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| Quarta-feira, Maio 14, 2008 |
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Câmara acaba com 2º júri para pena maior que 20 anos
Por Denise Madueño, no Estadão On Line: A Câmara aprovou nesta quarta-feira, 14, projeto de lei que altera o funcionamento do Tribunal do Júri, responsável pelos julgamentos de assassinatos, e, caso sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva , terá impacto no caso da morte da menina Isabella Nardoni, tornando mais rápido todo o processo. O projeto também acaba com o segundo julgamento automático para o condenado com pena superior a 20 anos de prisão. A proposta, aprovada em votação simbólica e por acordo, reduz o número de audiência de instrução para a inquirição de testemunhas e produção de provas, por exemplo, de quatro para apenas uma. A proposição acaba também com os adiamentos do julgamento por ausência do réu e, para dar maior rapidez, não será mais permitida a leitura de peças processuais depois da apresentação do relatório do processo pelo presidente do Tribunal do Júri. "Agora, falta muito pouco para vermos concretizadas, na prática, essas mudanças por que a sociedade tanto esperou", comemorou o relator do projeto, Flávio Dino (PC do B-MA). Dino disse que a norma processual tem efeito imediato, portanto, poderá ser aplicada ao julgamento do caso Isabella. Ele disse que o caso é um tipo de julgamento que, se fossem seguidas as excessivas formalidades exigidas atualmente pelo rito do Tribunal do Júri, poderia se arrastar durante anos sem uma conclusão. Segundo Dino, o procedimento para processos de competência do júri serão bem mais céleres. "Em ação, esse conjunto de medidas deve se tornar um instrumento poderoso no combate à impunidade", afirmou. O projeto, aprovado pelo Senado, segue para sanção de Lula. As novas regras entram em vigor 60 dias depois da publicação do Diário Oficial da União (DOU). Dorothy Stang Se as mudanças previstas no projeto estivessem em vigor, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, mais conhecido como Bida, que foi condenado a 30 anos de prisão num primeiro julgamento por mandar matar a missionária norte-americana Dorothy Stang, não teria tido o segundo julgamento que o absolveu. O projeto acaba com a aplicação automática do recurso chamado de "protesto por novo júri", que é usado em condenações superiores a 20 anos de prisão. Na mesma sessão, o plenário da Câmara aprovou o projeto que permite o uso de equipamento de rastreamento eletrônico em condenados que estão em regime aberto, semi-aberto, prisão domiciliar, liberdade condicional e para as saídas temporárias. Alterou também a legislação tipificando o crime de seqüestro relâmpago. |
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Por Reinaldo Azevedo | 21:01
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Comentários: Reinaldo, a justiça caminha igual a um jaboti, enquanto os malandros contratam advogados, são espertos sabem dos diretos e as se livrar das jaulas. De repente, raramente ouvimos uma notícia alvissareira como essa. Será que ainda nos salvaremos? Deus queira! 10:09 PM Desculpe o pessimismo, mas o perigo é que ninguém seja condenado a mais de 20 anos de prisão a partir de agora. 10:32 PM Agora é esperar até que seja feita uma injustiça em um julgamento único para que proponham a reversão dessas medidas. O Brasil precisa melhorar, e muito, a fase de instrução por indícios recolhidos pela polícia. Os interrogatórios poderiam, por exemplo, ser gravados. A perícia técnica deveria seguir um padrão único e detalhado. O suposto assassino da missionária americana (realmente eu não sei se ele é o mandante ou não)poderia ter tido um julgamento mais fácil se tivesse havido uma investigação melhor. 10:32 PM Numa primeira análise, parecem muito boas estas alterações. Mas precisamos ler a lei com cuidado. A busca por "justiça" já causou muitas injustiças por aí. 10:37 PM Parabéns aos nossos Deputados e Senadores. Se eles focasse mais em legislar leis eficientes como esta o nosso país já estaria muito melhor, infelizmente eles só tem tempo para CPIs, Corrupção e etc. E em raros momentos fazem coisas boas como esta. 11:29 PM Não dá para entender esse PT. A Câmara aprovou ontem à noite (14/5) projeto de Lei onde o juiz passa a observar os chamados atos infracionais de menores quando estes venham a cometer crime equivalente quando atingir a maioridade. Acaba, portanto, a tal de ficha limpa que os menores infratores de crimes graves e hediondos se valiam quando atingiam a maioridade. Ocorre que o PT foi contra, com discurso inflamado, pasmem, do dep. fed. José Genoíno. Quer dizer, em outras palavras, que o PT é favorável que os menores de idade estuprem, matem, desgracem famílias e depois quando maiores e cometam o mesmo crime tenham sua pena considerada apenas pelo último crime. Ou seja, o que foi feito enquanto menor é apagado. Minha questão ao PT é a seguinte: quem apaga as tragédias das famílias atingidas? A argumentação de Genoíno é tosca e remete a uma suposta inconstitucionalidade porque considera que o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente torna ininputável o menor às penalidades previstas por Lei. Genoíno, o menor continua tendo seus crimes considerados como "atos infracionais" e estão sujeitos às internações previstas no ECA. O que não se pode deletar é seu passado infracional ao repetir o mesmo erro e deve sim ser considerado. 12:28 AM Até que enfim a Câmara faz algo que preste. Só acho que duas testemunhas são suficientes, uma é muito pouco. 12:53 AM BOOTLEAD Boa madrugada Reinaldo! Isto é muito grave, gravíssimo, porque o que estiver nos computadores de Reyes sobre FARC e Chávez, também se refere à Lula, só que em "silêncio". O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou nesta quarta-feira (14/05/2008) que não existe diferença entre seus colegas Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, da Venezuela, exceto por algumas ações públicas e particulares. "O que Chávez faz publicamente, Lula também faz, mas em silêncio. Não há nenhuma diferença entre Lula e o companheiro Chávez", disse o líder boliviano em entrevista coletiva no Palácio Quemado de La Paz. Do G1 - 14/05/2008 - 20h26 1:25 AM Fico satisfeita ao ver a Câmara trabalhando e legislando com resultado tão positivo, talvez possamos ter desempenho semelhante, graças ao STF que votou contra MP em ação impetrada pelo PSDB. Resta acompanhar para ver se a legislação valerá para todos. 2:04 AM Tem é que acabar com o júri. Por que juízes profissionais, preparandos e com garantias, podem julgar todos os crimes, menos aqueles contra a vida? Por que, justamente nos crimes mais graves, são sete leigos, impressionáveis e sujeitos a pressão por poderosos que julgam? Publius 6:20 AM Roby Ainda que a medida seja coerente e positiva, na presente situação ninguém poderá alegar que não se trata de casuísmo, não é mesmo? Quase tudo em Banânia segue mais ou menos essa cartilha, a de correr atrás do prejuízo por falta de previdência. 9:22 AM Demorou! 10:03 AM Shridhar Jayanthi Precisou uma americana ongueira morrer pra mudarem essa lei absurda... E depois a classe média burguesa é que é imperialista. 11:38 AM |
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