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ENQUETE
Barack Obama éo franco favorito à Presidência dos EUA. Caso não se eleja, qual deve ser o seu destino?



Converter-se ao catolicismo, tornar-se padre em duas semanas, bispo em dois meses e se candidatar a papa;



Candidatar-se a secretário-geral da ONU e dar início, então, ao movimento para criar o governo mundial;



Mudar-se para o Brasil e disputar a presidência da Fundação Cacique Cobra Coral;



Mudar-se para o Brasil, filiar-se ao PT e disputar com Lula a condição de maior milagreiro do Ocidente;



Continuar a fazer discursos que já nascem históricos e a fazer uma história que já nasce póstuma.
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Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Sábado, Agosto 26, 2006

Eles na TV
É o segundo bom programa de Geraldo Alckmin na comparação com o que vinha sendo feito. Ele ao menos se refere à existência de Lula e a erros ou omissões cometidos pelo atual governo. E depois expõe a sua biografia plena de realizações. Aproveita-se do fato de haver muitos migrantes em São Paulo. Eles declaram seu voto em Geraldo, como a dar recado a seus conterrâneos que ficaram em seus Estados. Ok. Mas é pouco. É muito tempo na TV para tão pouca desconstrução. O Ditão sou eu (ver abaixo). Quero que bata mais. Mas eles não batem.

Vou insistir na tese de que o pobre do programa o PSDB-PFL precisa ser corrigido. Está exagerado. Ou seja, está como é. Pobre precisa ser verossímil, não necessariamente verdadeiro. Esse negócio de ficar agradecendo ao Geraldo com lágrimas nos olhos não dá. Parece escravo se ajoelhando diante do nhonhô. Muda isso, Gonzáles. Pobre beneficiado tem de estar para cima, animadão, entendeu? E inverte a frase para não perverter a língua e continuar eufônico: “A diferença entre mim e o atual presidente”, e não “entre o atual presidente e eu”. Já basta o Apedeuta oficial.

Resumo: a mudança foi pouca. Fez-se uma concessão à obvia necessidade de bater em Lula, porém pequena. Como se o debate fosse aquele proposto pelo Ditão de Pinda: bater ou não. Errado: o debate é provocar ou não o segundo turno.

Lula
O triunfalismo anos 70 do dia foi o Biodiesel e o Hbio, uma mistificação do petismo, que pretende que o Brasil seja a maior potência energética do mundo. Aparece o Demiurgo, com a cara mais lisa que bumbum de bebê: “Eu costumo dizer que o Brasil está plantando petróleo”, como se fosse algo que se sai falando por aí. “Pô, cara, a gente ta plantando petróleo”. Dilma Rousseff deu pinta: durona, voz firme, no comando, a pensadora estratégica.

O pobre de Lula é triunfalista, é vitorioso. Quando fica alegre, bate bumbo, dança capoeira, sai sambando. Não sei se é uma ameaça. Vai que Lula mude, como quer, o Brasil, e a gente vire tudo sambista.

Bivar
Precisamos de um país onde Bivar um dia possa ser eleito. Ou terá chegado ao fim toda esperança, ou tudo estará resolvido. Hoje ele prometeu financiar a produção agrícola, com garantia de preço mínimo, e acabar com as lombadas eletrônicas. Homem de visão.

A voz
Depois me desinteressei. Enquanto arrumava alguma coisas, ouvi uma voz ao fundo. Era Maluf, candidato a deputado federal. Sabem o que ele queria? Mais rigor com os presidiários. É isso aí. Maluf, como eu, é contra o corporativismo.
Por Reinaldo Azevedo | 21:41 | comentários (33)

Tão dará aula de pós da novilíngua Destepaiz...

Tão Gomes Pinto está fazendo escola. O PT, naqueles microcomerciais, põe uma marchinha infame no ar, com a letra tomando toda a tela da TV: “ái, ái, ái, está faltando educação”. Nem diga. Ai, ai... Estepaiz ainda vai fundar uma língua. O curso de pós-graduação será ministrado por Tão...
Por Reinaldo Azevedo | 19:43 | comentários (22)

Tão diz que ando "mau (sic) humorado"...

Tão Gomes Pinto tá mais feliz do que pinto no lixo. Ninguém havia comentado o post sobre Diogo Mainardi. Foi eu reproduzir aqui, e ele já está com uns cinco leitores. Um deles resolveu me xingar. E o velho lobo da imprensa e da língua portuguesa então respondeu: “Edimar, meu irmão, o Reinaldo anda muito mau (sic) humorado. Nossa! Diz cada coisa. Me tira dessa, cara. Abs, tão” . Caminho Suave para ele, hehe.
Por Reinaldo Azevedo | 17:45 | comentários (37)

Diogo e um ataque energúmeno
É claro que eu não leio Tão Gomes Pinto. Eu nem sabia que ele tinha um blog. Aliás, pouca gente sabia ou sabe. Um leitor me mandou um link. Ele comenta a coluna de Diogo Mainardi na Veja desta semana. Trata-se de um texto abjeto, além de porcamente escrito. Reproduzo abaixo porque acho que essas coisas têm de ficar documentadas. Vai que o autor mude de idéia e decida retirá-lo do ar.

Trata-se de um texto analfabeto, na gramática e no estilo. Tão escreve “anti-lulismo, voce, ninguem, vigilancia, apoiam, sem vergonha, inteligenzia, ignorancia (!) e tambem”. Já sabemos. Não quer dar aula de língua ou estilo, mas de caráter. Por isso, chama Diogo de “canalha, inescrupuloso, sem vergonha (sic) e pústula”. E ainda incita o leitor: “e voce (sic) pode alinhavar aí todas as palavrinhas e especialmente os palavrões que conhece.”

Ele não disfarça: não fica confortável com a defesa que certos artistas fizeram de Lula. Lembram-se? A síntese foi dada por Paulo Pet-Petralha: “É preciso enfiar a mão na merda”. Tão acha que isso acaba “queimando o candidato”. Então descobrimos a razão da sua fúria: ele quer proteger Lula. E até evoca uma espécie de testemunho do jornalista Guilherme Fiúza — olha as afinidades eletivas que vocês está despertando, Guilherme... Eu, hein, Rosa!?

Tão não deve ser um canalha. Mas seu texto é. Ao afirmar, o que é mentira, que “cada vez mais gente deixou de ler a revista do Civita por causa do Diogo”, está tentando empurrar um desafeto para o desemprego. Aliás, esse é o dado de humor involuntário de Tão (que só consegue ser engraçado sem querer): ter a pretensão de ser adversário intelectual de Diogo Mainardi. Está tentando lamber as botas do ex-patrão (ele já foi de Veja, quando a revista era deficitária) para ver se este demite o colunista. Tão, com seu estilo Monza último tipo, quer ensinar Roberto Civita a ganhar dinheiro.

O sonho dourado desses caras é ver no desemprego e na rua da amargura todas as pessoas das quais divergem. É o seu modo de cortar cabeças, de condenar à guilhotina. Compro briga com muito jornalista e colunista, como estou fazendo aqui agora, mas há um limite e uma medida. É claro que este senhor atravessou as fronteiras do razoável. De resto, nunca é tarde para aprender. Inclusive aprender a escrever. Segue o texto, para que fique como documento, antes que o próprio Tão dele se arrependa.
*
“Continuo na minha sacrificada missão de ler a Veja - e especialmente a coluna do Diogo Mainardi. Encaro esse trabalho como uma missão caridosa. Uma atividade em prol da comunidade.

Muita gente - cada vez mais gente, aliás, diz que deixou de ler a revista do Civita por causa do Diogo Mainardi. Ele consolidou, com o seu anti-lulismo escrachado, a imagem do mais canalha, inescrupuloso, sem vergonha, pústula - e voce pode alinhavar aí todas as palavrinhas e especialmente os palavrões que conhece.

Todos cabem perfeitamente no Diogo. Ou no que ele escreve semanalmente na revista que "ninguem mais lê". Então eu me sacrifico e leio para o pessoal.

Afinal, já dizia a velha e sábia matrona da política que atendia pelo apelido de UDN, o preço da liberdade é a eterna vigilancia.

É o que eu faço: vigio o Diogo de perto.

Esta semana ele escreve sobre os intelectuais que apoiam o Lula. Eu mesmo já escrevi aí em baixo, mandando os intelectuais lulistas por favor calarem a boca. Se continuarem falando besteira, eles vão acabar "queimando" o candidato.

O Guilherme Fiuza escreveu na mesma linha. O assunto dominou as conversas da "inteligentzia" durante a semana. Mas chega de conversa mole, vamos ao que diz o Diogo. A maldade da coluna já vem no título: "O mensalão das artes"

O canalha conta em seguida que a Eletrobrás patrocinou o último espetáculo teatral de José de Abreu. E diz que José de Abreu ganhou 145 900 reais pelo espetáculo. O Diogo diz que checou. Foram precisamente 145 900 reais.

Ele se pergunta: "É muito? É pouco? Que sei lá eu?" . Ou seja admite a sua própria ignorancia.

Depois ele foi fuçar a agenda do Wagner Tiso, outro que esteve no jantar do Gil e que abriu a caixa de ferramentas do besteirol falando em ética na política.

Em primeiro lugar esse tal de Mainardi não pode ir fuçando a agenda alheia assim sem mais nem menos. Isso é invasão da privacidade, pô.

E o que ele descobriu na agenda: apenas viu que ele rege a orquestra da Petrobras, toca no domingo na Funarte, coordena as quintas no BNDES, viaja a Paris a convite do Ministério da Cultura, é mandado a Goiás pelo Ministério do Turismo,
apresenta-se no Centro Cultural Banco do Brasil, e pede tutu da Lei Rouanet para gravar um CD comemorativo de sua carreira.

Ainda bem que o Diogo admite: ele assume que gosta de se intrometer na vida dos outros. Telefonou para a assessoria de imprensa da Petrobras para tentar descobrir o valor do contrato do Tiso com a orquestra.

Ninguém quis me informar, diz o Diogo. Ele lembra que a Petrobras é o maior patrocinador cultural do Brasil. Em 2005, investiu 235 milhões de reais em patrocínios.

Continuando no seu vício de meter o bedelho onde não é chamado, o Mainardi listou o que ele chama de "algumas personalidades do meio artístico" que declararam voto em Lula.

Isso é pirraça pura, picuinha. Sugere maldosamente que nós boicotemos os espetáculos dessa gente. Estão na lista do Mainardi o Paulo Betti, a Arlete Salles, a Bete Mendes, o Jorge Mautner, a Alcione, o Jards Macalé, a Renata Sorrah, o Zeca Pagodinho, a Fernanda Abreu, o Luiz Carlos Barreto, o Augusto Boal, a Rosemary, o Jorge Furtado, o Marcos Winter, o DJ Marlboro, o Ariano Suassuna, a Shel, o Cara Branca, o Magrelo e o Moringa.

Aí fica escrachada a maldade.

Ele mesmo pede: "Cancele a última parte. Estou confundindo tudo. Os quatro últimos apóiam o PT, mas não pertencem ao meio artístico. Pertencem ao PCC".

De fato, o Dieguito está fazendo uma mistureba total, uma geleca geral. Assim tambem não dá!”
Por Reinaldo Azevedo | 16:30 | comentários (82)

Petralha, volta para Estepaiz e larga este país!
Olhem o que me manda um petralha:

“Quem escreve "paiz" eu considero bem apedeutão. É ... Quem escreve ‘paiz’ eu considero bem apedeutão. É a mistura de Paz com País ? Ou é a augonorânça que boiô ?”

O tonto ou a tonta — seria elaaaaaaaaaaaaaaa? — ainda não percebeu que “Estepaiz” (com “z”, é claro!) é o nome petista do Brasil. Petralha precisa de tecla SAP para piada. Sai, peste! Volta para Estepaiz, que este país não te pertence.
Por Reinaldo Azevedo | 15:14 | comentários (31)

Meu artigo no Globo de hoje: "Sobre previsões, erros e o Bell'Antonio"
Seguem trechos do meu artigo no Globo deste sábado. Não é possível fazer link. Para ter acesso ao texto, você precisa se cadastrar. O serviço é gratuito. O artigo se chama “Sobre previsões, erros e o Bell’Antonio”:

Em dezembro do ano passado, as pesquisas eleitorais indicavam a vitória folgada de José Serra para a Presidência da República. Qual foi o primeiro partido a ficar amuado com isso? O PSDB. Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Tasso Jereissati se apressaram em dizer que aqueles números nada significavam. No dia 3 daquele mês, escrevi neste jornal: “[Aécio] pode estar colaborando objetivamente para a reeleição de Lula. O governador Geraldo Alckmin, por sua vez, diz que prefere mirar o futuro a atacar o presidente, o passado. Anunciou que não vai criticá-lo se for para a disputa (...) A crítica é um imperativo da política”.

Só mais um pouco de memória. Concluía assim o meu artigo: “Certos tucanos são sabidos demais para se dobrar aos fatos. Então, boa sorte! Que, ao menos, se organizem para 1) passar pelo crivo do primeiro turno (só ganha o segundo quem passa pelo primeiro); 2) reconquistar os votos que já têm caso os desprezem na largada; 3) conseguir os outros, que farão a diferença

Gosto que lembrem o que eu disse. Como não sou um desses picaretas que sacam da algibeira a desculpa fácil de que “a realidade é dialética”, corro o risco de ser confrontado com os meus erros, coisa que políticos e acadêmicos detestam. (...)

Chego a sentir uma espécie de pena escarnecida daqueles que acreditam que vão herdar de Lula um país em fadiga de material, pronto a aderir ao primeiro Bell’Antonio que lhe soprar palavras suaves ao ouvido e acenar com amanhãs sorridentes. Mais uma previsão: o PT tudo fará para ser o herdeiro de si mesmo. E começará por tentar mudar a Constituição. Quem quer apostar?”
Por Reinaldo Azevedo | 05:29 | comentários (41)

FHC: Estepaiz nunca viu uso tão escandaloso da máquina pública
Por Expedito Filho, de Brasília: “Embora ressalve que o resultado das eleições ainda não esteja definido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se disse preocupado com a possibilidade de consolidação da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. ‘Estou vendo tudo com uma certa preocupação. Lula está muito consolidado’, afirmou FHC, em entrevista por telefone ao Estado. O ex-presidente ponderou, contudo, que o crescimento da candidatura Lula ocorreu pelo uso escandaloso da máquina pública, como nunca antes teria ocorrido. FHC lembrou da antecipação do 13º salário para os servidores e da adoção de uma série de medidas que teriam desequilibrando o jogo em favor do governo. ‘O uso da máquina está sendo escandaloso, mas não há indignação. O Brasil parece anestesiado, perdeu a capacidade de se indignar.’ FHC acha também que os partidos de oposição não devem levar a sério a proposta de distensão apresentada por Lula." Clique aqui para ler mais
Por Reinaldo Azevedo | 05:23 | comentários (14)

Tasso: "mais útil a Alckmin no Ceará". Então tá...
Onde você acha que está o presidente do principal partido de oposição, cuja candidatura enfrenta uma crise óbvia? Ora, no interior de sua aldeia, cuidando de disputas com outros aldeões. Isso explica muita coisa. No Estadão deste sábado: “O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati, está há 11 dias "internado" no Ceará. Sua assessoria alega que ele tem se dedicado à campanha de Geraldo Alckmin. E que a decisão de ficar no Ceará esse período foi necessária porque no Estado o PSDB, controlado pelo governador Lúcio Alcântara, adversário de Tasso, boicotou Alckmin para apoiar o presidente Lula. Ele visitou dez cidades e visa principalmente a resolver o problema regional. Tasso está em disputa com Alcântara e quer vencê-lo, mesmo que tenha de apoiar Cid Gomes (PSB), que trabalha por Lula. Segundo o Datafolha, Cid subiu para 50% e passou o governador, que tem 37%. Mais tarde, Tasso considerou "absurda" a especulação de que teria abandonado a campanha presidencial para resolver a crise no Ceará. 'Aqui estou sendo mais útil a Alckmin.'" Nem diga. Para onde pender o Ceará, penderá o resto do Brasil.
Por Reinaldo Azevedo | 05:15 | comentários (10)

Tudo vai bem com a campanha de Alckmin. No Acre
Por Christiane Samarco, no Estadão deste sábado: “O candidato da coligação PSDB-PFL, Geraldo Alckmin, completa hoje, no Acre, seu primeiro giro completo pelo Brasil, com um trunfo singular: ao menos por enquanto, só o terceiro menor colégio eleitoral do País, com pouco mais de 410 mil eleitores, proporcionou ao tucano a tão cobrada integração da campanha presidencial com as campanhas locais. Diante da larga margem de vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto, a regra geral Brasil afora é o esquecimento de Alckmin, que não aparece na propaganda eleitoral dos aliados. A exceção é o Acre, onde ele tem sido citado por todos os tucanos que concorrem a deputado estadual, federal, senador e governador. E diferentemente dos demais Estados, que amargam o atraso no envio de material de campanha, os tucanos do Acre já receberam as bandeiras, banners e adesivos do comitê nacional, e colocaram o material nas ruas. Com dois palanques no Estado - o do candidato do PPS ao governo, Marcio Bittar, que vem liderando as pesquisas eleitorais à frente do PT do governador Jorge Viana, e o do "lanterninha" tucano, Tião Bocalom -, a coordenação nacional da campanha de Alckmin teve de montar programação dupla.” Clique aqui para ler mais
Por Reinaldo Azevedo | 05:09 | comentários (8)

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Por Wilson Tosta, no Estadão deste sábado: “‘Porque, depois do massacre que fizeram contra mim, achando que podiam me derrotar pela imprensa brasileira, o que estamos vendo é que o povo levantou a cabeça e disse: 'Lula, deixa com nós (sic), que nós sabemos o que fazer neste País’, afirmou, ao lado do senador Marcelo Crivella, candidato do PRB ao governo estadual e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), em um comício na zona oeste da capital. Cerca de 10 mil pessoas, a maioria trazida em ônibus e vans, participaram do ato, na praça Guilherme da Silveira, em Bangu. Com seu discurso de ataques a Garotinho e Cabral Filho, Lula virtualmente sepultou o sonho do senador peemedebista de ter pelo menos a neutralidade do governo federal em relação à sua candidatura. No Rio, Lula tem dois palanques: o de Crivella e o de Vladimir Palmeira (PT), com quem também promoveria comício ontem, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O presidente, depois de citar programas governamentais para o Rio que teriam tido o apoio de Crivella como vice-líder do Governo no Senado, acusou Cabral Filho de ter feito oposição à maioria deles. ‘O adversário deste aqui votou contra a maioria dessas coisas que eu falei’, afirmou. ‘Votou contra porque era importante não deixar que o governo federal fizesse nada pelo Rio.’Clique aqui para ler mais
Por Reinaldo Azevedo | 05:04 | comentários (8)

Veja 3 - Diogo e o mensalão das artes
Diogo Mainardi descobriu o mensalão das artes. Com um ou dois telefonemas, conseguiu revelar o valor do que parecia ser apenas uma crise ética. Acompanhem trechos:
“José de Abreu é ator. Apóia Lula. (...) A Eletrobrás patrocinou o último espetáculo teatral de José de Abreu. É um monólogo em que ele interpreta José Dirceu, José Mentor e Gilberto Gil. Uma gente da melhor qualidade. Liguei para a assessoria de imprensa da Eletrobrás e perguntei quanto José de Abreu ganhou pelo espetáculo. Foram precisamente 145.900 reais. (...) Wagner Tiso também apóia Lula. Fui conferir sua agenda. Vi que ele rege a Orquestra da Petrobras, toca no Domingo na Funarte, coordena as Quintas no BNDES, viaja a Paris a convite do Ministério da Cultura, é mandado a Goiás pelo Ministério do Turismo, apresenta-se no Centro Cultural Banco do Brasil, e pede tutu da Lei Rouanet para gravar um CD comemorativo de sua carreira. Listei algumas personalidades do meio artístico que declararam voto em Lula e que merecem ser boicotadas. (...) Paulo Betti, Arlete Salles, Bete Mendes, Jorge Mautner, Alcione, Jards Macalé, Renata Sorrah, Zeca Pagodinho, Fernanda Abreu, Luiz Carlos Barreto, Augusto Boal, Rosemary, Jorge Furtado, Marcos Winter, DJ Marlboro, Ariano Suassuna, Shel, Cara Branca, Magrelo e Moringa. Peraí. Cancele a última parte. Estou confundindo tudo. É o problema de ler tantos jornais. Os quatro últimos apóiam o PT, mas não pertencem ao meio artístico. Pertencem ao PCC.
Por Reinaldo Azevedo | 04:50 | comentários (24)

Veja 2 - Newtão entre semelhantes
Com o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva, Newton Cardoso, ex-governador de Minas, pode assumir uma cadeira no Senado. Veja decidiu cotejar o que ele de fato tem com o que diz ter. Leiam trechos da reportagem: “A fortuna do ex-governador de Minas Gerais Newton Cardoso sempre foi um assunto nebuloso. No início do mês, ele acrescentou mais mistério ao seu patrimônio. Candidato ao Senado pelo PMDB, Newtão, como é conhecido, informou ao Tribunal Regional Eleitoral que seus bens somam 11 milhões de reais. Dias depois, comprou o controle da indústria de sucos Goody. O faturamento e o valor dos empréstimos contraídos pela empresa levaram os analistas a estimar o valor da transação em 12 milhões de reais. É mais do que Newtão declarou à Justiça. (...). Na lista, Newtão declarou ainda suas ações da NC Participações por 5,5 milhões de reais. A NC é dona de uma empresa chamada Rio Rancho, em nome da qual estão registradas 25 fazendas. Apenas seis delas valem 17 milhões de reais. De novo, é bem mais do que ele atribuiu à NC e do que informou à Justiça. (...) Hoje, ele sobe no palanque de mãos dadas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e participa da chapa do candidato petista a governador, Nilmário Miranda. No passado, o mesmo Miranda defendia o impeachment do peemedebista e afirmava: "O senhor Newton Cardoso deve procurar aliar-se a seus semelhantes na corrupção". Pois bem, o eleitorado tem todo o direito de concluir que Newtão não apenas procurou como achou seus semelhantes". Clique aqui para ler mais
Por Reinaldo Azevedo | 04:31 | comentários (8)

Veja 1 - Holiday on ice
A Veja traz uma reportagem tentando entender por que vivemos as eleições mais frias desde a redemocratização do país. Seguem trechos do texto de Lucila Soares e Ronaldo Soares e link para os assinantes da revista:
O favoritismo absoluto dos líderes das pesquisas nos principais colégios eleitorais também contribui para esfriar a campanha. Em vinte dos 27 estados a eleição deverá ser decidida em primeiro turno, sendo que em dezenove deles o governador concorre à reeleição. Em Minas Gerais, Aécio Neves tem 76% das intenções de voto, segundo a última pesquisa do Datafolha. "É uma situação em que não há disputa, portanto muito dificilmente existe paixão", afirma a cientista política Lúcia Hippolito. A essa situação se soma uma diferença importante da campanha em relação às anteriores. O eleitor mal consegue distinguir candidatos e partidos. Lula deixou de ser PT, ainda que o PT faça de tudo para associar-se a Lula. Geraldo Alckmin é PSDB, mas o PSDB não faz questão de associar-se ao candidato tucano – aliás, em muitos casos, tenta claramente desvencilhar-se dele.
As campanhas presidenciais de Lula sempre foram marcadas pelo uso de símbolos do PT, como a estrela, a cor vermelha e o número 13. Agora, candidato à reeleição e com o maior índice de popularidade de sua carreira política, Lula esconde os símbolos petistas e os antigos companheiros de partido. E usa as cores da bandeira do Brasil em vez do vermelho. Nas propagandas de TV da campanha presidencial, não há referência ao partido. Nos palanques montados nos estados, Lula se divide entre candidatos petistas e de outros partidos. Caso do Rio de Janeiro, onde se equilibra nas campanhas do petista Vladimir Palmeira e do senador Marcelo Crivella, do PRB, que se licenciou do cargo de bispo da Igreja Universal do Reino de Deus mas continua, evidentemente, tendo no rebanho evangélico seu maior trunfo. "O escândalo do mensalão destruiu o PT, mas não colou no Lula. Por isso ele cortou o PT de sua campanha. É uma questão de sobrevivência", analisa o cientista político Octaciano Nogueira, da Universidade de Brasília (UnB).”
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Por Reinaldo Azevedo | 04:17 | comentários (4)

"Variações Goldberg", "O Náufrago", grandezas...
Um leitor, cearense creio, falou de seu desconsolo com o que as urnas apontam e disse que, para compensá-lo, chegará em casa e ouvirá as Variações Goldberg, de Bach. E eu me lembrei de como a vida pode não ser mesquinha. Refiro-me ao romance O Náufrago, de Thomaz Bernhard, de que o mítico pianista Glenn Gould, intérprete exímio das Variações, é personagem. Seu talento e entrega à arte são de tal sorte superiores e além do humano, que isso acaba tendo um efeito moralmente devastador sobre dois colegas com os quais convive. E disso Bernhard faz um belo, civilizado e doloroso romance. Anda sendo muito plagiado por aí. Mas essa é uma briga que comprarei outra hora. Leiam O Náufrago. É tarefa de algumas poucas horas e vale muito.
Por Reinaldo Azevedo | 04:02 | comentários (6)

Gandaia: "O fumacê do cachimbo da paz"...
Nota do Painel deste sábado: "A funkeira Tati Quebra Barraco, detida durante algumas horas ontem por ter sido flagrada com um cigarro de maconha, é uma das artistas convidadas para evento com Lula segunda-feira na Cidade de Deus, Rio."

Sugiro a esta senhora que, na segunda, cante para Lula um trecho de Kaya N´Gan Daya, a versão do ministro Gilberto Gil da música de Bob Marley. Em ritmo de funk, ela poderia mandar brasa:

O sol aparecer
Sobre a chuva que cai
Tão bom rever
A tribo, o fumacê
Do Cachimbo da Paz
(e muito mais)
Por Reinaldo Azevedo | 03:18 | comentários (7)

Delfim e a troca de pupilo: de Maluf para Lula
Greta Garbo, quem diria?, foi parar no Irajá. Depois de ser tutor intelectual de Paulo Maluf por 25 anos, Delfim Netto, agora com 78 — e em quem Tancredo Neves via o grande futuro opositor de seu governo, o que não houve —, decidiu ser o Sêneca de Luiz Ignorácio Lula da Silva, em quem ele vê grande inteligência: “ muito intuitivo”. Delfim concede entrevista a Malu Delgado na Folha deste sábado. Lula diria que ele está numa idade em que já pode falar o que quiser. Bobagem! Delfim é de uma impressionante lucidez, tanta e tamanha, que percebe um certo vácuo econômico que hoje cerca o presidente e se oferece, e como!, para preencher esse espaço. Segundo Delfim, não fosse o mensalão, Lula teria adotado a sua tese do déficit nominal zero, que, acredita ele, será implementada no segundo mandato. Diz também que Lula fará a reforma da Previdência e promoverá a independência do Banco Central. Mas e o PT? Ah, o PT está em declínio e só atrapalha o presidente. Seguem duas questões e duas respostas e o link para assinantes da Folha ou do UOL:
“Folha - Mas o PT é contra o debate sobre autonomia do BC agora.
Delfim -
E o que é o PT? O PT é um partido em murcha. O Lula demorou para entender que foi ele que elegeu o PT, e não o PT que o elegeu. O PT só o atrapalhou. Se for reeleito, será pela maioria dos brasileiros. Vai fazer outra vez um governo de coalizão. Não podemos imaginar que o Lula fez o programa do PT. Fez o programa da Carta aos Brasileiros. Os maiores opositores ao Lula estão no PT, que se consideram traídos. Achavam que a Carta era para enganar trouxa. O Lula teve sorte, uma iluminação, quando poupou as Finanças do PT. O Palocci não tem nada de PT.
(...)
Folha - E Palocci era seu principal aliado para amadurecer no governo a idéia do déficit nominal zero.
Delfim -
As pessoas não sabem, mas o presidente Lula participou de todas as reuniões. Ele estava absolutamente convencido da necessidade de um programa que propunha, ao longo de cinco, seis, oito anos, uma redução da carga tributária e do endividamento público para poder ter grau de liberdade para crescer. Eu posso ter sido talvez o comecinho disso. Mas aquilo nasceu em reuniões das quais participaram o Palocci, outros membros do governo e o presidente. Dias antes do escândalo do mensalão, o presidente disse: "Eu topo". Depois houve uma desintegração. Não foi uma invenção do sr. Delfim Netto. Foi pedido do governo para pôr em discussão pública e criar suporte para uma idéia que o governo ia executar.

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Por Reinaldo Azevedo | 03:06 | comentários (8)

Lula, Loló e lulu
Um provável eleitor do PSOL diz que já estou desconstruindo Heloísa Helena. Ah, me respeite! E ela precisa ser desconstruída? Nunca ninguém me viu dizendo a ela um “Dá o pé, loro”. Sempre achei detestável a sua atuação no Senado — escrevi isso muitas vezes no Primeira Leitura. A única eventual utilidade desta senhora seria levar a disputa para o segundo turno. O diabo é que aquela personagem algo telúrica, um tanto matuta, meio primitiva, deu lugar à Loló verborrágica, esquerdofrênica. E aí acabou a graça. Seu programa na TV, mesmo tão curto, é uma catástrofe. Só funcionou enquanto ela fez o gênero “ramalhete de flores” no Jornal Nacional. Restou a sua glossolalia, a que a imprensa dá atenção porque, afinal de contas, por ora, 12% ainda dizem votar nela. Leitores me perguntam às vezes: “Entre Lula e Loló, em quem você votaria?” No lulu, desde que não fizesse xixi no tapete.
Por Reinaldo Azevedo | 00:15 | comentários (20)

Sexta-feira, Agosto 25, 2006

Foi...