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| Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino) |
| Sábado, Julho 29, 2006 |
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Lula: piora a qualidade da mão-de-obra no país. E como fazer pobres as pessoas quase pobres...
A manchete da Folha deste domingo traz uma excelente questão para ser devidamente tratada pela oposição na campanha eleitoral. Como sabemos, o Babalorixá de Banânia tem um orgulho enorme dos 4,2 milhões de empregos que criou — a promessa era gerar 10 milhões, sempre é bom lembrar. Pois bem. Reportagem de Fernando Canzian demonstra que “a velocidade das demissões de pessoas com maior escolaridade é hoje superior às contratações. Entre os menos escolarizados, ocorre o inverso”. Sabe o que isso significa? Piorou a qualidade da mão-de-obra no país. Está encolhendo o número de pessoas que recebem de 5 a 20 salários mínimos: eram 39% em 1997; hoje, são 26,1%. As famílias com renda de até 2 mínimos cresceram de 28,1% para 39,5%. Esses empregos de baixa qualidade crescem mais no Nordeste e entre as pessoas de baixa escolaridade, dois redutos eleitorais de Lula. A reportagem faz a óbvia relação entre os fatos. Mas este blog em breve lhes dará números mostrando que também esta acontecendo uma outra coisa: pessoas com salários mais altos estão sendo demitidas para a contratação de outras com salários muito inferiores. A fortaleza eleitoral de Lula pode ser sua fraqueza. A classe média, mesmo a média-baixa, que ele está ajudando a aniquilar, também vota. Lula tem sido um sucesso em transformar pessoas quase pobres em pobres. Isso não está no texto da Folha; é afirmação minha. |
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Por Reinaldo Azevedo | 21:41
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Bolsa Família: assistencialismo sem exigências
Na Folha deste domingo, vale a reportagem de Luciana Constantino dando conta de que o governo monitora mal os beneficiados pelo Bolsa-Família. O Ministério da Saúde não dispõe de dados sobre a maioria das famílias beneficiadas para saber se elas cumprem as contrapartidas exigidas: manter em dia a vacinação das crianças e pré-natal para gestantes. A pasta, como sabemos, andou ocupada com outras coisas. O curioso é que, do ano passado para este, o índice piorou: no segundo semestre de 2005, não havia acompanhamento para 67,2% das famílias atendidas; nos seis primeiros meses de 2006, o percentual é de 69,1%. Na educação, houve melhoria, embora claudicante, do acompanhamento. Nesse caso, a obrigatoriedade é manter a criança na escola: em 2004, não havia monitoramento para 49% das famílias; caiu para 22,5% em agosto/setembro de 2005 e voltou a subir, 35%, em fevereiro, março e abril deste ano. A resposta oficial, leiam lá, é que se trata apenas de uma dificuldade de reunir informações. Sei: quem não consegue nem juntar todos os dados num computador estaria preparado para cobrar contrapartidas por quê? Os números revelam o óbvio: o Bolsa Família é uma indústria da miséria, com porta de entrada, sem porta de saída, que transforma os pobres em eleitores dedicados. Na novilíngua petista, é a liberdade que é escravidão. |
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Por Reinaldo Azevedo | 20:51
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Israel rejeita a trégua? Faz muito bem!
Eu espero que Israel ganhe a guerra contra o terror, uma vez que já perdeu a outra, aquela pela opinião pública. Descobrimos que o establishment da mídia mundial, incluindo a maior parte da brasileira, é pró-Hizbollah, o que jamais admitiria. Assim é na prática. Jan Egeland, coordenador de Assuntos Humanitários da ONU — aquela inutilidade! — propôs uma trégua de três dias. Este senhor, não faz tempo, já condenou Israel pela guerra e acusou a sua “reação desproporcional”. O Exército israelense disse o óbvio: seria o tempo necessário para os terroristas deslocarem a população para os covis terroristas, o que só aumentaria as baixas civis. O “humanitário”, nesse caso, é não conceder a trégua. Qual manchete ganhará o mundo? Ah, fatalmente, será a seguinte: “Israel rejeita proposta de trégua”. A promessa feita por Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hizbollah, de atacar outras cidades de Israel terá destaque secundário. Vocês sabe, não é?, essa pobre gente apenas reage à violência... Vicemos sob o império da loucura. Dois Estados reconhecidos, Síria e Irã, com a colaboração de um terceiro, o Líbano, movem uma guerra contra um quarto Estado por intermédio de um grupo terrorista. E as palavras duras da ONU são dirigidas contra a vítima. É um momento raro da história. E reparem: o tal Nasrallah não falou como reação à negativa israelense, não. Ele está anunciando a sua disposição. A ocupação do Líbano por Israel era cara e custava muito em vidas e em relações internacionais. Foi feita a retirada. A Síria ficou, até se ver obrigada a sair à esteira de um assassinato político. Vale dizer: o país fez a coisa certa, pondo fim à ocupação, e, nesse tempo, o Hizbollah foi-se armando, preparando a guerra, estocando foguetes, aprimorando a sua tecnologia de ataque. Ter feito o certo antes lhe custa a guerra de agora. Todos somos favoráveis, creio, a que se volte às fronteiras pré-1967, com um Estado palestino na Cisjordânia e Gaza, sem as colônias. Muito bem. Todos achamos certo porque somos idealmente bons. Mas e a realidade? Os palestinos farão a sua guerra civil para tirar os radicais da jogada? Ou Israel caminha para o cadafalso, reconhecendo a autoridade plena dos palestinos sobre Gaza e Cisjordânia para que os terroristas, no primeiro caso, recebam armas pela fronteira egípcia e, no segundo, pela fronteira jordaniana, contrabandeadas da Síria? Isto sem contar o financiamento em dinheiro, que já não reconhece fronteiras físicas. Confesso que já cheguei a considerar, um dia, que esta questão estivesse superada, mas não está. Ou Israel se defende e manda os Egelands da vida plantar batatas, ou é destruído. Quem tem de parar é o terror. Se o mundo não colaborar para que assim seja, Israel fará à sua maneira. Já se acostumou à guerra permanente. Tem sido o preço de sobreviver. |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:42
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"Quem você pensa que é?"
Pediram-me para publicar ao menos uma mensagem da petralha. Lá vai: “Vc adora escarnecer de pessoas com maior estofo intelectual que vc... A maioria dos estudantes de Direito conhecem as obras de Marilena Chaui. Quem conhece as suas? Vc é o famoso quem mesmo?” Essa é a educadinha. É sempre assim: “Quem você pensa que é para contestar Chaui ou Janine?” Mas jamais lhes ocorrerá a pergunta: “Quem Janine e Marilena pensam que são para contestar Jesus Cristo?” Chaui na faculdade de direito, é? É por isso que só 5% passam no exame da OAB... Além, claro, daqueles que vão trabalhar para o PCC. |
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Por Reinaldo Azevedo | 18:14
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Falei de Janine. Eles estão nervosíssimos...
Nossa! Joguei pedra na cruz! Fui comentar as duas cartinhas de Renato Janine Ribeiro, crítico de novela amador (ver abaixo), e a ala sensível dos petralhas está me ameaçando com adjetivos fulminantes, substantivos de duplo sentido e pragas pagãs. Engraçado: Janine pode contestar a civilização ocidental, o cristianismo, o capitalismo, o mundo desde o fim e o conservadorismo dos pais que não querem que seus filhos ouçam obscenidades sobre a calcinha de suas avós. E eu não posso contestar Janine. Ô gente sensível, meu Deus! Ah, sim: se eu tivesse, de fato, jogado pedra na cruz, eles estariam me apoiando... |
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Por Reinaldo Azevedo | 16:56
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Eu acho que Renato Janine também lê este blog...
Eita! Renato Janine Ribeiro também lê este blog. Não adianta! Eles nos adoram. Comentei ontem aqui (vejam lá) uma cartinha que ele mandou para o Painel do Leitor, da Folha, falando sobre a novela Páginas da Vida. O analista sensível, presidente da poderosíssima Capes, atuando como crítico de novela... Eis que, neste sábado, há outra mensagem sua no jornal, que merece ser lida na íntegra. Volto depois: “Noto que na edição de ontem saiu uma carta assinada por mim na qual se menciona que sou diretor de avaliação da Capes. Contudo, enviei-a a título privado e entendo que se trata de minha manifestação de cidadão, não de membro do governo nem de professor da USP. Suponho que haja uma clara diferença, a qual demarquei na minha carta, mas não ficou visível quando a seção acrescentou, a meu nome, o cargo que ora ocupo e que nada tem a ver com minhas opiniões de foro privado sobre educação sexual. Peço que seja retificado este ponto." Huuummm... É óbvio que a cartinha responde a este blog, não à Folha, que só cumpriu a obrigação de informar quem é ele. Petista adora pensar uma coisa “enquanto pessoa privada” e outra “enquanto pessoa pública”. O “enquanto”, em seu texto, ganha uma expressão mais douta: “a título”. Adoraria falar sobre essa questão e suas implicações éticas e morais, uma especialidade do moço. Mas Janine não vale isso. Prefiro outra observação: duas cartas seguidas para tratar de novela me fazem lembrar meu pai, um homem que falava pouco — ao contrário de mim, hehe, que falo por escrito. Quando havia muita conversa em casa num tom acima do razoável, ele decretava: “Isso é falta de serviço ou de guasca”. Se bem que eu prefiro o chefão da academia brasileira dedicado às novelas. A filosofia sai ganhando. |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:48
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Pauta Dois - "Operação Mão-de-Obra", da PF, pode ter efeito devastador no Congresso — agora no Senado!
E mais um pequeno furo para os leitores deste blog. Sabem o estrago que a Máfia dos Sanguessugas está fazendo na Câmara? Pois é... A Operação Mão-de-Obra (ler nota abaixo), que também flagrou esquemas de corrupção organizados em vários ministérios e até na Abin, pode fazer igual esparramo, só que, desta vez, no Senado, de modestos 81 membros. Um poderosíssimo funcionário da Casa está na linha de tiro. E há muita gente graúda suando frio no Salão Azul. A Operação Mão-de-Obra está centralizada na Polícia Federal, de Márcio Thomaz Bastos, e pode ter implicações suprapartidárias. Risco: um escândalo servir de porta de entrada para um acordão que busque diluir o outro (o dos sanguessugas). Este blog, como eu já disse, só investiga advérbios e derivações impróprias. Mas eu posso garantir que os coleguinhas do jornalismo investigativo têm muito o que avançar. Mãos à obra, bravos! |
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Por Reinaldo Azevedo | 05:03
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Pauta Um - Caso Lula seja reeleito, PT estuda "pacote moralizador" para assustar o Congresso
Os coleguinhas que cobrem política podem começar a se dedicar aos debates que o PT vem fazendo para promover a “reforma política”. Caso Lula seja reeleito, o Executivo pretende lançar um conjunto de propostas de tal sorte “moralizador”, que o Congresso, claro, vai-se ver obrigado a dizer que não pode ser bem daquele jeito etc. e tal. E, então, Lula jogará para o Legislativo o ônus de toda lambança passada, presente e futura. O PT estuda medidas que, em si, são corretas, como a extinção de emendas individuais, limitando-as, ainda assim, a obras federais. Vai também acenar pura e simplesmente com o fim da imunidade parlamentar. Parte da opinião pública pode cair no truque, especialmente setores do jornalismo. Por que digo isso? Porque é, sim, possível propor ações que diminuam o espaço para a corrupção. A Veja desta semana dedica matéria a isso (ver nota abaixo). As propostas são boas. Ocorre que não há estrutura eficaz o suficiente contra a corrupção quando o agente público é imoral. Escrevo sobre isso no Globo de hoje. De resto, um cuidado: o Legislativo tem de ser enquadrado. Mas quem enquadra o Executivo? Não existe corrompido sem corruptor. Lula vai querer botar para quebrar: fidelidade partidária, financiamento público de campanha etc. Haverá uma rebelião do baixo clero, não se conseguirão os votos necessários, a culpa cai sobre o Congresso, e o Babalorixá surge como o moralizador que só não fez o certo porque o Congresso não deixou. Mas isso é futuro. O que importa agora é correr atrás dos detalhes da reforma política petista. |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:58
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Vedoim pai diz que, sob Lula, Casa Civil passou a centralizar a liberação de emendas parlamentares
Eu disse a vocês que Darci Vedoim, o pai, um dos sócios da Planam, está disposto a fazer barulho. Pois ele sustentou à CPI dos Sanguessugas que, a partir do governo Lula, as verbas de emendas só eram liberadas com autorização da Casa Civil. O titular da pasta, antes da atual ministra, Dilma Rousseff, era José Dirceu. Trecho da reportagem de Expedito Filho e Sônia Filgueiras: “No depoimento que deu à CPI dos Sanguessugas no início deste mês, o empresário Darci José Vedoin, dono da Planam, disse que a liberação de recursos para as emendas orçamentárias que permitiam a compra das ambulâncias dependia obrigatoriamente da Casa Civil da Presidência da República. ‘Quem aprova e quem paga chama-se Casa Civil. Só paga (libera recurso para a emenda) para quem votar junto com ele’, afirmou em depoimento reservado tomado por sete integrantes da CPI e ao qual o Estado teve acesso. O dono da Planam chegou a informar que sabe o nome do funcionário responsável pelas liberações, mas disse que só o revelaria em juízo. ‘Não tenho provas. Isso eu vou falar na Justiça’ (...). Darci confirmou aos integrantes da CPI que o procedimento das listas centralizadas na Casa Civil começou a partir de 2003. Nessa época, quem atuava como sub-secretário de Assuntos Parlamentários da Casa Civil era Waldomiro Diniz, demitido depois de ser flagrado em uma gravação de vídeo pedindo propina de 1% ao bingueiro Carlinhos Cachoeira.” Clique aqui para ler mais |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:28
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Máfia pagava até prostitutas; desta vez, elas não são chamadas de "recepcionistas", mas de "éguas'
Quando você ouvir alguém dizer que o Congresso virou um “puteiro”, a referência pode ser literal. As “recepcionistas” estão de volta. Por Sônia Filgueiras, no Estadão deste sábado: “O depoimento do empresário Luiz Antônio Vedoin à Polícia Federal é um verdadeiro manual sobre as engrenagens da corrupção no setor público. Um dos donos da Planam, principal empresa da máfia dos sanguessugas, Vedoin descreve com clareza o esquema de venda de ambulâncias superfaturadas em seus três braços: governo federal, Congresso e municípios. O esquema floresce da ineficiência do poder público: a máfia inicia os negócios timidamente, em 1999, quando a família Vedoin percebe a dificuldade das prefeituras em ter acesso a ambulâncias bancadas pelo Orçamento da União. Os contatos com os parlamentares foram se multiplicando por meio de apresentações de deputado em deputado, indicações de assessores, reuniões com prefeitos. Tudo regado a presentes, pequenas ajudas de custo e propinas graúdas dirigidas aos parlamentares. Entre os presentes, carros, ônibus, carretas e depósitos em dinheiro (foram R$ 2 mil pelo aniversário do deputado peemedebista Cabo Júlio, de Minas). Segundo uma autoridade que acompanha as investigações, os agrados incluíam o financiamento de festinhas de fim de ano e até gastos com prostitutas (identificadas como "éguas" nas anotações do esquema).” Clique para ler |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:19
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Olhem o Lindberg aí outra vez...
Lembram-se que o nome de Lindberg Farias apareceu pela primeira vez naquele jantar com costeletas a que fui, no sábado passado? Então, olhem ele aqui de novo. Na Folha deste sábado, por Raphael Gomide e Sérgio Torres: “Em nome do prefeito de Nova Iguaçu (RJ), Lindberg Farias (PT), o secretário identificado apenas como André recebeu R$ 32 mil do esquema sanguessuga, disse em depoimento à Justiça Federal o empresário Luiz Antonio Vedoin, um dos proprietários da Planam.O secretário municipal de Administração se chama Juarez Barroso. O único André que integrou o secretariado de Lindberg é André Ceciliano (PT), hoje prefeito petista de Paracambi (Baixada Fluminense). Ex-secretário de Governo de Lindberg, André Ceciliano havia sido citado 29 linhas antes na mesma página do depoimento. Vedoin afirma que ele recebera R$ 15 mil em dinheiro neste ano, no estacionamento da Assembléia do Rio. Segundo o depoimento, quem entregou o dinheiro ao prefeito foi Ricardo Waldman, dono de empresa de fachada da Planam.” Leia mais aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 04:06
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Diogo: de médicos, de museus e do que importa
A coluna de Diogo Mainardi na Veja desta semana se chama “Turismo Hospitalar”. Ele esteve com a família em Nova York e levou um de seus filhos ao médico. E diz que os homens de branco são iguais em qualquer parte. Mas o garoto também se divertiu fazendo a coisa certa. Abaixo, um trecho da coluna. “O turismo hospitalar exige tempo. Ficamos duas semanas em Nova York para uma consulta médica de 25 minutos. Nova York é uma cidade complicada para deficientes físicos. Mas há o Museu Guggenheim, de Frank Lloyd Wright. O Guggenheim é a meca dos deficientes físicos. Ou o Hopi Hari dos cadeirantes. Tem uma extensa rampa espiralada que leva a lugar nenhum. Meu filho subiu e desceu a rampa duas vezes, em alta velocidade, atropelando os turistas com seu andador. Dedicou quinze segundos às obras de papel de Jackson Pollock. É o que elas merecem. E passou batido pelos projetos da arquiteta iraquiana Zaha Hadid, expostos pretensiosamente ao longo da rampa, como se fossem pinturas construtivistas. Foi o único acerto de Saddam Hussein: expulsar a família de Zaha Hadid antes que ela pudesse construir prédios no Iraque. Eu confio no gosto artístico de meu filho. Confio nele em tudo. Zaha Hadid desenhou um hospital na Escócia. Ainda bem que nunca mais iremos a um médico.” Assinante de Veja clica aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 03:55
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Presidente da Funai viaja sete vezes à terra de Rousseau em busca do "Bom Selvagem"
![]() Rousseau, o suíço que definiu o "Bom Selvagem", buscado pelo presidente da Funai A Veja desta semana retoma matéria publicada no Estadão sobre uma curiosa personagem do governo Lula: o presidente da Funai. Acompanhem o trecho que vai em itálico e volto em seguida: "O antropólogo potiguar Mércio Pereira Gomes adora conhecer outras culturas. Há três anos, foi nomeado presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai). Desde então, tem viajado muito para ampliar seus conhecimentos sobre povos e etnias distantes. Seu principal objeto de estudo, no entanto, não têm sido as tribos do Alto Xingu ou de outras reservas indígenas. O que Gomes vem examinando com afinco são os hábitos dos moradores de Genebra, na Suíça. Para se aprofundar nessas análises, já visitou a cidade sete vezes desde que assumiu o órgão. Em média, dá uma passada por lá a cada cinco meses. No cargo, ele também esteve três vezes nos Estados Unidos, duas na Inglaterra e visitou cinco países da América Latina. No Brasil, seu destino preferido é o Rio de Janeiro, onde tem vários familiares. Gomes voou 118 vezes para lá. Tudo pago com dinheiro público. " Sinto informar que tanto Veja como Estadão não perceberam o espírito da coisa. Quem nasceu em Genebra? Rousseau. E Rousseau definiu o perfil de quem? Do "Bom Selvagem". Assim, a Suíça, além de hospedar a conta bancária secreta de muitos brasileiros, tem um óbvio interesse cultural e antropológico. Gente, o jornalismo não pode ser assim: maldoso. Assinantes clicam aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 03:32
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Doze propostas contra a corrupção
A Veja desta desta semana traz uma reportagem de Diego Escosteguy com 12 medidas que a revista considera necessárias para combater a corrupção. Cada uma delas é explicada, julga-se a sua aplicabilidade e se classifica a sua eficácia baixa, moderada ou alta. Abaixo, a lista. Para assinante de Veja, matéria completa aqui
1) Impedir a posse de suspeitos Aplicabilidade – O TSE foi consultado e vai decidir Eficácia – Alta 2)Punir os partidos Aplicabilidade – Difícil Eficácia – Moderada 3) Restringir a imunidade parlamentar Aplicabilidade – Difícil, mas possível Eficácia – Alta 4) Regulamentar o lobby Aplicabilidade – Difícil Eficácia – Moderada 5) Restringir o voto secreto Aplicabilidade – Difícil Eficácia – Moderada 6) Regulamentar a renúncia Aplicabilidade – Fácil Eficácia – Moderada 7) Acabar com as emendas individuais Aplicabilidade – Está em alta Eficácia – Alta 8) Ampliar a fidelidade partidária Aplicabilidade – Difícil Eficácia – Moderada 9) Reduzir o número de deputados Aplicabilidade - Difícil Eficácia - Baixa 10) Financiamento público de campanha Aplicabilidade – Duvidosa Eficácia – Moderada 11) Acabar com o Conselho de Ética Aplicabilidade – Difícil Eficácia – Moderada 12) Extinguir funções administrativas Aplicabilidade – Difícil Eficácia – Baixa |
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Por Reinaldo Azevedo | 03:25
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Na Veja, as chances de segundo turno
Na Veja desta semana, por Marcelo Carneiro e Camila Pereira: “A semana passada reservou uma boa notícia para Geraldo Alckmin. De acordo com pesquisa Ibope divulgada na última terça-feira, o candidato do PSDB conseguiu diminuir a distância que o separa do presidente Lula. No início de junho, um levantamento do mesmo instituto dava 48% das intenções de voto a Lula e apenas 19% a Alckmin. Na semana passada, o presidente continuava na dianteira, mas com um índice menor (44%), e Alckmin subia para 27%. Em valores porcentuais, a diferença entre os dois candidatos diminuiu 12 pontos. A partir desses dados, VEJA transformou as porcentagens em números absolutos. O resultado mostra que, em um período de um mês e meio, enquanto Lula perdeu 8,8 milhões de votos, o tucano conquistou 7,4 milhões de eleitores – 170.000 por dia. A performance não é suficiente para abalar o favoritismo de Lula, mas sinaliza que a candidatura tucana conseguiu embarcar em uma trajetória ascendente – e diminuir bastante as chances de o presidente liquidar a fatura já no dia 1º de outubro. Hoje, para "cavar" um segundo turno, Alckmin precisa ganhar, em média, 54.000 votos por dia – menos de um terço do que vem conquistando diariamente, desde o início oficial da campanha.” Assinante de Veja continua aqui |
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Por Reinaldo Azevedo | 03:06
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Meu texto no Globo deste sábado
Trecho do meu texto no Globo deste sábado intitulado: “Discursos de destruição em massa”: “Se a ONU não fosse inútil, como prova Kofi Annan, eu denunciaria Lula a esta ONG global por fazer discursos de destruição em massa. Destruição de qualquer forma de inteligência política. Na semana passada, o Babalorixá de Banânia vocalizou uma tese um tanto antiga no Brasil: sem uma ampla reforma política, é impossível acabar com a corrupção. Li o que ele disse como ameaça e autojustificação. Concedo que há sistemas políticos que podem ser mais ou menos porosos a práticas ilegais, mas é uma mentira maligna supor que é a estrutura que dá conta da moralidade do processo da vida pública: sempre será o indivíduo. Pode-se perfeitamente ser um homicida compulsivo brandindo as Santas Escrituras como princípio. Pode-se fazer o governo mais corrupto da História do Brasil alegando uma revolução ética.” Clique aqui para ler mais |
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Por Reinaldo Azevedo | 02:50
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Legislação dura afasta doadores de Mercadante
Há uma reportagem de Sérgio Roxo, do Diário de S. Paulo, que trata das dificuldades de Aloizio Mercadante para conseguir recursos para a campanha. Nela, há uma estranha análise atribuída a Paulo Frateschi, presidente regional do PT, explicando a natureza dessa dificuldade. Querem ler? “Segundo o presidente do diretório regional, Paulo Frateschi, a nova legislação eleitoral tem dificultado o financiamento e alguns empresários, doadores tradicionais, estão receosos”. E aí fala Frateschi, entre aspas: “Estamos em uma campanha relâmpago. Está todo mundo segurando (dinheiro). Estão vendo o quadro geral antes de doar”. O que será que quer dizer “dificuldades com a nova legislação eleitoral”? Seria a confissão de que se fazia antes, e sempre se fez, caixa dois? Fiquei interessado em saber quem são os “empresários doadores tradicionais” que não estão gostando da nova legislação. Nesse contexto, o que será que quer dizer a palavra "tradicionais"? Clique aqui para ler |
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Por Reinaldo Azevedo | 02:38
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Corrupção com comprovante de depósito
Por Jailton de Carvalho, no Globo: “Um relatório da Controladoria Geral da União sobre o material apreendido pela Operação Mão-de-Obra, deflagrada na última quarta-feira, indica que funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Ministério da Ciência receberam suborno para fornecer informações privilegiadas a um grupo de três empresas acusadas de fraudar licitações em quatro ministérios, na Abin e no Senado, totalizando 25 órgãos da administração federal. Entre os papéis apreendidos estão comprovantes de depósitos das empresas suspeitas, a Conservo, Ipanema e Brasília Informática, em contas de funcionários da Abin e do Ministério da Ciência e Tecnologia. Para a Polícia Federal, que está à frente das investigações, os documentos são claros indícios de pagamento de propina aos servidores públicos cúmplices da organização. (...)Uma equipe de 20 auditores fez uma devassa nos documentos apreendidos nos ministérios da Justiça, Ciência e Tecnologia, Transportes, de Minas e Energia, Senado e Abin a pedido da Polícia Federal.” Clique aqui para ler mais |
| Por Reinaldo Azevedo | |