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Barack Obama éo franco favorito à Presidência dos EUA. Caso não se eleja, qual deve ser o seu destino?



Converter-se ao catolicismo, tornar-se padre em duas semanas, bispo em dois meses e se candidatar a papa;



Candidatar-se a secretário-geral da ONU e dar início, então, ao movimento para criar o governo mundial;



Mudar-se para o Brasil e disputar a presidência da Fundação Cacique Cobra Coral;



Mudar-se para o Brasil, filiar-se ao PT e disputar com Lula a condição de maior milagreiro do Ocidente;



Continuar a fazer discursos que já nascem históricos e a fazer uma história que já nasce póstuma.
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Reinaldo Azevedo

Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Terça-feira, Março 04, 2008

Foro de São Paulo 3 – O que eu disse e o que eles disseram
No post lá do alto, o de nº 10, fica evidente que os delinqüentes Hugo Chávez e Rafael Correa usam os reféns das Farc para fazer política. E isso os tonra nada menos do que parceiros do terror. Vamos fazer uma experiência? Coloquem no Google o nome de alguns analistas do jornalismo “nem-nem” (a turma do nem isso nem aquilo) e tentem saber como os luminares tratavam as “negociações” de Chávez com as Farc para libertar reféns no fim do ano passado e início deste. Bem, aqui no blog, eu escrevia coisas como esta:

No dia 27 de dezembro de 2007:
Não. Não é a primeira vez que a estupidez toma conta do mundo, de vários atores ao mesmo tempo, das mais variadas tendências e com moralidades as mais diversas. Refiro-me à “concertação” internacional (como diria Tarso Genro), liderada por Hugo Chávez, para libertar os reféns feitos pelas Farc. Comecemos pelo óbvio: todas as hostilidades do bufão de Caracas, até hoje, foram dirigidas contra o governo constitucional da Colômbia; jamais contra a guerrilha. O ditador venezuelano diz querer conversar com o líder dos narcoterroristas. Chávez é aliado dos bandidos, não é negociador coisa nenhuma. Ao governo da Colômbia, dada a pressão internacional energúmena, bucéfala, estúpida, não restou outra saída a não ser aceitar essa “negociação”, que contará com observadores de outros países, inclusive do Brasil. Fazer o quê? Mas é um absurdo sem medida. As Farc, que vivem do tráfico de drogas, do seqüestro, do assassinato, da chantagem, da violência, tornam-se, assim, vejam só, interlocutoras de governo legalmente constituídos. Ora, a negociação só caminhou para este terreno porque os bandidos, incluindo Chávez, viram no episódio um momento excepcional para fazer seu proselitismo. E é justamente a apologia da bandidagem política que Chávez pretende fazer.

No dia 1º de janeiro, sobre a participação de Marco Aurélio Garcia na pantomima chavista para “libertar” os reféns.
A delinqüência moral das Farc e de Hugo Chávez, nesse episódio da libertação que não houve dos reféns, está à altura dos trajes de Marco Aurélio Top Top Garcia para visitar o coração das trevas. Parecia um desses caudilhos latino-americanos do século passado, com seu ar enfatuado, conferindo-se ares de grande negociador de causas mundiais. O ridículo deste senhor não conhece limites. É mais um desses trastes sem superego que superpovoam o governo Lula. É nojento. Sim, certas coisas são de dar medo. O mundo assiste, impassível, a um espetáculo degradante, que transforma a vida de três pessoas – e também a dos demais reféns, que não entraram nessa “negociação” – em matéria do mais vagabundo proselitismo. Sabemos o que fazem nesse meio o Brasil e a Argentina, por exemplo. Mas não a França. Para proteger uma cidadã que também tem nacionalidade francesa, Nicolas Sarkozy comete um erro grave, indigno de sua trajetória até aqui.
Essa “negociação”, por enquanto calculadamente emperrada, é uma barbaridade: trata-se de um assalto à legalidade, ao bom senso, ao estado democrático de direito, à civilidade. Os países que aceitaram ser “observadores” dessa pantomima estão legitimando o terrorismo e igualando narcotraficantes ao governo legal e constitucional da Colômbia. É o que faz, por exemplo, uma nota do Itamaraty ao lamentar o insucesso da operação.
“Insucesso”? Depende. O que se queria? Libertar os reféns? Não necessariamente. Isso é mero pretexto. A vida dessas pessoas é apenas instrumental. O objetivo do ditador venezuelano é retirar autoridade de Álvaro Uribe, presidente da Colômbia, transformando-o, vejam que ironia, num REFÉM POLÍTICO EM SEU PRÓPRIO PAÍS. Por que afirmo isso? Observem que o coronel amigo dos terroristas atribuiu ao outro o insucesso da operação. O presidente teria de ficar trancado em palácio e dar livre trânsito às Farc, que passariam, então, a governar a Colômbia em parceria com... Chávez. Só assim três – e apenas três – pessoas seriam libertadas, restando, ademais, a dúvida se o garoto Emmanuel, filho de Clara Rojas, nascido em cativeiro, está mesmo entre elas.
Chávez tripudia sobre o desespero dos familiares, que se agarram, como seria de se esperar, à sua mediação. Nunca – notem bem: nunca – um governante usou de instrumento tão sujo, tão asqueroso, para, “pacificamente”, se meter na política interna de um outro país. Isso quando a Venezuela é, na América Latina, o segundo país com o maior número de reféns – perde justamente para a Colômbia, onde há a guerrilha. Caracas é a capital mais violenta do continente, com o maior número de assassinatos por 100 mil habitantes. E o meliante se atreve a enfiar o nariz em assuntos alheios!
Ao comentar o “insucesso” da negociação, além de atacar Uribe, o ditador da Venezuela afirmou que pode recorrer a outros métodos para libertar os reféns se os pacíficos falharem. O que terá querido dizer o bandido? Vai criar alguma força de assalto para invadir um país estrangeiro? Vai entrar em confronto armado com seus coleguinhas narcoterroristas?
Nem o Irã, que é a matriz do terrorista Hezbollah, que atua no Líbano, assumiu, em relação àquela força, o papel que Chávez se atribui nas “conversações” com as Farc. Sob o silêncio cúmplice e abestalhado do mundo. Pobres reféns! Para arremate de todos os males, ainda contam com a clarividente colaboração de Marco Aurélio Top Top Garcia, a ilustração bufa do coração das trevas.
Por Reinaldo Azevedo | 05:37

Comentários:

Anonymous Célio Cedisan
Reinaldo favor corrigir a data para 28 de dezembro 2007.
6:07 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo, o Equador é um país pequeno e assolado por tragédias, vulcões, terremotos... Uma nação assim, se quiser viver em paz, precisa tomar cuidado em escolher líderes do tipo populistas. Ali não é uma ilha e já guerreou ao sul com o Peru. Assim, não combina com os vizinhos e se entrar em guerra também com a Colômbia, poderá terminar virando província de outros países, principalmente do Peru, com quem já tiveram enfrentamentos por demandas territoriais. Se vieremde frente contra a Colômbia, o presidente Alan Garcia deveria aproveitar entrar neles, mas pelos fundilhos.
6:57 AM  

Anonymous Anônimo
Acauã K. falando:
com esse artigo, agora eu percebo melhor ainda o bem que o governo Uribe fez em mandar Paul Reyes, vulgo "terrorista com pijamas e ceroula". É a chance dele não ser mais refém de canalhas como esses do seu texto e dizer em alto e bom tom algo como "quem manda aqui sou EU!"
8:34 AM  

Anonymous Anônimo
Eita, que você é corajoso, Reinaldo!... É o orgulho da nossa imprensa séria e independente!

Ciça

Certos diplomatas brasileiros nos enchem de vergonha...
4:26 PM  

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