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a – na Vieira Souto, no Rio (no Country Clube, é claro);



b – na Praia do Forte, na Bahia (no resort, é claro);



c – nos Jardins, em São Paulo (no Hotel Fasano, é claro);



d – Nos Lençóis maranhenses (sem o Sarney, é claro);



e – Lá na divisa do Acre com o Peru (Tupã nos livre, é claro)
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"Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade. A verdade, porém, tem apenas um vestido de cada vez e só um caminho, e está sempre em desvantagem"
Robert Musil em O Homem sem Qualidades

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Veneno da madrugada 3 – Por que pobre tem de financiar ator de teatro e salto com vara?
Esporte e cultura estão em pé de guerra (leiam abaixo) porque uma lei de incentivo aos esportes pode canibalizar as fontes de recurso da cultura, capitaneados pela Lei Rouanet. Artistas e esportistas mobilizaram os seus lobbies e estão em Brasília, na rua, na chuva e na fazenda (menos em casa de sapé, que ninguém é de ferro) pedindo que haja um entendimento entre as áreas e, mais do que tudo, aumento no percentual da renúncia fiscal. Todo mundo quer mais grana.

O que eu acho? Sou contra subsídio até de feijão. Vê lá se vou defender dinheiro para pagar a prosopopéia dos artistas ou o suor dos nossos atletas. Como diz o bordão de um programa de rádio, “cada um co seus pobremaâ€. Estado não gera riqueza. Só confisca e consome uma porcentagem — imensa no Brasil — do que a sociedade produz. Renúncia fiscal significa que o dinheiro continuará a sair do bolso do consumidor (já que as empresas continuarão a pôr no preço final o quanto gastarão com os artistas ou com os saltadores com vara...), mas não será recolhido ao Estado, e sim doado para atores, palhaços, músicos, malabaristas, jogadores de voleibol, corredores...

Em suma: estamos dizendo, com leis como essas, que a dona Maricota miserável lá de Cabrobó da Serra tem a obrigação, vejam só, de financiar os delírios estético-libertários do Zé Celso Martinez Corrêa. Faz sentido. Como Diogo lembrou outro dia, o Brasil de Antonio Conselheiro, de certo modo, continua intacto. É um dever do pobre pagar para que artistas denunciem a uma platéia de ricos as condições miseráveis em que vivem os pobres. Como é que conseguimos fazer uma gente com tão pouca vergonha na cara, hein? Qual é o grande filme ou a peça de teatro seminal — sem trocadilho — da era da lei do incentivo?

Mas o mais curioso é que o “núcleo duro do miolo mole†vai dizer: “Tá vendo? A direita é fogo! A direita não quer dar dinheiro nem para a cultura!†Vejam que beleza esse esquerdismo cultural produz: a empresa deixa de pagar imposto, “investe†em teatro (e, em breve, em salto com vara) e põe a sua marca no espetáculo. Ou seja: faz propaganda com dinheiro público, apropriando-se do que é coletivo para benefício privado. Mas o direitista, como sabem, sou eu...
Por Reinaldo Azevedo | 06:21

Comentários:

macz
Ora Reinaldo, precisamos incentivar essas pessoas notáveis e imprescindíveis que tem contribuído enormemente com a cultura brasileira, como são Tônia Carrero, Natália Thimberg, Ney Latorraca e Fernanda Montenegro. Além do mais, estão começando e precisam se firmar na profissão.
São todos candidatos ao Quiquito de PAU!
8:04 AM  

Blogildo
Pobre financia o salto. A vara já tá comendo solta!
8:30 AM  

Anônimo
E a segurança
a saúde
a educação
a infra-estrutura ?

e na bunada não vai dinha ???
8:41 AM  

Anônimo
Eu nunca vi um artista famoso, atleta ou professor universitário ir a Brasília para pedir a liberação de verbas para obras de saneamento básico de bairros de periferia ou a construção de escolas profissionalizantes para que os pobres possam ajudar a si mesmos. É normal que cada um defenda os seus interesses, o que me irrita é a hipocrisia, é a demagogia de sempre falar em nome dos pobres.
8:42 AM  

Anônimo
Perfeito o seu comentário.Também sou contra qualquer tipo de subsidio.
8:57 AM  

Eduardo
Bem lembrado. O excesso de bondades (?) do governo é o que mais me preocupa. O povo infelizmente não tem (ou não quer ter) noção de que dinheiro não nasce em árvore ou que não é capim. Ou seja, para bancar as "vantagens" que eles tem como bolsa esmola, ajuda a artistas e etc, tem um custo que são os impostos. Quanto maior a ajuda, maior os impostos e os preços. Matemática básica mas que não é ensinada no Brasil, infelizmente.
9:08 AM  

Anônimo
Reinaldo, a conclusão é a seguinte: paradiando não sei quem, podemos dizer: "quando ouço falar em cultura ou esporte, escondo minha carteira."
9:28 AM  

Emerson Tomio
Reinaldo,

Um recente estudo da FVG demonstrou que R$ 1,00 investido em esporte de base economiza mais de R$ 8,00 no futuro, seja em saúde ou em FEBEM mesmo. O problema do incentivo é a forma como vai ser usado. Provavelmente vai cair nas mãos de algum dirigente de federação. Mas o incentivo ao esporte, seja ele salto com vara, boxe ou atletismo seria uma excelente medida (repito, se usado corretamente).
9:42 AM  

Anônimo
Perfeito, todos nós "pobres mortais" temos que nos virar para conseguir nossos objetivos.
9:42 AM  

Tansa®
Psiu..."qual a grande filme"...?
óia, não demora nadica de nada vão pegar seus cochilos e colocar em roxo nos blogs vermelhos, passe o pente fino, tem outras escorregadelas nos posts, amiguinho ;)
Deixe as trapalhadas 'gramatiquícias'( como diria Loro José)para os comentaristas hehehe, damos conta dessa parrrteee :)
E não publique esse comentário!!sff.
É OFYE...
9:56 AM  

bira
Vixe Reinaldo, voce está sendo muito técnico.
Teorias à parte garantem que a cultura e o esporte fazem bem ao individuo, o problema real é outro, a falta de qualidade e de resultados.
10:06 AM  

Anônimo
Eu fico pensando cá ... Também sou contra essa do estado financiar tudo, cultura, esporte, etc. Mas aí fico pensando bem ... pô, esse tal de Azevedo só escreve besteira, tem um trabalho bem inútil. Escrever e falar mal do governo ... essa é a sua contribuição. Que coisa mais inútil, meu filho. Você não produz nada, não vende nada, não compôs nenhuma música, não escreveu nenhum romance ... só fica esmiuçando as bobagens dos petistas. Se os petistas são inúteis, quem fala muito ou se dedica o dia inteiro a falar sobre as inutilidades, também só fala inutilidade. Não me venha com esse papo furado de liberdade de expressão ou coisa parecida, que isso não existe. Existe pra gente como você falar besteira e achar que está na crista da onda, mas o resto, quem trabalha e produz nestepaiz, não tem acesso à tal liberdade de expressão. Só bobagens.
10:10 AM  

Tadeu
Reinaldo,

Também não concordo com essa sangria de dinheiro público para as artes e os esportes mas diferentemente de você, não sou de direita. Os posicionamentos são mais complexos, certo?
10:38 AM  

Maria
Foram os políticos, Reinaldo, que espicharam a miséria brasileira, até essa gente ficar sem vergonha na cara. Não é novidade por aqui pobre financiar estupidez: Vá ao Ceará, na época do aniversário de Padre Cícero, e você vai ver quem financia o quê.
10:39 AM  

Anônimo
PERFEITA ESSA COLOCAÇÃO:

Mas o mais curioso é que o “núcleo duro do miolo mole†vai dizer: “Tá vendo? A direita é fogo! A direita não quer dar dinheiro nem para a cultura!†Vejam que beleza esse esquerdismo cultural produz: a empresa deixa de pagar imposto, “investe†em teatro (e, em breve, em salto com vara) e põe a sua marca no espetáculo. Ou seja: faz propaganda com dinheiro público, apropriando-se do que é coletivo para benefício privado. Mas o direitista, como sabem, sou eu...

MAGISTRAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
11:08 AM  

Anônimo
Perfeito Reinaldo, já trabalhei na Eletrobrás e o dinheiro da cultura era distribuído entre os amigos da diretoria (gente ligada ao pessoal da Globo no Rio, em sua grande maioria). Esse dinheiro ia direto pra produções localizadas no Leblon e Ipanema, com ingressos a R$ 50 (nós funcionários ganhávamos centenas de ingressos). Nunca fui em nenhuma e me orgulho disso, quando quero ir ao teatro escolho uma boa peça e um bom elenco e pago. Mas o ponto é que isso é repetido em outras estatais, Petrobrás muito mais. As empresas privadas não ficam atrás, a diferença é que conseguem vincular seu "apoio" com mais eficiência publicitária. Lamentável.
11:09 AM  

Anônimo
Reinaldo

Isso e uma vergonha !!! Se rolar uma CPI dos recursos liberados pela lei Rouanet vai ter um monte de artista famoso com o rabo preso... A comecar pelo Gilberto Gil e seus petralhas. Eu acredito que o Ministerio da Cultura tem coisas mais nobres a fazer do que ficar alimentanto essa corja de vagabundos que foi criada nos ultimos anos...

Por mim :

1) Revisao da Lei Rouanet para apertar o cerco da vagabundagem.
2) Fechamento imediado da Ancine. Ela constitui uma ameaca a sociedade. E uma fabrica de petralhas que so produz "M" com o nosso dinheiro...

O lugar desse pessoal pro-Rouanet (como esta hoje) é nos Emirados Sáderes...

Gustavo
11:15 AM  

Mel
Reinaldo,

Você é SHOW!

Ontem vi e ouvi a Sra. Motenegro - atriz de primeira grandeza, inegável - dando uma de bett..Aliás, ela está ficando expert no papel.
Nas últimas eleições foi uma das poucas, senão a única aqui no Rio, a ir para a TV defender um cadidato. A atriz fez campanha para o senado da comunista Fegalli. Dançou e fez papel ridículo ao defender uma candidata, que embora adorado pelos comunistas de cobertura no Leblon, levou um banho ao declarar apoio ao aborto. Vai enetender o eleitorado carioca...

Como disse ontem o Senhor da petralha: Coisa de maluco.
hehehehe
11:27 AM  

guido furioso desejoso
Seria muito bom se os livros de Diogo Mainardi fossem republicados.

As edições estão esgotadas, há tempos.

Você não pode falar com ele sobre isso?
11:41 AM  

Eduardo Alex
Sei não Reinaldo, mas acredito que a discussão tem de ser bem conduzida.
Estudo Ciências Sociais - e pasme, não sou esquerda; ao menos essa que se locupleta na lama - e a área de política públicas muito me interessa. Em especial a voltada para cultura e educação.
Claro que a política exposta da maneira como você colocou é nociva e estou plenamente de acordo. Contudo quero acreditar haver outras formas de se expandir a cultura e que ela seja alcançada mesmo pela dona Maricota. E não pense que, como Chauí, atribuo unicamente ao Estado tal tarefa. Vai além e deveria, dentro da legalidade, passar pela iniciativa privada.
Obviamente, existe toda uma ação necessária para que a população entenda a cultura, ao mesmo tempo em que essa não deve restringir-se unicamente a uma parcela privilegiada - sim, ela existe - da sociedade. Neste caso, passa pela educação.
O caminho é longo e somente pode ser consolidado por gente séria, que não esteja comprometida com corporativismos e taras "ego-inventivas", ou interessadas em simplesmente faturar em cima dos privilégios concedidos pelo Estado. Mesmo não sendo entusiasta deste, não vejo na atual conjuntura solução para o acesso à cultura que não passe em maior ou menor escalas por ele.
12:04 PM  

Christian Rocha
Mas veja que maravilha: o Brasil vai-se tornar assim uma grande potência do hip-hop, do tambor e da dança de rua. Exportaremos mestres nessas artes para o resto do mundo. Seremos referência mundial nessas artes.

Miséria? Violência? Nada disso importa. Importa que os tambores continuem a ressoar e que tudo fique bem coreografado.

Com a Lei Rouanet e o Bolsa Família, o Brasil inventou sua própria versão do pão-e-circo.
12:07 PM  

Roberto.
Reinaldo, entre meus trabalhos de tradução, também traduzo filmes, e já me deprimi tendo que traduzir tanta abobrinha brasileira financiada com o dinheiro público, do seu, do meu próprio bolso, que fico inconformado.

Acho mais certo a media que estimula a direcionar uma porcentagem do imposto de renda a pagar para alguma instituição de ajuda a portadores de deficiências, por exemplo, mas daquelas sérias e reconhecidas e não as de pilantras e picaretas que fazem pobre encontrar dinheiro no meio da multidão.
12:26 PM  

Marcelo Salas
Termina sendo chato como se repetem os fatos, parecem fazer parte de uma cartilha obrigatória, ou, como é na verdade, os seus criadores parecem incapazes de inventar algo novo. Esse episódio de justificar recursos para cultura e esporte, longe de ter algum fundo louvável ou útil para a sociedade, é a repetição do esquema montado nos antigos paises socialistas para promover a cultura e o esporte, lembrem o esporte na antiga URSS, na antiga Alemanha Oriental. É o mesmo que faz Fidel em Cuba quando banca esportistas, atores, músicos, escritores, etc. para depois sair mostrando as medalhas por aí como se fossem a proba do triunfo definitivo do sistema socialista.

Já posso imaginar o Lula nos próximos Jogos Pan-americanos, soltando a patriotada a cada medalha brasileira, vai ser pior que a propaganda ufanista na época da ditadura. E o Tarso Genro, o nosso Mohammed Saeed al-Sahaf (lembram do ministro de informação de Sadam Hussein, que anunciava a derrota das tropas americanas enquanto o regime caia?) , demonstrando como cada medalha ganha com esforço aumenta o valor de cada brasileiro.

Esse tema é tão importante para as ditaduras comunistas que Fidel recebia pessoalmente cada um dos atletas “amadores†com medalha, “amadores†que só fazem praticar esporte, sem que por isso chegassem a ser confundidos com repulsivos profissionais do esporte, que são os outros. Aí você termina assistindo jogos de baseball (o futebol da ilha) entre um time cubano “amadorâ€, formado por jogadores com 15 anos dedicados só ao esporte, contra um time americano amador, formado por universitários. A vitória do time cubano “amador†só aumenta a gloria do esporte cubano e a convicção do povo na superioridade do sistema que tem um esporte vitorioso como esse.

Sobre as obras dos artistas cubanos, também bancados pelo governo, não é necessário falar porque não tem relevância nenhuma. É fácil bancar esporte, mas é quase impossível bancar uma cultura independente que tenha sucesso. Na final, você termina com um grande sistema de propaganda que reproduz as idéias do sistema, mas sem nenhuma obra relevante.
12:31 PM  

Anônimo
Reinaldao, o povo sempre paga a conta. Mas o povo nao enxerga esse fato, porque o povo eh ignorante. Ficamos patrocinando filminhos de 5 categoria do cinema nacional, e ainda batemos a mao no peito. A burrice geral contamina....
1:27 PM  

Bagli&Blog
Professor Reinaldo,

Boa tarde. Acho que pela primeira vez, terei que lhe dizer que estou frontalmente contra o que diz, pois antes de ser injusto, não é de bom tom; faltando-lhe, portanto, espírito de solidariedade para com quem precisa, viu?

Veja bem...

Se no Brasil o Estado financia a vida nada fácil de deputados e senadores com mensalões advindos dos próprios cofres públicos, além de outras fontes, que mal há em se financiar qualquer outra coisa, seja campeonato de cuspe a distância ou partidas de baralho?

Professor, a miséria pode não ser boa de ser vivida, mas gera uma vida boa pra muita gente, especialmente para quem se sustenta no riquíssimo veio do marxismo miscigenado e gramsciano de nossa terra, tudo bem?

Afinal de contas..., os comunistas sabem o que é bom, os captalistas é que ainda são cheios de pudor e remorso.

rs...

Abração,

P.S.: Professor gostaria de convidar todos a conhecerem a reportagem inédita que fala sobre o verdadeiro escândalo que é o "Espetáculo do Crescimento em:
http://baglieblog.blogspot.com/2006/12/relquias-autobiogrficas-iii-um.html

Obrigado.
2:59 PM  

luiz
Ilmo. Reinaldo Azevedo, se fosse só isso mesmo patrocinar a festança artística ou esportiva, tudo bem na terra de são amém... mas, quem paga por exemplo a universalidade pública; quer dizer, tudo na Casa da Sogra?
3:07 PM  

Terex
Me diga qual a conta que os pobres não pagam?

Nosso hino diz "Gigante pela própria natureza"

É com esse gigantismo que o pobre, aos trancos e barrancos, subsidia esses "abnegados do poder" a passar a vida "deitado eternamente em berço esplêndido ao som do mar e a luz do profundo"

Assim não dá!!!!!!
3:40 PM  

Petrus Panayotis
Mas que cultura, homem? Mas que cultura, minha "Pachamama"? E desde quando camaleonice noveleira é cultura...? Camaleõs noveleiros, ao meu talante, não acrescentam nada à mente mal esclarecida do povo mais humilde. Pelo contrário, iludem e agem como se "estepaiz" fosse uma das Sete Maravilhas da Atualidade! E ele não é! Só isso!
3:47 PM  

Anônimo
A mesma coisa acontece em relação ao meio ambiente. Empresas financiam pretensos projetos de "desenvolvimento sustentável" e pagam cala-bocas para ONGs ditas ambientalistas, depois deduzem dos impostos que deveriam ser pagos e ainda alardeiam responsabilidade social. Como dizia o pessoal do Pasquim, "com licença que eu vou vomitar".
3:49 PM  

Newton Guerra
Nações que merecem este nome produziram, produzem e ainda vão produzir grandes nomes das artes e dos esportes. Será que talento (seja artístico seja esportivo) não sobrevive sem as tetas da viúva? Nesta b(*) de país, parece que não. Prá produzir um livro que não vale dez vinténs, a Petrobrás (sempre ela) pinga milhões na sacolinha do autor. O tal livro financiado pela renúncia fiscal não vende um exemplar e termina sendo dado de presente pela empresa que financiou, para que o ganhador de tão valioso brinde o utilize como peso de segurar porta. Tenho em minha casa várias dessas obras primas da literatura. Minha mulher agradece porque o vento deixou de bater as portas. O esporte é outra beleza. Fábricas de material esportivo, como a Adidas, para ficar em um único exemplo, gastam milhões promovendo o esporte amador, sem precisar de desconto do Imposto de Renda. Já os atletas medíocres só sobrevivem se existir subsídio. É dose!
(*) B de bosta mesmo.
4:39 PM  

Márcia Ruiz
Por esse lado Rei você está coberto de razão mas isso é o Brasil ideal.
Já que a isenção vai continuar penso que o Teatro deveria ganhar essa briga já tem menos chances de ser patrocinado espontãneamente por dar muito menos visibilidade e lucro do que o Esporte.
5:42 PM  

Tansa®
Não gosto de teatro nem de esportes.
Primeiro que acho coisa de desocupados.
Segundo que, vá lá, - e sei bem disso - o 'circo' faz parte da cultura, como a culinária( a qual dou muito mais importância), essa gente ganha dinheiro demais pelo que fazem. É só comparar com qualquer outra atividade.Atores, modelos e jogadores de futebol, pra ficar nos mais populares, ganham fortunas indecentes.Enquanto um cientista, um exelente médico, um engenheiro, mesmo depois de uma vida inteira de tabalho,não conseguem juntar.Salvo um Pitanguy ou um Niemeyer...
Veja o Dr. Zerbini, um orgulho para o Brasil, ficou rico?
Dentro nas Artes mesmo,um músico de orquestra sinfônica, que estuda desde criança, depois continua com, no mínimo, 4-6 horas diárias de estudos e práticas, mal conseguem um salário digno!
Isso vale também pra alguns jornalistas contratados por 200, 300 mil por mês!!! Valem isso?
Desconfio que naõ.
Não vou a sbows, não gosto de multidão berrando e suando, não alimento celebridades , algumas mórbidas...Também não compro produtos anunciados por essa gente.Eles, atores e atletas,não me fazem falta.
Se o que fazem não atrai gente para pagar para vê-los, que mudem de profissão,se querem lucro...
Por muitos milhões que eu tivesse, não compraria quadros nenhum. Os grandes talentos devem ficar expostos a todo mundo, não numa parede da sala pra deleite de um só dono.Já outros, me perdoem, mas qualquer macaco treinado pintaria melhor.
7:20 PM  

alzirall
Pão e circo... Pra quê circo? O (des)governo já nos entretém sobremaneira!
7:27 PM  

Andre
Acho que ao torcer as coisas desse jeito voce se iguala a quem voce critica.Não é cortando patrocinios a cultura que teremos saneamento basico ou melhores condições de vida para a população pobre.Acho que voce é inteligente e culto o bastante pra saber que existem atividades que precisam de apoio financeiro .Isso não quer dizer que eu concorde com tudo que os artistas falam.Grato
8:57 PM  

Lincoln
Maravilhoso o litígio entre artistas e esportistas. As musas globais e cia já sobem nas tamancas por ter que dividir seu butim.
É tão bacana ver o beautiful people reunido nas campanhas de solidariedade de fim de ano. Todos sorrindo nos comerciais com roupas brancas. No entanto: amigos, amigos, negócios à parte. "É a parte que me cabe..." entoariam com Chico. Aliás, como comunista, devia contribuir para o fim da celeuma. Começaria explicando que os bens do Estado são de todos. Na nova sociedade, tudo em comum. Recriminaria a atitude capitalista selvagem dos artistas. (Interessante: o argumentos dos artistas é anti-produtivo, pois o objetivo dos esportistas é copyright dos primeiros).
Vão trabalhar as duas classes e parem de importunar o Apedeuta, que o homem precisa trabalhar.
Sou contra incentivos. Trabalhem, se sua produção tiver valor, serão recompensados. Não pode o Estado sustentar a vocação dessa gente com nosso dinheiro. Como o dinheiro irá sair, que ganhe então o esporte. Servirá, ao menos, para espantar a preguiça de alguns, em vez de permitir que suas cabeças se encham de multiculturalismo.
11:47 PM  

José Luis Bomfim
Corretíssimo. Mecenato (é bom que se diga) já foi praticado pela igreja, por aristocratas e por burgueses de acordo com a inspiração (ou gosto) dos indivíduos ou organizações que pagaram pela arte. Mas quando o estado-nação moderno vira mecenas não há parâmetro para julgar quais obras serão patrocinadas. É o problema que o CCBB teve com a exposição daquela (como direi?) 'instaladora' Márcia X. Cada um faz o que bem entender, inclusive "merde d'artiste", mas querer que o estado pague a cagada é um abuso. Aproveito para divulgar a comunidade orkutiana:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=12538143
12:08 AM  

Memyself
Tem uma alma muito frustrada às 10,10 am
5:45 PM  

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