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O MRI (Movimento de Reparação aos Indiodescendentes) vai fazer a sua primeira ocupação. Nossa pauta, vocês sabem, é expulsar do Brasil os eurodescendentes e os afrodescendentes. Onde vocês querem instalar a nossa primeira “aldeola” (versão indígena do "quilombola")?



a – na Vieira Souto, no Rio (no Country Clube, é claro);



b – na Praia do Forte, na Bahia (no resort, é claro);



c – nos Jardins, em São Paulo (no Hotel Fasano, é claro);



d – Nos Lençóis maranhenses (sem o Sarney, é claro);



e – Lá na divisa do Acre com o Peru (Tupã nos livre, é claro)
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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Domingo, Maio 11, 2008

No vermelho, setor externo põe crescimento em xeque
Por Fernando Canzian, na Folha:
Puxada pela explosão das importações, a rápida e surpreendente deterioração das contas externas no último bimestre já traz dúvidas sobre a sustentabilidade da atual fase de crescimento da economia brasileira.
Alguns economistas ouvidos pela Folha vêem a necessidade de pisar no freio do crescimento já para evitar uma crise externa mais à frente. Para eles, o que mais assusta não é tanto o tamanho, mas a velocidade dessa deterioração.
Outra corrente crê que o atual rombo externo é plenamente financiável por fontes alternativas de dólares, como investimentos estrangeiros produtivos ou especulativos.
Pela primeira vez desde 2002 (último ano do governo FHC), o Brasil voltou ao vermelho no saldo em dólares de sua relação com o resto do mundo -a chamada conta de transações correntes.
O saldo positivo de US$ 1,4 bilhão em 2007 deve cair a US$ 23,4 bilhões negativos neste ano; e a US$ 27 bilhões, também negativos, em 2009.
A virada ocorre porque as exportações brasileiras não vêm acompanhando o crescimento exponencial das importações -puxadas por uma demanda interna que a indústria nacional não dá conta de atender.
O dólar barato, pressionado pelos juros elevados no país que atraem capital estrangeiro e, agora, pelo grau de investimento, deve manter a tendência das importações em alta.
Há uma relação direta entre o saldo comercial (exportações menos importações) e a conta de transações correntes: quanto menor o saldo, maior o rombo (ver gráficos).

Reservas são seguro
Em 2008, o saldo comercial brasileiro tende a cair para cerca de US$ 18 bilhões. Em 2009, pode ficar abaixo de US$ 9 bilhões, ampliando ainda mais o buraco nas contas externas.
Em 2002, com as contas externas no vermelho e com um país praticamente sem reservas internacionais, o dólar quase atingiu R$ 4. Neste ano, com uma previsão de US$ 23,4 bilhões de déficit, o dólar se mantém controlado em torno de R$ 1,70. A grande mudança no período foi o acúmulo de reservas em dólares no Banco Central, que atingiram US$ 196 bilhões no mês passado.
"Com reservas nesse patamar, dá para uns quatro anos de besteiras", afirma o economista Antonio Delfim Netto.
Como uma crescente fonte de dólares para o Brasil são as exportações de produtos agrícolas e minerais, Delfim pondera que "tudo vai depender" de como o crescimento do mundo vai se comportar.
Se o mundo continuar crescendo, diz, o saldo comercial brasileiro tende a ficar no azul, atenuando os déficits em conta corrente e a necessidade de financiamento em dólares.

Trajetória preocupante
Para Cláudio Haddad, presidente do Ibmec-SP, "é perfeitamente natural" que o Brasil tenha déficit em suas transações com o resto do mundo.
"Não vejo como o atual déficit em conta corrente possa preocupar. É normal que um país como o Brasil, com baixo nível de poupança interna, tenha déficit externo", afirma.
Já o economista José Márcio Camargo, da PUC-RJ, afirma que "não é o nível do déficit que preocupa". "O que preocupa, e muito, é a trajetória."
"Podemos estar saindo de um superávit equivalente a 1% do PIB (Produto Interno Bruto) para um déficit de 2% em pouco mais de um ano. É um ritmo insustentável e um sinal inequívoco de que a economia brasileira está crescendo muito além do que pode hoje", diz.
Assinante lê mais aqui
Por Reinaldo Azevedo | 05:53

Comentários:

Anonymous Anônimo
"Dá prá mais quatro anos de besteira..." Delfim Neto
10:11 AM  

Anonymous Anônimo
Os estragos da gastança lullista já começam à aparecer. Se tiver que pagar essa conta , que seja ainda no desgoverno dele , e não no próximo.
12:51 AM  

Anonymous Anônimo
Ah! quer dizer que o desempenho da economia brasileira agora depende do crescimento mundial? Não foi o que os petralhas disseram!
1:04 AM  

Anonymous Anônimo
Não quero ser pessimista , mas tenho a impressão que o Sapo Barbudo ainda vai contar os dias que faltam para terminar o desgoverno dele , e passar a faixa para o primeiro que aparecer.
1:08 AM  

Anonymous Anônimo
Pois é, um sabichão da PUC do Rio diz: ...”É um ritmo insustentável e um sinal inequívoco de que a economia brasileira está crescendo muito além do que pode hoje".
Que besteira! Já não basta tentar adivinhar o que o presidente diz e vem aquele. O problema é o CONSUMO patrocinado pelo governo, o consumo estimulado por baixas taxas de juros nos negócios particulares. Quem não compra com taxa de juros real de 0,8% ao mês? É à-toa que a demanda automobilística disparou?
O que limita ou deve limitar o crescimento econômico? Falta de recursos materiais ou humanos. Este é o problema? Não. Ao contrário, quando mais produz e vende, mais cresce a renda e o emprego.
Cansei.
5:42 AM  

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