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VÍDEOS
![]() Reinaldo Azevedo fala sobre: Ofensas • 56k | 128k | 256k Humor • 56k | 128k | 256k Verdade universal • 56k | 128k | 256k Otimismo • 56k | 128k | 256k |
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ARQUIVO ESPECIAL
• Nos Emirados Sáderes |
| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Sábado, Setembro 23, 2006 |
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Bastos não sabia de operação da PF; ele só entrou depois: para atrapalhar
Quero voltar a Márcio Thomaz Bastos. Ele continua a afrontar a República e o bom senso. Diz que não há por que desconfiar da Polícia Federal, já que foi ela que desmontou a operação delinqüente do petismo. A questão realmente existe, e alguns leitores me perguntam: “Como é que se explica uma PF que serve de máquina de propaganda de Lula e de Bastos ter dado o flagrante nos petistas?” É fácil, queridos. Márcio Thomaz Bastos tem o comando da PF, sim, mas não de toda ela. Atenção: nunca nenhum governo terá, para o bem e para o mal. Infelizmente, a nossa polícia federal não é o FBI, não tem aquela independência que atropela até a CIA se for o caso. Não há contradição nenhuma: Bastos simplesmente não sabia da operação. Quando foi avisado, atuou para impedir que o dinheiro fosse exibido à imprensa. Mais: o policial que deu o flagrante foi afastado do caso. O comando da PF diz que a decisão é meramente burocrática. Se é, então que se deixe o homem lá. Uma polícia deve ser imparcial e parecer imparcial. Assim, a decisão de Bastos de impedir que o dinheiro seja apresentado ao público e de retardar a divulgação da sua origem — é impossível que ele não saiba — não está em contradição com a ação da PF, mas em consonância. A ação foi executada sem o seu conhecimento. Quando ele ficou sabendo, como se vê e é óbvio, começou a atrapalhar. É um fim melancólico para alguém com suas ambições biográficas. |
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Por Reinaldo Azevedo | 21:38
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Eles na TV
O horário eleitoral de Alckmin mudou pouco em relação ao de quinta. E continuou a bater pesado. O impressionante é que não precisou mentir, como fez a campanha de Lula. Bastou dizer a verdade. Era isso o que sempre cobramos de Gonzáles e do candidato tucano, não é mesmo? Logo mais farei um texto mostrando como chegamos aqui. Foi preciso que o PT sacudisse o país com um novo descalabro para que se descobrisse o óbvio: Lula era vulnerável. A verdade sempre jogou contra o petismo. Mais uma vez, o programa foi impecável. Lula, Santo Deus!, decidiu falar de segurança pública. E exaltou a qualidade dos “presídios federais” feitos pelo seu governo. PRESÍDIOS? No plural? Mas foi um só! Cantou as glórias do Sistema Único de Segurança Pública, o Susp. Por enquanto, é só papelório. Nunca existiu. Depois, exibiu as virtudes da Força Nacional de Segurança Pública, outra ficção. É só uma soma de PMs de vários Estados, deslocada, volta e meia, para operações de pequeno porte. A Polícia Federal, que desnudou o banditismo petista, também foi exaltada. O conjunto é involuntariamente irônico. As coisas estão se complicando para Lula. Seus programas na TV sempre foram triunfalistas, mas se insistia em questões qualitativas. Agora, optou-se pela mentira deslavada. De resto, o Brasil de Lula é tão bom, mas tão bom, que a gente se pergunta: “Mas por que não é?” |
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Por Reinaldo Azevedo | 21:07
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Reação ao banditismo: Serra amplia vantagem
O setor de Inteligência do PT realmente é um espanto. Segundo o Datafolha, cresceram as intenções de voto no tucano José Serra, que passou de 48% para 51% na disputa pelo governo de São Paulo. Aloizio Mercadante, cujo assessor participou da tramóia do dossiê fajuto, tinha 23% e agora está com 21%. Serra tinha 57% dos votos válidos; agora, venceria no primeiro turno, com 59%. Quércia, próximo do naniquismo, continua com 9%. Mesmo assim, o Datafolha fez simulação de segundo turno: o tucano bateria o petista por 60% a 31% (era 57% a 33%). Como se vê, a população reage ao banditismo. Mercadante já havia jogado a toalha ontem, dizendo que queria preservar o seu passado. É isso. Mercadante tem passado. |
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Por Reinaldo Azevedo | 20:45
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Estadão/Ibope: dá pra vencer
Vamos lá, meus caros, na base do controle remoto. Estou fora da minha base. A esta altura vocês já sabem os números do Estadão/Ibope: Lula com 47% das intenções de voto (tinha 49% na pesquisa anterior, de 21 de setembro), Alckmin com 33% (tinha 30%), Heloísa Helena com 8% (tinha 9%), Cristovam Buarque com os mesmos 2% e Ana Maria Rangel com 1%. A soma dos adversários de Lula, portanto, dá 44%. Como se vê, a diferença entre o Apedeuta e seus oponentes caiu para três pontos percentuais; ou seja, na prática, 1,5 ponto. Lembram-se daquela conversa sobre física, ontem? O vetor indica segundo turno. Prometi a vocês boas notícias neste fim de semana. Alckmin chega aos 33% – é o terço do eleitorado anti-PT ou anti-Lula – neste caso, tanto faz. “Final força é pisar com violência”, disse o poeta. Alckmin precisa aproveitar a reta final e bater sem dó. Em quê? No golpismo, na malandragem, no roubo, no dinheiro ilegal. Já que um terço sempre votará em Lula, mesmo que ele dê uma surra na mãe, é preciso atrair fatias do que lhe resta do segundo terço, que é móvel. É gente que tem potencial de indignação. Passada a porta estreita (Lucas) do primeiro turno, o segundo se anuncia com Lula vendo se esboroar a sua base de apoio, e Alckmin estará em ascensão. Segundo a pesquisa Estadão/Ibope, a simulação de segundo turno aponta 50% a 41% para Lula – ou seja, o petista agrega apenas três pontos em relação ao primeiro turno, e Alckmin, oito pontos. De novo, surge a questão vetorial. Em síntese, estamos assim: caminhamos para o segundo turno e, acreditem, para a vitória de Alckmin. |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:57
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Censura no Orkut?
Ao longo da madrugada, recebi dezenas de mensagens acusando que a comunidade “Fora Lula 2006”, do Orkut, que teria mais de 170 mil membros, foi eliminada. Não tenho como verificar a esta hora. E também não pertenço ao Orkut. Espero que os pauteiros dos jornais se interessem por isso nesta manhã. Se aconteceu mesmo — e não tenho por que duvidar dos “meus” jornalistas —, a coisa é grave. Até porque foram mantidas as páginas que cantam as glórias do Babalorixá de Banânia. Está havendo uma confusão séria no país entre liberdade de expressão e campanha eleitoral. A fúria legiferante da fatia do Judiciário que cuida de eleições está tornando os brasileiros menores de idade. Uma coisa é cometer um dos chamados crimes contra a honra — calúnia, injúria e difamação (e existem leis para puni-los) —, outra, bem diferente, é impedir o exercício da crítica. Falar mal de político agora é algo que afete a dignidade humana? Com raras exceções, trata-se justamente do contrário: é uma forma de aperfeiçoá-la. E tem mais: se existe uma comunidade chamada “Fora Lula 2006” e se há ali manifestações passíveis de punição legal, que se individualizem as responsabilidades. Existe agora punição coletiva? Que história é essa? Bom, de qualquer modo, é tudo compatível com o quadro geral. O primeiro alvo de qualquer ditadura ou regime autoritário é sempre a liberdade de expressão. De novo, voltamos a 1984, de Orwell, já citado no post abaixo. |
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Por Reinaldo Azevedo | 07:20
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Bastos no MSL: o "Movimento dos Sem-Limite"
Durante estes quase quatro anos, o PT decidiu cobrar da sociedade brasileira um caríssimo pedágio pela estabilidade econômica: ele exige em troca nacos das instituições. Ou seja: o PT troca estabilidade econômica por estabilidade institucional, como se esta fosse uma fórmula que pudesse prosperar. É claro que não pode. Seria penoso e, a esta altura, ocioso listar aqui as muitas vezes em que o PT demonstrou inconformismo com os marcos legais. A tentativa de compra de parlamentares no Congresso é sua manifestação mais escandalosa, ao lado do incentivo à politização do Judiciário. E, nesse imbróglio, é claro que o Ministério da Justiça, órgão do Executivo, para o qual se escolheu, acertadamente, um experimentado criminalista, torna-se emblema de uma ruína. Márcio Thomaz Bastos já é autor de uma expressão desastrosa, que é a negação do Estado de Direito. Indagado certa feita por que o governo não aplicava a lei contra as invasões de terra — lei que existe, aprovada na forma de uma Medida Provisória —, respondeu que optava por uma acomodação tática da Constituição. Em sua gestão à frente do Ministério da Justiça, mais de uma vez, a Polícia Federal foi além dos seus limites, com operações espalhafatosas que davam a entender que estavam à caça de foragidos, com as sentenças já no estágio de transitado em julgado. Não! Eram operações de apreensão, busca, execuções de ordens judiciais, investigação. Nunca faltaram as TVs, os holofotes na cara, os rituais de humilhação. Bastos é irascível com cervejeiros, donas de butique e larápios de Rondônia. Tanta severidade contrasta com seu temperamento caroável quando se trata de prender petistas em flagrante delito. Mais ainda: o papelório de um dossiê forjado, fajuto, contra adversários do governo é exposto às câmeras; o dinheiro de um crime óbvio, cometido por petistas, é escondido. Porque, diz Bastos, esse tipo de coisa não deve servir à exploração eleitoral. E o “outro tipo de coisa, aquele que serve ao PT?”. Agora, conforme se evidencia em reportagem de Marcio Aith e Giuliano Guandalini na Veja desta semana (leia abaixo), a operação de investigação das origens do dinheiro que pagaria o dossiê parece seguir antes o roteiro de um despiste. Não há a menor chance de o ministro não saber, a esta altura, de onde saiu a grana. Mas ele faz mistério e prefere nos espantar. Afirma não ter certeza se resolve o caso até 1º de outubro e reflete: “Não se pode entrar na histeria eleitoral nem condicionar a investigação policial à lógica e ao tempo de uma campanha eleitoral”. Como aqui já se lembrou, quanto tempo foi preciso para tentar desmoralizar o caseiro Francenildo? O Coaf foi de uma rapidez única. O governo aproveitou para quebrar também o sigilo de seu pai. A convivência com os petistas parece que fez Bastos adotar também o duplipensar orwelliano, que tão bem caracteriza o PT na sua pantomima filototalitária. Depois de o petismo tentar dar um golpe nas eleições, Lula e seu ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, acusam golpismo daqueles que seriam vítimas da armação do partido. De olho, como fica óbvio, no calendário eleitoral, Bastos recomenda o fim da “histeria eleitoral”. Ele é, afinal, o ministro que achou para Lula a saída mágica para o mensalão: “Crime eleitoral; tudo caixa dois”. Em breve, sairão por aí proclamando: “Ignorância é força; liberdade é escravidão”. A capa da Veja, em que Lula aparece com os olhos vendados pela faixa presidencial tem no ministro da Justiça um outro parentesco simbólico: a Justiça também tem os olhos tapados. Na simbologia original, quer-se mostrar que ela não discrimina ninguém. No petismo, é metáfora de seu entendimento do mundo. No petismo, afinal de contas, tudo sempre concorre para o avesso da civilização e do Estado de Direito. |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:50
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Veja 8 - Borja: "Perdemos o sentido da civilização"
![]() Leia trechos da entrevista do jurista Célio Borja (foto acima, de Oscar Cabral) a Lucila Soares: "O QUE A CRISE ATUAL TEM DE DIFERENTE DAS ANTERIORES? O presidente da República, que está no olho do furacão, tem grande apoio popular. Isso faz uma enorme diferença. Possivelmente, num primeiro momento, quando ele podia ter sido trazido à responsabilidade por atos de subordinados imediatos seus, a oposição se deteve, mais com receio da reação popular do que da eventual fragilidade da acusação ao presidente. Do ponto de vista estritamente político, é a diferença mais relevante. E DO PONTO DE VISTA ÉTICO? Perdemos o sentido da civilização. E a mais importante prova disso é que uma parte considerável das pessoas que receberam o voto popular, que representam o povo brasileiro, tem uma conduta incompatível com um padrão mínimo de decência. (...) ESSA ATITUDE É RESULTADO APENAS DE DECEPÇÃO TRANSFORMADA EM CINISMO OU TAMBÉM DA AUSÊNCIA DE DEBATE? Estamos vivendo uma situação de traição dos intelectuais, tomando emprestado o título do livro do escritor francês Julien Benda, morto em 1956. A maior parte dos nossos intelectuais tem um passado de esquerda. Agora se calam, pois temem ser cobrados. É uma pena, porque as inteligências indiscutíveis que nós temos se sentem constrangidas pelo fato de terem tido compromisso com algumas idéias no passado. Acham que, se falarem mal do presidente hoje, estarão ajudando a corrente oposta, os reacionários de sempre, os ricos em detrimento dos pobres. Isso é uma simplificação absurda, inaceitável. Clique aqui para ler mais |
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Por Reinaldo Azevedo | 06:02
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Veja 7 - Entre grampeados, juiz desafeto do PT
Por Diego Escosteguy: “O Tribunal Superior Eleitoral está desde a semana passada em estado de alerta. Rastreamento feito por uma empresa de segurança detectou a existência de grampos nas linhas telefônicas privativas dos gabinetes dos ministros Marco Aurélio Mello, presidente do tribunal, Cezar Peluso, vice-presidente, e Marcelo Ribeiro, encarregado de analisar infrações na propaganda eleitoral na televisão. Os responsáveis pelo crime não foram identificados – e dificilmente serão –, embora a ação tenha deixado rastros evidentes sobre o objetivo dos autores. O voto de um desses ministros pode levar à ruína interesses poderosos ou provocar a impugnação de uma candidatura. A uma semana das eleições, uma sentença conhecida com antecedência é mercadoria valiosa. Por isso, entre os ministros, não há dúvida de que os grampos têm ligação com as eleições de domingo. O ministro Marco Aurélio se diz assustado com a ousadia e não descarta a possibilidade de a ação ter como responsáveis pessoas diretamente interessadas na disputa, seja na condição de candidato ou de partido político. Segundo a empresa de segurança contratada pelo tribunal, a interceptação foi trabalho de profissionais. Crítico ferrenho da reeleição desde o início do processo, Marco Aurélio foi acusado de ser tendencioso pela coordenação de campanha do PT.” Clique aqui para ler mais |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:52
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Veja 6 - O risco real de Lula perder o mandato se for mesmo reeleito
Por Juliana Linhares e Camila Pereira: “(...)A lei é clara quando diz que, comprovado o uso de dinheiro ilícito na campanha, o candidato – ainda que já eleito – terá o seu diploma cassado. Em outras palavras: se Lula vencer as eleições e, depois de empossado, for considerado culpado pelo tribunal, perderá o mandato, assim como seu vice. Novas eleições serão convocadas e o petista ficará inelegível por três anos. Antes disso, há a possibilidade de recurso. Lula pode apelar para o Supremo Tribunal Federal alegando inconstitucionalidade na decisão do TSE. Caso o STF viesse a conceder o efeito suspensivo da sentença, não haveria novas eleições e o presidente continuaria no cargo, pelo menos até o julgamento do mérito do recurso – o que poderia levar anos. Lula, obviamente, também pode ser absolvido no processo do TSE. Mas, se eleito, assumirá um governo que dará a largada sob o peso de um monumental passivo ético – resultado da soma de escândalos que pontuaram toda a segunda metade do seu mandato. Para especialistas, esse desgaste terá reflexos diretos na governabilidade. "Com o PT em frangalhos para articular alianças na Câmara e no Senado, e a oposição acirrando o embate político, os ventos não estarão favoráveis para Lula como estiveram no primeiro mandato, quando ele conseguiu ampla maioria em votações importantes para o governo", analisa o cientista político Rubens Figueiredo. (...)” Assinante clica aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:47
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Veja 5 - Como a PF de Bastos finge que investiga
Por Marcio Aith e Giuliano Guandalini: “ (...) Na prática, a PF mais esfumaça o cenário do que investiga. Na última sexta-feira, por exemplo, divulgou a blogueiros amigos ter descoberto de onde foi sacado 1 milhão do 1,168 milhão de reais apreendidos. A PF teria chegado a tal descoberta com base num recibo de saque. No entanto, o documento encontrado pela polícia não era um recibo de saque propriamente dito. Não continha o nome do sacador, não era o papel oficial de um banco nem indicava claramente a quantia, que poderia ser de 1.000 reais ou de 1 milhão de reais, dependendo do freguês. Os policiais chegaram a confundir o número do escritório central de uma agência transportadora de valores com o de uma agência bancária do Bradesco. Há mais. Com base nas cintas que envolvem os maços de reais apreendidos, por exemplo, a PF diz ter identificado três bancos de onde a dinheirama teria sido sacada: BankBoston (atual Itaú Personalité), Bradesco e Safra. No entanto, executivos financeiros ouvidos por VEJA dizem ser impossível detectar a origem do dinheiro apenas pelas cintas que prendem os maços de cédulas. Isso porque as instituições financeiras privadas costumam emprestar diariamente dinheiro entre si (no chamado mercado interbancário), por meio de transportadoras, sem que as cintas sejam removidas. Portanto, quando os saques são vultosos, bancos podem entregar a clientes maços de dinheiro envoltos por cintas de outras instituições. É possível que a PF ainda nem tenha descoberto os bancos de onde saíram os saques. Tem mais. Foi divulgado que a PF conversou com gerentes e funcionários da agência do BankBoston em São Paulo, quando, na verdade, nenhum agente esteve na agência. Aliás, a PF ainda não entrou em contato formal (nem informal) com nenhuma das três instituições financeiras cujos nomes deixou vazar. E o que é mais grave: o mesmo Coaf que tentou esmagar o caseiro Francenildo ainda não forneceu dados às investigações. (...) Dos 139.000 dólares apreendidos, 30.000 eram notas novinhas em folha, que nunca haviam circulado. Eram três maços com 100 cédulas de 100 dólares, num total de 10.000 dólares em cada pacote. Os maços ainda estavam atados pela cinta de papel Bureau of Engraving and Printing (BEP, a casa da moeda dos Estados Unidos). (...) Notas como essas são uma raridade fora dos Estados Unidos. O presidente de um grande banco brasileiro contou a VEJA só ter visto cédulas assim nas negociações para pôr fim ao seqüestro de um cliente. ‘Sua família trouxe o dinheiro diretamente de uma conta nos EUA. O saque foi solicitado a um grande banco americano, que pediu os recursos diretamente ao Fed. O trâmite foi acelerado pelo governo dos Estados Unidos, e o dinheiro chegou num jato particular.’ (...)” Assinante clica aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:41
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Veja 4 - Freud: o submundo do PT no divã
Por Policarpo Júnior: “O assessor especial do presidente Lula, Freud Godoy, era, até a semana passada, um ilustre desconhecido. Além de amigo e ex-segurança do presidente, pouco se sabia sobre suas atividades, a não ser o fato de que era uma espécie de faz-tudo no Palácio do Planalto. Freud Godoy, sabe-se agora, era muito mais que um mordomo de luxo. Apontado como o homem encarregado de supervisionar a parte final da operação de compra do dossiê tucano, ele se demitiu. Antes, confirmou que esteve com o ex-policial preso com as malas de dinheiro, mas disse que nada sabia sobre a história do dossiê. Suas atividades no Palácio, afirmou, se limitavam às tarefas típicas de qualquer empregado doméstico. Não eram. Freud é um personagem capital do submundo petista. Além de ter recebido 98.500 reais do valerioduto, Freud é responsável, entre outras coisas, pela segurança de todas as operações consideradas de risco do PT, principalmente as que envolvem dinheiro. Até explodir o escândalo do mensalão, em maio do ano passado, o ex-assessor especial do presidente coordenava pessoalmente a segurança do tesoureiro Delúbio Soares – o homem da mala da república petista. (...) VEJA ouviu dois seguranças que trabalharam com Delúbio nesse período. (...) O que mais chama atenção nas histórias narradas pelos seguranças, porém, é a presença quase constante de malas de dinheiro, o que se tornou um símbolo da atuação dos petistas no governo. (...) Os roteiros anotados mostram que na véspera da intervenção federal no Banco Santos a comitiva de Delúbio fez uma visita ao prédio. O tesoureiro permaneceu no banco por alguns minutos e voltou com uma mala. (...)” Clique aqui para ler mais |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:31
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Veja 3 - O vôo cego do petismo
Por Alexandre Oltramari: “O escândalo do dossiê, no qual uma dupla de petistas foi flagrada comprando por quase 2 milhões de reais um conjunto de denúncias contra tucanos que não valia um centavo, abriu uma crise gravíssima e imprevisível. Gravíssima porque logo se descobriu que os envolvidos têm laços com a campanha reeleitoral do presidente Lula e com a própria instituição da Presidência da República. Do círculo íntimo do presidente, entre confessos e suspeitos, está Freud Godoy, seu segurança pessoal até a posse e depois nomeado assessor especial, que dormia no Palácio da Alvorada nos primeiros meses do governo e tem sala no mesmo andar do gabinete presidencial no Planalto. Também está Jorge Lorenzetti, o churrasqueiro oficial dos domingos na Granja do Torto e tutor informal de Lurian, a filha mais velha de Lula. Do círculo político, mas nem por isso menos íntimo, está o deputado Ricardo Berzoini, presidente do PT e, até a semana passada, coordenador da campanha reeleitoral de Lula, defenestrado pelo escândalo. Está Osvaldo Bargas, amigo dos tempos de militância sindical nos anos 70, responsável pelo capítulo sobre trabalho no programa de governo – e casado com Mônica Zerbinato, secretária particular de Lula.” Assinante clica aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:22
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Veja 2 - Uma capa-símbolo: delinqüência e métodos criminosos de um partido
![]() Veja chega às bancas com uma capa à altura dos tempos. Um emblema. Traz um Lula desenhado, com a faixa presidencial servindo de venda. E sem título. A imagem, rigorosamente, diz tudo. Restará para a história como símbolo dos quatro anos do governo que tudo fez, mas nada viu. Nunca antes Estepaiz viu e não viu tanto. Seguem trecho do texto de abre e link para assinantes: “Com seus métodos criminosos, o PT lançou o país em uma grave crise política. Às vésperas da eleição presidencial, o partido cometeu uma violência ao tentar influir nos resultados do pleito estadual paulista pela compra e divulgação de um dossiê falso sobre adversários. O crime foi descoberto. Pela proximidade dos seus autores confessos e dos suspeitos com a campanha de reeleição do presidente Lula e com a própria instituição da Presidência da República, as conseqüências legais podem ser severas. Entre os trágicos resultados potenciais do crime está até a impugnação da candidatura de Lula. Se isso vier a acontecer, o PT terá feito algo inédito em sua rica trajetória de delinqüências. O próprio partido de Lula terá conseguido impedir a manifestação da vontade popular dos brasileiros que, nas pesquisas, brindam o presidente-candidato com 50% das preferências de voto. Na terminologia do próprio Lula, o PT terá conseguido ‘melar’ as eleições. Que melancólica ironia!” Clique aqui para ler mais |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:13
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Veja 1 - Diogo Mainardi: "IstoÉ, a mais vendida"
A coluna de Diogo Mainardi na Veja desta semana se chama “IstoÉ, a mais vendida”. E traz revelações muito interessantes. Leia trechos: “Fim de agosto. Base aérea de Congonhas. Lula se encontra com Domingo Alzugaray, dono da IstoÉ. O encontro está fora da agenda presidencial. Alzugaray se lamenta dos problemas financeiros da revista. Sabe como é: salários atrasados, contas penduradas com o fornecedor de papel e com a gráfica. Lula pergunta como pode ajudá-lo. Alzugaray sugere o pagamento imediato de uma série de encartes encomendados pela Petrobras. Valor total: 13 milhões de reais. Lula promete se interessar pelo assunto. Duas semanas depois, a IstoÉ publica a matéria de capa com os Vedoin, incriminando os opositores de Lula. (...) Aborreci um monte de gente para tentar descobrir se a IstoÉ foi socorrida pela Petrobras nas últimas semanas. Ninguém soube me dizer. Os gastos em publicidade da Petrobras competem somente a ela mesma. O presidente manda. O jornalista publica. O contribuinte paga. (...) A produtora que faz a propaganda eleitoral de Mercadante é a VBC. VBC... VBC... O nome é familiar. É a mesma VBC que se meteu no escândalo do lixo de Marta Suplicy? É a mesma VBC que produziu farto material de propaganda da Petrobras, incluindo um documentário de três horas sobre o Pantanal? Sim. É a mesma VBC. (...)” Assinante lê a íntegra aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:07
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Procurador acusa: petistas fazem depoimentos orquestrados para esconder a verdade
Do Jornal da Globo desta madrugada: “O procurador Mário Lúcio Avelar, que ouviu nesta sexta Jorge Lorenzeti, Expedito Veloso e Oswaldo Bargas, disse que os depoimentos foram orquestrados, com a intenção de esconder a verdade dos fatos. Nos três depoimentos, foi apresentada a versão de que o dossiê contra políticos tucanos seria obtido gratuitamente. Para o procurador esta foi apenas uma das muitas contradições. O depoimento de Oswaldo Bargas à Polícia Federal durou quatro horas e meia. Ele é acusado de oferecer denúncias contra o PSDB às revistas Época e Istoé. Mais cedo, prestaram depoimento Expedito Veloso e Jorge Lorenzetti, que também deixaram o comitê de campanha do presidente Lula por envolvimento no escândalo. Expedito Veloso deixou a Polícia Federal depois de quase seis horas de depoimento. Ele é suspeito de ter viajado a Cuiabá a mando do comitê de campanha do presidente Lula para negociar o dossiê oferecido por Luis Antônio Vedoin” |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:46
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Óculos escuros, bigodão e gravata cor-de-rosa
Na ótima edição do Estadão deste sábado sobre o imbróglio, destaque para esta foto, de Celso Júnior. Trata-se de Jorge Lorenzetti, o Delúbio Soares da hora, que está assumindo toda a responsabilidade pela operação e isentando todos os outros petistas. Reparem que ele não faz aquele ar aparvalhado, que caracterizava Delúbio Soares. Não segue o figurino operário sonso (embora o ex-tesoureiro seja professor). Seus bastos bigodes ilustram melhor a nova classe social que chegou ao poder. Ele é um homem muito poderoso na CUT. Era até dirigente de banco estatal. É professor universitário e especialista em churrasco... Chegaram ao topo. “Eles têm carro, eles têm grana, eles têm casa, e a grama é bacana”, mas usam terno com risca de giz, óculos escuros, bigodões e, Santo Deus!, gravatas cor-de-rosa. O conjunto é um tanto apavorante. |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:32
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Trama era para beneficiar Mercadante, diz Lorenzetti, chefe da turma
No Estadão deste sábado: "De acordo com depoimento prestado ontem por Jorge Lorenzetti, o dossiê Vedoin era negociado para ajudar na campanha ao governo de São Paulo do petista Aloizio Mercadante. Lorenzetti admite ter enviado Expedito Afonso Veloso e Gedimar Passos a Cuiabá para avaliar o dossiê, mas nega ter feito negociação envolvendo dinheiro. Ainda segundo o petista, os encontros com Luiz Antônio Vedoin ocorreram por orientação do então coordenador de comunicação dacampanha de Mercadante em São Paulo, Hamilton Lacerda". Clique aqui para ler mais |
| Por Reinaldo Azevedo | 04:27 |