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Barack Obama éo franco favorito à Presidência dos EUA. Caso não se eleja, qual deve ser o seu destino?



Converter-se ao catolicismo, tornar-se padre em duas semanas, bispo em dois meses e se candidatar a papa;



Candidatar-se a secretário-geral da ONU e dar início, então, ao movimento para criar o governo mundial;



Mudar-se para o Brasil e disputar a presidência da Fundação Cacique Cobra Coral;



Mudar-se para o Brasil, filiar-se ao PT e disputar com Lula a condição de maior milagreiro do Ocidente;



Continuar a fazer discursos que já nascem históricos e a fazer uma história que já nasce póstuma.
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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Sexta-feira, Janeiro 25, 2008

Por apoio no Congresso, governo renegocia dívida de setor rural
Por Luciana Otoni, Folha. Volto depois.
Um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedir à sua equipe maior afinação política para evitar derrotas no Congresso, o ministro José Múcio (Relações Institucionais) começou a abrir espaço para que a bancada ruralista da Câmara e Senado obtenha da área econômica aval para que agricultores e pecuaristas adiem o pagamento de parte da dívida agrícola estimada em R$ 140 bilhões, 70% mantida junto ao Banco do Brasil.
"O governo está sendo sensível. O pleito é justo e havia acerto para que houvesse renegociação dos débitos vencidos até 31 de dezembro", disse Múcio. "É uma questão política e um pleito técnico." A estratégia é tratar uma questão econômica, que envolve o retorno aos cofres públicos de verbas usadas para empréstimo, como assunto político. "O que o ministro Múcio coloca é uma situação política", disse o deputado Marcos Montes (DEM/ MG), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara.
Os ruralistas tentam fazer com que o ministro Mantega (Fazenda) adie o recebimento de cerca de R$ 30 bilhões em débitos que vencem entre janeiro e o fim de março. Ele ficou de analisar o pedido e responder na próxima semana. Múcio, Montes e o ministro Reinhold Stephanes (Agricultura) se reuniram ontem com Mantega no Ministério da Fazenda. O encontro terminou por volta das 12h e não estava na agenda do ministro.
As dívidas são provenientes de recursos que são emprestados pelo Banco do Brasil ou instituições financeiras que movimentam fundos constitucionais para plantio, compra de máquinas e armazenamento, por exemplo. Os juros são mais baixos que os de mercado e nos últimos financiamentos foram feitos a 6,75% ao ano. Também esse percentual deve ser objeto de negociação e ser fixado em nível mais baixo. A dívida engloba pequenos, médios e grandes agricultores e pecuaristas.
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Voltei
Olhem, não há nada de errado nisso, não. O governo FHC também renegociava. Os petistas é que diziam que era pura política do é dando que se recebe. Observem a linguagem da Folha e que também está no título do jornal: não é uma renegociação com o “setor rural”, mas com os “ruralistas”, uma expressão que vem lá do tempo em que a UDR — União Democrática Ruralista — se opunha, de fato, à esquerdização do campo e ao MST etc. Ser um “ruralista” parece, assim, uma categoria de pensamento ou uma ideologia. Na maioria das vezes, é só um agricultor endividado.
Por Reinaldo Azevedo | 04:21

Comentários:

Anonymous COP
Reinaldo,

O curioso é que entra ano, sai ano, entra década, sai década e o setor rural, usineiros inclusive, está sempre endividado e incapaz de honrar seus débitos.

Mesmo em momentos como este quando os alimentos estão em alta e as comodities atingem seus máximos históricos, NUNCA há faturamento suficiente para saldar os compromissos.

Isto é um escândalo, como o foi nos governos de FHC ou SARNEY.

Mais uma vez compra-se voto parlamentar com o nosso dinheiro.


COP
5:06 AM  

Anonymous Anônimo
Caríssimo.
Parafraseando uma declaração recente, é:-"inadimissível que quem nunca plantou uma semente de soja, que nunca plantou um pé de cana, quem nunca criou nada maior que um cachorro, paguem as dívidas dos grandes proprietários ruais"
7:26 AM  

Anonymous Gerson B
Não diria que não há nada de errado. O fato o FHC ter feito isso não é aval de honestidade.

Os caras tomam empréstimo com dinheiro público e na hora que não dá certo apelam pra pressão política pra não pagar na hora devida?

Capitalismo brasileiro típico.
7:47 AM  

Anonymous Anônimo
Caro Reinaldo,

Embora seja sempre possível que os agricultores necessitassem desta renegociação dos débitos, nunca os preços de produtos agrícolas estiveram tão favoráveis, indicando possível "ganho extra" com essa prorrogação.

Além disso, a frequencia com que os agricultores pedem essa renegociação não faz sentido. Isto só cria na mente deles a perspectiva que "não precisam se preocupar em pagar".

Portanto fiquei um pouco surpreso por vc se solidarizar tão automaticamente com um dos "vícios" da velha direita. Uma das mais árduas tarefas é tirar da direita o ranço patrimonialista que tanto a mancha.
Grande abraço,
8:33 AM  

Anonymous Anônimo
ô Reinaldo, dessa vez vou te mandar pentear macacos. É de lascar esse seu comentário. Agora então os ruralistas que são os que negociam de fato com o governo estão preocupados com os pequenos agricultores? É um pleito justo porque envolve o setor rural? Mas quem é que negocia? Viva, os ruralistas viraram comunistas e agora estão degendendo os pequenos e médios produtores! Aposto que até converteu-se o ex quase ministro! Ora bolas!
9:39 AM  

Blogger Luis Miguel
Muito pertinente a observação final com relação a ser ruralista ou produtor rural. A maior parte dos produtores rurais do Brasil não pertencem a essa ou aquela legenda ou ideologia. São pessoas simples, que têm no campo sua atividade econômica e dele retiram seu sustento. Ao contrário da classe política, muitos deles também produtores rurais, o homem do campo luta pela sobrevivência de seu negócio e pelo desenvolvimento de sua atividade. A simples renegociação de dívidas contraídas ajuda, mas não soluciona alguns dos problemas enfrentados pelo produtor. O que se necessita é uma política agropecuária sólida e de planejamento a longo prazo. Além é claro, da solução dos problemas de infra-estrutura que estamos cansados de ouvir falar, mas sempre esperando. Precisamos de portos eficientes, estradas em condições de tráfego, ferrovias e hidrovias para escoar a produção a um custo mais adequado. Muitos enxergam apenas os preços das commodities, mas não vislumbram os custos exorbitantes de produção que aqui tem-se. Como em todos os setores, produzir grãos e carne no Brasil também tem custos acima da média no mundo. Apesar do preço elevado do produto, o que sobra, no final, para o produtor ainda é insuficiente. Se obtivessemos as condições ideais não seria necessário, de tempos em tempos, essas propostas de renegociação de dívidas ou anistias, como já se viu. Precisamos de planejamento estratégico e políticas públicas adequadas. Enquanto a bancada ruralista vê uma situação para negociar politicamente vantagens individuais ou partidárias, o produtor rural espera ansiosamente um rumo para o agronegócio, compatível com nossa pretensão de sermos o "celeiro do mundo".
11:16 AM  

Anonymous Anônimo
Todo cidadão deveria tem suas dívidas tratadas assim, né não?
Não paga IPTU ou condomínio pra ver só.
O truque é esse, fazer dívidas grandes, impagáveis, aí tem perdão, anistia, dessconto, rolamento etc.
11:27 AM  

Blogger ph
COP matou a charada. Os fazendeiros estão sempre endividados. Quando a safra é ótima e os preços, idem, eles não guardam um tostão sequer para os tempos de vacas magras que certamente virão. Porque sabem que o paizão BB irá ajudá-los. Pra mim, é rent seeking! Dinheiro público em benefício de meia dúzia. Coisas do "capitalismo" brasileiro, patrimonialista.
11:40 AM  

Blogger joaohvbf
Reinaldo, concordo com você, mas não com os comentários que vieram no post.
Talvez eles não saibam mas os produtores vem sofrendo há dois anos com essa dívida. Quando da valorização abusiva do real que corroeu qualquer tipo de lucro que os produtores rurais pudecem obter.
Além do mais, nesses dois anos parece que tudo veio junto: real valorizado, péssimas condições climáticas para o plantio, aumento de preços de defensivos agrícolas. Nunca na história "destepaíz" o setor enfrentou uma fase tão ruim.
Ademais, acho que todos sabem das barreiras protecionistas e principalmente dos incentivos de grandes produtores como os EUA. E o produtor brasileiro enfrenta toda essa estrutura internacional desprotegido, mas com a cabeça erguida. E cá entre nós, quem leva este país nas costas são os produtores que apesar de tudo, dão para o país um grande número de impostos, e grande superávit na balança. Oque vem deixar TODOS os brasileiros muito bem obrigado.
Mas é uma pena que o governo do PT, gosta muito de dizer que o Brasil nunca exportou tanta soja passando a idéia de que eles são os responsáveis por essa beleza, mas, na verdade, não conseguem nem ao menos arcar com suas responsabilidades básicas de melhores condições de infra-estrutura no país. E pra quem acha que os preços das commmodities nunca estiveram tão altas, é verdade, mas com o dólar do jeito que está o produtor não tem condições de sair do buraco que entrou sozinho. É realmente todo o setor que sofre as consequencias de um governo irresponsável, os honestos também sofrem.
12:00 PM  

Anonymous marla
O que o setor rural, endividado, vai dar ao governo em troca dessa ajuda? Não a promessa de fechar os olhos à aposentadoria para invasores de terras, espero.
12:23 PM  

Anonymous Anônimo
Às pessoas que trabalham honestamente na agricultura eu quero dizer que sou solidário à vocês. Tomar dinheiro emprestado para comprar máquinas que custam o olho da cara para depois ser esbulhado por esse ou qualquer governo que seja não é admissivel. Assim como não é admissivel que grandes produtores rurais tomem dinheiro emprestado com garantias falsas e muito além de sua capacidade de pagamento para nos bons tempos aumentar e aumentar seu patrimonio e deixar a conta para a viúva pagar. Quem condena as práticas do mst tem que condenar a desses ladrões que mesmo tendo o dinheiro não pagam.
1:31 PM  

Anonymous Eduardo
Caro Reinaldo.pq nao e errado refinanciar os debitos do setor rural.Ano apos ano ,e a mesma coisa,so eles tem este beneficio.Por isto que todos sao contra a privatizacao do Banco do Brasil e da Caixa.Um abraco.
2:30 PM  

Anonymous Anônimo
É MUITO BOM TOMAR EMPRESTADO SABENDO-SE QUE NÃO PRECISA PAGAR PELO EMPRÉSTIMO, NÉ.

AOS ESPERTOS AS BATATAS E PRO RESTO, Ó... TOME MANDIOCA, TROUXA!
3:29 PM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo,
O que é vergonhoso é que, no Brasil, as dívidas nunca são saldadas e o governo vem socorrer à todos. Falta capitalismo de verdade nesse país.
Enquanto não houver cumprimento de contratos, ainda mais estes subsidiados, este país vai ser uma eterna história de faz-de-conta.

abraço,
Fábio Eirado
4:05 PM  

Anonymous Seixas
E tem outra Reinaldão, se o governo se arrogou o dever de proteger a agricultura, que é um setor de produção cíclica e sujeita a todo tipo de catástrofe, inclusive com fundos constitucionais, o governo nada mais está que cumprindo sua função. Função essa que sempre foi pretexto para não discutir a privatização do Banco do Brasil, que é uma empresa ineficiente, corrupta e oligopolista. Qual é a desculpa dos esquerdistas quando se verifica economicamente que o Banco do Brasil é virtual monopolista do financiamento rural, e pratica taxas de juros bastante superiores às que tem condições de fazer, e às que grandes produtores conseguem com instituições estrangeiras? Qual a desculpa dos esquerdistas quando se verifica que a atuação do Banco do Brasil provoca a concentração fundiária?
4:59 PM  

Blogger joaohvbf
É engraçada a teoria de vocês. Antes de tudo, gostaria de dizer que acho que o livre mercado e a concorrência são ótimos mecanismos de nivelação de preços que favoreçem tanto consumidor quanto produtor, mas vejamos, como encarar a concorrência de todos os outros grandes produtores externos que criam barreiras e subsidiam seus produtores? O Brasil não consegue ser competitivo o suficiente, ou melhor, consegue, mas quem arca com as consequências é o prório produtor.
E ai? Onde está a livre concorrência?
Além do mais, alguém tem idéia do capital necessário para se fazer um cultivo descente? E o preço de adubos, defensivos, sementes, transporte, impostos (altamente influenciados pelo câmbio)? O único mecanismo de ajuda ao produtor são os financiamentos, a juros.
E se acontece uma geada em que se perde toda a plantação? Em países sérios o produtor é segurado contra esse tipo de situação. No Brasil? Banana para o produtor.
Concordo que haja produtores desonestos, mas (caindo no lugar comum), em qual setor não há?
Mas, garanto a vocês, estes não estão endividados, e não vão precisar de qualquer mecanismo de ajuda do governo. A maioria das dívidas é do médio produtor, que trabalha a favor do país e do seu sustento.
Se o produtor brasileiro está de tempos em tempos precisando de "ajuda" do governo para refinanciar suas dívidas, é por falta de uma política pública séria voltada para o setor, que é obrigado a dançar conforme a música, não tem nenhum tipo de segurança.
Por fim, o acordo que ai está sendo posto a mesa, NÃO irá perdoar a dívida do setor, apenas dará um prazo maior para que ela seja quitada. Nenhuma pessoa com um mínimo de juízo empresta dinheiro se não haverá um retorno do mesmo com juros e correção.
5:14 PM  

Anonymous Anônimo
Aí, já acho que depende. Primeiro, a renegociação não pode ser uma molezinha de mãe para filho, às custas do contribuinte. Segundo, tem que ver se o agricultor não está envolvido em crimes como trabalho escravo e desmatamento ilegal, por exemplo.
6:30 PM  

Anonymous Anônimo
É de propósito que eles fazem essa confusão entre produtor e agricultor. Para se esconder atrás, por exemplo, dos infelizes brasileiros que produzem rapadura e vão vender na praça do local onde se esfalfam cultivando um sitiozinho. Esses, enganados pela desonesta propaganda institucional,caem na asneira de pedir dinheiro emprestado para comprar insumos básicos e depois descobrem que não têm cacife para suportar os juros do "banco que é de todos"."Juros sociais", mon cul! diria Zazie.Mesmo não sendo produtor rural, tomei uma bela lição quando, ao assistir um Globorural, vi o depoimento de um pequeno agricultor que, respondendo à pergunta de como conseguia tocar seu negócio tão bem, enquanto outros à sua volta estavam vendendo suas terras e desaparendendo disse: " Nunca pedi dinheiro ao banco!"
8:28 PM  

Blogger Paulo
Todo ano é essa ladainha. Engraçado que quando a soja estava no auge eu não ouvi ninguém dizer que ia distribuir os lucros com o contribuinte. Agora já começaram com choradeira. Cadê os lucros das outras colheitas?
Todo mundo vive assim: guarda dinheiro dos tempos de vacas gordas pra não passar aperto em tempos de vacas magras. Exceto os bons e velhos "produtoes rurais" que sempre querem esticar o prazo e dar calote. E o produtor honesto ainda leva tinta. Paga a dívida, fica com menos dinheiro e o vizinho que dá o calote continua com a terra, continua produzindo normalmente e com mais dinheiro no bolso. Belo tapa na cara de quem paga o que deve!
Quem quiser plantar que faça seguro e honre as calças sem enfiar a mão no meu bolso. Se estiver difícil que mude de ramo. Eu não tenho que pagar dívida dos outros.
5:32 PM  

Anonymous Anônimo
OS grandes produtores são responsá
veis por 90% da divida agrícula,
quando a colheita é farta o lucro é so deles, eles aproveitam e compram mais terras para aumentar seu patrimônio,ou seja,casas luxuosas,camionetas cabines duplas,carros para seus filhos,roupas de greefs famosas e escolas particulares para seus filhos estudarem;quando a lavoura dá prejuízo eles simplesmente socializam o prejuizo quém paga o pato,são os pequenos produtores honestos que até vendem suas pequenas propriedades rurais e pagam em dia seus financiamentos de custeios e nos consumidores que não temos aquém nos recorrermos.
6:15 PM  

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