  

Anonymous Anônimo
Caro Reinaldo:
A partir da 'revolução de 1968', o mundo ficou cinzento. É proibido proibir, e outras panacéias lançadas ao vento...
Petry criou um novo modelo de homem. O homem positivo ou positivado. É a teoria pura do direito de Kelsen levada ao extremo. Sabia-se que havia uma minoria de homens e mulheres AMORAIS. Para Petry todos somos ou devemos ser amorais (diferente de imorais).

Triste, cada vez mais triste mundo.
9:44 AM  

Anonymous Navarro
Tio Rei,

a concepção de Petry em torno da moral e da lei nos remete à velha história do conflito entre ambos: entre uma diretriz legal e imoral, e uma ilegal e moral, qual devemos escolher?

Se um comandante nazista ordenasse que seu subordinado matasse uma criança indefesa, ele deveria fazê-lo, por se tratar de uma ordem legal, ou deveria escusar-se, por se tratar de algo completamente imoral (ou aético)?


Navarro
9:48 AM  

Anonymous WALDEN POND
OLHA, REINALDO, EU NORMALMENTE NÃO TENHO MUITA PACIÊNCIA PARA OS TEXTOS DESSE ANDRÉ PETRY, NORMALMENTE OS EVITO, PORQUE SINCERAMENTE ME INCOMODA A SUA ANÁLISE PEDESTRE, OS SEUS CONHECIMENTOS CLARAMENTE SUPERFICIAIS SOBRE OS TEMAS OS QUAIS PRETENDE PALPITAR E O SEU ALINHAMENTO AUTOMÁTICO COM CERTA AGENDA DE ESQUERDA QUE, NO DIZER DO OLAVO DE CARVALHO, REPRESENTA TUDO O QUE NÃO PRESTA NO MUNDO.
ESTE ARTIGO QUE V. AGORA COMENTA EU POR ACASO TIVE A DESDITA DE LER, SÓ PARA CONFIRMAR A MINHA OPINIÃO DE QUE A COLUNA DO SR. PETRY NÃO VALE O TEMPO QUE SE PERDE QUEIMANDO AS PESTANAS.
O TEU COMENTÁRIO É PERFEITO E REBATE COM EXATIDÃO AS ANEIRAS DO SUJEITO.
EU SÓ GOSTARIA DE ACRESCENTAR QUE A TAL "BOA-FÉ" DO SR. PETRY JAMAIS E EM TEMPO ALGUM SE ESTENDE ÀS RELIGIÕES, ESPECIALMENTE A CRISTÃ. AÍ ELE ESTÁ SEMPRE DE MAUS BOFES, SEMPRE COM UMA PALAVRA AMARGA NA PONTA DA PENA, SEMPRE ÁCIDO, SEMPRE NO ATAQUE. TRATA-SE DE UM ATEU MILITANTE, ESTÁ CLARO. É UM DIREITO DELE. APENAS GOSTARIA QUE AS PESSOAS CONSIDERASSEM ESTE PONTO: VEJAM AONDE NOS LEVA A DEPREDAÇÃO DOS PRINCÍPIOS CONSAGRADOS PELA RELIGIÃO E QUE SÃO O TESOURO MORAL DAQUILO QUE CHAMAMOS DE CIVILIZAÇÃO. É TER, ENTRE OUTRAS INSANIDADES, POR SIMPLES "PACTO" A CRIMINALIZAÇÃO DO HOMICÍDIO. PACTOS PODEM SER ROMPIDOS. É A TRILHA DOS LOUCURAS ASSASSINAS, QUE NASCEM DE SUPOSTAS BOAS INTENÇÕES "LIBERTÁRIAS", COMO A DO BRAVO ANDRÉ PETRY.
JUÍZO, SR. PETRY, JUÍZO...
9:48 AM  

Anonymous Anônimo
Chesterton disse, certa vez, que os homens, quando não acreditam mais em Deus, não é que eles passem a não acreditar em nada - ao contrário, eles passam a acreditar em tudo.
9:58 AM  

Anonymous Anônimo
É o estado incompetente querendo tutelar o cidadão; e neste caso, para curvar-se ao desejo de um cretino veado pedófilo que deveria estar preso e não pautando a vida dos patos pagantes das orgias desta sbórnia. Nojento tudo isso.
10:02 AM  

Anonymous Ricardo
Reinaldo: A Veja tem duas atrações: Diogo Mainardi e tu próprio. André Petry e Roberto Pompeu de Toledo são tristes exemplos do relativismo moral. Chatos que se querem gênios, mas que só fazem eco às palavras de ordem do PSOL, do PT etc. Não mereceu as várias linhas que usaste para refutá-lo.
Quanto ao Caravaggio, acima, vá pensar melhor antes de formular perguntas.
10:03 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo,

ambos os textos, o seu e o do Petry, sao ótimos, e convidam ao debate e à reflexão. Mas o melhor é que demonstram (mais uma vez!) que a Veja não é uma "ação coordenada" a favor disso ou daquilo, e nem quem escreve tem que concordar com algum credo secreto que faz parte do contrato de trabalho. Que sirva de lição para quem vem aqui te acusar disso (se é que esse povo aprende alguma lição!).
10:06 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo,
Fora do contexto tudo pode tomar cores diferentes. Pode parecer absurdo ou maravilhoso (ou seja: absurdamente bom)! "Eu sei. Eu sei". Todos reposdem em coro! "Então pratiquem, pratiquem", respondo uníssomo!

Um respeitoso abraço,

P.O. (Profeta do Óbvio)
10:11 AM  

Anonymous Anônimo
"Casa",às 7:19 AM,obrigado por publicar a lista!!!

Graças a Deus o meu candidato,ONIX LORENZONI,votou CONTRA a CSS!!!

PARABÉNS,meu candidato ONIX LORENZONI!!!

KIRK
10:14 AM  

Anonymous Anônimo
Os textos Petry têm como fundamento o pensamento esquerdista e a moral relativista.

Boa Reinaldo!
10:15 AM  

Blogger Luiz Cesar
Valei-nos São Reinaldo!
Já estava mais que na hora desse inominavel receber uma,lição de ética e moral. Bata duro nesse ser que se julga porta-voz da modernidade. As famílias brasileiras agradecem! Está na hora da Veja mandar esse cidadão procurar outra mídia pra macular.
Não se sinta constrangido de desconstruir alguém de mediocridade tão dilatada quanto esse escriba apenas porque é colega de redação. Lembre-se que você o faz em nome milhões de pessoas que se pautam por valores cristãos.
PS: Bata nos olhos que é pra não estragar o couro!!
10:18 AM  

Anonymous Anônimo
João Ricardo Moderno: Presidente da Academia Brasileira de Filosofia
Verdade sobre 1968
Rio - O stalinismo de 1968 é omitido ( jornal O DIA )
10:23 AM  

Anonymous flávia r.
caravaggio,

deixa de ser simplório, que aqui não é lugar disso.

a lei deve ser universal, e não específica a um grupo. quer dizer: deve ser crime negar direitos a alguém porque ele é gay, negro, asiático, nordestino, feio, gordo ou burro.
10:27 AM  

Anonymous Pedro
Reinaldo,

Seu texto, como sempre brilhante, me fez lembrar o melhor livro que já li e que você sempre recomenda: "Ortodoxia" de Chesterton. Que tal recomendar para o Petry?

Lá, Chesterton, mostra, inclusive a força das lendas, em um capítulo que fala sobre democracia e tradição, valorizando a imaginação, que ao fim, vai ressaltar a religião e a importância da moral religiosa para o homem.

Abraço,
Pedro
10:33 AM  

Blogger Yara Chiara
[Acompanhando o Rei, de burrico, e dizendo baixinho, para si, enquanto meneia a cabeça: "Não, não, tudo errado..."]

Rei: Que você está resmungando?

Que está tudo errado.

Rei: Como tudo?

Tudo. A totalidade. Todos os elementos.

Rei: Mas a tese do Petry é equivocada na sua inteireza, não?

Sim.

Rei: Ah.

[A escudeira, porém, continua a murmurar o "mantra do erro"]

Rei: Mas que inferno!

O quê?

Rei: Você não está feliz porque montei um argumento bom, respeitoso e concatenado contra a tese, a meu ver perigosa, que Petry defende? Não está orgulhosa do seu Rei, vamos colocar assim?

Risos. Eu te amo.

Rei: Pára de mudar de assunto!

Não estou mudando de assunto.

Rei: Está, e nosso diálogo começa a ficar longo...!

Risos. Você conta os caracteres dos nossos diálogos?

Rei [rindo levemente]: Óbvio que não, um por um não, mas por que está tudo errado, o que houve?

O Petry está errado.

Rei: Eu sei. Isso eu já disse.

É.

Rei: Pois então?

o Rei...o Rei...não demonstrou todo o brilho que é próprio de Vossa Majestade.

Rei [pasmo]: O quê!?

Você Tarso Genrizou mesmo.

Rei [indignado]: Seu palito de neve ucraniano maldito e carcomido!

Risos.

Rei: Como assim?

Veja, você comprou a tese do Tarso Genro que digeriu mal a tese do Kelsen.

Rei: Explique-se melhor.

Direito não é apenas norma.

Rei: Não?

Não. Estado totalitário de Direito é absurdo. A solução final também não foi feita ao arrepio de tal Estado, que não existia. Existia um Estado Totalitário. Não existia Direito.

Rei: Quem disse?

Hannah Arendt.

Rei: Tremi.

Risos. Eu sei. Entende-se por "Direito", nas sociedades modernas, e tal tendência de pensamento vem desde a Idade Média, um conjunto de normas que visa proteger as liberdades individuais do arbítrio. "Direito" é indissociável de procedimentos que permitam a defesa efetiva dos acusados; da explicitação prévia e clara de quais sejam as condutas criminosas; de recursos do indivíduo contra ações arbitrárias que, fora do quadro da legalidade, atinjam-no em sua liberdade, por exemplo.

A "democracia" é simplesmente um recorte político, e mesmo assim um recorte de diferentes dimensões ao longo da história: a democracia nos diz quais grupos de pessoas, dentro da sociedade, estão amparadas pelo Direito.

Está errada, muito errada a tese de que: "Há lei, há Direito"; "Tem norma, tem Direito". Errada, errada.

Queira Petry ou não, o fenômeno a que as sociedades ocidentais modernas passaram a chamar de "Direito" incorpora, sim, valores morais.

Rei: Uau...

Risos. Mas você entendeu?

Rei: Entendi. Quer dizer que, Direito mesmo, só existe se há, mesmo que em diferentes graus, alguns daqueles elementos?

Sim. É o Direito nas sociedades modernas, que incorpora ele memso, como fenômeno, valores éticos, se você preferir. Havia, sim, um "Direito Romano", com todos aqueles elementos que enumerei, mas em diferentes graus; tal "Direito", porém, foi recebido na Idade Média de maneira peculiar e se consolidou na era moderna com um perfil diferente. Na essência, sim, ambos são "Direito", aquele pensado pelo século XVIII ou aquele dos Romanos; mas de um para outro houve uma potencialização do aspecto defensivo e protetor, uma ênfase maior nas normas que resguardam o indivíduo do arbítrio do Estado. "Estado" também é outra coisa que muda durante todo este tempo, mas é outro assunto...

Enfim, trocando em miúdos: O totalitarismo é o triunfo do arbítrio e da natureza contra a instituição e o Direito; é a falta de Direito, são os gritos de dor e o silêncio bárbaro produzidos pela violência. "Direito", como se entende há séculos, é um fenômeno que, queira Petry ou não, contempla valores éticos; valores que a sociedade considera como sendo norteadores de suas condutas ainda que não houvesse a tutela do Estado.

Rei: Mas...você...

E o Conde de Petry, com todo respeito, não entendeu Kant. Direito e Moralidade não são água e óleo. Não foi assim que o Direito se desenvolveu. São fenômenos distintos, mas com imbricações, intersecções.

Rei: Mas...

O quê?

Rei: Você sabia de tudo isso durante todo esse tempo?

Lógico.

Rei: Por que não disse antes?

Eu estava de folga, não? Shabbat...lembra...? Risos.

Rei: Ah, é, você é a jud...

Cuidado, Rei.

Rei: Judiação, só aquilo de folga?

Só, Rei, e tomei um solzinho gostoso no Domingo.

Rei: É. Sua bochecha tá meio rosinha.

Risos. Tá sim. Tomei um solzinho.

[os dois se olham em silêncio por alguns momentos]

Eu te amo, Rei.

Rei: Ih, sai pra lá, ucraniana suja, que não depila e não toma banho! Palito de neve com cheiro de gambá!

Risos. Voltamos à normalidade institucional.

************

FIM
10:36 AM  

Anonymous Anônimo
Ao Caravaggio

A questão é anterior e está assim; TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI.

O que o Reinaldo destacou é que anterior a Lei está a Ética e a ela, a Ética, deve se submeter o formalismo legal.

É Max Scheler quem anota: "Toda aplicación de nuestros juicios de valor a nuestro sistema de tendencias fáctico - (...) - está fundamentado en aquella forma capital del engaño de valores. Pero justamente por esto nos podemos dar cuenta del error completo en que incurre la teoría que pretende convertir esa forma de engaños valorativos en forma normal y auténtica de la aprehensión de valores e incluso en una especie de creación de los mismos"
E em nota de rodapé escreve: "Tal, por ejemplo, SPINOZA con su principio: es bueno lo que apetecemos y malo lo que detestamos. Bueno y malo serían así entia rationis."
Assim sendo, a mora e a justiça pôe e propôe mas a Ética reflete e a apara os excessos e perigosos "fios de navalha" como esse que o Petry, inadvertidamente, quero crer, coloca.
Corre-se, se isso se realiza, partir para a prática de estados ou estágios como o fascismo, por exemplo.
A propósito o Livro de Scheler é a ÉRICA, tradução espanhola de 1948.

Um abraço
10:52 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo, Parabén
Você ultrapassou o formalismo kantiano e quase chegou ao Scheler.


Um abraço
10:57 AM  

Anonymous Betina
Aiii!!! Aiiiii!!!!

Voltemos então ao canibalismo!!!
Com a inflação em alta até que não seria má idéia!

Ao Petry!
Vai um bifinho aí? Pode escolher!
Prefere de assassino, pedófilo ou corrúpto???
Essas antas ainda têm espaço na mídia! É o fiimmmmm!!!!
10:59 AM  

Anonymous Anônimo
Chesterton afirmou que as virtudes pagãs, como a justiça e a temperança, são virtudes tristes. As virtudes cristãs — fé, esperança e amor — são virtudes alegres e exuberantes. Elas possuem certa aura de audácia: “O amor perdoa o imperdoável, senão deixa de ser virtude. A esperança não desiste, mesmo em face do desespero, senão deixa de ser virtude. E a fé acredita no inacreditável, senão deixa de ser virtude”.
11:00 AM  

Blogger feluc
lembro que os senhores estão reeditando famoso debate entre os juristas Herbert Hart, monstro sagrado da Universdade de Oxford, e Gustav, Radbruch, Ministro da Jus