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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Sábado, Maio 10, 2008 |
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O golpe do Hezbollah no Líbano
No Estadão On Line: Membros do grupo xiita Hezbollah tomaram ontem o controle do lado oeste de Beirute, de maioria muçulmana, e expulsaram os combatentes sunitas leais ao governo do primeiro-ministro Fuad Siniora, pró-EUA, após três dias de confrontos que deixaram 18 mortos e 38 feridos. A coalizão de governo qualificou a tomada da área como um "golpe armado" com o objetivo de "trazer a Síria de volta para o Líbano e estender o alcance do Irã ao Mediterrâneo", segundo um comunicado lido pelo líder cristão Samir Geagea. Tropas sírias ocuparam o Líbano de 1976 a 2005. "Não estamos levando adiante um golpe de Estado", declarou um membro de alto escalão do Hezbollah, que pediu o anonimato. "Tudo está ligado à decisão do governo de investigar a rede de comunicação que o Hezbollah instalou no país e à destituição do chefe de segurança do aeroporto" - que permitiu ao grupo xiita instalar câmeras de segurança no local. "Estamos propondo uma associação, mas eles (a coalizão governista) querem monopolizar o poder e limitar nossa participação na tomada de decisões", acrescentou. Há 17 meses o Líbano vive uma luta de poder entre a oposição pró-Síria e a coalizão governista pró-EUA e desde novembro o país está sem presidente, pois os dois lados não chegaram a um consenso sobre um nome. Os confrontos começaram na quarta-feira, após o governo decidir desmantelar a rede de comunicação do Hezbollah. O líder do grupo, xeque Hassan Nasrallah, disse que a medida era uma "declaração de guerra". Ontem, mais de cem militantes do Hezbollah, com uniformes de camuflagem e portando armas, marcharam pela principal rua comercial de Beirute. Para deixar claro que controlavam o setor oeste da capital, eles tomaram posição nas esquinas, pararam alguns motoristas que se arriscaram a sair às ruas e revistaram seus automóveis. Não muito longe, havia dezenas de combatentes mascarados do partido xiita Amal, aliado do Hezbollah, carregando lançadores de granadas. Horas depois, os combatentes xiitas começaram a deixar as ruas que haviam ocupado, indicando que queriam apenas fazer uma demonstração de força e não uma ocupação permanente da área, como ocorreu na Faixa de Gaza, controlada desde junho pelo grupo radical islâmico palestino Hamas. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:11
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Comentários: Yara Chiara Preocupada com minhas amigas. As pessoas não têm idéia de quão fanáticos são os terroristas do Hizbollah. Muitos acreditam piamente que o grupo é razoável e a "causa" é legítima. Os militantes são fanáticos, e cada vez mais fanáticos ao longo dos anos - comparo minhas idas ao Líbano e a situação só piora neste quesito -, Nasrallah é um verdadeiro bandido, mas, de alguma forma, o Hizbollah, diferentemente do Hamas, tem um tratamento diferenciado. Sim, há pessoas o bastante que apóiam ou toleram o Hamas, o que é monstruoso; mas o que eu não entendo é a dispensa moral que se dá ao Hizbollah. Não é uma questão de ficar mostrando "Israel atacou aqui", o "Hizbollah atacou ali", como se fosse um joguinho de War. Não se trata também de analisar o currículo do Hizbollah: "Ah, eles não são tão ruins, perto do Exército de Israel...". Está errado! Eles são horríveis, mesmo que não tivessem matado uma única pessoa: é o jeito de pensar, de ver a política, o mundo, é tudo errado. Nasrallah, durante o último embate com Israel, fez declarações horrendas a respeito de morte de civis: ele deixou claro que, pela causa, tudo vale, inclusive a morte de árabes que moram nos, ou perto dos, assentamentos judaicos. O trabalho da Human Rights Watch, que foi bombardeado pela esquerda por condenar enfaticamente o terrorismo do Hizbollah, traçou um excelente perfil do grupo e revelou quão fanáticos e absolutamente indiferentes às vidas humanas eles são. E o pessoal ficou "bravinho" e culpou...a Human Rights Watch, o mensageiro. A mesma que mandou a carta de advertência para o ministro Tarso Genro quando os atletas cubanos foram estranhamente expulsos do Brasil. 12:35 PM PARABÉNS,Yara Chiara!!! KIRK 11:54 PM |
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