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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Sábado, Outubro 07, 2006 |
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Tio Rei e Dona Reinalda estão saindo para jantar
Estou saindo com Dona Reinalda para jantar na casa do maior advogado do Brasil na sua área. Eu e Lula só aceitamos o melhor, rá, rá, rá. Vou ficar sem postar mensagens e comentários por algum tempo. Mas vocês mandem brasa aí, que a noite é longa. Breve é a vida... |
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Por Reinaldo Azevedo | 21:37
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Assim não, Mônica Bergamo!
Volta e meia, Tio Rei brinca aqui com vocês de entender os bastidores do jornalismo e de desconstruir certas versões que não passam de plantação a serviço de políticos — ou da pura e simples fantasia de grupinhos de jornalistas. Na Folha de amanhã, domingo, Mônica Bergamo assina uma reportagem cujo título é “Êxito de Alckmin azeda plano do tucanato”. Vocês lerão. Segundo o texto, havia um acordo firmado entre PSDB e PT, e a possibilidade de Alckmin vencer a disputa atrapalha tudo. Em que consistia esse acordo? Simples: Lula venceria agora, em 2006, e, em 2010, Aécio Neves ou José Serra levaria a Presidência da República, com o provável apoio do PT. Para que a teoria conspiratória se sustente, uma primeira precondição se faz necessária: - Alckmin foi feito candidato do PSDB, mas, na verdade, era só um bobalhão escolhido pela cúpula para perder. Já que seria impossível ganhar de Lula, então decidiram não queimar a ficha de Serra. Ora, o juízo despreza o fato elementar de que Alckmin impôs a sua candidatura e ponto final. O preço para que não fosse candidato seria a derrota numa convenção. E os tucanos certamente marchariam rachados para a disputa. Imaginem um Serra deixando a Prefeitura de São Paulo para ser o candidato de um partido dividido. Mônica Bergamo despreza o fato óbvio de que não foi a cúpula do tucanato que bateu no ombro de Alckmin e disse: “Vá lá, você pode”. Foi ele quem disse: “Vou porque posso”. Mas vamos dar seqüência à coisa. Como já estava tudo acertado para Lula ganhar agora — lembrem-se: Mônica fala de “um acordo informal que estava sendo firmado entre lideranças do PSDB e o presidente Lula” —, para celebrá-lo e lhe dar substância, os petistas fazem o quê? Ora, armam a trama do dossiê para destruir a candidatura Serra. Entenderam? Não faz todo sentido??? É impressionante. A teoria não pára de pé cinco minutos. Todos sabem que o dossiê nem buscava alvejar Alckmin. A idéia era transformar Serra no chefe dos sanguessugas, com a ajuda da revista IstoÉ. Participaram da tramóia todos os homens do presidente. Não sei se vocês notam a sutileza: SEGUNDO A VERSÃO DE MÔNICA BÉRGAMO, O PRESIDENTE LULA NÃO SABIA DE NADA, CERTO? Sim, se soubesse, teria impedido. Tanto que ela reproduz supostas aspas de Lula, contra, aliás, o que recomenda o Manual da Folha: “As pessoas vêm me falar de Serra e de Aécio. Quem disse que um deles não pode estar no nosso palanque em 2010. Ou que eu não posso estar no palanque de um deles?” Lula disse isso à jornalista? Não! Há o nome de quem disse isso à jornalista? Também não. E como se justificam essas aspas abonadoras da veracidade da frase? Como é que Mônica junta o dossiê nesse sopão de suposições sem que a receita desande? Eu já havia desancado aqui um historinha que Mônica Bergamo havia narrado em sua coluna social. Segundo ela, um deputado petista, muito bem votado, num jantar com empresários, relatou o tal pacto, que agora foi rompido. O autor do relato tem o mesmo nome do dono das aspas; nenhum. Ela requenta a informação, publica de novo. Quando Mônica Bergamo quer provar que está certa, recorre às matérias com fontes secretas de... Mônica Bergamo. É claro que ela não vai querer elucidar o enigma neste espaço. Se quiser, está aberto. Mas não precisa dele. Tem seu jornal. Tem sua coluna social. Vamos ver: 1) Até explodir o caso do dossiê, Lula vencia a eleição no primeiro turno; 2) Se vencia a eleição no primeiro turno, então aquele suposto pacto entre PT e PSDB estava valendo; 3) Se estava valendo, por que o PT armou a história do dossiê?: 4) E por que o dossiê era contra Serra, não contra Alckmin?; 5) O PT fez algumas dessas perguntas, inicialmente, para tentar provar que não tinha motivos para se meter na sujeira. Mas tinha, claro: a idéia era liquidar aquele que era candidato a liderar a oposição: Serra; 6) Mas o combinado não era justamente fazer um pacto Serra-Lula e/ou Serra-Aécio? Mônica se abraçou à sua tese conspiratória. Para quem entra nessa, tanto os indícios como a sua inexistência são provas cabais da conspiração. Ora, se Aécio e Serra não querem Alckmin eleito, o normal é que fizessem, agora, corpo mole, certo? Certo. Ah, mas a jornalista é muito mais esperta. Provando que a conspiração sempre existiu, ela escreve: “O mais irônico é que tanto Serra quanto Aécio , pressionados por Alckmin e sobretudo pelos eleitores tucanos que querem Lula fora do Planalto, devem se engajar agora na campanha”. Entenderam? Tanto uma coisa como o seu exato oposto provam a mesma teoria. Sempre falo tudo Você sabe, né, leitor? Sempre falo tudo. Sei bem como surgem certas matérias. Bati o olho nesta da Folha e estou vendo aí o trabalho, nada limpo, de certos assessores de Alckmin, que, a exemplo do “meninos” de Lula, querem prestar serviços ao chefe. Mais uma vez, um bando de idiotas, para se fazer passar por influente junto a jornalistas, exerce suas rivalidades ridículas contra a questão principal: tirar Lula do Planalto. Mas não é só: a exemplo do tal “deputado petista de muitos votos”, há aí o PT trabalhando firmemente. A “reportagem” de Mônica Bergamo isenta Lula de qualquer responsabilidade pelo dossiê. Na verdade, ele teria existido contra os interesses estratégicos do próprio presidente. Mais: ainda agora, como Lula não quer Serra engajado na campanha de Alckmin, como aposta no seu corpo mole, faz o quê? Liga para Aécio e sugere que ele tire férias em Paris e desce o sarrafo, em Caruaru, no governador eleito de São Paulo. Leiam direito jornais, blogs e colunas. Há um grupo de jornalistas que, com Mônica, repete as sandices que vão acima. É a mesma matéria e a mesma tese. Não porque se sustentem em fatos. Mas porque seus autores pertencem à mesma, como direi? grei. A melhor forma de impedir a eleição de Alckmin é deixar essa besteira prosperar. Não que os jornalistas tenham de torcer pela vitória do tucano (eu torço, mas conto isso; o problema está nos covardes que torcem pela de Lula e se fingem de neutros). Basta que torçam pela verdade. Pois eu sustento e dou fé: a versão de Mônica Bergamo e amigos de que havia um pacto entre PSDB e PT é mentirosa. É uma versão petista, elaborada para livrar a cara de Lula no caso do dossiê. E, infelizmente, alimentada por alguns imbecis que se acreditam a serviço de Alckmin. E acabam se esforçando para eleger... Lula. |
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Por Reinaldo Azevedo | 20:38
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PSDB, a privatização da Petrobras, o terrorismo dos petistas, mussarela, presunto e carne de porco
Marta Suplicy, coordenadora da campanha de Lula em São Paulo, saiu pregando aos quatro ventos que o PSDB quer voltar à política de privatizações. No caso do Estado de São Paulo, lembrou o Banespa... Ai, ai. Marta gosta de debater assuntos sobre os quais não entende nada. O PT não sabe distinguir uma nota fiscal de uma duplicada. Nota fiscal eles não conhecem porque gostam é de caixa dois. E duplicata também não porque não pagam dívidas. Marta deixou R$ 2 bilhões para Serra pagar na Prefeitura de São Paulo. O neopetista Orestes Quércia quebrou o Banespa. Por isso ele foi vendido. Esse discurso faz parte da militância delinqüente do PT. Como já escrevi, o partido perdeu a vergonha de não ter vergonha. A onda começou por causa de uma entrevista concedida pelo economista Luiz Carlos Mendonça de Barros à revista Exame em junho de 2005. Indagado sobre privatizações, Mendonça fez uma reflexão, nada além disso, sobre o caso da Petrobras. Observou que foi uma decisão estrategicamente correta a empresa investir na extração de petróleo em alto mar, mesmo sendo uma operação antieconômica, porque isso possibilitou ao país chegar ao estágio atual. Não se trata exatamente de autonomia — essa conversa é um pouco mais complexa —, mas é claro que o país não está mais sujeito a choques de petróleo como antes. Ora, à época, o capital privado não encararia a tarefa. Mundo afora, essas decisões são tomadas por empresas estatais. Hoje, dada a situação de mercado, desapareceram as razões para que a Petrobras seja uma estatal. Tanto a exploração do petróleo em terra como a em águas profundas tornaram-se economicamente viáveis. Assim, as razões que obrigavam a Petrobras a ser estatal desapareceram. Uma coisa é Mendonça achar que há condições técnicas para a Petrobras ser privatizada, outra é apontar as condições políticas. Uma coisa é ele se dizer favorável à privatização; outra, bem diferente, é isso ser um plano do PSDB. Podem espalhar: INFELIZMENTE, ISSO NÃO FAZ PARTE DO PROGRAMA DE NENHUM PARTIDO POLÍTICO. TAMPOUCO DO PSDB. Fazer o que não está no programa é um privilégio do PT: por exemplo, pagar os juros reais mais altos do mundo. Mendonça é meu amigo pessoal. Trabalhei com ele durante quatro anos. Temos divergências. Uma delas é esta: eu quero vender a Petrobrás, o Banco do Brasil e qualquer escolinha de jardim da infância. Ele pode até ser favorável em tese, mas não identifica condições para tanto. Todos os que disseram que a revista Primeira Leitura ficou mais “conservadora” depois que ele deixou de ser dono (ou mais “direitista”, como dizem os petistas, na sua lógica perturbada) estão certos. Sempre estive à direita dos meus patrões — e, com freqüência, dos meus amigos, hehe. É uma sina. Infelizmente, se Alckmin indagasse Luiz Carlos a respeito da privatização da Petrobras — não indaga porque isso não está na pauta de Alckmin ou do PSDB —, seria desaconselhado a tanto. Porque, obviamente, não existe debate suficiente na sociedade para isso. E nenhum partido político tem coragem de defender essa medida. Os petistas são ruins de lógica. Confundem tudo. Se você disser a elas que um avião avariado cai por causa da Lei da Gravidade, eles logo dirão que você é um defensor da queda de aviões e que, entre vidas humanas e a Física, escolheu a física. Se você disser a um petista que a mussarela é feita de leite, e o presunto, de carne de porco, eles indagarão: “Queijo prato é mussarela?” Você responderá, obviamente, que não é. E eles concluirão: “Então é feito de carne de porco”. Eu sei que é chato. Mas espalhem: É MENTIRA QUE O PSDB, ALCKMIN OU QUALQUER OUTRO TUCANO ESTEJAM PENSANDO EM PRIVATIZAR A PETROBRÁS SE CHEGAREM AO PODER. E podem repetir assim mesmo: “Infelizmente, é mentira”. Essas empresas continuarão estatais qualquer seja o governo. A meu juízo, continuarão privatizadas pelo PT, qualquer que seja o governo também. E a financiar filmes vagabundos, que garantem a boa vida dos cineastas, mesmo sem bilheteria. Também nesse caso, quem paga a conta do estatismo é você, seu trouxa. |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:33
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O rastro do dinheiro do dossiê fajuto
O rastro da dinheirama que iria pagar o dossiê fajuto leva às portas de dois tubarões do empresariado brasileiro. Um do setor primário. E outro mais conhecido por suas atividades no setor secundário. Com um pouco de pensamento se chega lá. Basta que se investiguem as, como vou chamar?, afinidades eletivas. Um tira onda de civilizado, mas é conhecido no meio por seus métodos, digamos, um tanto truculentos de negociar. O outro é dono de uma extensíssima folha corrida. E, pois, não menos bruto. |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:52
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Veja 10 - Meu artigo desta semana: "Governante bom é governante chato"
Getúlio Vargas: na carta-testamento e da carta de despedida, a miséria da razãoMeu artigo na Veja desta semana chama-se “Governante bom é governante chato”. Seguem alguns trechos: “Em política, como na vida, o irracionalismo, o discurso emocional, é a ante-sala do crime e da tragédia. Faça-se a leitura que se quiser de Hamlet, de Shakespeare, por exemplo, e uma constatação é inescapável: o príncipe era um idiota dado a faniquitos. (...) Hamlet se deixava envenenar pelas palavras, pela imaginação, pela alegoria: quando quer denunciar o tio, recorre a uma peça de teatro. Consumada a desgraça, a Dinamarca será governada por Fortimbrás, o príncipe norueguês, avesso ao temperamento do primo doidivanas: é resoluto, maduro, realista e objetivo. Seu reinado não renderia tragédias. É provável que obedecesse a uma rotina burocrática, pastosa e quase cartorial. Precisamos de governantes chatos como Fortimbrás, não de cretinos animados como Hamlet. Precisamos de despachantes das instituições que façam prevalecer a lei a despeito de suas inclinações emocionais, não de quem sacrifique a legalidade sob o pretexto de praticar a igualdade. (...) A política feita no Brasil como razão da miséria não poderia dar em outra coisa que não na miséria da razão. Há dois textos que servem de ‘Evangelho’ a essa patacoada: a Carta-Testamento e a Carta de Despedida de Getúlio Vargas.” Assinante clica aqui. Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:27
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Veja 9 - Diogo: "O lulismo está indo para a cadeia. Na Itália"
O faro investigativo de Diogo Mainardi atravessou a fronteira e foi bater lá na Itália. A história, para variar, é escabrosa. E parece que o jornalismo investigativo tem um belo filão a explorar. O Ministério Público também pode — e, mais do que tudo, deve — se interessar pelo caso. Que fale o próprio Diogo: “O lulismo está indo para a cadeia. Na Itália. (...) Os promotores públicos milaneses descobriram que a Telecom Italia tinha um esquema de pagamentos ilegais a autoridades brasileiras. (...) A Telecom Italia do Brasil remetia dinheiro a empresas de fachada sediadas nos Estados Unidos e na Inglaterra. A dos Estados Unidos era a Global Security Services. A da Inglaterra era a Business Security Agency. O dinheiro depositado nas contas dessas duas empresas era imediatamente repassado a intermediários brasileiros, que o distribuíam a terceiros. A Business Security Agency era administrada por Marco Bernardini, consultor da Pirelli e da Telecom Italia. (...) Há uma série de pagamentos em favor do advogado Marcelo Ellias: 50.000 dólares em 13 de julho de 2005, 200.000 em 5 de janeiro de 2006, 50.000 em 2 de fevereiro de 2006. De acordo com Angelo Jannone, outro funcionário da Telecom Italia, Marcelo Ellias era o canal usado pela empresa para pagar Luiz Roberto Demarco, aliado da Telecom Italia na batalha contra Daniel Dantas, e parceiro dos petistas que controlavam os fundos de pensão estatais. (...) Em seu depoimento aos promotores públicos, Marco Bernardini disse que esses pagamentos eram redirecionados à cúpula da Polícia Federal.” Clique aqui para ler mais. Leia também reportagem a respeito publicada no jornal italiano Corriere della Sera clicando aqui. Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:20
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Veja 8 - Aécio: "Com sinceridade, não tenho planos de ser presidente da República"
O tucano Aécio Neves, o segundo governado mais votado do país em números proporcionais (em absolutos, é José Serra, de São Paulo), concede entrevista à. Leia alguns trechos de sua conversa com Otavio Cabral: "O SENHOR FOI REELEITO COM 77% DOS VOTOS EM MINAS GERAIS, MAS GERALDO ALCKMIN, SEU CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, TEVE SÓ 40% DOS VOTOS DOS MINEIROS. O SENHOR NÃO CONSEGUIU TRANSFERIR VOTOS? O resultado de Geraldo em Minas foi excepcional. Há cinqüenta dias, a distância dele para Lula era de 50 pontos porcentuais. Com o trabalho intenso que fizemos na campanha, a diferença nas urnas caiu para 10 pontos porcentuais. (...) A ELEIÇÃO DE ALCKMIN ATRAPALHARIA SEUS PLANOS PRESIDENCIAIS PARA 2010. POR ISSO, DIZ-SE QUE, PARA EMPENHAR-SE NA CAMPANHA, O SENHOR TERIA NEGOCIADO COM ELE O FIM DA REELEIÇÃO. É FATO? Geraldo não precisa disso, e isso seria subestimar o meu compromisso. Como Geraldo, acho a reeleição ruim para o país. Pode ser que alguém que tenha compromisso com as instituições democráticas aja dentro de determinado limite, mas amanhã pode haver alguém que ultrapasse o limite. Sou defensor de mandato de cinco anos sem reeleição. (...) O SENHOR É CANDIDATO À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA EM 2010? Temos de superar essa visão, dos políticos e dos jornalistas, de que quem está na política é obrigado a ter um projeto maior. Digo, com sinceridade, que não tenho. (...)" Assinante lê íntegra aqui. Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:01
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Veja 7 - A volta da turma do mal
Por Heloisa Joly e Victor Martino: “Não há modelos perfeitos no campo da política, mas certamente há melhores do que o brasileiro. Ele permite que participantes de crimes se elejam e reelejam, assim como não impõe dificuldade para que figuras folclóricas, como o costureiro Clodovil, tomem assento no Congresso. Entre os eleitos, há sete mensaleiros, cinco sanguessugas e envolvidos em escândalos diversos, como o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, acusado de corrupção e de quebrar o sigilo bancário do caseiro que o denunciou. Eles voltam ao Congresso porque a legislação é indulgente com os ilícitos cometidos por políticos, conferindo-lhes foro privilegiado e saídas para escapar à punição. Para não falar do espírito corporativo dos parlamentares. Na última legislatura, a Câmara absolveu onze deputados flagrados no mensalão. Os analistas recomendam que se endureça a legislação eleitoral, para que os envolvidos em crimes sejam proibidos de se candidatar. Defendem, ainda, a adoção do voto distrital, em que as listas de postulantes são circunscritas a pequenas regiões, o que diminui a chance de candidatura de figuras suspeitas e bizarras e estreita o vínculo do eleitor com o político eleito. Seja qual for a fórmula, é preciso encontrar alguma para impedir que senhores como os destas páginas integrem o Congresso.” Clique aqui para ler mais se for assinante. Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:49
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Veja 6 - Que Congresso vem aí?
Por Diego Escosteguy: "A reeleição de deputados mensaleiros, aliada à vitória nas urnas de políticos que já chegaram a ser presos no curso do processo, por corrupção, como Paulo Maluf e Neudo Campos, produziu a sensação de que o eleitorado sofreu um apagão ético. Mas, analisando-se a nova composição do Congresso Nacional de forma mais minuciosa, percebe-se que a significativa maioria do eleitorado mandou um recado claro: quer mudanças e não aceita a bandalheira que se viu na atual legislatura. O repúdio das urnas aos desmandos éticos talvez não tenha acontecido com a intensidade que muitos desejavam, embora tenha sido expressivo. O índice de renovação da Câmara dos Deputados, por exemplo, chegou a 46%. É a maior taxa de renovação desde 1994, quando, sintomaticamente, o eleitor foi às urnas ainda sob o impacto do impeachment de Fernando Collor e do escândalo dos anões do Orçamento. A história eleitoral recente parece indicar que os escândalos costumam ter repercussão no eleitorado, que amplia a lista dos políticos encaminhados à aposentadoria. Infelizmente, porém, não é capaz de promover mudanças saneadoras que façam efetiva diferença para melhor na qualidade do Parlamento."Assinante clica aqui. Veja aqui quadro com a configuração do Congresso. Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:42
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Veja 5 - O partido dos grotões
Por Alexandre Oltramari : “Examinando-se os números brutos, ficou a impressão de que o PT, mesmo depois de um escândalo atrás do outro, surpreendeu nas urnas. Embora as projeções dos analistas variassem, ninguém acreditava que o partido seria capaz de eleger mais do que 75 deputados. Pois o PT extrapolou essa marca, elegendo 83 deputados federais, e ainda cravou um recorde: obteve 13,9 milhões de votos para a Câmara dos Deputados, a maior votação de um partido nestas eleições. Outro dado que lustrou o desempenho do PT nas urnas foi a eleição para governador. Antes, o partido tinha apenas três governos estaduais. Agora, conseguiu quatro. Conquistou, já em primeiro turno, o governo da Bahia, o quarto maior eleitorado do país, onde o senador Antonio Carlos Magalhães reinava há dezesseis anos ininterruptos. Ainda está na disputa em dois estados, o Rio Grande do Sul e o Pará. Analisado sob esse ângulo, o desempenho eleitoral do PT soa luminoso e faz parecer que o eleitorado não deu a mínima para o mensalão, os dólares na cueca, a Land Rover, a mala de dinheiro sujo... Mas é um engano. Debulhando-se os números, descobre-se que, em comparação com a eleição realizada em 2002, o PT perdeu 2,1 milhões de votos, numa proporção parecida com as perdas do PFL (veja o gráfico). O dado mais significativo do desempenho eleitoral do PT, no entanto, talvez esteja na distribuição do seu novo eleitorado: sua popularidade despencou nos estados do Sul e Sudeste e disparou no Norte e Nordeste, acompanhando a divisão geográfica da votação do presidente Lula. Ou seja: o partido que nasceu urbano, fruto da confluência do movimento sindical e da intelectualidade acadêmica, está caminhando no rumo dos grotões.” Clique aqui para ler mais. Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:38
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Veja 4 - Os tucanos e a economia
Por Giuliano Guandalini e Julia Duailibi: “Há pouca dúvida de que a maioria absoluta dos empresários torce pelo tucano Geraldo Alckmin na disputa presidencial. Ele coordenou em São Paulo o programa de privatizações e uma das mais ousadas reformas administrativas do país. Apesar disso, os próprios empresários não sabem ao certo quem seriam afinal seus mentores econômicos e quais as suas idéias sobre questões federais que não fazem parte do cotidiano de um governador – como câmbio, abertura comercial e juros. Volta e meia essas incertezas se convertem em preocupações, quando Alckmin critica os "juros altos" do Banco Central e a valorização "excessiva do câmbio". O ex-governador entrou na disputa presidencial sem convicções claras sobre esses temas e, justamente para formá-las, manteve nos últimos meses encontros com economistas de várias tendências. VEJA apurou o que foi falado em parte desses encontros e entrevistou assessores responsáveis pelo programa econômico do candidato. Disso tudo surge a imagem de um político muito mais pragmático e menos voluntarista em questões cambiais e monetárias do que seus discursos eleitorais iniciais podem sugerir. Seu projeto de crescimento econômico não contempla intervenções em juros ou câmbio e se concentra hoje em duas medidas. A primeira é um choque regulatório emergencial para enterrar as aberrações ideológicas do PT de modo a dar segurança de longo prazo e atrair investimentos privados. A segunda é colocar em prática um programa para zerar o déficit público em quatro anos.” A Veja diz ainda o que é mentira, verdade e meia verdade na pregação petista sobre os seguintes temas: - Miséria - Energia - Macroeconomia - Juros - Impostos - Inflação - Emprego - Reforma agrária - Agricultura familiar - Salário mínimo Clique aqui para ler mais. Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:29
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Veja 3 - As duas faces de Lula
Montagem sobre ilustrações de Orlando e fotos de Mônica Zarattini/AE e Marcello Casal Jr/ABRA Veja faz um levantamento das contradições de Lula: as muitas vezes em que ele diz uma coisa e também o seu contrário. O titulo do texto é “As duas fazes de Lula”. Seguem abaixo dois exemplos de alguns colhidos pela revista: As fotos do dinheiro ANTES "Ou ele (Edmilson Bruno, delegado da Polícia Federal que divulgou as fotos do dinheiro do dossiêgate) fez de má-fé ou está mancomunado com alguém." Dia 30 de setembro, em entrevista a jornalistas em São Bernardo do Campo DEPOIS "Se o fato (o dossiêgate) aconteceu, ele tem de ser mostrado. O fato concreto é que tinha o dinheiro, tinha a fotografia. Poderia ter sido mostrada no dia, poderia ter sido mostrada quando bem entendesse." Dia 2 de outubro, na entrevista coletiva Imprensa ANTES "Se a nossa querida imprensa brasileira tivesse tido comigo 10% da condescendência que teve com o primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, hoje eu teria 70% dos votos nestas eleições. Poucas vezes na história do país um presidente foi tão massacrado como eu fui."Dia 25 de setembro, em comício em Porto Alegre DEPOIS "Todo mundo se queixa da imprensa. Mais dia, menos dia o político tem uma queixa. A imprensa tem um papel muito importante na conquista da democracia." Dia 2 de outubro, na entrevista coletiva." Clique aqui para ler mais, Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:19
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Veja 2 - Pânico no PT
Lula: com medo do futuro, volta a ser "paz e amor" (Paulo Whitaker/Reuters)Por Otávio Cabral: “A festa estava pronta. No comitê reeleitoral do presidente Lula em Brasília, os organizadores prepararam a comemoração da vitória – e não esqueceram de encomendar cinco caixas de champanhe. O presidente, depois de votar em São Bernardo do Campo, tomou o avião para Brasília e instalou-se no Palácio da Alvorada, onde recebeu aliados e ocupou-se até mesmo em estudar os principais pontos que deveria abordar no "discurso da vitória". Ainda que as pesquisas realizadas na véspera e no dia da eleição já não oferecessem segurança sobre o resultado final, Lula estava certo de que venceria a eleição no primeiro turno. Na noite de domingo, quando ficou claro que haveria mesmo uma segunda votação, o presidente recebeu o telefonema de um interlocutor e manifestou sua perplexidade. "Por essa eu não esperava. Tinha certeza de que liquidava tudo hoje", disse o presidente, conforme o relato do autor do telefonema. No dia seguinte, a primeira mudança provocada pelo segundo turno estava materializada: o presidente Lula, que quase ignorou sua agenda presidencial, fora engolido pelo candidato Lula – e o governo, com dezessete ministros arregaçando as mangas, fora engolido pela campanha. Em sua primeira aparição pública depois do resultado oficial, o presidente já dera lugar ao candidato. Concedeu sua segunda entrevista coletiva em 45 meses de governo. Na entrevista, mostrou-se gentil e afável, voltando subitamente a vestir o figurino do "Lulinha paz e amor", que lhe rendeu a vitória em 2002. Com um semblante amistoso e gestos de humildade, Lula elogiou o povo brasileiro pelo "comportamento exemplar" nas eleições e, sem traço da arrogância de dias antes, quando chegou a garantir para a platéia num comício que estava eleito no primeiro turno, disse que não venceu porque lhe faltaram votos”. Assinante da revista clica aqui. Para assinar a revista, clique aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:12
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