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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Domingo, Março 02, 2008 |
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Querem me excomungar? Tá bom. Mas digam ao povo que fico
Fico muito grato àqueles que resolveram me ameaçar com a excomunhão por causa do que escrevi sobre a pesquisa com células-tronco embrionárias. Só provam uma coisa que sei há muito tempo: a burrice não é exclusividade das esquerdas, é claro. Eu só as combato com mais freqüência e decisão porque elas são bem mais influentes. Geralmente, os burros de direita são tão irrelevantes, além de poucos, que nem combate merecem. Um burro direitista, por exemplo, não vai entender esta última frase como um elogio à direita inteligente. Um dos motivos por que (é separado nesse caso, tá?) a esquerda avança tanto e acaba se confundindo com o “progresso” é que os seus adversários acabam caindo como patos nas suas ciladas — e, quase sempre, falando besteiras. Esse embate sobre células-tronco embrionárias é mais um exemplo. Já volto a ele. Trato antes de um outro. Ah, sim: quem tá falando em excomunhão já tomou o Trono de Pedro? Vamos ao outro caso. Cansei de ler textos, muitos me chegaram pela Internet, tentando provar que a camisinha não é um método seguro para evitar o contágio de doenças sexualmente transmissíveis ou a gravidez. É de uma tolice e de uma contradição formidáveis. E quando se fizer, então, a camisinha 100% eficiente? Aí pode? Ora, mas a questão não era de princípio? Pois é. Para mim, continua a ser de princípio. Acho as campanhas sobre uso da camisinha erradas e contraproducentes não porque duvide da sua eficiência, mas porque elas tomam o lugar que deveria estar reservado a um primado moral, individual. Santo Deus! Pensar também é um exercício. Aprende-se pensando. Caso se firme uma ética segundo a qual o sexo casual, entre pessoas desconhecidas, feito como quem toma um uísque ou diz boa noite, é um padrão aceitável (e, mais do que isso, normal), então, com ou sem camisinha, está-se dando uma contribuição formidável às doenças sexualmente transmissíveis. E a razão é simples e até aborrecida: feita a opção pelo sexo casual, faz-se. Com ou sem camisinha. Será que fui claro? Não se deve ser contra a campanha da camisinha por, sei lá eu, fetichismo ou ineficiência do método, mas porque essa propaganda nos impede de fazer o debate moral: O ÍNDIVÍDUO ESCOLHE TRANSAR. E, se escolhe, tem de responder por sua escolha. Entendo eu que a questão da Igreja Católica está posta neste ponto. Ela entende — e tem todo o direito de entender — que o sexo deve ser monogâmico e jamais casual. A questão da camisinha é absolutamente secundária. Mas a ela se apegam os detratores boçais da Igreja e certos carolas idiotas. É evidente que o sujeito deve usar camisinha se for fazer sexo de risco. A Igreja se opõe é ao sexo de risco; a igreja se opõe é ao método de prevenção tomando o lugar de uma moral. Qual é a chance de o ministro José Gomes Temporão entender o que estou escrevendo? Zero. De volta às células Talvez eu pudesse ter sido mais claro. Então vou tentar. Se me fosse dado votar num foro mundial, seria contrário à manipulação de células embrionárias. Motivo: estão efetivamente postas as possibilidades de se tentar fazer (sem conseguir), sei lá eu, o homem perfeito. Eu gosto do humano com todas as suas precariedades. Brinquei aqui outro dia, sem querer parecer frívolo, que talvez não houvesse poesia romântica com o Prozac... Gosto das pessoas imperfeitas, gosto de seus defeitos também, gosto de seus problemas, de seus dilemas. Não tem jeito: os que se sentem na condição de inquisidores podem tentar me excomungar, mas eu gosto de humanos que pecam, embora possa repudiar os seus pecados. Ah, não. Continuo a me opor ao aborto, à eutanásia, à indústria da morte que tentam vender como caminho de nossa liberdade e de nossa redenção. Mais do que isso: defendo o direito que a Igreja Católica tem de dizer o que pensa, sem meios-tons, subterfúgios e ambigüidades. Ela já conseguiu algumas conquistas importantes nessa área: os códigos, no plural mesmo, que estão sendo debatidos para tratar das experiências genéticas têm a marca indelével das preocupações propostas pelos cristãos como um todo — e pelos católicos em particular. O Brasil vetará aqui a pesquisa com células-tronco embrionárias, quando ela já é uma realidade em boa parte do mundo, em nome dos princípios? Pois bem. A mesma sociedade de mercado que garante a nossa liberdade — e acreditem: garante — encontrará meios de driblar a proibição, aí fora de qualquer controle e de qualquer código de ética, já que estaremos falando, então, de clandestinidade. A firmeza tem de ser serena, não paranóica. Comparar os embriões congelados ao aborto corresponde a recorrer a um mecanismo que vejo muitas vezes em juízos da esquerda a mais tosca: "é tudo a mesma coisa". Para que fosse, seria forçoso admitir que o ventre materno — e talvez eu não precise me alongar sobre a condição sagrada deste lugar — é dispensável nas precondições que tornam a vida do homem inviolável, porque divina. Não interfira na concepção, e ali está o humano. Pode-se dizer o mesmo dos embriões congelados de três ou quatro dias que estão congelados? Dilemas éticos supõem desdobramentos práticos: alguém, por acaso, lhes dará honras fúnebres cristãs quando forem descartados. Então, não me venham dizer que é tudo a mesma coisa... A rigor, duas coisas jamais são a mesma coisa, não é mesmo? Ou não seriam duas, mas uma. Ninguém me chamou pra votar. Num suposto foro mundial, meu voto estaria dado. O mundo que temos é o mundo que, humanos, fizemos, com todas as suas precariedades e dificuldades. A cada momento, os homens de princípio são chamados a arbitrar, a escolher, a tomar posições. A esquerda sempre se diverte quando “os conservadores”, sob o pretexto de assumir posições de principio, ignoram a realidade e vivem suas boas certezas como se fossem uma maluquice sectária e minoritária. Eu não gosto das pesquisas como uma questão de princípio. Mas elas são um dado da realidade. Temos, os cristãos, a obrigação de lutar para disciplinar a realidade. Do contrário, eles farão o que lhes der na veneta. E sem a nossa intervenção. |
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Por Reinaldo Azevedo | 07:54
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Comentários: O julgamento pelo STF sobre o uso de células-tronco tem como origem a falta de responsabilidade e de coragem dos legisladores brasileiros, pois, segundo nossas leis, é dúbio usar células-tronco de embriões humanos em pesquisa, mas é permitido que sejam jogadas no lixo. Um mínimo de raciocínio lógico nesse problema: essas células devem ou não existir? Se não devem existir, que seja proibida a fertilização in-vitro. Se elas devem existir, o destino final será o lixo. A conclusão é que o Supremo Tribunal Federal está gastando dinheiro público com uma falsa questão: está discutindo deve-se usar o "lixo" ou deixá-lo no lixo? 8:47 AM Leo Martins Caro Reinaldo, a igreja católica, mesmo sendo contra a camisinha, não é a favor da criminalização do seu uso (espero). Da mesma forma, ela não poderia concentrar seus esforços em educar seus fiéis contra o aborto (ou eutanásia), e permitir sua descriminalização? Educação por decreto nunca foi uma boa idéia - ou seja, "educação se traz de casa". Mesmo discordando, defendo o direito da igreja de opinar/educar, mas será difícil sustentar essa defesa caso todos sejam afetados. 8:55 AM Bira Sem caNdidato a 2010, bem que as esquerdas gostariam de clOnar luLA..UHAAHUAUHA 9:01 AM WEIMAR Fosse eu um desses ateus militantes, inimigos de religião, que pra cá mandaram comentários, estaria agora morrendo de vergonha das bobagens que teria deixado escapar. É o que acontece quando se lê somente gente como R. Dawkins (Dawkins, não Dawkings), S. Harris e J. Cornwell, e neles se acredita piamente. Invertendo a proposição muito usada pelos que acreditam nessa gente, diria eu, só a título de provocação, que “cientista quando mete o bedelho em assunto de que não entende só diz m*”. Muitos cientistas deveriam ficar restritos aos seus laboratórios e às suas áreas de especialização. O conhecimento humano lucraria. E muito. A opção “ciência ou religião” é falsa, mas quem diz que, se tivesse de escolher entre ciência e religião, ficaria com a primeira dá uma impressão (verdadeira ou falsa) de uma enorme pobreza de espírito. Teria que se dizer dessa pessoa: tadinha dela! Felizmente, não se tem de escolher entre uma e outra, mas... Fica por aqui o agnóstico deste comentário. O fato é que me sinto mais confortável ao lado de religiosos como o Reinaldo e, claro, claríssimo, ainda mais como a Cremilda, do que com certos ateus por aí e por aqui. Weimar 9:16 AM Ao leitor Leo Martins: Diferente da questão da camisinha, que concerne dois indivíduos em pleno acordo, a questão do aborto não dá ao não-nascido a opção de escolha. Ao Reinaldo: Texto e argumentação excelentes, mas restou uma dúvida: como a campanha da camisinha impede o debate moral? Abraços 9:22 AM Oi Reinaldo, boa explicação, reafirmou o que disse no seu post anterior, mas agora desenhando para quem entendeu coisa diferente. A cada post seu mais você tem de se explicar, acredito que isso de deva as correntes de direita e de esquerda que se encontram no seu blog, cada uma querendo que você defenda as posições mais esdruxulas das mesmas. É nisto que dá ser tão lido, rsss. Parabéns. 9:34 AM Reinaldo, deixemos as coisas claras. Pesquisa com células-trnco NÃO É O MESMO QUE ABORTO. SÃO MODOS DIFERENTES DE ASSASSINATO. Aquele mata o ser humano no útero materno; este o mata fora do útero. Agora, postas a distinção e a semelhança, vou reproduzir trecho do seu post substituindo a pesquisa com células-tronco por aborto. Talvez você se dê conta de que o argumento é, sem tirar nem pôr, o mesmo de muitos abortistas. E, nessa linha de que não adianta proibir, deveremos também liberar as drogas, etc etc. Lá vai: "O Brasil vetará aqui o ABORTO, quando ele já é uma realidade em boa parte do mundo, em nome dos princípios? Pois bem. A mesma sociedade de mercado que garante a nossa liberdade — e acreditem: garante — encontrará meios de driblar a proibição, aí fora de qualquer controle e de qualquer código de ética, já que estaremos falando, então, de clandestinidade". Leo 9:34 AM Quando o homem se mete a ser Deus, ele se ferra..... 9:37 AM KIRKFAN Reinaldo, como diz você, o posicionamento dos catolicos a respeito da “utilização das células troncos” é compreensível e legítima. Então, vamos ao que interessa: que se mantenha a legislação garantidora das pesquisas com tais células. E que a Etica continue sendo considerada. 9:47 AM Roby O avanço da ciência é um mecanismo que não pode ser detido — mesmo porque o progresso é parte de sua essência. Sempre haverá polêmica e inevitavelmente as questões éticas serão trazidas ao debate, pois são novas fronteiras a explorar, temas que antes não faziam parte das nossas preocupações. E sempre a Igreja Católica — e as demais religiões — terá algo a dizer, pois são instituições fundamentalmente conservadoras, dogmáticas, para as quais o avanço científico pode representar ameaça. Somos, nós humanos, uma espécie que se propagou extensamente, colocando em risco a sobrevivência de muitas espécies (inclusive a nossa). A nossa proliferação é uma coisa assustadora: veja como cresceu a população do mundo nos últimos cem anos. A ciência (medicina, química, farmacologia, biologia, mecatrônica e afins) tornou nossa vida mais segura, mais longa, mais fácil. A mortalidade infantil vem caindo, a expectativa de vida vem aumentando, as doenças são debeladas, as imperfeições são supridas pela tecnologia, as técnicas agrícolas suprimem a fome... Para a Natureza e a vida em si, é conveniente a manutenção da nossa espécie? 10:14 AM em princípio a pesquisa com células tronco não é para produzir o homem perfeito, e sim curar doenças... Veja um trecho do artigo "Quanto vale um Blastocisto?" de Rodrigo Constantino, estraído de seu Blog: "Sam Harris escreve: "Os embriões humanos que são destruídos nas pesquisas com células-tronco não têm cérebro, nem sequer neurônios. Assim, não há razão para acreditar que eles possam sentir qualquer tipo de sofrimento com a sua destruição, de maneira alguma. Nesse contexto, vale lembrar que, quando ocorre a morte cerebral, atualmente julgamos aceitável extrair os órgãos da pessoa (desde que ela os tenha doado para esse fim) e enterrá-la. [...] A verdade moral aqui é óbvia: qualquer pessoa que creia que os interesses de um blastocisto podem prevalecer sobre os interesses de uma criança com uma lesão na espinha dorsal está com seu senso moral cegado pela metafísica religiosa. O vínculo entre a religião e a ‘moral’ – tão proclamado e tão poucas vezes demonstrado – fica aqui totalmente desmascarado, tal como acontece sempre que o dogma religioso prevalece sobre o raciocínio moral e a compaixão genuína"." Paulo Faria 10:30 AM Reinaldo. Me incomoda a discussão do uso de células embrionárias através dos prismas expostos aqui... Ora o confronto com a "Fé" ora o idealismo científico e "crença" exagerada em terapias revolucionárias, com "apelos" passionais as possíveis vidas salvas com essas pesquisas! Acho, inclusive, que Mayana não respondeu a questão principal: o uso de embriões é imprescindível? Diante do dilema fui em busca de algumas respostas: (1) Já existem pesquisas com células embrionárias em modelos animais, e realmente são promissoras; com diferenciação dessas células, por exemplo, em neurônios; o próximo passo deve ser a pesquisa em humanos. (2) as células tronco hematopoiéticas e as células mesenquimais não apresentam as mesmas características das células embrionárias, as últimas podem dar origem a diversos tipós celulares, e aparentemente com potencialidade de divisão ilimitada; (3) Estamos longe de aplicações terapêuticas diretas decorrentes de pesquisas com células embrionárias, porém não existem, hoje, alternativas tão promissoras; (4) O potencial teratogênico das células embrionárias é descrito, pela sua característica de divisão quase que incontrolável podem dar origem a teratomas e neoplasias (mais um motivo para iniciar o quanto antes as pesquisas)... (5) Vidas "poderão" ser salvas sim, se as pesquisas forem direcionadas a esse fim... Porém, não devemos esperar resultados imediatos, e os novos campos abertos para pesquisas e as aplicações desses novos conhecimentos podem ser muito mais amplas e potencialmente perigosas. Cabe aqui, o controle rigoroso da sociedade... Enfim, apesar de minha resistência o uso dessas células em pesquisas "parece" ser eticamente justificável ... Concordo com você, mesmo sendo cristãos não podemos simplesmente excluir esse novo campo de conhecimento, dando as costas a seus possíveis benefícios... A clandestinidade e a dependência são alternativas piores. Entramos em um caminho sem volta, no qual nossa responsabilidade aumentou enormemente... Como cristãos nos cabe a fiscalização rigorosa dessas pesuisas, para que nossa humanidade não seja vulgarizada... 10:36 AM Reinaldo, Vc ou não quer ir ao ponto ou foi levado pelo falso raciocínio pelo uso de palavras para situações que têm outro significado: " Comparar os embriões congelados ao aborto corresponde a recorrer a um mecanismo que vejo muitas vezes em juízos da esquerda a mais tosca: "é tudo a mesma coisa"". Eu poderia ficar tb dizendo: "comparando caixa dois com recursos não contabilizados". Ou seja qual é o ponto? Quando começa a vida? Na concepção ou não? Descartando o feto é aborto, descartando o embrião não é aborto? E daí? Ambos já são vidas ou não? Ambos são serem únicos ou não? São portadores de direitos ou não? Não saia dessa questão levado pelas lógicas enganadoras, sofistas, ... Quanto aos cientistas, cuidado com os especialistas, são os que sabem cada vez mais do cada vez menos. 10:37 AM Oi Reinaldo, Não fique chateado. Mas foi vc que caiu como pato na armadilha adversária indo na conversa desse Gerald Tomas. Pq vc tem boa vontade e não nota em certas pessoas a sacanagem para te prejudicar. Eu sou contra o aborto, contra suicidio, contra eutanásia e qualquer tipo de crime. Só acho que as pesquisas da células-troco deve continuar pois Deus deu mais essa "chance" para que os doente ficassem curados. O que os homens irão fazer com elas é a questão. Mas como vc diz AINDA HÁ CIENTISTAS EM BERLIM. Hipótese: Uma uma mulher gestante que a vida corre perigo de morte e o médico diz aos parentes: Ela será salva se retirar o feto. O que vc faria deixaria dona Reinalda empacotar ou tiraria o feto. Isto aconteceria naturalmente depois de esgotadas todas as tentativas prá ficar com os dois. O que vc faria Por mim vc nunca será excomungado. pq isso é invenção da igreja prá fazer medo aos tolos. 10:38 AM Reinaldo, Peço, se possível, uma única restrição importante que o debate ético impôs sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias. Uma só basta. Grato, Humberto 10:42 AM É uma coisa complicada, Reinaldo. Mesmo sendo bem de esquerda em relação a você (e à maioria de seus leitores) tenho dúvidas sobre o uso desses embriões. Eles tem o potencial de se tornarem seres humanos, SE colocados em um útero. O fato deles não estarem lá se deve a uma intervenção artificial prévia. Sendo assim o argumento de que eles não se tornarão seres humanos sem serem colocados num útero não me convence. Essa já é uma resultante de uma intervenção prévia, afinal. Cria-se artificialmente uma condição e depois se usa essa condição pra alegar que os embriões não são "naturais". Parece um jogo sujo. Por outro lado saber que eles serão postos no lixo é doloroso, quando tem tanta gente sofrendo. Acho que pelo menos os embriões inviáveis deveriam ser usados. Os viáveis não sei. 10:46 AM Está aí uma excelente oportunidade de a ciência descobrir a importância da formação do ser humano, já que essa é uma polêmica e tanto, quando se trata de aborto. Todos sabemos que gente se faz juntando óvulo com espermatozóide, desenvolvido dentro do útero materno. Na hora em que se inventar uma máquina que substitua o útero e que desenvolva um embrião, que o torne um feto e, finalmente, um bebê perfeito, teremos pelo menos duas verdades aí explicitadas: 1 - essas pesquisas serão extremamente perigosas; 2 - aborto é assassinato e ponto final. 10:46 AM Reinaldão, Na tv canção nova existe um padre que eu não sei o nome nem me interessa só sei as baboseiras que ele diz pq minha irmã coloca o volume altíssimo para que nós o escutemos por livre e espontânea pressão. Ele disse que a camisinha não deve ser usada TAMBÉM pq não é segura. Se rompe com facilidade. Então usar camisinha NÃÃÃÃOOOO POOOODE. 10:49 AM Carlos Renato Reinaldo A exposição de indivíduos isentos pode ser tanto uma afirmação de isenção como também pode ser apenas uma cortina de fumaça. Primeiro tais indivíduos isentos são colocados à frente daqueles que defendem a destruição de embriões para pesquisa de células-tronco. Assim se consegue um ar de insuspeitabilidade. Porém, em seguida, conseguido o objetivo, esses elementos isentos são descartados e os reais objetivos vão aparecendo aos poucos. Mas aí já é tarde. Um caso que pode ilustrar essa estratégia é o da dra. Marie-Andrée Lagroua Weill-Hallé no capítulo sobre planejamento familiar na França. Tenho procurado saber sobre eugenia. Ao que parece não está morta essa corrente. Muito pelo contrário. Está muito viva e habita no interior do movimento revolucionário. LA TRÊVE DE DIEU 10:52 AM "A mesma sociedade de mercado que garante a nossa liberdade encontrará meios de driblar a proibição, aí fora de qualquer controle e de qualquer código de ética, já que estaremos falando, então, de clandestinidade." Reinaldo, não entro no mérito "aborto=pesquisas embrionárias", mas esse argumento de que as pesquisas são um dado da realidade e precisam ser disciplinadas é o mesmo (agora sim comparando)de quem defende a legalização do aborto. Já que ele acontece mesmo seria necessário discipliná-lo, para que se possa abortar com segurança. O que o Estado tem é a obrigação de proteger a vida de seus cidadãos e não regular o seu fim. PS: sou outro Rodrigo, e não um que você deu pitaco alguns posts atrás. 11:00 AM Helton Santos Reinaldo, deixa ver se entendi: se o uso - ou não - da camisinha é uma questão de princípio, então a escolha por abortar ou cometer eutanásia não seriam crime, certo? 11:08 AM Temos o direito de discordar de você, Reinaldo, mas você não tem o direito de ofender os que discordam de suas opiniões. Nesta de chamar os discordantes da direita de "burros", você se superou. Somos cidadãos livres, podemos professar o que quisermos e consideramos as religiões um atraso de vida, um desperdício de tempo e de muito dinheiro. Elas não resistem a qualquer análise séria e descompromissada. Qualquer ser inteligente sabe disto. Agora, você, levando as discussões para a ofensa, já que é o dono e ditador do blog, conseqüentemente, não tem patrulhamento nós, os discordantes, temos então também o direito de passar para outra arena, que está fora do âmbito deste site. Lembre-se de que leitores se ganham com dificuldade e perdem-se com a maior facilidade. O caminho das pedras não é por aí, senhor Reinaldo Azevedo. 11:19 AM Texto soberbo Rei, Seria o caso de terem funeral? Nunca pensei nisso, mas dá para imaginar todo mundo de pé num ambiente branco e absolutamente esterilizado, na frente de quinze cristalinos tubos de ensaio já descongelados e devidamente identificados com aquelas bolinhas de células flutuando num líquido transparente, cada uma precisando apenas de um útero para ter uma chance real. Eles imaginam o iminente fim de tantas possíveis trajetórias, tantas possíveis histórias, e amores e carinhos. Pai e mãe, com seu filho, o sobrevivente, já com três anos, acariciam os tubos um por um e pedem perdão a eles e a Deus pelo que vão permitir acontecer; o padre mortificado faz uma oração; o oficial de justiça derrama os conteúdos dos quinze tubos na centrífuga e aperta o botão; a máquina zune enquanto vai derramando os restos mortais numa caixinha preta com terra; passado o tempo prescrito, o oficial de justiça desliga a centrífuga e sela a caixinha com uma tampa com uma cruz prata e a entrega ao pai; depois todos seguem para o enterro tradicional. Acho que seria melhor ir direto para a parte que o oficial de justiça entrega a caixa preta com a cruz, pular o procedimento de execução certamente preservaria a sanidade dos pais e do filho sobrevivente. Os cientistas que diluem esse dilema moral ao ponto de quase não mencioná-lo? Não fazem o papel do diabo, tentando os pais desesperados por um filho natural, e no processo conseguindo quinze assassinatos ao preço de uma vida? Jesus, o que eu escrevi? IB. 11:48 AM Concordo inteiramente com suas palavras, Weimar. Aproveito a oportunidade para perguntar se a operaçao da irma de Cremilda correu bem. Desejo perguntar isso desde que voce retornou ao blog. Abraço voce e Cremilda, ELSTIR 11:56 AM Marie Tourvel Os ateus (não os militantes, feito um Dawkins da vida) também amam. E, para surpresa de um amontoado de gente, o fato de alguém não conseguir acreditar em Deus não o faz esquerdopata, ok? Mesmo porque o que vemos hoje é um bando de comunistazinho querendo ajeitar, somente e tão somente, o próprio bolso. E quando não queriam, não é mesmo? 12:14 PM §2258 "A vida humana é sagrada porque desde sua origem ela encerra a ação criadora de Deus e permanece para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é o dono da vida, do começo ao fim; ninguém, em nenhuma circunstância, pode reivindicar para si o direito de destruir diretamente um ser humano inocente." §2319 Toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada, porque a pessoa humana foi querida por si mesma à imagem e à semelhança do Deus vivo e santo. O que vai acima foi retirado do catecismo. Repare que não há menção ao modo como esta vida foi gerada ou sobre o útero por exemplo.... 12:18 PM Eu acho que tem crescido o número de ateus. Não sei, mas acho. E também não sei muito o porquê, só que vejo como uma certa independência... vai ficando inteligentinho, é quase inadmissível ainda crer em coisas assim. 12:21 PM V.14.18.1 Aborto §2271 Desde o século I, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Este ensinamento não mudou. Continua invariável. O aborto direto, quer dizer, querido como um fim ou como um meio, é gravemente contrário à lei moral: Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido. Deus, senhor da vida, confiou aos homens o nobre encargo d preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna ao homem Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes nefandos. §2322 Desde a concepção, a criança tem o direito à vida. O aborto direto, isto é, o que se quer como um fim ou como um meio, é uma pratica infame" , gravemente contrária à lei moral. A Igreja condena com pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana. Destaco o trecho: "Não matarás o embrião por aborto". Ou eu não sei interpretar textos, ou o que vai acima proibe o extermínio de embriões. Não há nenhuma ressalva. Não há nenhum ponto de corte (ex:antes de uma semana de gestação pode). E aí Reinaldo? Eu sou burro por seguir o que vai acima (o que além de ser orientação da Igreja é também convicção minha)? 12:23 PM Pô Reinaldo: falta só desenhar. O direito a vida é inalienável, ou será que os que defendem o aborto, etc., não deveriam se submeter a um plebiscito dos pais e tchabum.. A saúde no Brasil tem uma fila enorme (em qualquer Estado), para cirurgias. Como é que ficam estes pacientes (no duplo ou triplo sentido) que aguardam sua vez, durante mais de ano? Vão ter que dar lugar às grávidas há 1/2 hora, há 15 minutos?? É uma piada macabra 12:24 PM Vou tentar comentar a parte do seu texto que fala sobre células tronco. Por falta de tempo vou me ater apenas a alguns pontos: RA: “Não tem jeito: os que se sentem na condição de inquisidores podem tentar me excomungar, mas eu gosto de humanos que pecam, embora possa repudiar os seus pecados.” EU: Nenhum dos católicos que aqui se manifestaram quer excomungar você. O que eu quero é te alertar que o que você defende vai de encontro aos preceitos da tua religião. Quando você colocou recentemente que os que se aliam ao comunismo estão automaticamente excomungados qual era seu objetivo? Não era alertá-los que estavam incorrendo em erro? Porque quando falo para você que estás defendendo o assassinato aos olhos da tua Igreja estou agindo de maneira diferente? Não tomei o Trono de Pedro. Por acaso tomaste-o tu, que queres mudar o que a Igreja entende por vida? Mostre-me um documento da Santa Sé que corrobore o argumento da pesquisadora. E por fim: amar os pecadores (sou um) e perdoa-lhes os pecados é completamente diverso de pregar o pecado, o que fizeste aos olhos da tua Igreja. RA: “Ah, não. Continuo a me opor ao aborto, à eutanásia, à indústria da morte que tentam vender como caminho de nossa liberdade e de nossa redenção.” EU: Lamento, você relativizou o valor e o conceito de vida. A partir daí cada um escolhe seus limites. Mas não se preocupe, os cientista sempre souberam até onde ir. RA: “O Brasil vetará aqui a pesquisa com células-tronco embrionárias, quando ela já é uma realidade em boa parte do mundo, em nome dos princípios? Pois bem. A mesma sociedade de mercado que garante a nossa liberdade — e acreditem: garante — encontrará meios de driblar a proibição, aí fora de qualquer controle e de qualquer código de ética, já que estaremos falando, então, de clandestinidade.” EU: Epa, Epa, Epa!!! Primeiro quase tripudia de quem se pauta por princípios em oposição a “realidade” (teve alguém que fez a mesma coisa recentemente). Depois repete um argumento que eu já cansei de ouvir na seguinte variante: “Devemos liberar o aborto, já que ele é inevitável. Daí teríamos abortos feito em condições ideais, com menos mortalidade materna, e não o que se vê hoje quando o procedimento é realizado na clandestinidade.” Além disso, o fato de termos uma legislação que imponha limites éticos impede por acaso impedira que alguém faça experimentos fora destes limites. Caro Reinaldo, você está apenas repetindo um argumento que muitas vezes criticaste “já que não podemos controlar vamos liberar”. RA: “A firmeza tem de ser serena, não paranóica. Comparar os embriões congelados ao aborto corresponde a recorrer a um mecanismo que vejo muitas vezes em juízos da esquerda a mais tosca: "é tudo a mesma coisa". EU: É isso aí Reinaldo. Este é o ponto a ser discutido. Temos que decidir se um embrião já é uma vida ou não. Que critérios vamos utilizar? A Igreja da qual você pertence tem uma posição claríssima: a vida começa na fecundação. Mas vamos analisar seus argumentos. RA: Para que fosse, seria forçoso admitir que o ventre materno — e talvez eu não precise me alongar sobre a condição sagrada deste lugar — é dispensável nas precondições que tornam a vida do homem inviolável, porque divina. Não interfira na concepção, e ali está o humano. EU: Consequências do seu argumento: 1. A vida inicia na nidação (implantação do óvulo no útero). 2. Se um dia for criado um meio de gerar um bebê a partir de um embrião fora do útero materno (não acho que isso seja impossível) ele não será inviolável nem divino. Questionamento: um feto portador de uma grave doença, que necessite de uma intervenção para sobreviver já é inviloável? RA: Dilemas éticos supõem desdobramentos práticos: alguém, por acaso, lhes dará honras fúnebres cristãs quando forem descartados. EU: Porque não? Não damos estas honras aos natimortos (crianças que nascem sem sinais de vida)? Volto a dizer: Você tem que provar que embriões não são humanos, o resto é cortina de fumaça. RA “Então, não me venham dizer que é tudo a mesma coisa... A rigor, duas coisas jamais são a mesma coisa, não é mesmo? Ou não seriam duas, mas uma.” EU: Exatamente. Um embrião ou está vivo ou está morto. Pelo seu argumento teríamos: 1. Se o embrião for implantado ele estava vivo. 2. Se o embrião for descartado ele estava morto. Ou, hipótese 3: nenhum embrião possui vida, pois a mesma se estabelece no momento da implantação. Algum erro no meu raciocínio? RA: “A esquerda sempre se diverte quando “os conservadores”, sob o pretexto de assumir posições de principio, ignoram a realidade e vivem suas boas certezas como se fossem uma maluquice sectária e minoritária. Eu não gosto das pesquisas como uma questão de princípio. Mas elas são um dado da realidade. Temos, os cristãos, a obrigação de lutar para disciplinar a realidade. Do contrário, eles farão o que lhes der na veneta. E sem a nossa intervenção.” EU: Desculpe Reinaldo. Desculpe mesmo, mas esse seu argumento não combina com você, muito menos com um cristão. Quer dizer que devemos esquecer nossos princípios em nome da “realidade”. É assim que você pauta a sua vida? Acho que não. É obrigação do católico opor-se a realidade que mata. Não esqueça destas palavras: “Eu vos anuncio a cruz de Cristo, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” Em outra oportunidade voltarei. Espero que publique este comentário, já que procurei manter o respeito. PS: não esqueça que o ponto é se os embriões tem vida ou não. O resto é consequência. 12:32 PM A relação entre a Igreja Católica e a proposta de saúde pública que recomenda o uso da camisinha é algo que não precisa ser discutido religiosamente. É problema que admite uma abordagem absolutamente neutra, sustentada exclusivamente na natureza e consistência da instituição. Essencialmente voltada para o trato da saúde espiritual (O meu reino não é deste mundo), a Igreja Católica é regida por princípios inapelavelmente incompatíveis com a permissibilidade sexual. Daí não lhe ser dado pregar o uso de preservativo sexual. Trata-se de uma proposição que não lhe cabe nem ao menos considerar. Para isso, teria que reduzir os mandamentos a nove, com a revogação do sexto. Como se vê, para quem não admite examiná-la no teor religioso, a questão admite uma abordagem plenamente objetiva. É examinar a compatibilidade da proposta diante da realidade institucional a considerar. E a conversa acaba sendo curta. Rapidamente se chega à conclusão de que não dá. E não dá mesmo. Segundo o fundamento que a explica, ela não é responsável pela execução de políticas de saúde pública, agrária e outras tantas nas quais passou a imiscuir-se por conta de pastores equivocados. Aliás, depois de adotar a pregação política, milhares de bons católicos, que não deixaram de ser católicos, se afastaram de seus templos. Outros milhares, que não souberam entender os motivos de sua indevida politização, foram buscar refúgio religioso em seitas. Já os adeptos que recebeu não são católicos. Não desejam a envagelização católica. Apenas participar "dusmovimentuduzoprimidu". Conforme penso, distribuição de renda, posse de meios de produção, combate à violência, controle de natalidade etc. são feitos que, no respeitante à Igreja Católica, devem resultar da evangelização voltada à conquista e preservação da saúde espiritual, a única missão que lhe é natural. Quando o homem tiver mesmo consciência e vontade de cultivar a fé, a caridade e a humildade, não precisaremos dessas políticas. É preciso, pois, que se deixe de responsabilizar a Igreja Católica por males que ela não causa exatamente por nem sequer ter como causar. Guerra 12:37 PM Quanta idiotice explícita ao se falar em "perigo de morte", mais esse neologismo barato a nos atormentar e a encher páginas de jornais online, escritas por estagiários? Por que não continuar a falar no bom e velho "perigo de vida", que quer dizer perigo de perder a vida, como todos entendiam e ainda entendem? E já que querem ser burros moderninhos e antenados, por que não dizer então "perigo de morrer" ao invés do idiotíssimo "perigo de morte"? Ora, ora... Peru sem orquestra 12:40 PM Reinaldo, como leitor assíduo de seu blog, não pude deixar de notar uma falha no seu raciocínio, sempre tão lógico: duas coisas sempre serão duas coisas, senão seriam a mesma coisa. Claro! Por exemplo, seu Reinaldo e dona Reinalda são duas coisas (ainda bem!) diferentes. Mas nem por isso deixam de compartilhar características em comum. Por exemplo, são dois seres humanos, brasileiros, adultos, etc etc etc. Cada uma dessas prerrogativas comuns dessas duas coisas diferentes os fazem ter direitos e deveres comuns. Por exemplo, o fato de ambos serem brasileiros permite que ambos votem nas eleições brasileiras. Ninguém diria que, pelo fato de serem duas coisas diferentes, seu Reinaldo e dona Reinalda não compartilhassem desse direito. Pois bem, o que há em comum entre um amontoado de células dentro e fora do útero materno? Que são coisas diferentes não há dúvida, mas compartilham notas comuns. A biologia diz que ambos são seres vivos. A antropologia diz que ambos são pessoas humanas. E a doutrina católica diz que ambos são filhos de Deus. O útero, por si só, não tem o condão divino (por mais sagrado que seja) de tornar algo vivo, ou humano. Portanto, por mais diferentes que possam ser (e o são de fato), os embriões dentro ou fora do útero têm os mesmos direitos, quando nos referimos aos direitos que os seres humanos compartilham entre si neste mundo de Deus. Quanto ao pragmatismo, há outros dados da realidade que aí estão (roubos, assassinatos, corrupção) e nem por isso votamos leis a favor dessas coisas que, por princípio, são erradas. Quando, por exemplo, dizemos que a corrupção é errada, não estamos "ignorando a realidade e vivendo em boas certezas como se fossem uma maluquice sectária e minoritária". Por um bom e simples motivo: a verdade nunca é sectária. Os cientistas que quiserem extrapolar os limites da ética, na criação do homem perfeito, o farão de qualquer forma, com lei ou sem lei. Não será impondo regras para as pesquisas que isso será evitado. E, então, teremos perdido a oportunidade de defender a questão de princípio, e nos lamentaremos de termos ajudado a abrir a caixa de Pandora. 12:40 PM sdpmoura77 Reinaldo, se a Igreja é contra qualquer tipo de método contraceptivo então para a Igreja o único ato sexual aceitável é o da reprodução? Você não acha que isso é de um certo atraso? Digo porque claramente você é capaz de perceber, assim como a Igreja e seus padres e bispos, que o sexo para nós seres humanos é mais do que simplesmente isso. Para nós seres humanos o sexo, além de sua função original, tem a função de estreitar relações sociais entre pessoas e até mesmo o sexo casual é uma ferramenta de troca de experiências e sensações. Talvez o sexo seja o maior tabu que prende a Igreja Católica a certas idéias antigas. Você não acha que em uma sociedade futura, intelectualmente mais avançada e saudável, a Igreja terá que encarar esse ponto como um fenômeno inevitável na sociedade humana e passar a tratar o sexo não como algo perigoso ou errado, mas sim como no mínimo algo que todos nós temos vontade de fazer, mesmo que alguns de nós prefiram esconder essa vontade por medo ou vergonha?? Você não acha que essa atitude torna a Igreja um tanto quanto hipócrita sobre à verdadeira natureza do ser humano??? P.S.: digo isso porque tenho uma vida sexual ativa, seja com estranhos ou amigos (com proteção e responsabilidade é claro), e me sinto extremamente incomodado pela postura da Igreja, embora não faça parte dela. 12:53 PM V.14.25.1 Direito à vida §2273 "No momento em que uma lei positiva priva uma categoria de seres humanos da proteção que a legislação civil lhes deve dar, o estado nega a igualdade de todos perante a lei. Quando o Estado não coloca sua força a serviço dos direitos de todos os cidadãos, particularmente dos mais fracos, os próprios fundamentos de um estado de direito estão ameaçados... Como conseqüência do respeito e da proteção que devem ser garantidos à criança desde o momento de sua concepção, a lei deverá prever sanções penais apropriadas para toda violação deliberada dos direitos dela." !!!Visto que deve ser tratado como uma pessoa desde a concepção, o embrião deverá ser defendido em sua integridade, cuidado e curado, na medida do possível, como qualquer outro ser humano.!!! 12:55 PM COLUNA DE ANDRÉ PETRY (VEJA) Pesquisa Ibope. Apoiar as pesquisas com células-tronco embrionárias para tratamento e recuperação de pessoas com doenças graves é uma atitude em defesa da vida? Católicos: Concordam - 95% Discordam - 5% Evangélicos: Concordam - 94% Discordam - 6% 1:02 PM Hehe, não é de hoje que os cristãos sofrem e dão armas aos seus inimigos por falar besteiras como se fossem dogmas de fé (quando não são). Santo Agostinho já havia percebido isso, veja o trecho: "It not infrequently happens that something about the earth, about the sky, about other elements of this world, about the motion and rotation or even the magnitude and distances of the stars, about definite eclipses of the sun and moon, about the passage of years and seasons, about the nature of animals, of fruits, of stones, and of other such things, may be known with the greatest certainty by reasoning or by experience, even by one who is not a Christian. It is too disgraceful and ruinous, though, and greatly to be avoided, that he [the non-Christian] should hear a Christian speaking so idiotically on these matters, and as if in accord with Christian writings, that he might say that he could scarcely keep from laughing when he saw how totally in error they are. In view of this and in keeping it in mind constantly while dealing with the book of Genesis, I have, insofar as I was able, explained in detail and set forth for consideration the meanings of obscure passages, taking care not to affirm rashly some one meaning to the prejudice of another and perhaps better explanation." – The Literal Interpretation of Genesis 1:19–20, Chapt. 19 [AD 408] Fernando. 1:04 PM xande "...alguém, por acaso, lhes dará honras fúnebres cristãs quando forem descartados." Entendo que não darão tais honras porque serão descartados como indigentes. 1:05 PM Talvez seja um post meio pro longo demais, mas veja lá se vale a pena, Reinaldo. Romane Na introdução ao “Questões de vida – Entre o saber e a opinião” (“Questions de vie – Entre le savoir e l’opinion”, Seuil, 1994), feito de longas entrevistas com o biofísico Henri Atlan, a bióloga e jornalista Catherine Bousquet observa que o jogo ali proposto é o de contribuir para desatar os nós entre o saber e a opinião, o vaivém dos conceitos e das representações: “Talvez tudo se jogue no âmbito da transmissão do saber, na qual abundam armadilhas e riscos, e onde ninguém – nem aqueles que querem transmitir nem aqueles que desejam receber – escapa às projeções, confusões, amálgamas, fantasmas e outras fontes de mal-entendidos.” E antes da fala do grande cientista, transcreve a lenda O Homem de Jeremias*: Conta uma lenda da Idade Média que o profeta bíblico Jeremias conseguiu, graças ao seu saber e à sua santidade, criar um homem de maneira artificial, com a ajuda de fórmulas e da combinação das letras do alfabeto. Não se tratava, por parte de Jeremias, de um ato de revolta contra Deus. Ao contrário. Era o cumprimento e o coroamento de um longo caminho de ascensão para a santidade e o conhecimento, os dois indo de par na perspectiva de uma “imitatio dei”. Como saber que o iniciado conseguiu decifrar e compreender as leis da criação do mundo se não verificando que seu saber é eficaz a ponto de também permitir-lhe criar um mundo? Como saber que seu conhecimento da natureza humana está correto se não verificando se isso lhe permite criar um homem? Nessa história, o critério de verdade, como atualmente o critério de verdade científica, é empírico. É preciso que funcione. Foi então o que fez Jeremias, e ele conseguiu mais do que se podia esperar. De acordo com a lenda, outros sábios tinham tentado esse exercício, mas tinham triunfado apenas em parte. O homem artificial que eles tinham fabricado era imperfeito porque lhe faltava alguma coisa de essencial, especialmente a palavra. Mas aquele que Jeremias fez era perfeito e, nisso, testemunhava a perfeição do saber e a sabedoria de seu autor. E isso é provado logo que aquele homem falou, chamando à consciência o profeta que vinha de fabricá-lo. De fato, ele disse: “Tu te dás conta da confusão que acabas de introduzir no mundo? A partir de hoje, quando for encontrado um homem ou uma mulher, não se saberá se é uma criatura de Deus ou tua!” Jeremias, que, curiosamente, não tinha pensado nisso, pede conselho para reparar o que tinha feito. O homem artificial responde: “Tens apenas que desfazer-me, assim como me fizeste”. E Jeremias o desfez, tirando a seguinte lição: “Não devemos renunciar a atingir o perfeito conhecimento que nos permitiria capazes de ser como que Deus e de criar o homem, mas, logo que chegamos a isso, devemos abster-nos de fazê-lo”. *Contada no livro “Jewish Magical and Mystical Traditions on the Artificial Antropoid”, de Moshe Idel, Albany/New York, State University of New York Press, 1990. 1:08 PM Posso estar enganado, não sei, mas acho que um embrião tem a sua finalidade própria, que é a vida. É para isso que ele existe. O útero é uma condição mínima necessária para que essa finalidade se cumpra, mas não é a finalidade em si. Se um embrião encontra ou não um útero pela frente, isso diz respeito ao seu destino, mas não ao seu propósito. Retirado do útero ou destruído num tubo de ensaio, é esse propósito que se frustra, é essa finalidade que se desvia. De mais a mais, como já disse mais abaixo, as terapias com as células-tronco adultas, do líquido amniótico, do cordão umbilical e outras estão dando um banho de resultados comprovados sobre as pesquisas com células-troncos embrionárias, que ainda não passam de promessas. Me dá preguiça ver que há ainda quem acredite nessas promessas. Não à-toa é que a iniciativa privada não tem embarcado nessa canoa. Onde há pesquisa com embriões, os financiamentos são maciçamente públicos. Então, meus amigos, a lei da biossegurança já está aí, é um fato, mas é bom saber que teremos um Estado um pouquinho maior e a conta vai cair no seu bolso, com resultados pfff. 1:29 PM Serjão Desculpe Reinaldo Mas infelizmente a questão moral há muito não é mais um opção. Além disso quando vc escreve: "O ÍNDIVÍDUO ESCOLHE TRANSAR. E, se escolhe, tem de responder por sua escolha." Sim, o problema é que o fruto desta transa produz miseráveis que afetarão a sociedade e, aí sim, passa ser uma questão de estado e de saúde pública que deve proporcionar meios de prevençãO. No fundo é isso, Reinaldo. Camisinha, Pílula, DIU, pílula do dia seguinte, tudo isso é medicina preventiva. Repare que a questão é muito diferente do aborto que além da questão moral e religiosa, que eu até considero, existe um alto gasto financeiro e deve ser de reponsabilizade do indivíduo mesmo pq desprezou ou foi negligente com os métodos preventivos exietentes e disponibilizados pelo estado. É só isso Abraços 1:33 PM José Raimundo de Lima Filho Reinaldo, Você me ensinou há algum tempo que a Igreja fala para seus fiéis e são estes que devem segui-la, do contrário não seriam católicos e poderiam ser excomungados, se se dissessem católicos. Deve-se lembrar, ainda, que o Estado brasileiro, de Direito e Democrático, sendo laico e soberano, possui poder de decidir o que é crime ou não, baseado na vontade popular respeitando-se as instituições ou, se preferir, a Constituição da República. Desta maneira, podemos dizer que provado a manipulação de células-tronco não implicar em morte do ponto de vista científico, o Estado deve tão-somente e no máximo regulamentar tal atividade. A Igreja pode ser contra, e os seus fiéis deverão segui-la, contudo, os não fiéis, que quiserem utilizar este mecanismo, não poderão ser tolhidos desta vontade, quando se tratar, repito, de não cometimento de crime ou de qualquer outro tipo de infração ao nosso ordenamento jurídico. A lei de transplante de órgãos define morte como sendo o fim da atividade cerebral, assim, podemos definir vida (isso não está em lei) como sendo o início da atividade cerebral, portanto, observo que esse instrumento da ciência possa ser utilizado. Sinteticamente, penso que o Estado deva regulamentar o uso das células tronco, o Vaticano diga o que for coerente com sua doutrina, seus fiéis devem escuta-la, quem quiser poderá utilizar. Claro, tudo isto, caso meu pensamento esteja correto. 1:38 PM Alguem leu o livro de Aldous Huxley, Admiravel Mundo Novo... Parece que o autor profetizou diversos aspectos de nossa vida atual, e assustador... 1:44 PM Reinaldo, O Estado brasileiro é laico !!! Sou a favor da eutanásia,do direito ao aborto e das pesquisas com células tronco embrionárias pois esses embriões congelados são jogados no lixo !!! Você é contra o direito à vida de pessoas que dependem dessas pesquisas??? Você prefere que sejam jogados no lixo ???ESSES EMBRIÕES VÃO PARA O LIXO!!! Leio seu blog diariamente e respeito sua opinião , mas dessa vez estou torcendo pra sua opinião ser derrotada pelo STF !!! Aliás, acho um grande absurdo aquele enorme crucifixo no plenário do STF e do Senado Federal!!! Você é contra as clínicas de fertilização ??? TOMARA QUE A IGREJA CATÓLICA SEJA DERROTADA ,EM NOME DA VIDA DE MILHÕES DE PESSOAS QUE NECESSITAM QUE AS PESQUISAS AVANCEM !!! 2:04 PM Proposta ao anônimo da 1:02. Inclua na pesquisa a pergunta: O que são células tronco embrionárias? Tenho a impressão de que menos de 5% saberiam o que responder. Sendo assim esse tipo de pesquisa não passa de uma grande tapeação, já que o que a maioria pretende manifetar é apenas que é a favor de pesquisa que ajudem as pessoas. 2:12 PM o anônimo das 2:14 é analfabeto funcional. lê e não entende o que lÊ. comece pelo titulo. deixando seus preconc |