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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Quinta-feira, Março 27, 2008 |
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Argentina 2 - Agricultores pressionam Cristina
Por Ariel Palácios, no Estadão: |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:35
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Comentários: Grande Rei.... No Brasil o apedeuta acabou com o pequeno e o médio agricultor, deixando só os poderosos. Na Argentina os agricultores não vão para o MATADOURO DE CABEÇA BAIXA. ARGENTIDOS ESTÃO ACORDADOS!!!!!!!!!!!!!!!!! OS BRASILEIROS DORMINDO!!!!!!!!!! ACORDA BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 7:32 AM Robert Meu Rei, a Argentina será o Brasil, amanhã? 7:35 AM Nenhum Governo "socialista","comunista","populista"ou enfim, "esquerdista",gosta do Agronegócio. Pois o setor indo bem, produz alimentos baratos em abundância.Cria muitos empregos e tira destes Governos a possibilidade de manipulação da população mais pobre via "bolsa fome"ou outra "bolsa" qualquer. 8:23 AM Prezado Reinaldo, Assisto diariamente aos canais de notícias da Argentina. Sou um brasileiro que ama a Argentina. Vou a Buenos Aires e conheço um bocadinho daquele país. Ontem, no noticiário TN, acompanhei, enquanto lia seu blog e me dedicava aos meus afazeres, as manifestações na Praça de Maio e no Obelisco, assim como o chamado piquete da Saída Norte, que fechou as duas mãos daquela rodovia. Assisti ainda a um debate com dois parlamentares da situação e dois representantes da "Rural", além do ministro do interior. Bem, quem conhece as províncias ali sabe o transtorno que deve ser ter as duas principais saídas fechadas, incluso a que leva a Rosário. Agora, as pessoas em geral apoiaram as manifestações, tanto as urbanas quanto as das estradas. Motivo? Oras, o casal presidencial não está atendendo às expectativas, e isso ocorre, como outras vezes tristemente visto, de modo escalante. Sempre brinco com os argentinos, pois acabam de eleger a senhora Kirchner e já se vão a fazer os "cacerolazos". Além da corrupção, há uma recorrência de práticas de "fiscalidad" que os argentinos aprenderam a abominar por ocasião das administrações anteriores a Néstor Kirchner (Menem, De La Rúa, Duhalde). Ou seja, os Kirchner não resolveram o que se propuseram a fazer, e ainda re-implantam políticas fiscais, travestidas de instrumentos distributivistas assentados em argumentos esquerdopatas, de períodos em que sabidamente se deu com os burros na água. O governo está tratando todos os produtores rurais de modo indistinto com relação à aplicação da “retención”, independentemente da área plantada. Daí os protestos legítimos de produtores em situação de bancarrota. Ninguém ali questiona a necessidade dos ajustes da macroeconomia, querem é tratamento adequado e a revisão da “retención”, julgada incompatível com as possibilidades dos produtores rurais e dos “ganaderos”. O governo insiste em comparar a situação de hoje dos produtores com a de 2002, afirmando que hoje estão em boa posição, tendo ganhado com o ambiente favorável às commodities agrícolas e a estabilidade internacional dos anos recente. Diz que tiveram toda a sorte de se capitalizar anteriormente. E tome-lhe taxa de 45% com discurso de integrante de Foro de São Paulo. Bem, lá como aqui a tara por comparar o hoje com 2002 é recorrente. Sintomático. Um abraço, Seu leitor desde há muito 10:14 AM Rei, os argentinos são muito mais politizados. Eu sempro falo que nós brasileiros só sabemos ser patrióticos sentado numa arquibancada em um estádio de futebol. Gritando: " Ah,eu sou brasileiro com muito orgulho..." "A pátria de chuteiras", sabe como é que é, né? Os agentinos vão para as ruas bater panelas por causas economicas, políticas e socias. Viva Agentina! Jackson. 10:18 AM É o entendimento geral dos "cumpanhêro": vagabundos de quadrilhas como mst, via casmpesina, etc podem paralizar estradas; produtores trabalhadores sérios e, acima de tudo, honestos, não. Bia 12:56 PM Os argentinos são realmente um povo politizado. Alguns motoristas de táxi, sabem perfeitamente o que acontece na América do Sul e principalmente no nosso país. Ouvi de um deles que não entendia porque nós, brasileiros, ríamos tanto e nos contentávamos com futebol e samba, quando nosso governo populista estava nos "arrancando o couro" com tantos impostos. Fiquei triste, por saber que ele tinha razão. 1:55 AM Nenhum regime, ditatorial ou democrático, de esquerda ou direita, resiste a falta de alimentos. Seria prudente que o casal Kirchner cedesse às pressões e negociassem rapidamente com os produtores agrícolas ou a insatisfação popular, já exibida nas ruas, vai retirá-los na marra da Casa Rosada. Os desdobramentos de uma crise como essa nós já conhecemos e costuma alastrar-se nos países vizinhos. 1:27 PM |
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