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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Sábado, Agosto 19, 2006 |
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Na TV: ficamos sabendo que Alckmin já teve cabelo; a diferença entre ambos é só o botox
Vou tentar ser didático. Não para vocês, leitores habituais, que já entenderam tudo, concordem ou não comigo. Mas para quem precisa ouvir - e eu sei que lê o blog. Nós, os que votamos contra Lula - e, pois, escolhemos Geraldo Alckmin - tendemos a achar a campanha dele muito boa, não é? Com algum problema de ênfase aqui ou ali, o que se diz é verdade e tal. Então o homem é ele. E quem vota em Lula? Deve sentir em relação ao candidato que escolheu a mesma coisa. Até porque os programas são iguais. Se a gente juntar o Brasil de Lula mais o São Paulo de Alckmin, quem dormiu no Brasil acorda na Suécia, acrescida do nosso sol, das nossas praias, da nossa manemolência e, por que não dizer?, do nosso jeitinho. Será que agora eles me entendem? Dois corpos, em espaços iniciais distintos, são submetidos, para se deslocar, às mesmas forças, em condições constantes e invariáveis. A distância será mantida. É simples assim. A campanha de Alckmin, ainda que não ganhasse um miserável voto, teria, no primeiro turno, de tirar votos de Lula. E, como está, não tira. Parece haver uma disputa entre ambos para saber quem oculta mais as sacanagens do petismo, repararam? No país encantado de Lula e Geraldo, inexistem corrupção e desmando. Porque os marqueteiros não acreditam em campanha negativa. A campanha tucana teve ao menos o bom gosto de diminuir o tempo dedicado à sua biografia. Hoje, Alckmin nos contou onde ele cortava o cabelo. Informação: ele já teve cabelo. Ótimo. E aí veio aquele monte de obra, de perder a conta. A campanha de Lula tem mentiras gigantescas, como a história da menor taxa de juros em 20 anos. Fala dos juros nominais, não dos reais. Mas e daí? Refere-se à operação tapa-buracos, um queijo suíço também do ponto de vista legal, como uma conquista. Mas e daí? Desmontar essas mentiras levaria tempo, seria irrelevante e requereria algum conhecimento técnico do telespectador. O que é incompreensível é que os dois princiapais candidatos se entendam na decisão de ocultar o maior escândalo havido na história do país. O que é incompreensível é que isso ajude a eleger Lula no primeiro turno sob o silêncio cúmplice do PSDB. O que incomoda é que o próprio Tasso Jereissati não tenha moral para impor a linha justa de campanha nos Estados porque ele próprio não apóia o PSDB no Ceará. Aliás, em 2002, ele já ficou com Ciro Gomes. Um outro qualquer teria sido expulso da legenda. Ele a preside. Ok, se estivesse querendo ganhar a eleição, o partido não teria renunciado a quem tinha o dobro para ficar com quem tinha a metade. Já ali se podia supor algo de errado. E, agora, não se entregaria a uma estratégia obviamente equivocada. Alckmin e Lula são iguais e, parece, querem a mesma coisa. Então não é preciso mudar, Santo Deus! Por enquanto, a única diferença entre eles é que Lula pode ser candidatar também a ser show room de botox. PS: Sim, eu vi que Alckmin criticou o baixo crescimento do Brasil, fez a comparação com outros países etc. Para a maioria de quem já vota nele, isso faz sentido. Para quem não vota, é javanês. E, até hoje, só um homem se deu dizendo que sabia javanês. |
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Por Reinaldo Azevedo | 21:01
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Considerações sobre o pobrismo
César Maia critica em seu "ex-blog" a mania dos marqueteiros do PSDB de insistir na biografia dos candidatos. Tem razão. Começa a ficar uma chatice. E, sobretudo, quando se demonstra que a família era humilde e tal. De certo modo, isso significa o triunfo do lulismo. Mas de um lulismo que também já é passado para o próprio Lula. Olhem que interessante: quando Lula era uma cria das Comunidades Eclesiais de Base (o marxismo cristão - marxismo cristão é assim como a facção corintiana da Mancha Verde e ou ala palmeirense dos Gaviões da Fiel), havia esse culto ao coitadinho que veio de baixo e que, como homem de baixo e enquanto tal, iria nos redimir e criar o reino da justiça social. Depois Lula se tornou o burguês do capital alheio de hoje; representante de uma nova classe social. Aí, ele deu um pé no traseiro nada santo dos bispos marxistas e se uniu ao neopentecostalismo da Igreja Universal do Reino de Deus. Da Escatologia da Libertação do Frei Betto para a Teologia da Prosperidade do "bispo" Edir Macedo. Lula é o novo rico da ideologia, assim como a Universal é novo-riquismo teológico do cristianismo popular. Lula põe botox na cara - nem precisava: bastava lustra-móveis Shell (ainda existe?) - e vira a farsa de si mesmo. Mas, como observa Diogo Mainardi em sua coluna de hoje, não consegue se livrar da cara de pobre. Não, não é essa pobreza relacionada ao dinheiro, mas à vida sentimental. Um exemplo contrário? Vejam Seu Jorge. Foi morador de rua. É um príncipe. Não cultiva o pobrismo. Lula cultiva e cultua. É o "escravo" da Genealogia da Moral, de Nietzsche. Seu poder de destruição é enorme porque carrega toda a força irracional e imoral da reação da suposta vítima. Do ponto de vista moral, aí está a origem de todo totalitarismo. Sim, viajei bastante. Quero voltar ao ponto. Chega de gente de origem humilde. Nós nos cansamos de todos os humildes. Até o marqueteiro de Lula se cansou disso - se é que o PSDB não percebeu. O pobre, no programa de Lula, aparece manipulando um aparelho de DVD e não dirigindo palavras lacrimosas a Geraldo porque tem um prato de comida. Alckmin vive dizendo que eleição não é guerra. É, sim, doutor. É a guerra sem sangue, com já disse um sábio. Estou fora de casa. Mas virei aqui sempre que possível. |
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Por Reinaldo Azevedo | 16:47
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A PARTE E O TODO: EU EM CAIXA ALTA
Uma leitora, dessas que sabem o que lêem e o que escrevem, observa que meus textos, entre ontem e hoje, deveriam estar em caixa alta, numa alusão a uma quase fúria para determinados assuntos. Ela tem razão. A reincidência no erro me faz perder a paciência. Como já fui um mocinho de esquerda, alguns me perguntam se sobrou algo do meu passado trotskista, agora que estou com 45 anos — feitos neste dia 19, diga-se. Sim. Há a literatura específica, que me é muito útil (a maioria da esquerda não lê, só ouve falar), e, por incrível que possa parecer, o realismo. Alguns vão se espantar: "Mas como? Eles não são todos utopistas?" Conversa. A utopia é só o horizonte da trapaça cínica (no caso dos espertalhões) ou do auto-engano (no caso ou dos bem intencionados ou dos cretinos). Mas os instrumentos, os meios, estes são muito realistas. Quem nunca foi de esquerda não tem idéia do que é decidir, por exemplo, fazer uma greve sabendo que a derrota será certa. Mas a luta precisa avançar. Ainda que alguns percam o emprego. Isso era no passado. Hoje, as causas podem ser outras: fabricar cadáveres no campo, por exemplo. De todo modo, os esquerdistas são sempre muito frios ao definir seus alvos — e, quando foi ou é necessário, seus cadáveres: pode ser um, podem ser sete, podem ser 70 milhões. Os cínicos sempre sabem que haverá os trouxas para fazer a apologia da causa. É claro que percebi essa monstruosidade — felizmente, bem cedo — e a renego. Mas conservo a idéia de que a política é um “fazer”, é uma “escolha”, é a decorrência de atos objetivos, faz-se na relação com o outro e tem mais previsibilidade do que se supõe. Por isso, incomodam-me os que se sentem imbuídos de obstinações, de vocações, de certezas que vão além de qualquer dado objetivo. Insisto: eu espero, torço mesmo, para que o quadro eleitoral nacional se inverta. Mas também quero dizer que acho isso improvável. Um grupo político — no caso, as oposições — não comete tantos e sucessivos erros impunemente. A realidade cobra a sua fatura. - Errou quando não percebeu que Lula deveria ter sido apeado do poder — e havia motivos para tanto; - Errou quando blindou Palocci na suposição de que se manteria uma economia estável, com um Lula fraco, que seria derrubado por um sopro; - Errou quando tinha um candidato favorito, José Serra, que passou a ser atacado por líderes do grupo, como o próprio Alckmin e Aécio Neves. Em dezembro, Serra ganhava de Lula de lavada. Alckmin chamava aqueles números de “recall”. Em mais de uma entrevista, insistiu na necessidade de ele permanecer na Prefeitura. Imaginem só... - Errou quando não puniu os seus dois únicos membros colhidos no valerioduto — num crime, de fato, pé-de-chinelo na comparação com os 40 quadrilheiros. E daí?; - Errou quando, mesmo estando Serra tecnicamente empatado com Lula, e Alckmin com a metade dos votos (o número que tem hoje), desprezou quem tinha o dobro para ficar com quem tinha a metade; - Erra agora, quando se assiste à mesma campanha seja para o governo do Estado, seja para a Presidência: Serra vence no primeiro turno, mas Lula também. Quem acompanha o que escrevo sabe bem que não estou fazendo previsões sobre o passado. Meu artigo de estréia no jornal O Globo, em outubro, tirava um sarrinho do PSDB. Eu dizia que o partido deveria ser o único “no planeta terra” (como diria Loló) em que os líderes desautorizavam pesquisas que davam um dos seus como favorito à Presidência. Mais de uma vez escrevi — na verdade, foram 40 textos — que apostar tudo no horário eleitoral era temerário porque Lula também teria o seu. O que dizer de um partido cujo presidente — Tasso Jereissati — apóia um candidato da oposição em seu próprio Estado? E não é uma oposição qualquer. Ciro Gomes, irmão de Cid, é hoje o mais virulento inimigo dos tucanos. Mas não é inimigo de Tasso. E é isso o que conta, certo? É esse mesmo Tasso quem diz que vai obrigar os candidatos nos Estados a fazer campanha por Alckmin. E ele? Continuará a sabotar Lúcio Alcântara? É óbvio que a única chance de Alckmin provocar o segundo turno (de tentar ao menos) é pegar no calcanhar de Lula para valer. É por isso que estou citando o caso de Felipe Calderón no México há tempos. E não só eu. O prefeito César Maia, do Rio, tem feito a mesma coisa. Aliás, nossas críticas são contemporâneas e muito próximas. Uma coisa é certa: essa teimosia individualista, personalista, inexiste na esquerda. Ela é capaz de definir um objetivo e atuar como ordem unida. Talvez, do meninote esquerdista que fui, reste uma certa admiração por quem consegue formar um núcleo de inteligência, um núcleo estratégico. Todo mundo já sabe que existe um Alckmin na disputa a esta altura. Sabe até onde era o seu quarto quando criança. Resta agora dizer por que é preciso mudar de presidente. Ou, como recomendou ACM, esqueçam logo essa história. E doem o dinheiro para as crianças pobres. Antes que o naufrágio federal contamine as campanhas estaduais, o que sempre é um risco. Alckmin já foi olímpico demais até agora e já impôs a sua vontade o que chega. Alguém precisa lembrar-lhe que pertence a um partido e que está coligado a outros dois. O gracejo de chamar para si a responsabilidade da derrota, como fez, parece excesso de retidão. Mas pode ser só excesso de arrogância e alheamento. Partidos estão com ele. E alguns milhões de brasileiros que não querem Lula na Presidência por mais quatro anos. É bom que a crista esteja à altura dos poucos votos que tem. E que passe a ouvir os que estão com ele nessa trajetória — refiro-me ao PFL. Sim, ele vai ter meu voto. Mas não pretendo que seja um voto de protesto. Por enquanto, ele está mais com cara de anticandidato do que de candidato. Poucas coisas me irritam tanto quanto sua insistência em chegar de táxi aos lugares. No que respeita a moral cristã, é bom a humildade não ser excessiva a ponto de se confundir com uma forma de concupiscência; do ponto de vista político, isso não tem a menor relevância. O que era para ser um traço da frugalidade de seus hábitos acaba se confundindo como uma esquisitice, uma mania. Para ser franco, parece mais provincianismo do que humildade. Um tipo de humildade para a qual o povo não dá a menor pelota. |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:35
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Meu artigo no Globo de hoje: "Opus diaboli"
Trechos do meu artigo no Globo de hoje chamado “Opus diaboli”: “ (...)Vi uma coisa entre pia e demoníaca na capa de uma publicação. Era a revista de esquerda Caros Amigos — cujo logotipo tenta remeter ao cirílico, como num panfleto bolchevista. (...) A chamada: “Os Códigos da Opus Dei”. (...) Como dizem que pertenço ao Opus Dei, pensei ser uma boa oportunidade de ter acesso aos “códigos” que me regem sem que eu mesmo saiba. (...) Não costumo ler publicações da esquerda brasileira porque são boçais. Na Caros Amigos mesmo há uma senhora que classifica de “suposto” o seqüestro de soldados israelenses pelo Hezbollah: ela desconfia da idoneidade antiimperialista até de Hassan Nasrallah, rá, rá, rá... (...) A tese central da reportagem remete à idéia de que o Opus Dei faz lavagem cerebral nos seus adeptos. Claro, você pode ser, como disse Régis Debrey de Guevara, um partidário “do ódio eficaz que faz do homem uma eficaz, violenta, seletiva e fria máquina de matar”. É um estagio superior da consciência. Mas só será adepto de uma prelazia papal se for abduzido. Não sou do Opus Dei, como, aliás, sabe o Opus Dei. Mas, definitivamente, combato o opus diaboli. (...)” |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:33
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Governo de SP quer PPP para presídios
No Estadão deste sábado: "O governo de São Paulo finaliza projeto de construção de novos presídios no Estado por meio de Parcerias Público-Privadas (PPP). O projeto piloto prevê abertura de 3 mil vagas, possivelmente em quatro novas penitenciárias, a serem construídas e administradas parcialmente pela iniciativa privada. O objetivo é concluir a proposta até dezembro, para que o próximo governador possa, em janeiro, lançar licitação e definir a empresa que tocará a obra. A concorrência será aberta ao capital internacional.São pelo menos dois os tipos de presídios terceirizados que podem ser construídos em São Paulo: o modelo de presídio industrial, onde os detentos trabalham e pagam parte de seu custo, e o do tipo flat, onde o Estado paga aluguel pelas celas. São Paulo necessita, em cinco anos, de 30 mil novas vagas. “O governador (Cláudio Lembo) pediu prioridade ao assunto. Até o final do ano teremos a modelagem de como fazer a parceria. A modelagem e a licitação são um processo rápido. Queremos deixar tudo pronto para que o próximo governador possa tocar”, disse o secretário estadual de Economia e Planejamento, Fernando Carvalho Braga. " |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:07
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Sem aliados, crise na campanha de Alckmin
Por Cida Fontes e Christiane Samarco, no Estadão deste sábado: "A campanha no horário eleitoral do rádio e da TV, a agenda de visitas aos Estados e a relação com os aliados evidenciaram nesta semana o tamanho da crise vivida pela campanha do candidato Geraldo Alckmin (PSDB). O que aconteceu na noite de ontem, em Palmas, capital do Tocantins, foi apenas o exemplo mais simbólico dos desacertos que cercam a candidatura tucana.Faltou pouco para Alckmin desembarcar em Palmas e não ter ninguém a recepcioná-lo. Como a primeira parte da agenda estava a cargo do PFL, os tucanos simplesmente deixaram por conta dos pefelistas a recepção, sem se dar conta de que a deputada Kátia Abreu (PFL-TO) havia decidido esperar o candidato em casa. O jeito foi improvisar uma recepção temperada por um discurso que expôs a fragilidade da aliança PSDB-PFL no Tocantins - quarto menor colégio eleitoral do País, com 882 mil eleitores.Em discurso de boas-vindas, Kátia Abreu pediu a Alckmin que compreendesse e relevasse suas diferenças com o PSDB. "Nosso maior adversário, hoje, em Tocantins, é o 45", disse a deputada, referindo-se ao número do PSDB na disputa eleitoral. "Sabemos da diferença entre o 45 de Siqueira Campos (cacique tucano e ex-governador do Estado) e o 45 de Alckmin, mas fica difícil passar isso para a população. Vamos tentar superar essa dificuldade e fazer o possível para que sua eleição possa ocorrer." Clique aqui para ler mais |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:58
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Veja 3 – Diogo: a ginecomastia e a cara de Lula
Diogo Mainardi foi pesquisar para saber se os internautas estavam interessados em eleição. Descobriu na Folha Online que a notícia mais lida era sobre a ginecomastia a que tinha se submetido um comediante. E ele dá razão aos leitores. Qualquer coisa é mais atraente do que o horário eleitoral. Ele comenta o programa de Lula e faz um síntese perfeita desses dias: “O programa de Lula foi muito simples e eficiente. Primeiro apareceu Lula, com um sorriso apatetado, dizendo as mentiras de sempre e penando para seguir o teleprompter. Depois apareceu o retrato de um monte de gente feia e pobre. O locutor disse: ‘Lula tem a cara do povo’. É verdade. Nos últimos quatro anos, Lula enriqueceu. Colocou jaquetas nos dentes e Botox na testa. Mas continua com uma cara autenticamente pobre. Mais do que Alckmin. Mais do que Heloísa Helena. Mais do que Cristovam Buarque. O maior atrativo de Lula é sua cara. O eleitor pobre olha para ele e vota.Lula só conseguiu chegar até o fim de seu mandato porque tucanos e pefelistas calcularam que seria melhor poupá-lo, aplicando-lhe um astuto ‘impeachment nas urnas’. O que nenhum deles parece ter compreendido foi que a contrapartida do impeachment nas urnas era a anistia nas urnas. Foi para isso que Lula trabalhou nos últimos meses. Se sua cara de povo o reeleger, o lulismo será perdoado de todos os seus crimes. Aos eleitores, restará apenas discutir sobre a ginecomastia.” Íntegra da coluna aqui para assinantes |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:45
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Veja 2 - Bastos e o despotismo esclarecido
Márcio Thomaz Bastos é meu ministro predileto, se é que me entendem. Ninguém como ele representa a essência do governo Lula: uma tentativa de despotismo esclarecido. Como ele próprio é um dos poucos esclarecidos, o lado despótico é o que se sobressai. Em entrevista a Otávio Cabral, nas páginas amarelas da Veja desta semana, à sua maneira, culpa unicamente o governo de São Paulo pela crise de segurança e diz que talvez tenha faltado “um pouco” de recursos. Manipula os números à vontade. Diz, por exemplo, que, no que respeita ao Fundo Nacional de Segurança, investiu mais do que o governo passado. É só uma esperteza. Nas verbas globais, o corte foi brutal. Em 2002, o governo federal repassou a São Paulo R$ 223 milhões para a área; em 2005, R$ 29,6 milhões. Bastos que vá consultar o Siafi. Seu dinheiro para a segurança é de mentira. No ano passado, foram executados só 28,7% do Orçamento. Ele deve estar falando de gastos autorizados, o que é coisa bem diferente. Esperto, ao citar dois Estados que saberiam equacionar o problema carcerário, escolhe Ceará e Pará, governados por tucanos. Mensagem: “Nada do que digo é partidário”. Insiste em que o Exército seria útil a São Paulo. Balela. Só se o PCC colaborar. Faz também proselitismo das vagas oferecidas ao governo de São Paulo no presídio federal de segurança máxima de Catanduvas. Com um tonzinho meio escandalizado, diz que os Bandeirantes não mandaram ninguém para lá. É fato. Não é necessário. O Estado pode manter, se preciso, em regime de RDD, aqueles que precisam da disciplina máxima. Esse tipo de vaga não falta. Por que Bastos não tira de São Paulo os 1.600 presos federais? Resposta: porque ele não tem onde os colocar. Verdade ou mentira, doutor? Bastos também se orgulha de sua espalhafatosa Polícia Federal e seus 1.800 presos, a maioria caçada em operações gigantescas, com a devida cobertura da mídia. Seu destino e seus processos são tão nossos conhecidos quanto os dos que estão em Guantánamo... O que se sabe é que dona de butique é um perigo; mensaleiro, não. Até agora, a quebra do sigilo bancário do caseiro não tem culpados. Bastos diz que é “acusado” de ser o autor da tese do caixa dois. E depois afirma ser também “acusado” de ter dito que caixa dois “é coisa de bandido”. E disse. Se tentou um paralelismo, não é preciso ser um causídico ilustre para concluir que, na prática, confessou ser o autor daquela defesa... Ao ser lembrado que a própria Veja apontou as suas digitais no caso de Francenildo, o caseiro, sai-se com a retórica libertária: "Imprensa existe para ser livre, não para ser justa". Finalmente, informa que reforçou a sua segurança em razão de PCC e afins. Bem, se for só por causa da facção paulista, segundo gravações publicadas pela Veja na semana passada, ele pode dormir tranqüilo. O PCC manda matar tucano e votar em petista. Assinante clica aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:24
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Veja 1 - Da cara-de-pau à cara com botox: lisa como bumbum de bebê
![]() “Minha alma cheira a talco, como bumbum de bebê/ de bebê”, já cantou o agora ministro Gilberto Gil num rasgo de infantilismo poético. No caso de seu chefe, Lula, não é exatamente a alma que está lembrando aquela aliteração estupenda: a cara de Lula é que anda lisa como, bem, um “bumbum de bebê”. Se ele, por dentro, não se incomoda com as acusações contra seu governo, Veja descobriu por que parece não se incomodar também por fora: botox. O homem virou fã do produto. Como se vê, pode não ter lá as ambições de FHC, o “vaidoso” (segundo o PT), de querer ser lembrado por sua obra. Mas não tem nada contra a que tentem associá-lo a um corpinho bonito. Não só ele. Também a primeira-dama, Marisa Inserção Internacional Letícia, é chegada à prática, além da cirurgia plástica. O PT, que já descobriu uma espécie de botox moral, também aderiu àquele que deixa a cara mais lisa. Somada à cara-de-pau, tem-se a equação vencedora. Leia trecho da reportagem de Juliana Linhares e link apenas para os assinantes da revista: “O presidente Lula aderiu ao partido do Botox. Ele vem se mostrando na televisão com uma face mais lisa, mais firme e mais jovem graças a sucessivas aplicações de Botox – a toxina que puxa, estica e remoça, item obrigatório nos pacotes de beleza oferecidos pelas clínicas dermatológicas (...). O embotocamento de Lula foi feito pela clínica paulista Denise Steiner. Lá, fotos do presidente rejuvenescido são exibidas aos clientes como um exemplo de caso de homem maduro e ilustre que, livre de preconceitos, aderiu a um procedimento estético moderno. Lula já colocou Botox três vezes. A primeira sessão ocorreu no início de 2004. A última, dias antes da entrevista que ele concedeu há duas semanas ao Jornal Nacional, da Rede Globo. As aplicações foram feitas pela própria Denise Steiner. Todas as vezes, ela viajou de São Paulo para Brasília, sempre no fim da tarde de sexta-feira, para atender o presidente na residência oficial. Nessas visitas, além de renovar o Botox de Lula, a médica usou ácido retinóico nas bochechas, no nariz e na testa do presidente. O procedimento serve para provocar uma leve escamação química na pele, que se renova e ressurge com menos manchas. O ácido também tem a função de ajudar a fechar os poros do rosto de Lula e diminuir o aspecto oleoso de sua pele. O tratamento é conhecido pelo seu nome em inglês, peeling. Uma das mais conceituadas dermatologistas de São Paulo e também uma das mais caras (só a consulta custa 390 reais), Denise Steiner foi indicada a Lula por Pedro Albuquerque, o cirurgião plástico responsável pelas cirurgias estéticas realizadas pela primeira-dama desde 2002 (veja quadro). (...) O Botox de Lula foi aplicado em quatro músculos: frontal, corrugadores, prócero e orbitais.” Clique aqui para ler mais |
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Por Reinaldo Azevedo | 03:38
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PT volta a pautar a mídia como antes
Continua impressionante a capacidade do PT de pautar a mídia, em especial o jornalismo impresso. A cobertura das ações de Lula consegue ser um pouco mais crítica porque sua vantagem é muito grande. E ninguém se sente tentado a fazer justiça com o próprio teclado. Mas já se nota um tom meio jocoso quando o assunto é Geraldo Alckmin. É bem verdade que a campanha se esforça para fazer tudo errado. Na disputa em São Paulo, a coisa chega a ser dramática. Vejam o falso caso dos migrantes. Os jornalistas que cobrem a campanha, em parceria com Aloizio Mercadante, decidiram que Serra culpou os migrantes pelos problemas no ensino. Trata-se de uma mentira. Mas não é uma mentira porque eu quero que seja mentira. É mentira porque há a transcrição do SPTV, e fica claro que ele não disse o que lhe atribuem. Mas os jornais foram unânimes. A campanha eleitoral do petista evidenciou de forma vexaminosa: parece que os títulos da mídia impressa foram combinados num gigantesco pool. De certo modo, foram mesmo. É o pool ideológico. É um dos casos mais escancarados de que tenho memória porque a entrevista está disponível a quantos queiram ler. E não adianta nada. O jornalismo foi tão bem nessa que serviu para endossar a edição criminosa que o programa de Mercadante fez da entrevista — o que, de resto, transgride o acordado com a emissora. |
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Por Reinaldo Azevedo | 02:37
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| Sexta-feira, Agosto 18, 2006 |
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Os números de SP e a campanha na TV
O tucano José Serra continua a vencer a disputa com folga em São Paulo segundo levantamento do Ibope, feito entre anteontem e ontem, depois do início do horário eleitoral. Em relação ao levantamento anterior (1º de agosto), o tucano oscilou, no primeiro turno, de 46% para 43%, Mercadante continua com os mesmos 15%, e o peemedebista Orestes Quércia foi de 8% para 9%. Embora o tucano vença no primeiro turno, o instituto fez simulação de segundo: Serra venceria Mercadante por 56% a 24%, e Quércia, por 57% a 19%. Há uma semana, esses números eram, respectivamente, 59% a 23% e 61% a 19%. Vale dizer: no primeiro turno, a diferença de Serra para Mercadante era de 31 pontos; agora, é de 28. No segundo, era de 36 pontos e passou agora a 32. Considerando a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, tudo pode estar onde estava antes. Mas há que se considerar a possibilidade de que a violenta campanha negativa de Mercadante esteja surtindo algum efeito, ainda que pequeno. Mesmo que não lhe dê votos, pode tirar alguns de Serra. É preciso que o PSDB monitore isso muito bem. Não há por que esperar qualquer lance de, como vou dizer?, ética técnica dos adversários. A Globo combina, por exemplo, com os candidatos que suas entrevistas não podem parar no horário eleitoral. Mercadante descumpriu e pôs no ar o som de uma entrevista de Serra ao SPTV. A fala está cortada e sugere que o tucano culpa os imigrantes pela baixa qualidade de ensino em São Paulo. Para tanto, o petista foi ajudado pelo jornalismo impresso, que cravou isso em seus títulos — aliás, sem exceção. É um momento de vergonha coletiva. Na entrevista, o tucano referiu-se à demanda permanente por vagas nas escolas, o que deslocou, segundo avaliou, a prioridade para a questão quantitativa. Mas, em nenhum momento, acusou os imigrantes do que quer que seja. Mercadante havia feito a acusação em seu site. Por ordem da Justiça, teve de retirar. Agora, levou ao horário eleitoral gratuito. É o que lhe resta: chutar a canela e colar a sua imagem a Lula. Por enquanto, a campanha de Serra continua a ignorar Mercadante, Hoje, fez-se uma leve referência a candidatos que estão optando pelo golpe baixo e tal. Mas nada muito agressivo. Eu não sei se as fitas dos bandidos do PCC recomendando voto no PT ficariam bem na campanha do candidato do PSDB a governador ou à Presidência. Parece-me que seria o caso de ir parar no horário eleitoral de Alckmin. Uma leve mexida nos índices, ainda que dentro da margem de erro, indica que campanha negativa não é irrelevante, não. A de Mercadante pode ser incompetente e mentirosa: mas ele está tecnicamente certo em não mimetizar a propaganda de Serra. Campanhas propositivas, animadas, otimistas, são para quem está na frente — e muito. Como é o caso. Embora insista aqui na necessidade do monitoramento. Ele não vai desistir dessa opção. Mercadante, nós já vimos, mexe com os números como quer. E com a ajuda de setores do jornalismo. Ele acusa, por exemplo, uma queda na demanda por escola em São Paulo. É uma tolice. Em bairros antigos da cidade, muitas vezes, cai mesmo a demanda escolar porque a classe média estabelecida tem menos filhos, havendo um envelhecimento da população. O problema está justamente nas periferias, onde a demanda é sempre superior à capacidade de resposta dos poderes públicos. Afinal, a gestão passada na Prefeitura deixou nada menos do que 60 escolas de lata para a atual — já acabaram, felizmente. Por quê? O fato de o número de alunos cair, sei lá, na Mooca ou no Ipiranga, não implica que caia também em Sapopemba, Campinas ou Ribeirão Preto. A população de São Paulo, parece, na sua expressiva maioria, fez a sua escolha. Mercadante tentará de tudo para levar o embate para o segundo turno, claro, porque aí espera contar com um Lula vitorioso como cabo eleitoral. Parece difícil que consiga. Poucos apostam que Alckmin consiga, mesmo que chegue ao segundo turno, superar os 21 pontos que o separam de Lula (53 a 32). Precisaria acontecer uma hecatombe na campanha tucana para que, numa eventual segunda rodada, Mercadante tirasse a fantástica diferença de 32 pontos. De todo modo, acho que os números das duas pesquisas do dia fornecem material de reflexão sobre a campanha negativa. Ainda temos quase cinco semanas pela frente. |
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Por Reinaldo Azevedo | 22:05
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Errei; já corrigi
Tinha feito uma besteira. Dois leitores, Gaertner e Hebox, perceberam. Eu já tinha corrigido quando vi os comentários, mas chamo a atenção para que o erro não passe adiante: em vez de Samuel Johnson, escrevi Paul Johnson (um dos meus velhinhos conservadores, e católico, prediletos) na nota sobre Diogo. É que alguns volumes dele estão aqui do lado para um ensaio que estou fazendo. Não confundi, não. Vivo citando a frase de Johnson, o Samuel. Como sempre, agradeço a vigilância. |
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Por Reinaldo Azevedo | 21:09
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O programa está bom? Perguntem ao Ibope
Viram a pesquisa Ibope? Pois é. O resultado não poderia ser mais eloqüente, não é? Há dez dias, Lula tinha 46% das intenções de voto; agora, tem 47%; Alckmin tinha 21%; continua com os 21%; Heloísa Helena tinha 12%: manteve o número. No segundo turno, o petista tinha, no dia 10, 51%; agora, 53%. Alckmin estava com 33%; agora 32%. O governo Lula, aquele que Alckmin faz questão de não atacar, era considerado bom ou ótimo por 41%. Ficou igual. Eram 35% os que o consideravam regular; agora, 37%. Ruim ou péssimo passou de 22% para 21%. Aprovavam o governo 56%; aprovam agora 57%. Eram 37% os que desaprovavam. Chegam, agora, a 34%. Tudo com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. É claro que ainda voltarei a este assunto depois da propaganda eleitoral gratuita. Mas eis aí. Alckmin dizia, desde que entrou em guerra santa contra Serra, ainda quando este era líder das pesquisas, que o começo do horário eleitoral mudaria tudo. Com a campanha que está fazendo? Santo Deus! ACM diz que nem assiste aos programas; recomendou que fossem retirados do ar. É o que tenho vontade de fazer, não fosse a minha obrigação profissional. É isso aí. Agora que nós já sabemos até onde fica o quarto em que dormia o menino Geraldo Alckmin (e eu com a light?, como se dizia em Dois Córregos), não seria o caso de despertar do sono profundo? Campanha sem bater em Lula, com o governo com 57% de aprovação? Só pode ser piada. Como vocês vêem, caros leitores, Tio Rei só diz o que pensa, sem consultar ninguém. Falei, no primeiro dia, que o programa era um desastre. O programa é um desastre. Vamos ver daqui a pouco. Espero não ter de ver de novo a foto de quando Alckmin ainda tinha cabelo... Aécio disse ontem que não precisa mudar nada. Que bom! Para ele. Ou então chamem Gabriel Chalita para cantar e declamar no horário eleitoral. Ele foi um estrategista muito ativo nos tempos da disputa interna... Tá tudo errado. Acorda, Geraldo. |
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Por Reinaldo Azevedo | 20:29
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Diogo Mainardi: a litigância de má-fé tenta calar quem não reza segundo a cartilha dos petralhas
Está em curso uma tática clara de intimidação de quem não reza segundo a cartilha oficial. Quando Evo Morales disse que a Bolívia cedeu o Acre ao Brasil em troca de alguns cavalos — o que, de resto, é mentira —, Diogo Mainardi fez uma piada no Manhattan Connection pedindo os cavalos de volta ou algo assim. Diogo, como eu, é de São Paulo. E a gente adora falar mal do torrão onde nasceu, firmes na convicção de Samuel Johnson de que o patriotismo — pior ainda quando assume a versão bairrista — é último refúgio dos canalhas. Quando algum carioca ou mineiro desce o sarrafo em São Paulo, eu ajudo. Também não tenho disposição para defender o Brasil. Já acho algo solitário e autoritário não poder comparar planetas. O único território que me interessa é o do indivíduo. E sei que Diogo também é assim. A gente se contenta em viver, deixar viver e amar os que amamos. Só. Todo o resto é uma tentativa quase desesperada para que nos deixem em paz. Por que tudo isso? Por conta daquela brincadeira, nada menos de 63 petistas do Acre decidiram entrar com queixa-crime contra Diogo. São processos individuais, feitos para aporrinhar, para chatear. Ele já está com uma penca de processos. Eu também. Boa parte não passa de |