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Converter-se ao catolicismo, tornar-se padre em duas semanas, bispo em dois meses e se candidatar a papa;



Candidatar-se a secretário-geral da ONU e dar início, então, ao movimento para criar o governo mundial;



Mudar-se para o Brasil e disputar a presidência da Fundação Cacique Cobra Coral;



Mudar-se para o Brasil, filiar-se ao PT e disputar com Lula a condição de maior milagreiro do Ocidente;



Continuar a fazer discursos que já nascem históricos e a fazer uma história que já nasce póstuma.
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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Segunda-feira, Março 03, 2008

Reforma Tributária - “São Paulo perderá de várias formas”
Por Ribamar Oliveira, no Estadão:
Enquanto sua equipe passa o pente-fino na proposta de reforma tributária entregue ao Congresso pelo governo quinta-feira, lendo “frase por frase, palavra por palavra”, o secretário de Fazenda paulista, Mauro Ricardo Costa, já formou uma convicção: a de que São Paulo “perderá de várias formas”. Uma delas seria a redução significativa da alíquota interestadual do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Mauro Ricardo critica o fato de que o Fundo de Equalização de Receita (FER), a ser criado para compensar perdas, será constituído por recursos que já se destinam a Estados e municípios. Ele se refere ao ressarcimento pela desoneração de exportações prevista na Lei Kandir e ao Fundo IPI Exportação, pelo qual os Estados ficam com 10% do que a União arrecada com o Imposto sobre Produtos Industrializados, distribuídos de forma proporcional a suas exportações. “O que existe de efetivo até agora é a perda dos Estados.”
O secretário manifesta preocupação ainda com a partilha dos recursos arrecadados. O Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), que substituirá quatro contribuições sociais, vai integrar o bolo a ser dividido pela União com Estados e municípios. Dele também serão separados porcentuais para a seguridade social, a educação e o seguro-desemprego. Mauro Ricardo acha que os Estados e municípios vão querer aumentar sua participação e a perda recairá sobre o lado mais fraco, que é a seguridade social.
Outro problema, para ele, é a incidência do IVA. “Vamos ter a mesma base com incidência de dois tributos”, aponta, referindo-se ao ICMS e ao Imposto sobre Serviços (ISS), municipal. Ele acha que o risco de que a questão vá parar na Justiça “é grande”. Os principais trechos da entrevista:

Como o governo de São Paulo vê a proposta de reforma tributária?
Estamos estudando a proposta de forma detalhada. Formamos uma equipe de 10 pessoas da secretaria, que está analisando frase por frase, palavra por palavra, letra por letra, vírgula e ponto para poder ter uma posição mais consistente em relação à proposta.
São Paulo terá perdas?
São Paulo perderá de várias formas. Com a redução da alíquota interestadual do ICMS de 12% e 7% para 2%, pois é um Estado exportador para outras unidades da Federação; perderá com relação à desoneração dos bens de uso e consumo; e com a redução do prazo de compensação dos créditos de bens de capital. Estamos quantificando as perdas para verificar a forma de compensação, pois São Paulo não pode perder recursos de destinação estratégica, para saúde, educação, segurança pública.
O governo federal diz que o FER será criado justamente para compensar perdas dos Estados.
Mas os recursos desse fundo já existem e são dos Estados, são do Fundo IPI Exportação e do ressarcimento pela Lei Kandir. A proposta está dizendo aos Estados: olha, vocês vão ser compensados com recursos que já existem e que já são distribuídos para todos.
Lei complementar vai definir a participação da União nesse fundo.
É isso, não está definida. Portanto, as receitas do fundo já existem e já estão distribuídas para Estados e municípios. O que existe de efetivo até agora é a perda dos Estados.
Assinante lê mais aqui
Por Reinaldo Azevedo | 05:29

Comentários:

Anonymous Anônimo
Tai a reforma tributária ridicula apresentada pelo governo, para que ter um icms de 2%? Para poder pagar os vagabundos que ficam enchendo o saco de quem anda e trabalha nas estradas? Por que não desmontar de vez essa porcaria de icms em todo o Brasil? Deve ser por que a legislação trabalhista garante o emprego desses vagabundos.
7:55 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo,
e o coitadinho do Serra. Ele agora também ficará favorável? Como ficou contra a extinção da CPMF.
J.Freire
7:59 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo

Sobre as perdas que São Paulo teria com essa reforma tributária, informo, que pelo menos, quanto à energia elétrica, nada muda, pois, graças a um artigo consitucional proposto por José Serra, a energia elétrica já é tributada no destino final, e não no local de geração. Isto significa o seguinte: toda a energia gerada por Itaipu, que deveria ser tributada no Paraná, o é em São Paulo. Grande Serra...

Ivo
9:46 AM  

Anonymous Anônimo
Tio aí esta uma os paulistas não querem a reforma tributária, e o LULÃO vai botar a bomba no colo do SERRA.
9:54 AM  

Anonymous Anônimo
Essa reforma é um golpe contra o estado de São Paulo e os outros estados do Sul para beneficiar os currais eleitorais petistas do Nordeste.

Ora, por que não espulsam São Paulo da Federação logo de uma vez?
11:39 AM  

Anonymous Anônimo
Por pior q seja, torço para que essa micro reforma avance, para daqui a uns 15 anos, se dê + um passo e lá para 2050 a gente tenha algum sistema + civilizado de tributação... Qto à choradeira paulista ou sulista ou nordestina, nem vale comentar pois com a super concentração de capital em São Paulo, o Estado ganha em renda,mas perde devido ao inchaço populacional.É um jogo de perde/ganha.
2:27 PM  

Anonymous Anônimo
REFORMA TRIBUTARIA - IMPOSTO SOBRE GRANDES FORTUNAS
-----------------------------------

Gostaria de alertar que o "saco de surpresas" desta reforma é grande. Tem muita coisa nas beiradas que não está sendo foco de atenção da grande mídia e vai passar pela "porta dos fundos".

Por exemplo, a regulamentação do "imposto sobre grandes fortunas".

O problema é que "grande fortuna" para eles é qualquer coisa acima de 1.000.000 (um milhão de reais). E o imposto é de 1% ao ano. E para computar isto entra tudo, inclusive o valor do principal imóvel do contribuinte (moradia).

Parece que não, mas muita gente não vai conseguir pagar este imposto.

Vocês conhecem o conceito de "miséria dourada". Pois bem, vou dar um exemplo: imaginem uma viúva que possua imóveis avaliados em dois milhões de reais (o que não é nada de extraordinário dada a recente valorização dos imóveis nas principais cidades brasileiras - abram os classificados e vejam a quantidade de apartamentos cotados acima de 1M em locais nem tão exclusivos assim), que utiliza para moradia e para alguma renda de aluguéis, mas que não tenha disponibilidade líquida expressiva, sendo inclusive ISENTA no IR. Esta pessoa teria que pagar no mínimo 40.000 ao ano de imposto sobre a "grande fortuna" que possui (sim, porque acima de 2.000.000 a alíquota proposta já passa para 2%).

Logicamente os esquerdistas vão propor uma solução trivial ... que ela então venda o(s) apartamento(s) para pagar o imposto!!!

Apenas para complementar, alerto que as alíquotas são progressivas e chegam a 20% (VINTE PORCENTO) para as maiores somas (estas sim tenho que concordar já no patamar das "grandes fortunas").

É um verdadeiro absurdo. A maioria dos realmente "afortunados" irá "sumir" com o dinheiro, distribuir entre filhos, parentes, constituir um "trust" no exterior. etc.. Como sempre, vai sobrar para a classe média pagar este pato!!!
6:43 PM  

Blogger marcelo
Bom mesmo vai ser para as universidades estaduais cuja renda vem diretamente do ICMS.... Talvez passem a cobre mensalidade de quem pode pagar e acabem com o bandeijao e invistam o dinheiro corretamente em pesquisa. Mas no fundo sabemos que DCEs e a comunistada que sugam estas universidades nao vao aceitar. A USP-UNICAMP -UNESP podem mesmo é acabar sucateadas como as universidades federais... ai o Brasil acaba de uma vez hehe
10:26 PM  

Anonymous Anônimo
Olha só a incompetência do governo: faz uma reforma tributária que já vai, de cara, ser protestada na justiça. Passem o pente-fino mesmo com auxílio de uma lupa.
Olhem só isso: "A proposta está dizendo aos Estados: olha, vocês vão ser compensados com recursos que já existem e que já são distribuídos para todos". É brincadeira...
Estão doidos para prejudicar o governador e o estado de "Sumpaulo". É ruim, hein!...

Ciça
10:12 AM  

Anonymous rocket
Tanto faz cobrar o imposto no estado gerador ou no consumidor que São Paulo não vai perder nada pois se enquadra nas duas condições. É apenas choradeira de político para arrancar mais recursos da União.
9:19 PM  

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