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O MRI (Movimento de Reparação aos Indiodescendentes) vai fazer a sua primeira ocupação. Nossa pauta, vocês sabem, é expulsar do Brasil os eurodescendentes e os afrodescendentes. Onde vocês querem instalar a nossa primeira “aldeola” (versão indígena do "quilombola")?



a – na Vieira Souto, no Rio (no Country Clube, é claro);



b – na Praia do Forte, na Bahia (no resort, é claro);



c – nos Jardins, em São Paulo (no Hotel Fasano, é claro);



d – Nos Lençóis maranhenses (sem o Sarney, é claro);



e – Lá na divisa do Acre com o Peru (Tupã nos livre, é claro)
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"Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem"
Robert Musil em O Homem sem Qualidades

Sexta-feira, Setembro 07, 2007

VEJA 2 – Diogo – Mulá Omar está escondido no BNDES
Desde que o país caminhe para trás, conclui Diogo Mainardi em sua coluna, cabem todos no governo Lula: os amigos e os inimigos. O colunista decidiu prestar atenção às nomeações mais recentes. No BNDES, encontrou Luciano Coutinho, o Mulá Omar da Lei de Informática, que se opunha à privatização da Telebras e da Vale do Rio Doce. Na tal TV Pública, Luiz Gonzaga Belluzzo, sócio da Carta Capital e um dos responsáveis da política econômica de Sarney.
Leia um trecho:
“No mesmo período em que, nos Estados Unidos, a Microsoft introduzia o Windows, a Apple fazia o lançamento do Macintosh e a Intel desenvolvia o 386, o Brasil, seguindo o caminho indicado por Luciano Coutinho, decidia espontaneamente fabricar sucata tecnológica na Zona Franca de Manaus, o Vale do Silício no tacacá.”
Assinante lê mais aqui
Por Reinaldo Azevedo | 03:51

Comentários:

gigoga
A reserva de informática foi uma das coisas mais estúpidas que fizeram com este país! Criaram uma reserva de mercado que não poderia ser atendida por falta de investimentos em tecnologia e um cartel de incompetentes "dominou"o mercado, cobrando o que bem entendia por pirataria tecnológica! Lembro-me que à época, o então presidente da IBM, impedido de construír uma fábrica de médios computadores aqui no Brasil, ironizou: o melhor lugar para abrir uma fábrica no Brasil é no Paraguai. Visionário este presidente!!!!! O mais incrível, era que o que se produziria na tal fábrica seria 90% para exportação!!! Isso numa época em que o dolar era fundamental ao país e nossas reservas inexistiam. Portanto essa fábrica deveria ser recebida com tapete vermelho e banda de música. Um dos mentores desta reserva, foi o senador Severo Gomes. Aquele que o mar tragou em Angra dos Reis junto com Ulisses Guimaraes ! A indústria brasileira sofreu grande atraso, mas se calou, porque era protegida da concorrência internacional e vendia seus produtos anacrônicos por valores absurdos à população brasileira. Quem acabou com a festa foi o Collor. Esse sim, deu um pontapé inicial a modernização do país, a despeito de tudo que aconteceu em seu governo!
9:41 AM  

Paulo Boccato
ERTA FEITA, UM INTELIGENTISSMO LEITOR SEU ESCREVEU :

"NO BRASIL TODO RETROCESSO É POSSIVEL!"
10:26 AM  

Paulo Boccato
GIGOGA;
TAO ESTUPIDA QUE A INTERPRETAÇÃO DA LEI NAO DEIXAVA DUVIDAS...SE TIVESSE UM PRODUTO QUE FIZESSE A MESMA COISA/UTILIDADE NO BRASIL NAO PODERIA SER IMPORTADO.

EXEMPLO (E EU TRABALHAVA COM FOTOGRAFIA A EPOCA):

AQUI NAO SE FABRICOU NUNCA POR OBVIO UMA NIKON, ENTAO PARA IMPORTA-LAS VOCE SOFRIA NA BUROCRACIA DE GOVERNO UMA VEZ QUE PARA ELES AQUI HAVIA 'SIMILAR'...UM DIA LEVEI AOS BUROCRATAS O 'SIMILIAR' PATRIOTICO NACIONAL ;TRATAVA-SE DE UMA KODAK POCKET !

ERA ASSIM ,O QUE FAZIA COM QUE VARIOS PROFISIONAIS DAS MAIS DIVERSAS AREAS SE TRANSFORMASSEM EM VERDADEIROS 'IMPORTRABANDISTAS' PARA PODEREM ATUAR !

ESTE É SÓ UM DOS MUITOS ABSURDOS DE SE VIVER A ALGUM TEMPO NO BRÁZIU !

ACABOU ?

NAO !

OS ABSURDOS DE UMA NAÇÃO FECHADA EM SIM MESMO E QUE RODA,RODA E NAO SAI DO LUGAR SAO TANTOS QUE CANSAM...EXEMPLO :

SE VOCE TENTAR EXPORTAR QUALQUER TIPO DE 'BORDADO MANUAL NACIONAL' CORRE O RISCO DE SER PRESO!

PORQUE ?

ALGUM ILUMINADO RESOLVEU ENALTECER 'AS COUSAS DO BRÁZIU' EM LEI E DECLAROU O BORDADO 'PATRIMONIO NACIONAL' E COMO TAL NAO SE PODE EXPORTAR O PATRIMONIO !!

HOJE TUDO BEM...LETRA MORTA E NINGUEM ENCHE O SACO TIPO CORREIO...MAS TENTASS VOCE A VINTE ANOS ARAS FAZE-LO...PUFF!

CARA !

ISTO AQUI É UM ATRASO !
10:35 AM  

Anônimo
E o gov Itamar Franco manteve a quebra de reserva do mercado para ajudar na implantação do Real.
10:41 AM  

Anônimo
kkkkkkkkkkkkkkkk

Mainardi como sempre desencrava cada uma!!
Nôsso Sherlock Holmes!!
Até hoje não engulo a LEI DA INFORMÁTICA no governo Sarney só para proteger seus amiguinhos !
O pior governo que o Brasil já conheceu de braços dados com Lulla!
Duas múmias do subdesenvolvimento do Brasil! Nóis merece!

Betina
10:51 AM  

Marcos
Minha origem é humilde, e hoje em dia, eu sou um profissional da área de software, com um salário bastante acima da média e uma vida razoavelmente confortável.
Pois bem, o grande lance é que eu comecei na profissão ANTES de ter condições de fazer uma faculdade. E só pude fazer isso porque com o fim da reserva de informática em 92, houve uma profusão de cursinhos introdutórios e após fazer um desses cursos, me dediquei tanto ao assunto, que acabei sendo contratado como instrutor. Daí aprendi a programar, sai de minha cidade do interior, trabalhei em grandes empresas, em projetos para empresas como o BNDES (eita ironia!), como tinha condições para me manter, prestei vestibular para a UERJ (de economia rsrsrs) e hoje sou arquiteto de software chefe em uma empresa de varejo que fatura cerca de 1 bilhão de reais por ano. Daí me pergunto: Onde eu estaria se a reserva de informática não tivesse acabado? Provavelmente seria com muita sorte gerente de uma lojinha em Teresópolis, e olhe lá! Agora pensemos no que esse país se atrasou com os anos de reserva de informática. Só meia dúzia ganhou como o Itaú, a Gradiente (cujo presidente não por acaso apoiou Lula). Enquanto os EUA mostravam que o caminho era software, insistíamos em fabricar clones locais de máquinas ultrapassadas. Muita gente ganhou dinheiro, muitos professores universitários em projetos de reinvenção da roda, mas quem perdeu foi o povo. Uma pessoa que foi responsável por isso não deveria ser premiada com um cargo de tal importância. Pelo contrário, deveria ser investigada minuciosamente, pois quando a estupidez é demais, devemos começar a desconfiar é de ma fé mesmo.
11:04 AM  

Anônimo
Pior que nem no tacacá é, pois o tacacá é paraense. Lá não tem nada. É o vale do suplício.
12:28 PM  

Anônimo
Aposentou-se na UNICAMP para não ser punido pela violação do contrato de trabalho.

06/Abr/2006 - http://www.sg.unicamp.br/cpdi/ATA06Abril2006.pdf
A) Averiguação do Descumprimento do RDIDP: 1) LUCIANO GALVÃO COUTINHO - Proc. N° 01.P.01389. 1974 - 1.1 e Parecer N° 029/2006. A CPDI tomou ciência da aposentadoria do Prof. Luciano Coutinho e encaminhou o processo ao Gabinete do Reitor para providências cabíveis.

O Instituto de Economia, do qual esse Senhor fez parte, tentou conceder título de DOUTOR para ninguém menos que Fidel Castro. É diversão garantida ler os comentários dos "conselheiros" da UNICAMP.

29/Set/1999 - http://www.sg.unicamp.br/pautas/ataconsu64.pdf
... PROC N 01-P-17418/99 em nome de FIDEL CASTRO - Proposta apresentada pela reitoria, por sugestão do Professor Geraldo Di Giovanni, Diretor do Instituto de Economia ...

28/Mar/2000 - http://www.sg.unicamp.br/pautas/ata66consu.pdf
... solicita que a entrada dos integrantes da Anistia Internacional seja autorizada durante a votação do título de "Doutor Honoris Causa" a Fidel Castro para que eles possam se manifestar por que são contrários a isso ...

28/Nov/2000 - http://www.sg.unicamp.br/pautas/ata70consu.pdf
... PROC N 01-P-17418/99, em nome do FIDEL CASTRO RUZ ... 2) Proposta de concessão do título de Doutor "Honoris Causa" ...

15/Ago/2006 - http://www.sg.unicamp.br/pautas/ata1extra2006consu.pdf
... informa que ontem tiveram um Seminário de Planejamento da diretoria do Sindicato, que fez 36 várias discussões, mas também aprovou uma Moção desejando o pronto restabelecimento ao 37 comandante Fidel Castro ...
12:34 PM  

Anônimo
O artigo do Diogo está perfeito. Já que a mídia esquece convenientemente de explicar quem são as pessoas escaladas por esse governo horroroso para assumirem órgão públicos vitais, pelo menos temos o Diogo escarafunchando certas biografias. É bom ficar de olho no tal do Pochman que foi para o IPEA. é outro da UNICAMP (como o Belluzo também)escolhido em comum acordo com o Mangabeira que já está tentando acabar com uma área do IPEA que o governo considera muito tucana. Li isso hoje nos jornais. Realmente é de chorar quando vemos o tipo de esuqerdófilos que estão comandando o país.
7:35 PM  

simplesmente maria
Excelente, o Diogo.

Pena que ele tenha equiparado Microsoft ao MacIntosh. O primeiro sabidamente é um programa roubado do outro. O segundo precedeu o primeiro. E a Apple continua a reinar suprema, com seus programas imbatíveis e exclusivos. Sou uma "convertida", desde o surgimento do primeiro MacIntosh.
8:41 PM  

Anônimo
e o roberto campos a lutar contra essa tr(o)alha toda praticamente sozinho. E a passar por pulha, vendilhão, entreguista! E os "progressistas" a fazer tabelinha com o pior do "nacionalismo" fardado! Para atrasar o país! Conseguiram! Dez anos pelo menos.
12:14 AM  

Marcelo
Olá!

Diogo Mainardi escreveu:

"No mesmo período em que, nos Estados Unidos, a Microsoft introduzia o Windows, a Apple fazia o lançamento do Macintosh e a Intel desenvolvia o 386, o Brasil, seguindo o caminho indicado por Luciano Coutinho, decidia espontaneamente fabricar sucata tecnológica na Zona Franca de Manaus, o Vale do Silício no tacacá."

Há um erro de geografia e ausência de conhecimento quanto à cultura da região amazônica, afinal de contas, o tacacá é uma iguaria típica de Belém do Pará, e não de Manaus. Aliás, muitos manauaras, quando vêm a Belém, cometem o "pecado" de usar colher e/ou garfo para desfrutar de tal iguaria!

E mais, na Zona Franca de Manaus nenhuma tecnologia é fabricada, lá há apenas a montagem dos produtos finais a partir das peças que são feitas no exterior. Os conceitos, técnicas, tecnologia e idéias que realmente trazem à luz tais produtos são todos concebidos na terra-natal de cada uma das respectivas empresas que lá, na Zona Franca, estão instaladas.

Sem dizer que o excerto acima destacado pode causar confusão na cabeça do leitor, pois é de fácil assimilação pelo público leigo, mas não evidencia as realidades tecnológicas brasileira e estadounidense de então - que eram, diga-se de passagem, muito, mas muito diferentes, resultado das escolhas feitas nos governos federais anteriores à década de 1980, sobretudo no período em que houve os grandes empréstimos junto aos credores internacionais.

Até!

Marcelo
12:27 AM  

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