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O MRI (Movimento de Reparação aos Indiodescendentes) vai fazer a sua primeira ocupação. Nossa pauta, vocês sabem, é expulsar do Brasil os eurodescendentes e os afrodescendentes. Onde vocês querem instalar a nossa primeira “aldeola” (versão indígena do "quilombola")?



a – na Vieira Souto, no Rio (no Country Clube, é claro);



b – na Praia do Forte, na Bahia (no resort, é claro);



c – nos Jardins, em São Paulo (no Hotel Fasano, é claro);



d – Nos Lençóis maranhenses (sem o Sarney, é claro);



e – Lá na divisa do Acre com o Peru (Tupã nos livre, é claro)
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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Domingo, Maio 11, 2008

Os problemas do “fundo soberano à brasileira”

Por Érica Fraga, na Folha:
O Brasil vai entrar para a lista dos países que possuem fundos soberanos como uma exceção incoerente. Entre os pouco mais de 30 países que lançaram instrumentos desse tipo, mais de 20 geram tanto superávits fiscais como em conta corrente -muitas vezes expressivos e estruturais-, os demais exibem pelo menos um dos dois indicadores. Não é o caso do Brasil, que tem déficit fiscal, ou seja, gasta mais do que arrecada; e, a partir deste ano, voltará a ter resultado negativo na sua conta corrente (que contabiliza o resultado das relações de trocas de bens, serviços e renda de um país com o exterior).
(...)
Não é mero acaso que fundos soberanos e superávits, especialmente em conta corrente, andem juntos. O objetivo desses instrumentos é justamente investir o excedente de moeda estrangeira que determinado país possui.
(...)
No caso de países que geram superávits estruturais em suas contas correntes, mesmo sem depender da exportação de commodities (China, Cingapura, Coréia do Sul), os fundos soberanos visam garantir um retorno mais alto para o excesso de poupança gerado do que esta teria se fosse gerenciada de forma mais conservadora como reserva internacional.
(...)
Ou seja, governos lançam fundos soberanos geralmente porque têm superávit em conta corrente. O Brasil quer revolucionar e inverter essa lógica: as autoridades econômicas dizem que vão criar um fundo desse tipo para voltar a ter superávit em transações correntes. Isso seria atingido por meio de financiamentos dados pelo fundo para empresas brasileiras que querem se internacionalizar e aumentar sua competitividade a custos mais baixos do que conseguem no mercado. A dúvida ainda não totalmente esclarecida é de onde viriam os recursos para capitalizar esse fundo na falta de superávits fiscal e de conta corrente?
A opção que no momento parece mais óbvia é que o dinheiro para o fundo soberano venha do excedente de fluxos de capital de outra natureza que entram no país, como investimentos estrangeiros diretos e aplicações que investidores de fora fazem no mercado de ações e títulos locais.
Mas esses não são recursos de brasileiros, é dinheiro que não-residentes estão dispostos a "nos emprestar" porque acham que o retorno que terão aqui será atrativo. Sem aviso prévio podem simplesmente sair do país. Pode-se argumentar que os investimentos estrangeiros diretos para o país são crescentes e têm natureza de longo prazo, portanto não são voláteis. Mas não se pode prever a estabilidade futura desses fluxos. Além disso, investimentos de fora no mercado doméstico de ações e títulos, que são tipicamente de curto prazo e voláteis, representam importante fatia dos fluxos de capital que o Brasil recebe.
A grande pergunta é se faz sentido criar um instrumento de política econômica de longo prazo contando com recursos "emprestados" de investidores estrangeiros e com perfil (em termos de horizonte de tempo) potencialmente diferente. O governo também tem a opção de promover um enorme esforço fiscal para capitalizar parte do fundo soberano. Mas isso suscitaria outras questões, como: o contribuinte brasileiro está disposto a subsidiar empresas? Por que não usar os recursos extras do esforço fiscal para quitar parte da (ainda elevada) dívida pública?
(...)
Assinante lê mais aqui

Por Reinaldo Azevedo | 05:49

Comentários:

Anonymous Anônimo
Miriam Leitão no "Espaço Aberto" botou quente no ministro ManTEIga quase q ele derretia.
10:06 AM  

Anonymous Anônimo
Sem querer livrar a cara do Mantega, a Miriam pra mim é fraquinha fraquinha... Analisar o fundo soberano (q tb acho q não é uma boa idéia) de forma isolada da nossa conta de capitais e de seus principais componentes é tangenciar a questão. O problema desses economistas da mídia é a superficialidade. Eles sabem mesmo é apedrejar vidraça alheia, q é muito fácil (q diga o PT na oposição). Agora "ser vidraça" é outra coisa. As nossas reservas de 200 bi subaplicadas lá fora tb trazem ônus fiscal elevadíssimo para os brasileiros. Um fundo estrategicamente bem montado (num governo Serra q é + preparado) pode dar certo. Mas no caso do PT será apenas pra colocar + dinheiro na Bolívia e em Angola...
Serra2008 - é o cara...
6:51 PM  

Blogger Ricardo
Esse fundo soberano é só mais uma fonte de dinheiro para o petralismo governamental mamar. É um BNDES sem controle e conta numerada.
7:00 PM  

Anonymous Anônimo
Os petralhas querem porque querem adquirir para o Brasil o status de país rico. Mas ainda é muito cedo...falta muita coisa. Esse grau de investimento , só veio para atrapalhar , criar ilusões na cabeça do lulla.
12:59 AM  

Blogger Salsifi
OS FUNDOS SOBERANOS E OS MINISTROS DE LULA

Salvador Sícoli Filho -11/05/08

O ministro Mantega com a incoerência de sempre vem buscar platéia para mais um lançamento do modelo petista de subverter a ordem da sensatez.

Num momento em que a balança comercial começa a fazer água e o déficit em transações correntes é uma realidade, ao invés de combater os gastos do governo e os pedidos e abusos ignominiosos dos deputados a pleitear até auxílio funeral, vem ele defender a constituição de fundo soberano.

Com que recursos se pretende montar tal instrumento?

Qual o grau de transparência projetado para tal investimento num governo eivado de graves desvios?

Aumentando a já desproposital carga tributária para extrair um naco de recursos para fundear as operações?

Ora é sabido que os países que dispõem de tal fundo detêm excesso de recursos em caixa, são superavitários na corrente de transações e por isto mesmo exibem formidáveis excedentes.

A China, por exemplo, exibe reservas e aplicações em títulos do Tesouro americano de mais de US$ 1,5 tri.

E malgrado nossas reservas de quase US$ 200 bilhões, a troca inopinada dos sinais no nosso comércio exterior com o crescimento espantoso das importações frente a modestas taxas de incremento das exportações e, sobretudo, da velocidade de propagação dos atuais déficits, levam a considerar temerárias imitações de países com condições particularmente diferentes das que aqui se apresentam.

Assim, ao invés de arrostar por caminhos mirabolantes, deveriam as autoridades restringir com urgência os desvios fiscais com compressão de despesas da máquina.

Uma auditoria externa nos empréstimos do BNDES fonte provedora de recursos para ONGS e para municipalidades inexpressivas, negócios hoje sob graves suspeitas que maculam a imagem da tradicional instituição, deve ser implementada sob rígida observação.

E, sobretudo, a implantação de um embate mais agressivo contra o BC e sua insana meta de promover a realidade seus fantasmas de inflação com o repicar da alta de juros que promove os bancos a donos da situação ferindo de morte o setor produtivo.

Embate este extensivo à precariedade da postura na administração do câmbio que vem aniquilando e excluindo inúmeros setores da possibilidade de exportar.

Assuntos ou políticas novas deveriam merecer de nossas autoridades estudos mais acurados antes de declarações intempestivas.

Parcimônia e descortínio deveriam ser ensinadas aos governantes que abusam da retórica e do improviso eleitoreiro.

Estamos sob uma nítida e nova faixa de preços de petróleo no mercado internacional e por pura teimosia dos dirigentes do Planalto, a Petrobrás, com vultosos investimentos a fazer, vem mantendo intactos os preços dos combustíveis veiculares.

A gigante estatal reduziu em mais de US$ 15 bilhões seu fluxo de caixa na passagem do balanço de 2007 e por mera política míope a serviço da irreflexão presidencial, vem mantendo os preços inalterados inundando de carros nossas cidades e tornando próxima a paralisação das vias urbanas com o custo ao consumidor irrefletidamente baixo para os atuais patamares do óleo internacional.

Já passou da hora de um rearranjo nos preços para não inviabilizar os planos de investimentos da estatal que se pretende articular através do binômio preços de produtos baixos e aumento do endividamento.

Estas sim deveriam ser as preocupações dos ilustres ministros do popular governo.

Conservando-se no auge da popularidade mesmo diante de renovados escândalos de competência direta de sua alçada e graças tão somente a dádivas que quando não vêem dos céus - as chuvas que adiaram o drama da falta de investimentos na área de energia -, nos vêm sendo brindadas pelos chineses e outros países que continuam driblando a iminente derrocada da maior economia do planeta.

Inteligência e inventividade factível é o que se exige para m país que se pretende viabilizar como potência.

É justamente o que tem faltado no atual governo.
2:34 AM  

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