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O MRI (Movimento de Reparação aos Indiodescendentes) vai fazer a sua primeira ocupação. Nossa pauta, vocês sabem, é expulsar do Brasil os eurodescendentes e os afrodescendentes. Onde vocês querem instalar a nossa primeira “aldeola” (versão indígena do "quilombola")?



a – na Vieira Souto, no Rio (no Country Clube, é claro);



b – na Praia do Forte, na Bahia (no resort, é claro);



c – nos Jardins, em São Paulo (no Hotel Fasano, é claro);



d – Nos Lençóis maranhenses (sem o Sarney, é claro);



e – Lá na divisa do Acre com o Peru (Tupã nos livre, é claro)
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Reinaldo Azevedo

"Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem"
Robert Musil em O Homem sem Qualidades

Quinta-feira, Março 08, 2007

No Podcast do Diogo: Ruy Castro, Hezbollah, Janine e o torresmo
Entra no ar daqui a pouco o novo Podcast do Diogo Mainardi, de que antecipo um trecho:

“Uma menininha foi morta por uma bala perdida no Morro dos Macacos, no Rio de Janeiro. Isso aconteceu durante um tiroteio entre traficantes e policiais. Os traficantes usam os moradores dos morros como escudos humanos. É o Hezbolah carioca. Aconselho os parentes da menininha baleada a procurar Ruy Castro. Um dia antes do crime, ele comemorou o fato de que o Rio de Janeiro ocupa um reconfortante centésimo sétimo lugar entre as cidades mais violentas do Brasil, bem atrás de Colniza, Juruena e Coronel Sapucai. Como um perfeito mensaleiro petista, Ruy Castro creditou a má imagem do Rio de Janeiro à imprensa. No fundo, é culpa da Veja. É sempre culpa da Veja.
Renato Janine Ribeiro é diferente de Ruy Castro. Em vez de comemorar o caráter bondoso dos cariocas com uma Coca-Cola light e um pratinho de torresmo no bar Jobi, ele preferiu defender a tortura e a pena de morte contra determinados tipos de criminosos. A idéia de Renato Janine Ribeiro gerou um debate rasteiro sobre como um intelectual deve se posicionar diante de um assassinato. Eu respondo: um intelectual deve se posicionar diante de um assassinato da mesma maneira que ele se posiciona diante de um pratinho de torresmo. É melhor pedir a conta e ir embora.”
Por Reinaldo Azevedo | 16:56

Comentários:

Anônimo
Alguém devia contar ao Bushinho que quando ver bandeira vermelha são people da turma do Apedeuta.

Será que ele sabe disto?

Deveria saber...
5:39 PM  

homo sapiens
Os vermelhos são assim mesmo, Reinaldo. Primeiro, um deles, hoje já em "outra", chamado Leonel Brizola, certo dia, quando governava o Rio de Janeiro pela segunda vez, retirou a Polícia do Morro e proibiu ela de subir lá e caçar os bandidos. Hoje, diante da tragédia, do caos e do teatro de guerra em que os bandidos transformaram, não só o Morro, mas toda a antiga Cidade Maravilhosa, um outro vermelho, Ruy Castro, quer nos convencer que o retrato em preto e branco, sujo de sangue, é só uma fotografia colorida de rara beleza... Ou seja, para os vermelhos, de ontem e de hoje, o crime está nos olhos de que vê a fotografia, e não na realidade dos que são obrigados a viver na trajetória das balas perdidas e das balas dirigidas! Coisa de vermelhos, Reinaldo! Coisas de vermelhos, infelizmente...!
5:46 PM  

Carlos
O bom é que a irrelevância dos intelectuais brasileiros só se compara com a megalomania deles.
5:51 PM  

Anônimo
A culpa não é da VEJA.
A culpa é de quem não vê.
A culpa é de quem não investe na Segurança Pública e ao contrário, corta gastos na área.
A culpa é do governador medíocre que defende a legalização das drogas e do aborto!

Jp
5:59 PM  

Mel
Quando Diogo Mainardi anunciou que viria para o Brasil, para o Rio de Janeiro, fiquei preocupada.
Mandei um email para Mainardi e disse que tudo o que era bom, vindo para cá, estragava.
Mainardi não estragou, não tem como. Hoje eu sei.
Diogo Mainardi é um de uma turma de sujeitos formidáveis que nos apareceram nos últimos tempos.
Dá esperança, reconforta.
Reinaldo, vc é um formidável da turma.
Obrigada, Diogo Mainardi.
Obrigada, Reinaldo Azevedo.
7:52 PM  

Orfeu Lima
Porque culpar Brizola de tudo isso que está ocorrendo hoje em dia no Rio?
Eu morava lá naquela época.
Era cabeludo e não tinha um dia sequer que não era parado pela polícia na rua somente para encher o saco e arranjar um troco.
Cocaína hoje em dia é chamada de Brizola, em razão da Neuzinha sua filha que era muito louca e não parava de aprontar.
Se o seu governo tivesse sido tão ruim como tentam imputar, não teria sido duas vezes prefeito.
Isso não passa de marcação barata de alguns que acham que todos são iguais.
Não o são não senhor.
O problema do Rio está no asfalto consumidor, na Vieira Soto seu QG e de alguns que já habitaram Brasília.
Não devemos ser radicais ao analisar as coisas.
São épocas diferentes e pessoas também diferentes.
A coisa deve ter piorado muito com o humanismo militante do Garotinho, que não se difere muito com a do molusco, que no fundo fez muito pior que o Brizola.
Naquele tempo, ele só estava querendo combater os abusos da polícia não só ao subir o morro, como também no achaque criminoso que faziam pelas ruas.
Existe muito falatório maldoso contra Brizola.
E não me venham falar de estar apetralhando as coisas.
Paremos com mistificações para arrumar culpados dos erros cometidos às vezes por muitas pessoas que não sabem fechar o narizinho e deixar de fumar seu baseadinho.
8:02 PM  

Mel
Orfeu,

Rim discordar de vc, mas discordo.
Eu morei no Rio durante o período Brizola. Pior, trabalhava em TV.
Neusinha, vc tem razão era uma bandeira e tanto.
Você lembra do "Brizola na cabeça", lembra? Sabe o que significava?

Quem faz governantes no Rio de Janeiro é sempre a mesma turma, a mesma que elegeu Cabral. O mesmo Cabral que mesmo diante de tudo o que estamos vivendo, vem falar em liberalização da droga...
Aqui não se pensa droga como maconha, os caras querem droga, qualquer uma: leve, pesada, pesadíssima.

A coisa toda é muito séria.
Brizola briu a porteira.
Perderam o cadeado.

Brizola deve ter feito alguma coisa boa,claro, todo mundo faz uma na vida, mas que isso tudo tem a digital dele...tem.
Tem Vieira Souto e tem Maré, e tem ex Secretário de Segurança do Estado acusado de associação ao tráfico [hj o homem é deputado!], e tem pizzaria 5 estrelas mandando carne recheada de cocaína para o exterior e tem beira mar passeando de jantinho.
Tem de tudo. Aqui falta inocente.
9:53 PM  

Mel
Esta postagem foi removida pelo administrador do blog.
9:54 PM  

Anônimo
Como sempre digo só o tempo vai nos livrar dessa gentalha. A morte purifica. Tic-tac, tic-tac, tic-tac.
9:58 PM  

Anônimo
Orfeu Lima disse...
Porque culpar Brizola de tudo isso que está ocorrendo hoje em dia no Rio?
Eu morava lá naquela época.
Era cabeludo e não tinha um dia sequer que não era parado pela polícia na rua somente para encher o saco e arranjar um troco.
Cocaína hoje em dia é chamada de Brizola, em razão da Neuzinha sua filha que era muito louca e não parava de aprontar.
Se o seu governo tivesse sido tão ruim como tentam imputar, não teria sido duas vezes prefeito.
Isso não passa de marcação barata de alguns que acham que todos são iguais.
Não o são não senhor.
O problema do Rio está no asfalto consumidor, na Vieira Soto seu QG e de alguns que já habitaram Brasília.
Não devemos ser radicais ao analisar as coisas.
São épocas diferentes e pessoas também diferentes.
A coisa deve ter piorado muito com o humanismo militante do Garotinho, que não se difere muito com a do molusco, que no fundo fez muito pior que o Brizola.
Naquele tempo, ele só estava querendo combater os abusos da polícia não só ao subir o morro, como também no achaque criminoso que faziam pelas ruas.
Existe muito falatório maldoso contra Brizola.
E não me venham falar de estar apetralhando as coisas.
Paremos com mistificações para arrumar culpados dos erros cometidos às vezes por muitas pessoas que não sabem fechar o narizinho e deixar de fumar seu baseadinho.

8:02 PM
_______________
espera ae então...deixa eu entender sua teoria.

Vc disse:
"Se o seu governo tivesse sido tão ruim como tentam imputar, não teria sido duas vezes prefeito."

Então pra vc o Maluf e o Lula fizeram bons governos...

Entendi....

Olha só Orfeu, nada pessoal, mas os cariocas vem mostrando nas últimas eleições que NÃO SABEM VOTAR.

Garotinho, Rosinha e Sérgio Cabral comprovam a minha tese... ou não?

Jp
11:16 PM  

Orfeu Lima
Esta postagem foi removida pelo autor.
11:39 PM  

Jp
Orfeu,
aguardo sua resposta sobre meu comentário das 11:16 PM, OK?

Jp
12:39 AM  

Orfeu Lima
Jay Pee

Is that you my friend?

Não vem com Orfeu disse... pra cima de mim não cumpadi.
Estou falando de quem eu sei por intermédio de pessoas da minha família que o conheciam.
Não se trata de teoria.
E JP, sou muito mais do mundo do que do Rio de Janeiro; só nasci lá.
Fazem mais de dez anos que nem ponho o pé lá.
Saco meu irmão.
E para mim a única coisa que restou do Rio são suas lindas paisagens e algumas mulheres indescritíveis e únicas.
Nunca votaria em nenhuma dessas pessoas por não ser nenhum idiota; apesar de alguns pensarem diferentes.
Já sabia do Garotinho bem antes dele tentar algo no Rio de Janeiro.
Meu ex-chefe era de Campos.

Na falta de coisa melhor a se escolher escolhe-se o menos pior, não é?

Não foi assim que muitos intelectos avermelhados votaram na última eleição?

Um abraço
1:28 AM  

Orfeu Lima
Oi Mel

Também sei de tudo isso.
Mas para mim o sentido foi aquele.
È muito difícil governar e acertar em tudo.
Diria até que impossível.
Naquele tempo Mel, estavam todos a reclamar muito da polícia. Lembra-se?
Mas que usaram isso contra e a favor de Brizola usaram.
Infelizmente o Rio se transformou naquilo.
Com certeza a culpa é de má gestão pública; especialmente em segurança.
Isto que você falou dele ter aberto a porteira e depois terem jogado a chave fora.
Eu sinto muito pelo Rio e pelo coitado do Brizola que continuo a afirmar que era de esquerda, mas não era nenhum picareta.
Sempre temos que arrumar respostas para tudo.
Mesmo que elas às vezes não existam.
Quem sabe esta não seria uma das perguntas não respondidas pelo Brizola?
1:56 AM  

antonio pau
Já vi tantos políticos pela vida afora que não roubavam, mas deixava os amigos roubarem.
Era o caso do Brizola, para quem o Poder e a idolatria eram sua maior recompensa.

Esse Brizola também foi uma das sementes mais emblemáticas do populismo criminoso que assola o Rio de Janeiro.

Se poderia chamá-lo de decano dos populistas ou patrono do populismo que inferniza a vida dos cariocas.

Sem dúvida, se os drogados, traficantes e bandidos de todos os tipos forem justos, deveriam homenagear o Brizola exibindo um grande retrato dele nas paredes das suas casas e dos seus covís.
8:50 AM  

Orfeu Lima
Antonio Pau

Tudo bem.

Populismo era marca registrada dos políticos daquela época.
Nunca vi, nem nunca pedi nada para o Brizola apesar de aqui estar a defendê-lo.
Também não sei se deixava roubar.
Sabe-se muito bem da enorme dificuldade de se combater a corrupção não só na política com na iniciativa privada também.
Ninguém é santo até passar pelo crivo do purgatório; e atacar sempre foi muito mais fácil e gostoso do que se defender não é.
E pelo que me parece; eu seria a bola da vez aqui nesse espaço.
No problem.
Seria melhor ser alienado até nas opiniões para não haver este tipo de conflito.
Mas não sei calar e não tenho medo do contraditório.
Covardia seria deixar passar para evitar indisposições.
Posso estar errado, pois não sou e não pretendo ser o dono da verdade.
Aceito de bom grado o jogo democrático do debate e da contradição.

Um abraço
1:28 PM  

antonio pau
Por favor, Orfeu: poderia citar o nome de um político populista e tão demagogo que tenha sido eleito governador do Rio antes do Brizola?
3:09 PM  

Orfeu Lima
Esta postagem foi removida pelo autor.
4:52 PM  

antonio pau
Orfeu, e você disse que não temia o contraditório mas ouriçou-se todinho quando lhe fiz uma única e simples pergunta, e, pior ainda, fez verdadeiros malabarismos verbais para sair pela tangente e não respondê-la como seria mais fácil e rápido, e depois ainda pergunta se a resposta me satisfez...?

Eu só lhe perguntei se poderia citar um único governador do Rio de Janeiro, anterior ao Brizola, que pudesse ser rotulado como populista. Sòmente isso.

E só fiz a pergunta porque você, para justificar o populismo do Brizola de quem deve ser fã, disse que "naquela época TODOS eram populistas".

Você diz agora que não é obrigado a saber de tudo, então como emite opiniões tão categóricas?

Quanto a ser ignorante e iletrado, isso eu tenho certeza que você não é, ou, como já testemunhei tantas vezes, não estaria aqui abrilhantando com seus comentários, este blog tão bem frequentado.

Sem ressentimentos.
7:30 PM  

virgínia
Orfeu Lima

Você não está sozinho. Concordo com você a respeito de Brizola. Sempre o considerei um político decente e bem intencionado, independentemente de ser populista ou não.

O Rio de Janeiro enfrenta mesmo um problema muito grave de segurança e tráfico de drogas. Isso é inegável. Mas culpar o Brizola por isso é uma grande injustiça que se comete. São Paulo foi governado por Covas e Alckmin que não são considerados populistas, no entanto, as cidades do estado enfrentam problemas semelhantes de criminalidade produzidos pelo consumo de drogas. A minha própria cidade natal paulista, que é uma cidade pequenina, tem até ponto do PCC.

Brizola foi responsável pelo melhor projeto de educação que houve no Brasil, que foi o da construção dos CIEPS. Se esse projeto tivesse continuado e, se pelo menos os CIEPS que foram construídos funcionassem em período integral e da forma como foram planejados, tenho certeza que teríamos uma redução muito grande da criminalidade no Rio. Muitos jovens se envolvem com o crime por falta de ocupação.
8:12 PM  

Orfeu Lima
Virgínia

Você tem toda razão sobre os CIEPs, quem sabe muita coisa não estaria diferente hoje no Rio caso não tivessem sucateado o projeto.

Obrigado pela força.
11:09 PM  

antonio pau
Ô Virgínia, é claro que o Brizola não inventou a falta de segurança, o tráfico de drogas e o banditismo em geral, mas que ele contribuiu um bom bocado para que esse quadro se agravasse no RJ, lá isso contribuiu.

Contribuiu, por exemplo, ao proibir a polícia de entrar nas tais comunidades, que, desde então, viraram um local seguro para que as quadrilhas se sentissem seguras e se expandissem acobertadas pelo "certificado de cidadania" fornecido pelo Brizola que, em troca, ganhava os seus votos.

Há algumas décadas atrás, havia, proporcionalmente, muito menos crianças nas escolas, e não havia merenda e nem transporte escolar gratuito, no entanto a violência era muito menor.

Esta história de se falar em falta de educação formal para "explicar" a criminalidade e, pior ainda, justificar a impunidade dos delinquentes, é um dos discursos mais manjados e mais usados por qualquer esquerdopata militante que se preza.
11:24 PM  

Orfeu Lima
Reinaldo a culpa é minha pô.
Desculpa aí meu.

Acho que esqueci ou você não postou este.

Poderia me fazer o favor de postar este; caso eu não o tenha postado?

Antonio Pau

Desculpe-me pela agressividade.
Essa porcaria de política está me tirando do sério. Nunca pensei que nosso país passaria por estas coisas com essa raça no puder. Estou até assustado com a ousadia deles.

O Brizola é das antigas; cresceu escutando discursos de Vargas e todos os políticos daquela época se espelhavam no Getulio.
Eu não era lá muito de política há trinta anos atrás; não dava muita bola, só estava a fim de pegar onda gatinhas e curtir a vida.


E como a Virginia falou; e eu a agradeço pela força meu anjo.
Se fosse mantido o programa educacional do Darcy Ribeiro executado por Brizola, quem sabe o Rio não estaria um pouco melhor.
Ninguém é perfeito neste planeta; especialmente euzinho cheio de raivas com a insensatez humana.
Vocês me perdoem a agressividade.

I hate petralha, not my good budies.
12:58 AM  

Orfeu Lima
Caro Antonio Pau

Não usamos este discurso da falta de escolaridade ser o causador de nada.
Mas com certeza com um pouco de educação; mesma que seja a básica, acredito que qualquer pessoa teria um melhor discernimento do certo e do errado.
É lógico que está relação mais estudo, menos violência não tem nada haver.
Uma educação familiar nesse caso é muito mais importante.
Acho que Virgínia também está certa; ela não é professora?
1:09 AM  

virgínia
Antonio Pau

Não conheço bem o comportamento da polícia durante o governo do Brizola e nem os motivos que o levaram a impedir a entrada da polícia nas comunidades, para poder lhe dar razão ou não. Porém, uma coisa é certa, houve a expansão do tráfico de drogas e do banditismo no Brasil todo. Veja em São Paulo como o PCC se fortaleceu, mesmo com os seus líderes presos na cadeia. Você considera o Covas ou o Alckmin culpados, assim como você considera o Brizola? Veja também o caso do Espírito Santo. Quem é o culpado pela violência nesse estado? O Rio de Janeiro tem características próprias por ser uma cidade que já foi capital federal, por ser litorânea, o que facilita o tráfico de drogas, e por ser um centro turístico e cultural, o que motiva o consumo de drogas.

Não acredito que o Brizola fosse tão mal intencionado que somente pensasse nos votos das comunidades pobres, mesmo que o custo fosse o aumento da criminalidade. Talvez, ele pensasse nas pessoas de bem e nas crianças que habitam esses lugares e que são a maioria da população.

A violência aumentou em todo lugar, aqui no Brasil. Parece que é uma desgraça cultural, e a falta de punição contida em nossas leis também contibui. Já disse que até na minha cidadezinha, que era um exemplo de lugar pacato e tranqüilo, tudo se modificou nos últimos anos. E lá não foi governado pelo Brizola. Como explicar?

Apenas transporte escolar e merenda não diminuem a violência. É preciso muito mais, é preciso educação, estudo, conhecimento, é preciso manter as crianças e jovens ocupados em atividades úteis e produtivas, é preciso tirá-los da frente da TV, das vadiagens nas ruas. Eles precisam estudar, praticar esportes porque a atividade física é muito importante para os jovens libertarem a energia agressiva, é preciso que eles aprendam ofícios manuais, que eles trabalhem. Enfim, é necessário ocupar os jovens o dia inteiro, e os CIEPs atendiam muito bem a todos esses objetivos.

De forma alguma estou querendo dizer que a falta de educação formal explica a criminalidade, mas crianças e jovens abandonados, desocupados, andando pelas ruas, contribuem imensamente para o seu aumento, isso não podemos negar, e creio que você também não. Por isso que é preciso ocupá-los.

Muito menos podemos falar que a falta de educação formal justifique a impunidade dos delinqüentes. Qualquer ato criminoso cometido por qualquer um, independentemente da idade e de sua formação escolar, deve ser punido. Essa história de apenas “conscientizar” os jovens do que não pode ser feito, é muito pouco eficiente. O que funciona mesmo como freio é a certeza da punição. O medo de ser punido é que segura os jovens de praticarem atos criminosos. Por isso as nossas leis devem ser modificadas para os delinqüentes juvenis.
1:31 AM  

virgínia
Orfeu Lima

Já fiquei sozinha defendendo o Brizola, e sei como é. As pessoas sempre argumentavam que o Brizola era um político ultrapassado, como se ter um comportamento mais à moda antiga fosse um defeito ou um sinal de falta de decência. Bem que tentaram demonstrar que o Brizola era corrupto, mas nunca o conseguiram. Lembra-se como as Organizações Globo o atacavam? Faziam uma campanha descarada contra ele. Quando o Brizola resolveu fazer o Sambódromo, as críticas foram ferozes. No entanto, hoje não dá para se imaginar o Carnaval carioca sem ele.

Achei muito interessantes os relatos históricos, envolvendo a sua família e o Brizola, que você citou. O seu primo tem registrado um depoimento sobre o que aconteceu? É muito importante que os fatos de nossa história fiquem devidamente registrados.

Quem acompanha política, aqui no Brasil, sempre se irrita, isso é inevitável. Mas a contribuição de pessoas como você é muito importante para mudar o nosso país. Se cada um fizer um pouquinho, chegaremos lá. Continue vindo aqui neste blog! Nós agradecemos!
10:09 AM  

Anônimo
Brizola não foi e nunca será o culpado pela a violencia no estado do Rio de Janeiro. O grandes culpados pela violencia no Estado , não só no Rio mas em todo o Brasil são foram os generais da ditadura que desmantelaram durantes longos 21 anos a educação pública. A própria siciedade criou monstros,isto é, a ignorancia de certas pessoas com relação a educação das crianças mais carentes. Acontece que essas crianças serão os monstros que chocaram a sociedade mais tarde como os montros que assasinaramo João Helio. aí o povo quer pena de morte, blá, blá. Mas a veradeira saída é educação publica. A verdeira arma para vencer a violencia no Rio.

BRASI, BRIZOLA!!! CRIANÇA NA ESCOLA!!!
8:47 PM  

Anônimo
Só pra lembrar que a polícia era proibida de subir o morro para ir atrás de bandido, tinha que pedir permissão ao comandande de cada polícia. Dizem as más linguas que os comandantes ligavam pro Brizola pra se certificarem que a filha dele não estava naquele morro pra então autorizar ou não a subida atrás do meliante, que nesse meio tempo já estava bem escondido. Então os meliantes sabiam, a polícia ta atrás sobe o morro que eles não podem vir atrás
8:07 PM  

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