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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Domingo, Março 16, 2008 |
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Receita com commodities deve chegar a US$ 100 bi
Por Mauro Zafalon e Gitânio Fortes, na Folha: O Brasil deve ter receita recorde de US$ 100 bilhões com a exportação de commodities neste ano, contra cerca de US$ 75 bilhões em 2007, crescimento de 33,3%. Preços altos dos principais produtos exportados pelo país, crescente demanda global, safras recordes, explosão dos biocombustíveis e baixos estoques levam a esse resultado, que sustenta a balança comercial do país, apesar do real valorizado e da explosão dos importados. No setor agropecuário, a soja é o melhor exemplo dessa expansão. As cotações atuais superam em 82% as de igual período de 2007. Nos metais, o minério de ferro está com alta de 65% no período. As commodities estão em seu sétimo ano consecutivo de alta, puxadas pelo crescimento vigoroso da economia global e de gigantes emergentes como China e Índia. No momento em que os mercados financeiros atravessam crise aguda nos EUA, as commodities servem ainda como forma de diversificar investimentos de maneira segura. Apenas com as commodities agrícolas, devem entrar US$ 74 bilhões neste ano, com soja e carnes como destaques, contra US$ 58 bilhões em 2007. Nos metais, a previsão para este ano é de entrada de US$ 24,5 bilhões, 70% extraídos do minério de ferro. O saldo do setor agropecuário deve ser de US$ 62,2 bilhões neste ano, enquanto o dos minerais deve chegar a US$ 11,7 bilhões, totalizando um saldo combinado de aproximadamente US$ 74 bilhões. Assinante lê mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:45
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Comentários: E pensar que FHC deixou o país recordista mundial na produção de carne e de grãos. Mais um bonus de herença. Furlan, ex presidente da Sadia, e Meirelles ex presidente do Bank of Boston, dois tucanos de carteirinha, ajudaram e muito no serviço. Ai, ai quando os petistas e os jornalistas burgueses esquerdistas descobrirem isso, mais a privatização do palacio por dona Mariza, mais a privatização do ensino pelo modelo Prouni..ai ai ai, quando cairem na real que Lulla é o centrista mais capitalista neoliberal que esse país já viu..... 7:10 AM Bira Commodities não geram empregos para nós. 8:09 AM O que dirá agora a Bancada Ruralista do Congresso? Querem empréstimos com juros na bacia das almas e não pagam dívida com o Banco do Brasil e Caixa Econômica há séculos !! Eles adoram dar de pobrezinhos, cujos juros são impagáveis e o tempo não ajuda! Numa pesquisa básica sobre a vida desses devedores só veremos iates, aviões, mansões e viagens milionárias! Se o Governo não cobrar agora quem pagará a conta??? Advinha!!! 10:29 AM Do que adianta isso? Nada. Cadê as industrias de transformação? Temos bauxita mas o alumínio vem do Japão? Esse modelo extrativista não nos leva a nada. 10:42 AM No que vai dar a dualidade maléfica do governo pulhento, omitindo-se quanto as ações destrutivas do MST e da Via Campesina e gabando-se das exportações crescentes de grãos e álcool e do grande papel do Brasil como celeiro alimentar e energético do mundo? 1:06 PM Reinaldo, Tive uma grata surpresa ao abrir a janela de comentários podendo encontrar um comentário na mesma linha do meu raciocínio que foi feito por Romolo Saporito. É isso aí. Você está certíssimo. Nenhum país pode querer se desenvolver a base do setor primário. Algum dia, se a oportunidade surgir aqui no blog, tentarei tratar com mais profundidade sobre esse assunto. Por agora eu digo, resumindo, o seguinte: fazendo um esforço mental de viagem no tempo, poderíamos voltar ao século XIX, e imaginar aqueles intelectuais e comerciantes brasileiros que ansiavam não somente pela criação de uma República, o que foi alcançado ao final daquele século, mas também, visionários, apostavam no desenvolvimento do Brasil através de um forte investimento na industrialização, na formação de uma massa crítica relevante e na expansão das atividades comerciais. Só que eles não esperavam que as suas idéias –e aqui proponho uma adaptação do presente ao passado para, justamente, fazermos depois uma leitura do presente- encontrassem tão grande resistência e enorme desestímulo devido à gigantesca valorização dos principais produtos, à época, produzidos (café, ouro, borracha, entre outros) trazendo enormes dividendos ao país, movimentando positivamente a economia, aumentando o bem-estar geral da população e fazendo com que aquele pensamento fosse colocado de lado, provocando até reações de animosidade a quem ousasse falar sobre tais idéias. Voltando aos nossos dias, é como se alguém que questionasse o tal do superávit comercial brasileiro fundado, praticamente, em três produtos, soja, carne e minério de ferro (as chamadas commodities), como algo que não dê sustentabilidade, lastro para nossa economia voar mais alto levando a nossa sociedade a um patamar de desenvolvimento social satisfatório, fosse um párea, um intruso inconveniente tentando estragar a felicidade geral. O café de ontem é a soja de hoje, assim como o ouro e a prata é o minério de ferro, e a borracha é a carne. Será que nosso país está destinado a ser, eternamente, um fornecedor de matéria-prima a países ricos? Será que buscar um padrão de desenvolvimento econômico baseado na ciência de ponta e na alta tecnologia é algo impensável para nós? Uma imensa cratera, que em pouco tempo se tornará um abismo, está se abrindo entre o Brasil e os países desenvolvidos, a cada dia ficamos um pouco mais para trás. Para se ter uma idéia, a indústria de semicondutores, que serve de indicador do grau de desenvolvimento industrial de um país, inexiste no Brasil... Bem, aqui, já é assunto pra outro comentário. Portanto, festejar de maneira um tanto irracional qualquer benefício imediato advindo da atividade primária, como a tábua de salvação da economia brasileira, é de uma estupidez sem limites, justamente, o que vem caracterizando os nossos “formadores de opinião”. Léo 10:12 PM |
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