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O MRI (Movimento de Reparação aos Indiodescendentes) vai fazer a sua primeira ocupação. Nossa pauta, vocês sabem, é expulsar do Brasil os eurodescendentes e os afrodescendentes. Onde vocês querem instalar a nossa primeira “aldeola” (versão indígena do "quilombola")?



a – na Vieira Souto, no Rio (no Country Clube, é claro);



b – na Praia do Forte, na Bahia (no resort, é claro);



c – nos Jardins, em São Paulo (no Hotel Fasano, é claro);



d – Nos Lençóis maranhenses (sem o Sarney, é claro);



e – Lá na divisa do Acre com o Peru (Tupã nos livre, é claro)
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Reinaldo Azevedo

Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas – Tradução de Mário Faustino)

Sábado, Julho 08, 2006

Invadiram a casa de minha mãe em Santo André 5 - Não levaram grana, mas despedaçaram um bolo
Ainda estou fora, mas acessei o blog. Interessante: não acusei ninguém. Relatei apenas que entraram na casa, fizeram o esculacho e deixaram claro que não era roubo. Escrevi no primeiro post: "quem entrou não queria roubar nada, mas deixar um bilhete". É linguagem figurada. Eu deveria ter escrito "recado". Não há bilhete físico. Tudo foi revirado, portas, inclusive internas, quebradas (embora estivessem destrancadas). Havia uma pequena soma em dinheiro. Eles a encontraram. Foi ostensivamente deixada sobre a cama, junto a alguns outros objetos de certo valor, também rejeitados. Cabia tudo em dois bolsos. Minha mãe não é íntima da literatura ou já teria me contado ao telefone o que fiquei sabendo só agora. Eu iria visitá-la hoje. Ela havia feito um bolo para o café da tarde. Comeram, suponho, alguns pedaços e esfarelaram todo o resto, amassaram, despedaçaram. Uma gente má. Que não respeita nem bolo de mãe. Ah, sim, comecei dizendo que não acusei ninguém. Mesmo assim, "eles" resolveram atacar. Mandam-me tomar remédio, me internar, sei lá o quê. Como sabem do que são capazes, sentem-se atingidos, denunciados. E, também desta vez, não chamei ninguém de ladrão...
Por Reinaldo Azevedo | 20:32 | comentários (27)

Aviso
Sairei por algum tempo e ficarei sem "moderar" os comentários. Vou justamente tratar do assunto de que temos falado até agora. É claro que "eles" já apareceram. Não publicarei os dolosos. Até porque anônimos. Dizem o óbvio: "Quem você pensa que é?". Até breve.
Por Reinaldo Azevedo | 18:37 | comentários (13)

Invadiram a casa de minha mãe em Santo André 4
"Davi e Golias" (detalhe), de Michelangelo: só isso
Por Reinaldo Azevedo | 18:19 | comentários (4)

Invadiram a casa de minha mãe em Santo André 3 - Uma ocorrência no MS e o espírito do tempo
Tristes dias estes. Um tanto perigosos também. No mesmo dia em que invadiam a cada de minha mãe à procura de coisa nenhuma — porque nada levaram, foi só a tática do recado e do esculacho (ver notas abaixo) —, um procurador do Incra chamado Celso Cestari culpava um juiz, que havia apenas cumprido a lei, de provocar ameaça de “convulsão social”. Explico. 1.060 famílias de sem-terra ocupam uma fazenda chamada Teijin, no Mato Grosso do Sul. Laudo prévio do próprio Incra recomendou a não desapropriação, e duas vistorias federais constataram que a área é produtiva. Já que as famílias dizem que não saem de lá, o juiz determinou que uma força policial as remova e estipulou uma multa diária em caso de resistência. Pronto! O tal procurador, que, sendo do Incra, deveria mediar conflitos em vez de estimulá-los (já que não deveria ter lado na disputa), não quer nem saber. A lei que se dane. Satanizou o juiz. Se houver confronto com a polícia e se pessoas saírem machucadas ou mortas, a culpa, claro, é de quem mandou cumprir a lei... Eles precisam de carne humana. Eles precisam de muitos Eldorados do Carajás para manter a sua mística e sua visão escatológica do mundo. O que isso tem a ver com a covarde invasão da casa de minha mãe em Santo André? Digamos que os dois fatos refletem o mesmo zeitgeist, o mesmo espírito do tempo.
Por Reinaldo Azevedo | 18:03 | comentários (8)

Invadiram a casa de minha mãe em Santo André 2 – os totalitários o querem como um paranóico
Os totalitários querem que você fique se sentindo um paranóico cretino. O fato existe, os indícios formam um todo coerente, a obviedade está em cada roupa jogada no chão, em cada papel revirado, mas é para você pensar assim: “Não, eles não se preocupariam comigo; afinal, o que eu digo ou faço não tem assim tanta importância”. Mas, na dúvida, você cala a boca e resolve ir levando a sua vidinha. Também faz parte do jogo agredir primeiro quem você ama. Qualquer filme sobre a máfia deixa isso muito claro. É para mexer com as suas culpas; para que você saiba que cada palavra sua pode funcionar como arma contra “inocentes” — o que já o torna culpado, de saída, por ter as opiniões que tem e escrever o que escreve. Eis o jogo perverso. Funcionava assim na Alemanha e na Itália, antes de chegarem lá; era assim durante a ditadura soviética; era assim no Estado Novo, aqui em Banânia, e durante a ditadura militar. A intimidação, por sua vez, está inserida numa cadeia de fatos horríveis, não é? Também querem que você se pergunte em silêncio: “Será que eles são capazes de qualquer coisa?”. E é para você responder: “Sim, eles são capazes de qualquer coisa”. E, então, você fica tentado a “ter juízo”. O juízo que eles querem que você tenha. Eles querem seqüestrá-lo de si mesmo.
Por Reinaldo Azevedo | 17:20 | comentários (19)

Invadiram a casa da minha mãe em Santo André
Não sou paranóico nem nada. Apenas realista. Meus textos estão disponíveis no Primeira Leitura desde 2001. Quem tiver paciência... Minha mãe mora em Santo André. Invadiram a casa dela. Não roubaram nada. Apenas deram uma esculachada nos cômodos. Acharam dinheiro? Pouco, mas o bastante para um pé-de-chinelo. Deixaram claro que não quiseram levar. Abriram os guarda-roupas dos quartos e as gavetas e largaram tudo no chão; escarafuncharam até o armário da pia da cozinha. Bagunçaram a geladeira, mas não pegaram nem uma latinha de refrigerante. Coisa de filme B, com cheiro de intimidação. Saíram e largaram tudo aberto: "Estivemos aqui". A Polícia foi chamada, claro, etc e tal. É bom que todos saibam. Estou dando o alerta e peço moderação em eventuais comentários. A conclusão é uma só: quem entrou não queria roubar nada, mas deixar um bilhete. Estou tentando interpretar o seu significado. E, obviamente, tomando as minhas precauções. Peço que colem esta mensagem e repassem em suas respectivas listas de e-mails.
Por Reinaldo Azevedo | 15:13 | comentários (54)

A Parte e o Todo: depois da cota racial, vem a cota social. A maioria silenciosa assiste a tudo
"Paraíso e Inferno", de Bosch: o Brasil tem feito a sua escolha com impressionante determinação. E vai pagar por ela. É do jogo
Acreditem: só um petista pode piorar o outro, e não há ninguém capaz de melhorar os dois. O governo sentiu cheiro de carne queimada no tal Estatuto da Igualdade Racial, contra o qual, diga-se, a oposição não levantou um miserável dedinho, e está decidido ele mesmo, que patrocinou a estrovenga (ver abaixo as notas, com íntegra do dito-cujo), a mudar. Está abrindo mão de instaurar o apartheid no Brasil.

Antes que continue, uma observação lateral: por que as oposições se calaram diante da violência do texto de Paulo Paim é fato que mereceria um ensaio de sociologia política. Basicamente, foram seqüestradas pela agenda do PT e temem o cafetinagem política promovida pelos “donos” das minorias organizadas em ONGs.

Os “donos” das organizações não-governamentais se transformaram em verdadeiros aiatolás do Brasil: falam nas rádios, decretam fatwas, dizem como devemos andar, nos vestir, o que dizer, o que calar, a quem querer. Alguns vivem montados na grana, é claro, que ninguém é de ferro. O oprimido é a commoditie mais valorizada do Brasil hoje em dia. Os donos das ONGs, leitor amigo, amam a humanidade muito mais do que eu e você. Eles fazem dumping de amor. Eles se estapeiam por um miserável para chamar de seu.

Agora volto ao Estatuto. Tarso Genro pode cometer muitos equívocos, mas está a léguas de ser burro. O PT que interessa, ele sabe disso, é o que discrimina por meio da inclusão, não da exclusão; é o que se vai convertendo no imperativo categórico à medida que generaliza a sua visão de mundo, e não instituindo leis que apartem as pessoas. Até a criação de cotas nas universidades, vá lá, o partido foi. A tese sempre pareceu simpática a muitos, e é relativamente pequena a percentagem dos brasileiros que chegam ao terceiro grau.

Mas, com o Estatuto... Bem, aí Paulo Paim parece ter entrado numa crise de mania, num surto. Tarso sabe muito bem, como eu sei, leitor amigo, que a maioria no Brasil é branca — 52%. Entre os 41% dos ditos pardos, os há de todos os matizes: desde os Ronaldos Nazários que dizem: “nós, os brancos, não enfrentamos racismo” até os brancos de tataravô negro que fazem seu proselitismo: “Nós, os negros...” Em suma, a minoria estava impondo sua vontade à maioria.

Antes que as oposições reagissem, reagiu a sociedade. E o governo teve uma idéia sensacional: por que não converter o Estatuto da Igualdade Racial em Estatuto da Igualdade Social? Ou seja: o Brasil será uma Bolsa Família de dimensões continentais. Eu não sei como é que se vai enfiar um “pobre” no curso de Medicina ou de Odontologia da USP, mas eles haverão de dar um jeito. Muito provavelmente, no caso da universidade, vai-se buscar alguma forma de ampliação do ProUni, aquele programa que transfere recursos do Estado para mantenedoras privadas, algumas sem qualquer compromisso com a qualidade.

O texto de Paim previa até 20% de cotas para negros ou descendentes nos programas de televisão. Serão trocados pelos pobres? Tomara! Isso levaria as novelas, o jornalismo e os filmes brasileiros a aumentar a cota de ricos e pessoas bem-sucedidas. Quero ver o que a Regina Casé faria da vida. Eu não suporto ver lavadeiras cantando à beira do riacho no Globo Repórter. O que será de nós sem aquelas bordadeiras que não podem ver acender a luz das câmeras que já começam a esganiçar a sua memória folclórica...

Pelo estatuto, empresas públicas que financiassem produtos culturais poderiam exigir que eles estivessem comprometidos com a causa. Bem, saindo o negro e entrando o pobre, como isso seria feito? Filmes e peças de teatro deveriam, sei lá, promover a cultura da pobreza, que seria, então, tornada uma categoria de pensamento?

Estamos perdidos. Dia desses, vi na TV a divulgação de um evento esportivo promovido por uma tal Central Única das Favelas (Cufa). Trata-se do primeiro campeonato de basquete de rua do Brasil. Basquete de rua? No Brasil? Também divulgam um outro site, este dedicado ao hip hop. A central contra com o apoio de um sem-número de empresas e entidades. A Fundação Ford e a Petrobras estão entre elas.

Entrei no site (http://www.cufa.com.br/). Está explicada ali a sua principal ocupação: “A Cufa funciona como um pólo de produção cultural e através de parcerias, apoios e patrocínios forma e informa jovens de comunidades, oferecendo perspectivas de inclusão social. Promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania – contribuindo para o desenvolvimento humano – e trabalha com oito elementos do hip hop: graffiti (movimento organizado nas artes plásticas em que o artista aproveita espaços públicos, criando uma nova identidade visual em territórios urbanos); DJ (artista que alia a técnica à performance, utilizando pick-ups e discos de vinil); break (estilo de dança de rua originário do movimento hip hop); rap (‘ritmo e poesia’, estilo musical culturalmente herdado das populações latinas e negras e cujas letras retratam o cotidiano das periferias); audiovisual (valorização da imagem como instrumento de mobilização social); basquete de rua (esporte oficialmente embalado pelo rap); literatura (onde os jovens expressam sua arte e suas vivências através da escrita e obtêm conhecimentos relativos às obras ou aos escritores literários) e projetos sociais (conjunto de ações que busca por uma transformação social a partir das comunidades). Além disso, promove, produz, distribui e veicula a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates, seminários e outros meios.”

Nada a comentar. Já houve um tempo em que até a esquerda cantava “Feio não é bonito/ O morro existe mas pede pra se acabar/ Canta mas canta triste/ Porque tristeza e só o que se tem pra contar”. Agora não. As favelas viraram comunidades. Os favelados são uma casta. Como se vê, desde que esse “identitarismo” chegou ao Brasil, elas se tornaram locais bem mais hospitaleiros. Olhem o que aconteceu com os jornalistas no Rio neste sábado, impedidos pelo narcotráfico de subir o morro acompanhando um candidato. Ele obteve “autorização” (ler abaixo). A Cufa quer bater bola e vender CD do MV Bill chamado “O Bagulho é Doido”. Há links para quase duas dezenas de textos elogiando a sua performance sociológica. Todos publicados na “imprensa dos bacanas”. O bagulho, além de doido, é bão.

O Brasil entrou em decadência sem ter conhecido qualquer forma de esplendor. O declínio da civilização brasileira não poderá ser contado. O PT percebeu que todos os valores estavam sob ataque e ajudou e ajuda a promover a fragmentação, que procura depois reunir no partido, por meio de “causas”. As demais legendas continuam ocupadas em disputas do século passado, quiçá do anterior. É o bagulho, irmão.
Por Reinaldo Azevedo | 05:42 | comentários (24)

As manchetes deste sábado
Estado – Governo quer trocar cotas raciais por sociais
Folha – Ataques matam 5º agente penitenciário em 10 dias
O Globo – Bomba em trem e ataques do tráfico amedrontam São Paulo
Por Reinaldo Azevedo | 04:10 | comentários (1)

O Brasil tem problemas? Chame Marisa Letícia!
Por Leonardo Goy e Leonencio Nossa, no Estadão deste sábado: " O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que foram sucessivas cobranças da primeira-dama Marisa Letícia que o teriam levado a dar atenção à recuperação das rodovias brasileiras. 'Toda vez que eu chegava em casa, minha mulher falava: Lula, você viu o que está acontecendo nas estradas?, relatou o presidente, comentando em seguida que Marisa acompanhava o noticiário da TV sobre a precariedade nas estradas. 'Aquilo foi me incomodando, e aí fizemos uma reunião e decidimos priorizar a recuperação das estradas brasileiras e não permitir que os buracos continuassem atazanando a vida dos brasileiros', afirmou Lula, em encontro com superintendentes do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT)."
Por Reinaldo Azevedo | 04:03 | comentários (13)

Campanha de Mercadante ignora Lei Eleitoral
Por Rodrigo Pereira, no Estadão deste sábado: "Embora a Justiça Eleitoral tenha determinado que a distribuição de brindes, como bonés e camisetas, está proibida nessa eleição, o PT usou do artifício para turbinar ontem a "Caminhada rumo à vitória", feita com os candidatos do partido no Estado no centro da capital paulista ontem. Por volta das 11h, em frente ao Teatro Municipal, correligionários petistas circulavam com sacolas entregando camisetas do partido. Houve até disputa pelos brindes quando eles estavam no fim, causando um pequeno tumulto nas escadarias.Pouco depois, ao som do jingle de campanha do candidato ao governo do Estado, Aloizio Mercadante, uma equipe gravava imagens para a propaganda eleitoral do partido. O diretor de cena não soube informar se a multidão, já devidamente trajada com as camisetas e portando bandeiras do Brasil e do PT, era formada por militantes ou por figurantes. "Fomos contratados para gravar a propaganda, só isso", disse o diretor, que não quis se identificar."
Por Reinaldo Azevedo | 03:56 | comentários (5)

Racismo outra vez: governo quer "cotas sociais"
No Estadão deste sábado, por Lisandra Paraguassú: "O que era uma decisão de bastidores agora é oficial: o Palácio do Planalto quer rever o Estatuto da Igualdade Racial, que, entre outros pontos, obriga a criação de cotas para negros no serviço público e em empresas que negociam com o governo. A posição oficial - mesmo que não assumida com todas as letras - é que cotas sociais, levando em conta a renda e a origem da pessoa, são possíveis. Quanto às cotas raciais, o entendimento é de que simplesmente criarão mais problemas do que soluções."Esse é o problema dessas normas que estão sendo propostas no estatuto. Como não têm um componente social explícito e colocam diretamente a questão racial, criam um tipo de resistência e uma discussão que opõe brancos e negros",afirmou o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. Oficialmente, como representante do Planalto,Tarso diz que o governo não tem uma posição fechada contra a proposta. Também não pretende apresentar uma nova proposta, mas acha que a atual pode ser mudada."
Por Reinaldo Azevedo | 03:53 | comentários (0)

Verbas: Um petista vale 4 tucanos ou pefelistas
Por Marta Salomon, na Folha:Em ano eleitoral, cada petista está valendo quase quatro tucanos e pefelistas na liberação de dinheiro público para emendas parlamentares. Nos primeiros seis meses do ano, foram reservados para gastos com emendas apresentadas pelo PT ao Orçamento da União R$ 93,7 milhões. No mesmo período, PSDB e PFL juntos tiveram R$ 42,8 milhões de emendas empenhadas. O volume total de emendas do PT que cumpriram a primeira etapa do gasto público, o chamado "empenho", é mais do que o dobro do valor de emendas de tucanos e pefelistas na mesma situação. Mas a distorção ainda é maior quando comparados os tamanhos das bancadas dos partidos. São 92 deputados e senadores petistas contra 153 do PFL e do PSDB. Neste ano, cada deputado e senador teve direito a apresentar emendas destinando recursos públicos para suas bases eleitorais até o limite de R$ 5 milhões. A emenda equivale a uma autorização de gasto. Depois da aprovação da lei orçamentária, cabe ao governo apontar qual emenda receberá ou não dinheiro dos impostos. Há então a etapa preliminar dos empenhos. Só depois ocorre o pagamento da despesa.” Clique aqui
Por Reinaldo Azevedo | 03:43 | comentários (3)

A lei que cria o racismo, agora segundo a Veja
Também a Veja, como este blog, cai de pau no estatuto que torna legal o racismo no Brasil. “Está em curso uma proposta que aduba o terreno para a incitação ao ódio racial no Brasil. Na semana passada, intelectuais e representantes de movimentos negros estiveram em Brasília para entregar um manifesto aos líderes do Congresso Nacional. O documento, com 330 assinaturas, é um libelo em favor de dois projetos – a Lei de Cotas e o Estatuto da Igualdade Racial, que, juntos, numa de suas conseqüências mais temíveis, instituem o racismo no país. Se os dois projetos forem aprovados, metade das vagas nas universidades federais terá de ser ocupada por negros. Assim, as vagas serão preenchidas segundo a quantidade de melanina na pele dos candidatos, e não pelo mérito acadêmico. Também haverá cotas para negros no serviço público, nas empresas privadas e até em propagandas na TV e no cinema. Em documentos oficiais, como a carteira do INSS e o prontuário médico, todos os brasileiros serão classificados pela 'raça'." Clique aqui (assinantes)
Por Reinaldo Azevedo | 03:22 | comentários (6)

Na Veja: 22% do Congresso sob suspeita
Na Veja desta semana: “Em vinte anos de democracia, o Brasil sempre conviveu com algum escândalo no Congresso Nacional. Já se flagraram casos de má conduta individual, como o dos pianistas, que votavam em nome do colega, ou de parlamentares suspeitos de cobrar propina para favorecer um suspeito em investigações de CPI. Já houve, também, casos de delinqüência coletiva, como o célebre assalto da máfia dos anões ao Orçamento da União, que resultou na cassação de seis parlamentares, ou a violação do painel eletrônico do Senado, que mandou dois senadores de volta para casa. A atual safra de deputados e senadores, que partem agora para tentar se reeleger (ou não) nas eleições de outubro próximo, bateu todos os recordes e superou as piores expectativas – das propinas cobradas por Severino Cavalcanti à máfia dos sanguessugas ou à turba dos mensaleiros. Na semana passada, um levantamento de VEJA descobriu que, entre os 594 parlamentares, nada menos que 130 estão sob investigação por suspeita de ter cometido uma gama de mais de vinte crimes. Ou seja: a nuvem da suspeita cobre hoje 22% do Congresso.” Assinantes, cliquem aqui
Por Reinaldo Azevedo | 03:13 | comentários (5)

Em Diogo Mainardi, o lulismo-lelé
O lulismo é uma psicopatia. Quem deu a dica foi o próprio Lula, duas semanas atrás, no discurso de abertura de um congresso de economia solidária. Ignoro o que seja economia solidária. Mas sei reconhecer um psicopata quando vejo um.Em seu discurso, Lula lembrou como foi escolhido para presidir o sindicato dos metalúrgicos do ABC, em 1975 (...). Há casos de líderes sindicais que foram eleitos por meio de pancadaria. Há casos de líderes sindicais que foram eleitos por meio de assassinatos. Lula foi o primeiro sindicalista da história a ser eleito por meio de um curso de psicodrama. O sindicato dos metalúrgicos, na época, estava cheio de agentes infiltrados do SNI. O curso de psicodrama só pode ter sido uma idéia da sinistra secretaria psicossocial do general Golbery do Couto e Silva.” O que não está aqui é ainda muito melhor. Clique aqui (para assinantes de Veja)
Por Reinaldo Azevedo | 03:01 | comentários (1)

No Rio, candidato que ora por traficantes sobe morro; bandidos vetam jornalistas. Novo Estado
Se os bandidos do PCC caçam agentes penitenciários em São Paulo, no Rio, o narcotráfico dita as leis e determina quem pode e quem não pode subir o morro. Já é Estado. Nesta sexta, o candidato do PRB, Marcelo Crivella, foi à favela do Jacarezinho. Os jornalistas que cobrem a sua campanha o acompanhavam. Chegando lá, relatam Paula Autran, Maiá Menezes, Cláudia Lamego e Ludmilla Lima, em O Globo, ele disse: “Vocês sabem que não podem entrar na comunidade, né? Isso é antidemocrático. Costumo pedir a eles que permitam que a imprensa faça a cobertura, mas a liderança da comunidade sempre criou restrições, e é preciso respeitar. Afinal de contas, a comunidade já tem tanta violência. Eu não quero criar mais um ponto de tensão.” Não é espantoso? “Comunidade” é o outro nome de “lideranças do narcotráfico. A pergunta óbvia se impõe. Se Crivella aceita esse acordo agora, vai combater “a comunidade” depois, caso venha a ser eleito? A tentação é dizer que o Brasil acabou. Outro dia, Denise Frossard (PPS), também candidata ao governo, afirmou que não subiria os morros porque tem medo. Crivella, como a gente vê, não tem nenhum. Ele até “costuma” fazer pedidos à comunidade, como ele próprio revela. Na reportagem, o “bispo” da Igreja Universal do Reino de Deus revelou que ora pelos bandidos e lhes dá conselhos. Interessante: se chegar ao governo, poderia tirar as armas dos polícias e lhes entregar, no lugar, uma Bíblia. Clique aqui para ler reportagem.
Por Reinaldo Azevedo | 02:42 | comentários (3)

Violência em SP na 1ª página de jornal do Rio
“Bomba em trem e ataques do tráfico amedrontam SP”. Eis a manchete do jornal carioca O Globo neste sábado. Há uma certa ironia aí, ditada pelos fatos, não pela vontade do jornal. Acostumamo-nos todos com a violência fora do controle no Rio. Na maior cidade do país, ela estava, quando menos, escondida. A “periferia” dominada pelo narcotráfico, no Rio, é social, mas não é geográfica: são enclaves em áreas nobres da cidade. Em São Paulo, a geografia dava uma falsa impressão de paz. O governador Cláudio Lembo está sitiado. Márcio Thomaz Bastos lhe oferece ajuda (leia notas abaixo), e Marcola, o chefão do PCC, fornece os motivos dessa oferta. É uma conjugação perversa que busca ter efeitos eleitorais. A manchete do Globo foi motivada pelo assassinato de mais um agente penitenciário (clique aqui). A bomba explodiu num trem e, tudo indica, é só vingança de camelôs descontentes (clique aqui). E Bastos, conforme previ nesta quinta à tarde, está no noticiário (clique aqui), oferecendo ajuda, depois de ter deixado São Paulo à mingua. Já no Rio (veja nota acima), o narcotráfico permite que um candidato ao governo entre na favela. Mas os jornalistas são vetados “pela comunidade”.
Por Reinaldo Azevedo | 02:14 | comentários (2)

"Sobre gênios e patifes": meu texto no Globo
Um trecho do meu artigo no Globo neste sábado: “Na semana passada, já falei de Musil (“O homem sem qualidades”) neste espaço. Trata-se de uma campanha para que vocês o leiam. Sou uma pessoa dada a obsessões irrelevantes. Não tenho grandes planos para a Humanidade. Eu os deixo todos para os benignos homicidas. Falando de Kakânia, um país imaginário atacado por uma discreta e contínua mediocridade, escreveu ele: “Tomava-se um gênio por patife, nunca se tomava um patife por um gênio.” Ditosa Kakânia! Em Banânia, fazemos as duas coisas. Dia desses, um político lembrava o “homem cordial” de Sérgio Buarque de Holanda. Estava na cara que, a exemplo da maioria dos nossos intelectuais do Complexo PucUsp ou do Complexo do Alemão, não tinha lido “Raízes do Brasil” — e olhem que o livro é pequeno; não chega a ser um “Casa grande & senzala” (de que a maioria dos esquerdistas não gosta sem nunca ter lido)." No Globo, clique aqui
Por Reinaldo Azevedo | 01:36 | comentários (6)

Vamos queimar Monteiro Lobato! Justiça já!
Abaixo, Monteiro Lobato e, à direita, representação de Tia Nastácia. Passado do Brasil precisa ser todo revisto, e sua produção cultural, reescrita

Eu sei que Monteiro Lobato já foi banido das escolas. Não por causa do seu suposto ra