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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Quarta-feira, Agosto 29, 2007

Impunidade 2 – Promotor que matou fica no MP, decidem seus colegas
Por Carolina Farias, na Folha On Line:

As famílias das vítimas do promotor Tales Ferri Schoedl, devem entrar com um pedido de providência no Conselho Nacional do Ministério Público em relação à manutenção de Schoedl na promotoria de São Paulo. O órgão federal é o único com poderes para reverter a decisão do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo, que aprovou nesta quarta-feira a permanência de Schoedl na promotoria.

O promotor é acusado pelo assassinato em 2004 de Diego Mendes, 20, e de também ferir outro rapaz a tiros. Ele está afastado das funções desde o crime, em 2004, no entanto, mantém o cargo de promotor substituto, com salário de R$ 10.500. "Quando as instâncias formais de controle falham a solução é o controle externo. O Conselho Nacional do Ministério Público existe justamente para rever decisões administrativas, que no meu entender, como essa, foram proferidas de forma incorreta", disse o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo César Rebello Pinho.

Por 16 votos a 15, o órgão aprovou a manutenção de Schoedl no cargo, negando o provimento (instrução) da Corregedoria pelo não-vitaliciamento do promotor na função. A votação representa um dos rachas mais evidentes na Casa. O órgão especial é formado por 40 procuradores, dos quais 36 compareceram à votação e 31 estavam aptos a votar.

"Isso sempre causa desgaste, mexe profundamente [com a instituição]. Um dos nossos é acusado disso [crime grave], responde a processo criminal e é absolvido, por um voto, internamente, ou seja, há uma divisão profunda aqui. Claro, nunca foi unanimidade, mas a instituição fica abalada", afirmou o procurador José Roberto Garcia Durand, que presidiu a sessão. Ele afirmou ter votado contra o vitaliciamento de Schoedl.

O procurador-geral não votou no Colégio, já que foi o autor do pedido de expulsão do promotor acusado. "Discordamos da decisão do órgão especial, a Procuradoria e a Corregedoria sempre se manifestaram pelo não-vitaliciamento. Esse colega não tem condições de permanecer na carreira. Entendemos que não foi a melhor decisão", disse Pinho.

Segundo o procurador-geral, o Conselho Nacional deve receber o pedido de providência, analisar e, se acolher, pode anular a decisão administrativa do Colégio e realizar um julgamento em Brasília. Pinho disse acreditar que o conselho possa aprovar o não-vitaliciamento já que é integrado por autoridades de outras esferas e setores da sociedade. Schoedl irá para o Ministério Público no município de Jales (585 km a noroeste de São Paulo) e deve assumir as funções assim que a decisão do Colégio foi publicada no "Diário Oficial" do Estado. "Ele vai trabalhar em todas as áreas. Será tratado como qualquer promotor de Justiça", afirmou o procurador-geral. Com a permanência no cargo de promotor, Schoedl será julgado pelo crime, no âmbito criminal, pelo Tribunal de Justiça. Caso perdesse o cargo, seria julgado como uma pessoa comum, pelo Tribunal do Júri.

Indignação
"O homicídio compensa neste país. Mais que furtar e roubar. A vida não vale nada nessa nossa sociedade, infelizmente". A frase é de Wilson Pereira de Souza, 57, pai de Diego. Além de recorrerem ao Conselho Nacional do Ministério Público, as famílias também devem levar o caso à OEA (Organização dos Estados Americanos). "Esperamos que o órgão [Conselho Nacional] tenha clemência e tome alguma providência. Nem tudo o que é legal pode ser moral", disse o advogado das famílias das vítimas, Pedro Lazarini. Mesmo consternados, os familiares das vítimas afirmaram que não desistirão de tentar destituir Schoedl do cargo de promotor. "Não perdemos a guerra, perdemos uma batalha importante em uma instituição que acreditávamos que fosse minimamente decente", afirmou o pai de Diego.

Voltei
Imaginem este promotor atuando para conseguir provas de... acusação. É brincadeira. Seu salário jamais ter sido suspenso, mesmo quando estava sem trabalhar, já era acintoso. E agora? É este o padrão de moralidade e de impessoalidade que o Ministério Público de São Paulo gostaria de ver, por exemplo, no governo?

O texto acima diz que o promotor é um “acusado” porque se atém à formalidade jurídica. Mas notem bem: ele matou uma pessoa, diante de várias testemunhas. Vá lá. Ele não foi condenado, mas culpado — e se pode qualificar essa culpa — ele é.

Posso até admitir que haja um equívoco ou outro entre os 16 que votaram pela sua permanência — “para proteger o MP”, poderiam dizer. É claro que se trata do contrário. O órgão está sendo exposto ao ridículo.
Por Reinaldo Azevedo | 22:32

Comentários:

Anonymous Anônimo
Discordo, Reinaldão. É impunidade um sujeito ser mantido no cargo enquanto aguarda julgamento, numa situação em que pesam sérios indícios de que agiu legítima defesa? É impunidade proteger a própria integridade?
11:32 PM  

Blogger sergiolgmorais
O problema desse forum privilegiado ou especial ou cara de pau, sob algum fundamento deveria se ater a crimes oriundos da profissão. Se algum crime se justifica.
Agora, um assassino ter especialidade? Só nos país do Berzonievodkka, sei lá o nome do troço.
11:38 PM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo

Eu já não aguento ouvi e ler sobre esse cara. Um dia desses, assisti um comentarista jurídico da Record - Persival (eu tenho horror deste sujeito), que me fez ir atrás do outro lado da história.
A imprensa noticia apenas um lado da moeda. Encontrei os argumentos do promotor, e além do seu depoimento resumido, os das testemunhas no inquérito policial. Serviram para embasar a sua liberdade provisória. Pelo que entendi, ele foi agredido pelos camaradas, tentou se defender, atirou advertidamente, declarando a sua condição de promotor de justiça e que a arma era de verdade. Segundo noticia a peça que li, os rapazes acharam que a arma era de festim. Detalhe: o promotor tem 1,70 e os rapazes têm/tinham uma média de 1,95m. Aí meu fi, como dizem aqui no Ceará: numa hora dessa, não tem jeito. Me solidarizo com a família. Agora, existe um adágio popular que diz: "quem procura acha". Não estou defendendo ninguém. Devemos primar e procurar pela Paz. O promotor tem a prerrogativa do uso da arma. Sua namorada foi molestada. Ele disse que estava com a garota. Os rapazes passaram a agredí-lo. Ele anda de costas para defender. Os rapazes contnuam a agressão. Ele saca a arma. Avisa que é promotor. Um deles (este está vivo me parece), fala que é arma de festim. Continuam....E aí? Jornalismo investigativo, meu querido. Como não sou de Sào Paulo, não estou dentro do furacão, fui atrás.Bom, se é verdade eu não sei. Mas que tem umas três testemunhas, inclusive um dos rapazes que levou um tiro, mostrando que a situaçào não é bem essa delineada nas reportagens, isso aí eu li.
Imagine: você, um cara querido por muitos (hehehe), está no restaurante com a dona reinalda e vem uns camaradas tomar as dores (eles têm 2,0mm)sobre um texto de sua autoria. Eles vão te bater e você não consegue se desvencihar das "crianças". Só existe a faquinha que está sobre a sua mesa para a defesa quase impossível. E aí, meu querido? Vai apanhar sem fazer nada? Sem exercer o jus esperniandi? Então....
A peça que servia de embasamento para a soltura do promotor está à disposição de qualquer um na internet. Ficar só ouvindo um lado da história nào faz parte do show.
HOMEMBOM Fortaleza/CE
11:52 PM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo,

a decisão foi correta. Este promotor errou, sim, por ter ido armado a uma festa de jovens bagunceiros e irresponsáveis (vários deles, por sinal, estavam drogados). Foi punido, como deveria - mas sem chegar à perda do cargo. Ele foi ameaçado de agressão, por rapazes muito mais fortes e em grande superioridade numérica. Somente efetuou disparos após AVISAR que atiraria, após VARIOS tiros de advertência, após FUGIR correndo daquela súcia,e novamente avisar, já cercado e acuado, que finalmente atiraria. Um dos jovens continuou indo para cima dele, mesmo após ser alvejado TRES VEZES!!!! (Levou um quarto tiro e somente aí resolveu parar - e não morreu). NADA, senão balas, podia deter aquele bando. Thales não cometeu nenhum crime e será certamente absolvido na esfera criminal, por legitima defesa (isso já foi admitido por vários desembargadores, na sessão de recebimento da denúncia). O promotor está sendo massacrado por um noticiário tendencioso e a pressão dos pais, que nunca vão admitir que não souberam ensinar limites a seus rebentos.
11:56 PM  

Anonymous Jorge de Azevedo
Reinaldo, até onde acompanhei o caso do promotor ainda não foi transitado em julgado e portanto ele ainda não é culpado de nada.

pelo que vi na imprensa, DOIS rapazes MAIORES do que o promotor mexeram com a namorada desdte, que reagiu ao comportamento dos admoestadores e foi ameaçado por eles. Frenta à ameaça física, o promotor reagiu disparando 12 tiros com a pistola que estava devidamente registrada em seu nome e para a qual tinha o porte legal.

Houve excesso? Ele foi mesmo ameaçado? Quão grave eram as ameaças? Eram mesmo necessários 12 tiros? Por que não fez disparos de advertência? Ou fez? Por que não atirou nas pernas das vítimas? Ele estava embriagado? Estava raciocinando direito?

As respostas à essas perguntas ainda não é de conhecimento público e são cruciais para determinar a justiça neste caso. Eu não me precipito em julgar este caso como injusto.
12:17 AM  

Anonymous Anônimo
Caro Reinaldo Azevedo: sou seu fã de carteirinha, mas não consigo acreditar no que li. Você diz: Ele não foi julgado, mas culpado - e se pode qualificar essa culpa - ele é. Você acaba de julgar e condenar o cara. Como disse um leitor acima, tudo indica que o cara atirou em legítima defesa. Se você acha que deveria ser júri popular, defenda essa idéia, mas não condene o sujeito por antecipação.
12:25 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo, o comentário do HOMEMBOM revela o outro lado da história que não veio a tona ainda.

As próprias reportagens negam isso. Dizem que o promotor disparou 12 tiros. Mas esquecem que ele acertou apenas 4. Por que? O restante dos tiros foi de advertência. Era um grupo de jovens que o ameaçava. A própria ex-namorada do rapaz, arrolada como testemunha de acusação, declarou isso abertamente, mas sequer foi ouvida por qualquer jornal/tevê.

Em linguagem simples: mexeram com a mulher dele; ele xingou os rapazes; eles vieram tirar satisfação em bando; ele se identificou, sacou a arma, disparou tiros de advertência, tentaram agredi-lo e ele revidou.

Será MESMO que o Conselho do MP decidiria nestes termos sem qualquer posicionamento de defesa suficiente ao promotor? Duvido muito. Não estamos falando do Congresso. Não chegamos a esse ponto dentro do MP. Basta lembrar que o mesmo fato não ocorreu com o promotor que assassinou sua esposa (mas encontra-se foragido).

Minha opinião é de que ele NEM deveria ter respondido e sim ignorado. Quem se propõe a andar armado não deve sequer dar chance para que a saque. Mas se ele não tem preparo para isso, não tem controle emocional para suportar, ou sente que deve "defender a honra" da patroa, sinto muito. Não concordo com a tese de homicídio doloso. No máximo, culposo, sinceramente. Deveria ir à júri, mas não vai. Com essa decisão, pela vitaliciedade do cargo que lhe foi conferido, tem direito a foro privilegiado (novamente essa babaquice).

Tem algo torto nessa história propagada pela mídia (lembre da Escola Base). Mas que este sujeito não deveria estar armado, concordo plenamente.
12:34 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo
Desta vez eu sou obrigado a discordar de você, o que é muito raro.
Para o MP era muito mais fácil ser "politicamente correto", demitindo o procurador, ao invés de ir contra toda a opinião pública.
E nós sabemos o quanto a imprensa está tendenciosa ultimamente, basta você ver a cobertura dada para o movimento cansei, invasão da USP, balada boa, etc. É este mesmo setor da imprensa que vem acusando o promotor e pedindo a sua não efetivação. Eu tenho observado um verdadeiro linchamento, se apresentando só a versão de um dos lado. E desta gente eu desconfio sempre de tudo que defendem.
Se houve divisão profunda no MP, isto é sinal de que o promotor deve ter razão, ou você acha que o MP gosta de ser criticado.
Pelo que eu andei escutando no meio jurídico, a discussão não é se o promotor é inocente ou não, mas se era correto ele ir a praia armado, se isto era uma atitude equilibrada para um promotor.
Parece que a legítma defesa foi clara, o promotor foi agredido por um grupo por reclamar de terem mexido com a sua namorada, tentou fugir, mas foi perseguido e encurralado. Deu vários tiros de advertência e como não conseguiu impedir a agressão, só então atirou nos agressores. Dizem que a versão dele foi confirmada por várias testemunhas idôneas.
Assim, parece certo que ele será inocentado no final do processo. E ao contrário do que parece, ser julgado pelo Tribunal é muito pior que ser julgado pelo Júri. Os Desembargadores conhecem a Lei e são muito mais rigorosos que os jurados. Basta você ver o resultado dos julgamentos dos Juízes Nicolau e Rocha Matos.
No Brasil existe a presunção de inocência, se todos os bandidos só são considerados culpados depois de condenados, porque para este promotor seria diferente?
No dia em que o MP deixar de cumprir a Lei e se comportar conforme quer a opinião pública e a imprensa, nós estaremos perdidos.
Eu até compreendo a revolta dos familiares dos garotos, pois perder um ente familiar é muito dolorido. Sendo difícil aceitar que os garotos possam estar errados.
Sendo importante, por isto, que o caso seja julgado por um Juiz neutro, que não deve ser influenciado pela imprensa ou opinião pública, pois estas nem sempre estão certas.
12:51 AM  

Anonymous Pi
Será que os promotores (colegas do tal Tales) querem criar uma "jurisprudência" a fim garantir, que no futuro, estes mesmo promotores possam se beneficiar com seu salário de de 10 mil reais em caso de falta?

Seria uma tradução de corporativismo? Será que aprenderam com o PT, com Renan ou foi uma criação própria.

O país está mal mesmo. Não tinha futuro e faz tempo não tem mais presente.

Pra pior não tem limite.

Pi
2:04 AM  

Anonymous Pi
Só uma coisinha. Eu ouvi que foi em legítima defesa. Defendeu-se bem o tal Tales. Foram 12 tiros só pro causa de um gracejo com a "mina" dele.

Chamem o CSI. O seriado é bem mais sério que isso. Isso não é classificado como legítima defesa nem no Iraque.

Pi
2:09 AM  

Anonymous marina
meu desânimo aumenta
minuto a minuto.
é a lei da selva.
que estabilidade teria
um desequilibrado destes
para exercer esta função ?
é uma piada ( péssima ).
3:35 AM  

Anonymous Anônimo
Eu acho que a imprensa devia divulgar mais a versão do caso para a defesa do promotor... Será que ele realmente não tentou se defender? Não estou defendendo o rapaz, mas é complicado julgar sem saber os fatos... Quantos foram pra cima dele? Se foram vários, poderá ter sido justificado o uso da arma em legítima defesa, dependendo do contexto... Eu acho que deveria ser divulgado mais detalhes do caso e não só a vontade do povo em condená-lo...
7:07 AM  

Anonymous lasp
Reinaldo, a coisa não é bem assim. Este é um caso típico de legítima defesa de um indivíduo contra dois provocadores brutamontes que acharam que pela força física poderiam afrontá-lo. Se houve ou não excesso, cabe à justiça, e não ao tribunal de exceção das Ongs de direitos humanos, julgar.

O que essas organizações querem é a total rendição do indivíduo, não importa que no caso tratava-se de um promotor de justiça, aos agressores, sejam eles invasores de terras, ladrões ou simples vândalos. Se não reagisse como fez, qual a garantia de que o morto não seria ele próprio.

O que poderíamos cobrar é um julgamento mais rápido do caso.
7:23 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo, eu dei uma pesquisada, e, ao que parece, várias testemunhas afirmam que o Promotor deu vários tiros de advertência quando foi perseguido por dois caras de quase dois metros. Mesmo assim continuaram ameaçado-o. O que você faria nessa situação? Não estou condenando nem absolvendo. Só acho que tem que ser dado mais divulgação à versão do Réu para sermos mais justos e cada um fazer o seu juízo pessoal.
7:27 AM  

Anonymous Publius
Acho que se fez justiça. Ele tinha porte legal de arma e atirou para se defender de um bando de jogadores de basquete que o cercou. Se não atirasse, levaria uma surra e talvez não sobrevivesse para contar a sua versão. Não cometeu falta disciplinar e, por isso, não foi demitido. E vai ser absolvido do homicídio, em razão da legítima defesa.

Se aquela doméstica que apanhou dos mauricinhos do Rio estivesse armada e reagisse atirando, não seria legítima defesa? Se o índio Galdino se defendesse com seu tacape não seria legítima defesa? Por que um promotor não pode se defender?
7:33 AM  

Anonymous Sandro Costa
Olá Reinaldo.
Não aguentei e enviei um e-mail ao ministério público de São Paulo.
Segue:

"Olá.
Estou escrevendo para manifestar o meu repúdio quanto à decisão do colégio de procuradores do Ministério Público de São Paulo quanto a decisão do foro privilegiado e manutenção do salário do promotor Sr. Tales Ferri Schoedl.
Manter esse promotor no cargo é mais um absurdo da justiça brasileira. Trata-se de um ato acintoso e inadimissível do ponto de vista moral e ético. Em última instância, o pais de Diego Mendes sustentam o salário do algoz de seu filho através do pagamento de impostos.
A decisão do colégio de procuradoes expõe o Ministério Público de São Paulo ao rídiculo e apresenta claramente o corporativismo da instituição.
Nada me leva a crer que a justiça será feita! Minha confiança nesta instituição esta abalada.
Atenciosamente,
Sandro Costa."

Grato,
Sandro.
9:02 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo

Você cometeu uma falha lógica ao dizer que a ocorrência da morte prova a culpa. Segundo o código penal é possível matar alguém e não ser culpado. Eu ouvi sobre esta notícia na época. O fato dele ter realemnte matando o rapaz (ele nunca negou isto). Não prova a culpa. Ele alega legítima defesa e a situação em que ocorreu a morte é condizente com esta alegação. Há motivos sim para considera-lo "acusado" e não "culpado".
9:06 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo, é raro discordar de você, mas ontem foi julgado um recurso administrativo do Corregedor do MP sobre um fato alheio ao homicídio. Na verdade a "acusação" de ontem era de falta ao serviço no dia dos fatos. Como vc sabe, o homicídio será julgado pelo TJ. MAS, no recebimento da denúncia, rejeitada em parte, o TJ reconhece a iminência da agressão e a legalidade do uso da arma naquela situação. O que se vai julgar é somente eventual excesso, em razão do número de disparos. E o MP excluiu o promotor da carreira. O Tribunal o reintegrou. SE condenado pode sim perder o cargo, aí por força da decisão no processo criminal. A decisão de ontem não tem nenhuma ligação com a acusação de homicídio.
9:22 AM  

Anonymous Anônimo
A decisão em questão expõe as vísceras do MP, ou seja, o MP não passa de um órgão falso-moralista. A lisura, honestidade, probidade que cobra dos outros, ele não exige de seus pares.
Absurdo, também, é admitir um procurador, como muitos outros, que ainda usa fraldas e nem sequer sabe onde tem o nariz. Pior, ainda, dar a esse bebezão uma arma de fogo com registro e porte.
Uma vergonha. Estamos no Brasil
9:39 AM  

Blogger liliane
Fui para o site do Ministério Público e mandei email (em maiúsculas) para o Colégio de Procuradores. Vamos pelo menos encher o saco daqueles fulanos corporativistas!
10:02 AM  

Anonymous Anônimo
Esse é um exemplo de que o crime compensa,infelizmente. Isso só reforça a minha convicção de que tem um pouco de dinheiro, ou autoridade, dificilmente vai prá cadeia mesmo que julgado e condenado.
10:21 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo.- o MP está passando um recado para a população: a justiça está falida, a partir de agora vale a LEI DE TALIÃO. Olho por olho, dente por dente. (justiça com as proprias mãos)
dhs
10:51 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo.- julgamento secreto, portas fechadas, resultado, 16 a 15.-pelo menos um voto a gente ja conhece, foi o voto de minerva.Quem presidio a REUNIÃO SOCIAL-me engana que eu gosto- deu voto para que o assasino continue a ganhar 10.500 por mes e volte a prestar um desserviço a JUSTIÇA(?)
dhs
11:00 AM  

Blogger Maneco
Legítima defesa? Os rapazes baleados não estavam armados.
Uma pessoa equilibrada ignoraria a gracinha dos rapazes com a namorada, ainda assim existindo tentativa de agressão, o promotor deveria sair do local e chamar a polícia para prender os agressores. Se o promotor trabalhasse na iniciativa privada estaria demitido. Como contribuuinte (voz de contribuinte tem peso no Brasil?) não quero pagar o salário do promotor para ficar em casa, pois, não tem nenhuma credibilidade para assumir seu cargo na promotoria.
Esta comprovado, o promotor não tem maturidade para agir sob pressão Na matéria de hoje do jornal A Tribuna de Santos sobre o caso relata:"Durante o estágio probatório, o promotor Thales cometeu infrações administrativas ao carimbar processos com datas posteriores para não comparecer naqueles dias. Ele ainda foi inconveniente ao ir com armas em danceterias."
"Há informações que o acusado se envolveu duas vezes em brigas, portando arma de fogo, com a mesma namorada que foi pivô do crime."
O advogado do promotor Thales é Rodrigo Marzagão filho do secretário de segurança de SP, que abandonou o caso após assumir a secretaria.
11:02 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo.- quero aproveitar teu blog para aconselhar ao povo da localidade onde o assasino for prestar serviço, que se cuidem pq o desequilibrado mental é capas de se defender disparando 12,13 ou mais tiros por qualquer suposta injuria.
dhs
11:04 AM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo.- quem passar proximo ao local onde foi CONDECORADO o assasino, deve usar mascara contra gaz devido ao mal cheiro. Os 15 que votaram e perderam deveriam vir a publico declinar os nomes para que se separassem o joio do trigoque . afinal o MP não é constitiuidos so de safados.
dhs
11:11 AM  

Anonymous Anônimo
E eu pergunto: que moral esses senhores do MP têm agora de processar o estado do SP?
Foram ao nível do chão. Que vergonha!!!
É claro que um bom advogado montou rapidamente toda esta tese de legítima defesa. Com 12 tiros? nem no Iraque... Se ele tivesse mesmo atirado pra cima, e não pra matar, vocês de sã consciência acreditam que os caras desarmados não teriam recuado ou corrido?
Tou ficando velho, mas besta a ponto de acreditar nisso, NÃO!

É a LEI DO CÃO, como a gente chama no Ceará...
11:14 AM  

Anonymous Anônimo
Discrepo...

...famosamente.

O Promotor agiu em legítima defesa diante de uma turbamalta decidida a espancá-lo de forma brutal. Ele podia ter sido mutilado ou até morrer.

Os agressores aproveitaram serem um bando, terem grande altura e força física, para incomodar uma acompanhada moça e perseguirem a ela e ao namorado com ameaças e violência.

Como bem cá exposto, só com um instrumento poderiam o Promotor, a Sa Sirley e o Sr Galdino impedir as covardes agressões.

Caso os covardões cumprissem o intento de surrar o Promotor e talvez a namorada, quem sabe até a morte, isto se tornaria um libelo contra brutamontes. O Promotor sobreviveu a uma situação potencialmente fatal da qual não se livraria de outra forma.

Ontem vi um reportero da band a entrevistar o brutamontes vivo. O reportero falava normalmente para a câmara. Ao estender o microfone para o incomodador de alheias namoradas ele teve de estender o braço muito acima da própria cabeça para que a voz do intimidador fosse ouvida.
11:18 AM  

Anonymous Anônimo
Somos todos idiotas mesmo! É o verdadeiro salve-se quem puder!
11:26 AM  

Anonymous André Cajarana
Pois é, Reinaldo!!!Esse promotor será enviado para uma pequena cidade do interior, como se fosse para "esconde-lo" da opinião pública. Acontece que EU MORO nessa cidade e garanto que a população está EMBASBACADA com a notícia de que pode ter entre os representantes do povo, um acusado de assassinato.Há expectativa de que haja um protesto na cidade. Há também a intenção de que algumas lideranças locais abordem o governador José Serra, que visita a cidade, para que ele intervenha.
Se quem mora em cidade grande já se sente menosprezado, imagina quem é tratado como A LATA DE LIXO" DO PODER PÚBLICO.
11:43 AM  

Anonymous Anônimo
Lynch Law


O que ora ocorre é um linchamento petralha do Promotor, movido pela record em TODOS os seus programas, por aquele que dá pena (que é lulista declarado), e por petralhas que só insistem em condenar o Promotor sem registrar a defesa, a pedir o desarmamento, o capitulacionismo e a cabeça de quem não se submete.
11:52 AM  

Blogger Maneco
Anônimo das 11:18hs,
Se houvesse uma turbamalta como voce se refere aconteceria o seguinte:
Acabando a munição da arma do promotor a turba pegaria o promotor, isso não aconteceu porque o promotor foi preso na casa dele, conseguiu fugir do local após o crime.
O promotor levou a sério a suposta gracinha dos rapazes com sua namorada, porque estava armado, se não tivesse armado teria ido embora quietinho.
12:00 PM  

Anonymous rocket
Errata: onde houver espírito-de-corpo entenda-se espírito-de-porco, sem querer ofender os nobres suínos que dão suas vidas para o deleite do nosso paladar. Vergonha!
12:19 PM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo você precisa aprofundar este assunto. Veja que em varios locais o seu blog é o unico em que a defesa do "promotor" se manifesta, inclusive usando a velha tatica de atacar a vitima.
Este fato desmonta a tese da superioridade das elites.
ESte é o problema do país em que vivemos, e este problema é muito grave.
O país esta irremediavelmente dividido. As mesmas pessoas que defendem a condenação dos mensaleiros ou de Renam Calheiros, se sentem a vontade para defender este "promotor".

A questãonão é a impunidade, a questão é o priviligio. O capitalismo é o regime de maior igualdade, por isso não deu certo no Brasil. Aqui todos defendem a concorrencia, o mérito, a igualdade, sempre quando o seu interesse é favorecido.
12:41 PM  

Anonymous Anônimo
Maneco das 12

Discrepo.

Os tiros os demais afugentaram.

Tempo houve para a do agredido retração.

Existiam mais agressores.

Há uns 4 quatro anos houve um choque entre retrovisores externos de 2 dous carros. O motorista de um foi bater nos 4 quatro brutamontes mais jovens do outro carro. Apanhou até morrer.
12:49 PM  

Anonymous Anônimo
Cada instituição no Brasil tem uma justiça própria.

(R)
12:50 PM  

Blogger Luiz Roberto Lins Almeida
Reinaldo, no site migalhas jurídicas já disponibilizaram faz algum tempo, tanto a denúncia quanto a defesa do promotor. Há inclusive citações interessantes dos depoimentos.
Pelo que lá consta, ele não atirou pelas gracinhas, mas porque pediu para os jogadores de basquete pararem e eles avançaram contra ele.
Ele realmente poderia ter ido embora quietinho, mas não era uma obrigação...
Não quero dizer que ele seja inocente,nem o estou defendendo, mas com essas informações dos depoimentos eu fiquei um pouco na dúvida sobre o que realmente ocorreu.
Quanto a continuar recebendo, só deixa de ganhar depois da sentença transitada em julgado.
Só uma opinião.
Abraços e Keep Walking!
1:02 PM  

Blogger emorush
Oi Reinaldo,

É o seguinte: Suponhamos que a versão do promotor seja real, que os rapazes estavam realmente amaeaçando-o e desrespeitando sua namorada. Sunponhamos que ele tenha dado vários tiros de advertência. Suponhamos que um do rapazes tivesse sacado uma arma... Ai sim, o promotor teria o DEVER de atirar para matar, afinal não haveria condições de ficar mirando uma parte não letal do corpo. Agora, se eles estavam desarmados, nada justificar o "atirar para matar". Ele poderia, sim, atirar, se não houvesse alternativa outra, no sentido de deter a agressão, nas pernas dos supostos agressores, por exemplo. Ai sim, seria a morte uma conseguqncia, se fosse atingida a veia femural, por exemplo, se mirasse nas pernas dos sipostos agressores.
1:04 PM  

Anonymous Jose marcos
Fica difícil acreditar na tese de defesa do promotor quando se vive no país da Carteirada, do Sabe-com-quem-está-falando?, etc... Aliás, alguém ainda se lembra do juiz que matou a queima-roupa um segurança de super-mercado no Ceará ???? Alguém que tem licença para matar, ops, esse é o 007, alguém que pode andar armado porque é procurador e a todo instante ameaçar quem esta olhando pra namorada/ ou qualquer outra coisa, avisando a todos QUE É PROCURADOR E QUE VAI DAR TIRO, é o que faz este país ser o que é: um monturo social fétido
1:43 PM  

Anonymous Anônimo
Bem, boa ou má, a decisão faz parte do jogo. Democracia é isso, cumprir as leis.

Apesar de tosca, claro, é algo que deve ser respeitada a decisão.

Vivemos num momento em que as instituições são solapadas por quem por elas deveria zelar. Acho que cumprir a lei, mesmo lei besta como essa, é bom sinal...
2:08 PM  

Blogger Flávio
Prezado Reinaldo:

Não conheço o processo criminal, mas é possível que o jovem Promotor de Justiça seja absolvido pela legítima defesa.
Nesse caso, crime não praticou nem se portou pela cartilha dos corvardes e pusilânimes.
Flávio de Oliveira Santos
3:10 PM  

Anonymous Anônimo
A versão do promotor é possível.

Vamos ver o que ele narra: Ele estava sendo perseguido e atirou para cima várias. É perfeitamente possível e até provável. Certamente se ele tivesse atirado inicialmente em direção aos rapazes, estes teriam parado. Não haveriam 12 disparos, pois ele sabe atirar, e teria acertado alguém nos primeiros disparos.

Também faz sentido que ele tenha parado de atirar para cima e atirado nos rapazes. Suas balas estavam acabando. Se não os detivesse nesse momento, ele provavelmente estaria morto, e sua acompanhante violentada e morta.

Também faz sentido que os rapazes não o tenham conseguido alcançar. Uma vez que um de seus colegas foi morto, eles pararam para atende-lo, sem saber se estava apenas ferido ou morto. E tiveram medo de serem eles próprios mortos (provavelmente não contaram os tiros).

Faz sentido que ele tenha atirado para matar. Ele só tinha as últimas balas. E atingir o tronco é muito mais fácil do que atingir um membro. Só um atirador excepcional tentaria, talvez, atingir um membro de um agressor em movimento, estando ele próprio situação de grave risco da sua própria vida.

Não há nada de incongruente na versão dele. O único porem contra o seu comportamento é, talvez, uma certa infantilidade no início do episódio (mas infantilidade não é o mesmo que assassinato). Mesmo isto é duvidoso. Eu não estava lá, não posso acusa-lo nem disto.
3:16 PM  

Anonymous ric@rdo fernandes
Reinaldo, pretendia discordar de você em um texto um pouco maior, mas muitos outros leitores já manifestaram o que eu queria dizer vou ser mais sucinto.
Vivemos em um estado de direito, as pessoas, mesmo acusadas, são inocentes até que se provem o contrário.
Quanto ao caso, sinto muito que alguns daqueles arruaçeiros tenham morrido, mas eles talvez tenham merecido.
Quem decide a culpa ou inocência de alguém não somos nós, mas os juízes.
Podemos criticar a maneira que se julga ou é conduzido um caso. Mas condenar uma pessoa sem saber, ou analisar, das circustâncias que ocorreram é algo que costumo ver apenas em petistas (se é empresário ou classe média já é culpado).

Da mesma maneira que protestei, em vários sites, contra uma condenação antecipada aos pilotos americanos que bateram no avião da Gol, protesto contra a condenação antecipada de uma pessoa que pode ter agido apenas em legítima defesa.
3:39 PM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo,

Você é o melhor cronista do infeliz cotidiano de nosso país, mas errou feio. Sugiro que você leia as peças do processo disponíveis na internet. Todos os depoimentos das testemunhas (exceto a de um dos jovens agressores, que, aliás, mudou o seu depoimento) são incontestes em afirmar que houve, sequencialmente: uma provocação ao promotor, uma (legítima) retorsão verbal deste, uma ameaça por parte dos agressores, uma tentativa de dissuadí-los por parte do promotor, o início de uma agressão física dos "jovens", disparos de advertência do promotor e, por fim, disparos deste contra aqueles. Se isso não é legítima defesa, não sei mais o que é. Ninguém é obrigado a apanhar de playboys; à exceção dos totalitarismos islâmicos, todos os sistemas jurídicos do mundo dão ao agredido o direito a defender-se com o que quer que tenha às mãos. O Sr. Thales Shoedl tinha uma pistola (seu direito, consagrado pela Lei Orgânica do Ministério Público), e pura a simplesmente repeliu a agressão injusta que ele e sua noiva estavam na iminência de sofrer.

De seu admirador,

Jdanov.
6:19 PM  

Anonymous Anônimo
Prezado Reinaldo:

Sou teu admirador e ávido leitor. Leio teu blog todos os dias, pelo menos duas vezes, sempre recebendo informações e pensamentos que me engrandecem.
Todavia, por óbvio, nem sempre concordo contigo e hoje, ao ler o artigo "Impunidade 2 – Promotor ...", constatei um desses raros casos de saudável discordância.
Elenco, a seguir, diversas razões que amparam meu ponto de vista, algumas genéricas e outras específicas: 1) em nosso país, por enquanto, vigora o Estado Democrático de Direito (sempre incansavelmente defendido por você); 2) o Promotor tem uma tese defensiva bastante razoável, que merece ser analisada com imparcialidade antes de ser tachado de "assassino", como parte da mídia anda fazendo. 3) O Ministério Público apenas analisou a atuação funcional do Promotor, que nunca foi posta em dúvida. A questão criminal caberá ao Poder Judiciário analisar; 4) você é favorável ao foro privilegiado em determinados casos (concordo contigo). Me parece evidente que um Promotor ou Juiz não pode ser julgado (e cumprir pena) nos mesmos locais e termos que um cidadão normal. Pense: como seria o julgamento, por ex., de um Juiz julgando um colega de mesma hierarquia. Teria ele isenção? Poderia um Juiz ou Promotor cumprir pena em um presídio junto com criminosos por ele condenados? No caso de um Júri, teria um jurado condições de julgar o Promotor de sua cidade? E se ele teve algum interesse contrariado pela atuação do Promotor, por exemplo, em razão de uma ação civil pública por ele ajuizada para defender o meio ambiente, um direito de consumidores da Comarca, questões da Infância e Juventude, etc. Observo que não estou falando de ter o Promotor ajuizado ações diretamente contra o jurado (casos de impedimento ou suspeição), mas de ter, de forma indireta, atingido interesses do jurado, de seus parentes, amigos, etc. Em comunidades pequenas tais circunstâncias são corriqueiras. 5) a mídia se engana quando pensa que o Tribunal do Júri seria mais rigoroso do que o Tribunal de Justiça. Tendo eu uma grande vivência em torno de Júris, posso afirmar que o julgamento popular é muito mais favorável à defesa. Isso porque os jurados julgam com a emoção, podendo contrariar a prova dos autos, e os Juízes Togados se restringem à análise técnica. 6) A tese de legítima defesa do Promotor apresenta enorme razoabilidade. Estava ele em total inferioridade numérica contra um grupo de jovens fisicamente muito maiores. Ainda que tenha sido ele culpado por uma provocação ou discussão inicial, era exigível que ele aceitasse um espancamento (para dizer o mínimo)? Note que a mídia tem falado em 12 tiros, porém a maioria destes não atingiu as vítimas (ou agressores). Caso queiras aprofundar a questão, segue um link com a defesa apresentada pelo Promotor: http://www.migalhas.com.br/mostra_noticia.aspx?cod=9760
Finalizo, Reinaldo, reiterando que sou grande admirador do teu trabalho e peço que continues a lutar para defender teus pontos de vista, que normalmente são também os meus.
Luís Felipe,
Porto Alegre – RS.
8:52 PM  

Anonymous Anônimo
Reinaldo, sinceramente desta vez vc foi precipitado. Por caso vc leu as alegações da acusação e da defesa p/emitir um juízo de valor? Creio que vc só sabe do caso pela imprensa. Vc não acha que, por mais remota que seja a hipótese, não há a possibilidade do prmotor ter agido em legítima defesa? O corporativismo é a desculpa esfarrada de ocasião. Será que os desembargadores e os procuradores, que conhecem a lei e os argumentos de ambas as partes, não podem estar certos de que o caso se trata de legítima defesa? Olha se um cara me mostra a arma eu saio correndo. Acontece não foi o caso, pois as "vítimas" correram atrás do promotort, sendo que um deles se atracou com o Thales e tentou retirar a arma dele. E se retirasse? Com certeza a machete seria: jovens roubam arma e matam promotor no litoral paulista. É preciso prudência antes de se condenar antecipadamente alguém. Forte abraço!
11:30 PM  

Anonymous Anônimo
Outra situação que traz desalento e nos põe indignados.
Bom, mas no momento que a consciência desse réu despertar, não quero estar na pele dele. Viverá um inferno em vida por muito tempo. Nada vai remediar seu sofrimento... É a justiça divina agindo a seu modo... Coitado!

Ciça
10:52 AM  

Anonymous Anônimo
Isto não é novidade nesse país acontece de tudo e era de se esperar uma decisão dessa...
Somente sinto saber que meu dinheirinho está sendo usado para dar mordomias há pessoa não merecedora. Passei a vida toda trabalhando (41 anos), educando, ensinado, dando exemplos e hoje não tenho recursos para pagar uma academia para manter a forma ou seja preparar para melhorar a saúde para num futuro não dê trabalho aos familiares que irão cuidar de mim.
É isso aí essa é a verdadeira inversão de valores...
3:11 PM  

Anonymous Anônimo
Olá Reinaldo,

Não sou leitora assídua, mas estava justamente pesquisando esse assunto para poder me posicionar melhor quando descobri esta página.
Ao saber da decisão, o meu primeiro sentimento foi de repulsa. Execrei o Promotor Thales Ferri, enviei vários e-mails ao MP/SP e CNMP.
Como cidadã, expus minha opinião e anseios.
Após uma pesquisa exaustiva, pude reformular melhor o meu posicionamento sobre o caso.
Atualmente, após ler os argumentos de defesa e opiniões isentas de pessoas que testemunharam o crime, constatei que o Promotor Thales obviamente é um assassino, haja vista ter tirado a vida de um rapaz. Porém vejo com mais clareza que a tese de legítima defesa não é tão absurda quanto eu a considerava num primeiro momento.
Ficou incontroverso que não foram somente os gracejos que motivaram a ação do Sr. Thales, pois os mesmos ocorreram preliminarmente aos disparos. Pelos testemunhos, ficou claro que os rapazes foram até o promotor, numa atitude de acuá-lo, quando o mesmo sacou de sua arma e identificou-se. Acreditando trara-se de um blefe, as vítimas não se intimidaram e foram para cima do Promotor. Ora, não creio razoável exigir que o mesmo heroicamente quedasse inerte num momento como esse.
Assim, analisei os dois lados da situação. Não acho razoável a atitude do promotor, que deveria ter ignorado os gracejos, todavia, diante da sucessão dos fatos, acredito na tese da legítima defesa levantada. Até por que tenho um amigo que foi espancado até a morte em Brasília, há aproximadamente sete anos atrás e talvez o Promotor estivesse na mesma situação.
Independente de sustentar a tese da legítima defesa, entendo que o Sr. Thales deve ser exonerado do cargo, pois, mesmo sob o manto da legítima defesa, ele MATOU e isso o incompatibiliza com o desempenho das funções de promotoria, vez que não o credencia a acusar qualquer pessoa que tenha a mesma conduta.
Enfim, essa é a minha opinião.

Simone
2:58 PM  

Anonymous Kleber Cordeiro
"Ele não foi condenado, mas culpado — e se pode qualificar essa culpa — ele é". Não sei se entendi bem o que você quis dizer com isso, mas quero afirmar que nem sempre o culpado deve ser condenado, meu caro.

No direito penal existe as excludentes de ilicitude tais como a legítima defesa, o exercício regular do direito e o estado de necessidade. Se alguém comete um crime, mas em virtude dessas condições, há culpa, mas não há a ilicitude do ato.

Eu acho que faltou um pouco mais de pesquisa ao autor deste texto, pois consta nos autos depoimentos de testemunhas comprovando a legítima defesa de Thales.

Consta nos autos, RICARDO LIMA, amigo de Felipe e Diego, em depoimento à polícia:

“A discussão era forte e se falava alto, dando a impressão de que estavam bem irritados. O rapaz recuava e Felipe ia em sua direção caminhando; Diego se aproximou, junto-se com Felipe e os dois continuaram a caminhar em direção ao rapaz. Os três discutiam forte e Thales (pessoa que não conhecia) sacou uma arma. Diego e Felipe não levaram a sério. Alguém disse que a arma era de brinquedo. O Thales atirou em direção de Felipe e Diego, no chão . Logo depois do disparo o depoente se afastou para um canteiro que ficava no meio da rua. O Diego e o Felipe continuaram a andar em direção de Thales que recuava com a arma na mão, olhando para eles e com passos para trás. Thales continuou a recuar até encontrar uma placa de sinalização quando a contornou. Thales voltou a atirar para o chão mas não sabe dizer se foi em direção aos rapazes; ele atirou uma única vez.
Thales atravessou a rua, superando inclusivamente o canteiro divisório, para posicionar-se na calçada oposta. O depoente se colocou do outro lado, ou seja, na outra calçada. Diego e Felipe foram em direção a Thales mas não sabe dize se falavam alguma coisa.
Diego e Felipe superaram o canteiro divisório e começaram a se aproximar de Thales que estava na calçada. Neste momento, Thales atirou contra eles várias vezes.”


Mais no meu blog (link no meu nome)
7:19 PM  

Anonymous Anônimo
Quem teve acesso ao processo, sabe muito bem que foi em legítima defesa! Pois foi perseguido, infelizmente ocorreu os fatos narrados ...
Por correr em segredo de justiça, não é possível a divulgação do mesmo.
Lamentavelmente a imprensa distorce os fatos...e consegue manipular a opinião pública!!!
Que e a mesma que coloca o Sr. Franklin dos teclados em Brasília...
9:06 AM  

Anonymous Anônimo
Esse caso é uma vergonha para nosso país de toda a sociedade. Se fosse uma pessoa qualquer, com certeza ja estaria apodrecendo na cadeia, e o cara (um HOMICIDA) só porque é promotor, matA uma pessoa friamente na frente de muitas testemunhas e nem sequer foi julgado ainda, e o pior, exercer a função como se nada houvesse acontecido e ganhando um salário que muitos pais de familias honestos levaria um ano no mínimo para ganhar. VERGONHOSO, DESUMANO, COVARDIA...IMORAL. um verdadeiro desrespeito para com a sociedade.
11:19 PM  

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