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20/05/2013

às 9:35 \ nutrição

Os poderes do mirtilo

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Mirtilo é uma fruta pouco consumida. Riquíssima em nutrientes, também comumente conhecida como blueberry e vendida na forma congelada.  A novidade é que é possível cultivar a fruta no Brasil. Alguns hortifrutis nas principais capitais do país já comercializam a fruta ¨in natura¨. O mirtilo tem muitas propriedades benéficas à saúde, confira:

Forte ação antioxidante e combate ao envelhecimento precoce. O mirtilo é rico em antioxidantes como os flavonoides, antocianidinas e resveratrol. Os antioxidantes são essenciais para combater os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce e o desenvolvimento de algumas doenças.

Valor nutricional. Fornece vitaminas A, C, E e minerais como potássio, cobre, ferro e zinco.

Ação anti-inflamatória e proteção celular. Um estudo publicado no Journal of Nutrition em 2009 mostrou que o mirtilo atenua a resistência à insulina e protege contra a inflamação do tecido adiposo em ratos alimentados com uma dieta rica em gorduras (dieta obesogênica). Esses efeitos benéficos do mirtilo podem ser resultado da habilidade das antocianidinas do mirtilo ajudarem a regular genes inflamatórios. Essa pesaquisa sugere que o mirtilo tem ação de proteção celular e anti-inflamatória, conferindo benefícios ao metabolismo no combate às patologias associadas à obesidade.

Ação anticâncer. O mirtilo contêm ainda ácido elágico e polifenóis. Esses componentes estimulam os mecanismos de eliminação de substâncias cancerígenas.

Saúde Cardiovascular. O resveratrol presente no mirtilo ajuda a prevenir processos oxidativos que levam a formação de aterosclerose (placas de gordura nas artérias). Um estudo publicado no periódico Circulation em janeiro deste ano sugeriu que o consumo regular (3 vezes na semana) de mirtilos e morangos podem diminuir o risco de ataques cardíacos em mulheres. Os pesquisadores encontraram uma redução de praticamente um terço no risco de ataque cardíaco em mulheres que consumiam essas frutas regularmente. Os pesquisadores acreditam que essa ação pode ser resultado dessas frutas oferecerem grande quantidade de flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, protegendo a saúde cardiovascular. A antocianidina também pode contribuir na redução da formação de placas de aterosclerose, o que favorece também o fluxo sanguíneo.

Regulação da glicemia. O mirtilo tem baixo índice glicêmico, contribuindo na regulação da glicemia (açúcar do sangue). É uma excelente alternativa para pessoas que apresentam diabetes ou com intolerância à glicose

Baixo valor calórico. A cada 100 gramas = 32 calorias. O que torna a fruta uma aliada nas dietas de emagrecimento.

Sugestão de consumo:

- No desjejum acompanhando cereais ou salada de frutas

- Na forma de sucos, vitaminas, smoothies ou shakes, utilizando a fruta fresca ou congelada

- Elaboração de recheios de tortas, bolos ou geléias

- Acompanham muito bem sorvetes, iogurtes e sobremesas

- A versão congelada conserva a ação antioxidante da fruta, e a vantagem é poder consumir durante o ano todo.

 

 

13/05/2013

às 10:20 \ sono

Do alto dos saltos

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O salto alto é considerado um item indispensável no universo feminino. As mulheres de todas as idades, em sua maioria, sentem-se mais bonitas e poderosas em cima de um belo sapato de salto alto. O problema é que essa peça tão desejada não é nada inofensiva. Para que se consiga manter a estabilidade do corpo sobre um salto são necessários inúmeros ajustes posturais, como a anteriorização do centro de gravidade e o aumento do stress na região lombar. Esses ajustes levam a sobrecarga em diversas articulações do corpo. Além disso, durante a marcha há uma redução do comprimento do passo e da velocidade, consequentes da diminuição de amplitude de movimento dos membros inferiores.

As consequências do uso contínuo do salto podem ser sérias. Além dos encurtamentos e desequilíbrios musculares, podem ocorrer alterações osteoarticulares como osteoartrose de quadril e joelhos, deformidades nos pés, como o hálux valgo (joanete), metatarsalgias (dor na região anterior dos pés), entorses de tornozelo, condromalácea patelar, tendinites e alterações lombares.

Um estudo realizado por um grupo de pesquisadores brasileiros, alerta para outro problema que o salto alto pode ocasionar: alterações vasculares. O grupo analisou o retorno venoso de mulheres em diferentes situações: pés descalços, salto médio de 3,5 cm, salto agulha com 7 cm e salto plataforma com 7 cm. Os resultados mostraram que a função de bomba muscular da panturrilha diminuiu conforme aumenta o tamanho do salto. Os pesquisadores concluem que o uso contínuo de salto alto tende a provocar hipertensão venosa nos membros inferiores e pode transformar-se em causa de doença venosa.

Para prevenir essas alterações o ideal é não utilizar saltos com mais de 3 cm no dia-a-dia e dar preferência para os mais largos que geram menos desequilíbrios. Se quiser, deixe para abusar dos maiores e dos estilo agulhas nos finais de semanas. Se você necessita usar constantemente salto, procure realizar alguma atividade física que fortaleça os grupos musculares. Alongar, diariamente, a musculatura dos membros inferiores e da coluna também ajuda a você manter-se no salto, mas sem “perder a pose” para alguma dor.

Mais informações: Tedeschi Filho, W et al. Influence of high-heeled shoes on venous function in young women. J Vasc Surg. 2012 Oct;56(4):1039-44

 

06/05/2013

às 9:04 \ Sem categoria

Redução do teor de iodo do sal – entenda o que mudou

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou que o sal no Brasil deverá ser comercializado com teor reduzido do mineral iodo. O consumo exagerado de sal e iodo é prejudicial à saúde.

Conheça as funções do iodo
É um micronutriente fundamental dos hormônios da glândula tireoide. Atua no crescimento físico e intelectual de crianças, no crescimento e desenvolvimento da maior parte dos órgãos, no controle de vários processos metabólicos do organismo, aumento da produção de energia, aumento da lipólise.

Deficiência do iodo
O consumo insuficiente está relacionado a doenças como hipotireoidismo, bócio endêmico, cretinismo, atraso mental, ao aumento da mortalidade infantil, risco de aborto e infertilidade.

Excesso de iodo
A ingestão excessiva do mineral ao longo do tempo pode resultar em disfunção da glândula tireoide, que pode causar tanto o hipertireoidismo como o hipotireoidismo. Existe uma forte relação também como o aumento da incidência de doenças autoimunes da tireoide, como a tireoidite de Hashimoto.

Estou bem de iodo?
Um dos parâmetros mais sensíveis para avaliar o estado nutricional do mineral pode ser obtido pela medida da excreção urinária do iodo.  Outra forma é medir as concentrações dos hormônios tireoidianos circulantes.

Fontes de iodo
Alimentos de origem marinha são excelentes fontes de iodo (cavala, mexilhão, salmão, pescada, bacalhau), o sal iodado, leite, ovos são as fontes mais consumidas. Outras fontes são carnes, cereais e vegetais, que geralmente são fontes pobres do elemento.

Recomendações nutricionais
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a necessidade diária de iodo varia, em média:
Crianças de 0 até  1 ano: 90 microgramas (mcg) por dia ou 15 mcg/kg/dia
Crianças de 1 ano  à 6 anos: 90 mcg por dia  ou 6 mcg/kg/dia
Crianças de 7 a 12 anos: 120 mcg por dia ou 4,0 mcg/kg/dia
Adolescentes e adultos: 150 mcg por dia ou 2,0 mcg/kg/dia
Gestantes e lactantes: necessidades chegam a 200 mcg por dia ou 3,5 mcg/kg/dia

Entenda o que mudou com a nova regra da Anvisa
O iodo foi acrescentado ao sal para evitar problemas de saúde relacionados à deficiência do mineral. No entanto, muitas pessoas exageram no consumo do sal, e por consequência no consumo do iodo. A ANVISA decretou que o teor de iodo no sal deve estar entre 15 a 45 mg por quilo de sal (antes era de 20 a 60 mg de iodo por quilo). A recomendação de consumo máximo diário de sal pela Organização Mundial de Saúde é de menos de cinco gramas por pessoa por dia. Dados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o brasileiro pode chegar a consumir 12g por dia, ultrapassando o dobro do recomendado.

A nova regra entrará em vigor em menos de 90 dias. O prazo é produtores se adequarem à nova orientação.

29/04/2013

às 8:41 \ sono

Dores na região cervical

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Quem nunca sentiu dores na nuca ou teve um torcicolo? Sabe aquela famosa tensão sobre os ombros que aparece quase que constantemente no final do dia? Pois é, esses são sinais de que a região cervical pode estar sendo sobrecarregada.

Posições simples como ler na cama, andar e sentar no sofá para assistir televisão, se não realizadas de maneira correta, podem afetar a região cervical e até causar dores de cabeça.

Segundo estudos realizados em 2009 pela Sociedade Brasileira de Estudos da Dor, a cervicalgia atinge entre 30 a 50% da população anualmente, sendo que 15% apresentam alguma dor em região cervical ao longo da vida.  Um dos principais fatores que colaboram para elevação desses números é a permanência de longos períodos na frente do computador. A posição de estar sentado à frente do monitor exige uma flexão excessiva do pescoço, que é o responsável por equilibrar nossa cabeça e realizar os movimentos para dirigir a visão.

A cervical é a região mais móvel da nossa coluna e por isso sofre constantemente contrações que aumentam a tensão em todas as estruturas, principalmente as musculares. A dor desse processo pode ser irradiada para os membros superiores devido ao trajeto dos nervos braquiais.

Como evitar esse incômodo? Alongamentos diários auxiliam na redução da tensão gerada ao longo do dia. Tratamentos como Pilates ou RPG são excelentes recursos terapêuticos que têm como objetivo reeducar a postura, fortalecer a musculatura para diminuir a sobrecarga articular e melhorar a conscientização corporal para que as dores e, principalmente, as causas possam ser eliminadas do seu cotidiano.

22/04/2013

às 9:10 \ nutrição

Não esqueça do tomate

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Nos últimos dias, o preço do tomate diminuiu um pouco, mas ainda continua alto. Para os que resolveram esperar o preço baixar ainda mais para voltar a consumi-lo lembro que o  tomate é um excelente alimento, boa fonte de vitamina C e de minerais, como potássio, sódio, fósforo e magnésio. Ele também fornece o licopeno, que é o componente responsável por dar a cor vermelha a esse fruto.  Assim, quanto mais vermelho o tomate, maior a concentração de licopeno. Além da coloração, outros fatores influenciam o teor de licopeno do tomate: o grau de maturação, clima e local de plantio. Os alimentos com concentração maior de licopeno são produzidos em regiões com climas quentes.

O licopeno é um carotenóide, que funciona como um potente antioxidante, isto é, atua na neutralização dos radicais livres, protegendo as células do envelhecimento precoce, além de estimular a atuação do sistema imunológico. A atividade do licopeno que mais merece destaque é a capacidade de reduzir praticamente pela metade os casos de câncer de próstata. Um estudo¹ publicado em março deste ano sugere que o licopeno pode prevenir o desenvolvimento do câncer em células epiteliais da próstata nos estágios iniciais da doença. Isso por causa da atividade antioxidante do licopeno.

Tanto o tomate, como os seus produtos (molhos, pastas, sucos) contribuem com aproximadamente 85% do total de licopeno da dieta. Agora, com os preços inflacionados do tomate, o seu consumo tende a cair. Mas é possível incluir outros alimentos no dia a dia que oferecem esse importante carotenóide.

Vale lembrar que essas outras fontes de licopeno também devem ser incluídas no cardápio. O número de alimentos que fornecem licopeno é limitado; para exemplificar temos a melancia, goiaba vermelha, papaia, mamão e pitanga.

A melhor forma de ingestão do licopeno é a proveniente dos próprios alimentos; confira algumas opções de fontes de licopeno (²,³):

O licopeno tem sido objeto de pesquisa, não há ainda uma conclusão sobre a quantidade recomendada para a população. Segundo RAO, A.V e SHEN,H. (2002)⁴, o consumo de 5 mg à 10 mg de licopeno por dia é suficiente para conseguir os benefícios do carotenóide. Outro estudo, realizado por RAO, A.V e AGARWAL, S. (2000)⁵ sugeriu que o consumo médio de licopeno para a população deveria ser de 35 mg/dia.

Saiba mais:

- A absorção do licopeno pelo organismo é muito maior quando em molhos ou concentrados, do que em tomates frescos.

- O cozimento do tomate faz com que aumente a biodisponibilidade do licopeno, isto é, facilita a absorção pelo organismo.

- Outro truque para aumentar a absorção do licopeno é acrescentar gordura –  um fio de azeite no seu molho de tomate.

- É importante lembrar que por mais que alimentos como o catchup e molhos de tomate industrializados forneçam licopeno, também oferecem sódio, conservantes e aditivos alimentares.

Fontes consultadas:
1.     Qix X et al. Effecs of Lycopene on Protein Expression in Human Primary Prostatic Epithelial Cells. Cancer Prev Res (Phila). 2013 March
2.     USDA,1998. USDA-NCI Carotenoid Database of U.S. Foods. Nutrient Data Lab. Agric. Res. Service. U.S.D.A, Beltsville Human Nutrition Research Center, Riverdale, MD
3.     Tabela Brasileira de Composição de Carotenóides em alimentos, 2008
4.     Rao AV, Shen H. Effect of low dose lycopene intake on lycopene bioavaliability and oxidative stress. Nutr Res. 2002; 22:1125-31
5.     Rao AV, Agarwal S. Role of oxidant lycopene in cancer and heart disease. J Am Coll Nutr. 2000; 19(5): 563-9

15/04/2013

às 7:19 \ sono

Mochila é uma a vilã dos problemas posturais da criança

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A mochila é um acessório utilizado no mundo todo, por todas as faixas etárias, para auxiliar no transporte de alguma coisa. As crianças, na fase escolar, as utilizam para guardar o material que será levado para a sala de aula: livros, cadernos, fichários, estojos e o que mais couber. Cada vez mais coloridas e cheias de estilo, elas são desfiladas pelas crianças geralmente penduradas em um só ombro.

E aí começa o problema. A criança está em fase de desenvolvimento, por isso é muito importante prestar atenção na forma como ela utiliza a mochila. O excesso de peso pode levar a uma postura errada e causar problemas ortopédicos graves que irão acompanhar essa criança até a fase adulta.

Para os pais fica o alerta. Ao comprar uma nova mochila, devem observar o peso, que na maioria das vezes, já vem descriminado na etiqueta. No mercado podem ser encontradas mochilas de 0,4 Kg a 1,5 Kg. Além disso deve-se ficar atento ao que será colocado dentro, de preferência, apenas o material que será usado naquele dia. A recomendação médica é para que ninguém, criança, adolescente ou adulto carregue peso superior a 10% de seu peso corporal. Um estudo bastante recente demonstrou que a maioria das crianças em idade escolar não seguem essa recomendação e transportam peso superior ao desejado.

O constante excesso de peso carregado, principalmente pelos escolares, pode causar vícios posturais, dores musculares, fadiga, sobrecarga estrutural (como hipercifose – aparência de corcunda ou escoliose – desvio lateral da coluna), deformidades ósseas e até problemas no crescimento. Para evitar essas alterações é importante seguir algumas recomendações:

- A borda superior da mochila deve estar no nível do ombro e a borda inferior deve estar na direção da região lombar;

- Livros e cadernos maiores devem ser colocados na parte central para ficar mais em contato com as costas do aluno;

- NUNCA utilizar a mochila apoiada em apenas um ombro. Distribuir o peso nas duas alças evita sobrecarregar apenas uma região da coluna e previne a instalação de um desequilíbrio muscular. De preferência, as duas alças devem ser largas e acolchoadas para reduzir o impacto da pressão nos ombros.

- Caso o aluno esteja inclinando o corpo para frente, pode ser um indicativo de que a mochila está muito pesada;

- O cinto abdominal, se utilizado, deve manter a mochila bem próxima ao corpo, evitando que o peso puxe o aluno para trás;

- Quanto menos detalhes a mochila tiver, melhor, pois será mais leve para transportar.

08/04/2013

às 8:56 \ Sem categoria

Aprenda a comprar um bom azeite

A dieta recomendada como mais saudável para as populações, tendo como meta a redução de doenças cardiovasculares, é aquela consumida na região do Mediterrâneo. Um dos denominadores comuns dessa dieta é o consumo de azeite de oliva. Esse azeite fornece ácidos graxos monoinsaturados, como o ácido oleico (ômega 9),  considerado fundamental pelas propriedades benéficas na redução da oxidação do LDL-colesterol, beneficiando a saúde cardiovascular.

Os efeitos benéficos do azeite de oliva irão depender do uso do óleo extra-virgem, especialmente por seu conteúdo de polifenóis, beneficiando a saúde cardiovascular e protegendo o organismo contra os danos dos radicais livres no organismo.

Em 2010, um estudo publicado por Torre-Carbot e colaboradores na revista Journal of Nutrition, mostrou os efeitos de dois tipos de azeite de oliva, virgem (com compostos fenólicos) e refinado (sem compostos fenólicos). A conclusão foi de que somente o azeite virgem reduziu os marcadores de estresse oxidativo e oxidação do LDL, o que é condição essencial na promoção e proteção da saúde.

Assim como esse, outros estudos mostram que os efeitos protetores do azeite de oliva estão correlacionados não só ao seu conteúdo de ácido graxo monoinsaturado, mas também aos compostos bioativos contidos nele. E para colher esses benefícios, o primeiro passo é aprender a comprar um bom azeite.

Confira 10 orientações:

1 – Antes de mais nada, não se deve comprar um azeite às pressas. É preciso calma para analisar a embalagem

2- O azeite de oliva é produzido unicamente a partir de  azeitonas, ou seja se tiver algum outro óleo junto (soja, girassol ou outro) já não é um azeite de oliva genuíno, e sim um óleo composto

3- Na gôndola do mercado, deve-se  escolher o azeite que estiver mais no fundo da prateleira, por estar menos exposto à luz, e portanto menos oxidado (a luz prejudica a qualidade do azeite)

4- Mesmo que o produto esteja dentro da validade, se ele estiver muito tempo exposto à luz não é recomendado

5- Preste atenção nos rótulos dos azeites importados. Deve-se dar prioridade aos azeites embalados no próprio país de origem. Os azeites que são produzidos num país e embalados em outro, podem sofrer o processo de oxidação, perdendo a qualidade nutricional

6- Observe no rótulo alguns termos, como produzido ou engarrafado. O termo produzido refere-se ao azeite que foi produzido e engarrafado no mesmo local. Diferente do termo engarrafado, que não garante a devida procedência

7- Sempre que possível compre azeites em embalagens de vidro

8- O melhor vidro é de coloração escura, que ajuda a proteger o azeite de oxidação

9- Caso observe algum azeite turvo, pode ser resultado de um menor grau de filtragem, quando partículas de azeitona ficam em suspensão no azeite. Isso não compromete a  sua qualidade nutricional

10- Segundo a União Européia,  o azeite extra virgem deve ter a acidez inferior à 0.8%, a extração deve ser a frio. Observe o rótulo

A cor do azeite depende do tipo e do estado de maturação (amadurecimento) da azeitona. A coloração verde é resultado da prensagem de azeitonas ainda verdes, diferente de um azeite com coloração mais escura ou dourado, resultado da prensagem de azeitonas mais maduras.

Como conservar

- É importante saber que a luz, o ar e o calor podem prejudicar a qualidade do azeite. Assim, para garantir a qualidade nutricional sempre feche adequadamente o vidro, guarde-o em local fresco, distante do sol e calor

- Dessa forma, mantenha o azeite longe do forno, microondas ou forno elétrico

- A melhor forma de guardar o azeite é em vidros, preferencialmente escuros

- Após abrir o azeite, a validade usual é de 3 meses. Sempre observe o rótulo

Teste seu azeite

Como saber se o azeite é extra virgem?

Coloque um pouco de azeite (em um recipiente de vidro) ou o próprio vidro de azeite dentro da geladeira. Mantenha a geladeira fechada por 48 horas (aproveite para fazer esse teste quando viajar em algum final de semana)

Ao abrir a geladeira, o azeite extra virgem deverá apresentar–se espesso

Isso acontece, porque o ponto de fusão (transformação de líquido para sólido) do azeite acontece na temperatura de 13-14° C, ou seja, com o abaixamento da temperatura o azeite deverá solidificar, e apresentar-se na forma pastosa

01/04/2013

às 10:05 \ Sem categoria

Melatonina e suas diversas faces

A melatonina é um hormônio que exerce papel fundamental na regulação de um importante ciclo na vida dos seres humanos: o ciclo circadiano, também conhecido como ciclo claro-escuro. A melatonina é secretada pela glândula pineal que fica localiza no cérebro e  sua produção é estimulada pela ausência de luz. Quando a retina registra sinais luminosos envia as informações para o núcleo supraquiasmático que as repassa para a medula espinal até chegar na glândula pineal, esse processo encerra a produção do hormônio.

A melatonina é naturalmente produzida pelo nosso organismo, mas o envelhecimento diminui a produção. Esse e outros fatores como distúrbios do sono, trabalhos em turnos, deficiência visual e a presença de jet-lags podem interferir na produção de melatonina e afetar a qualidade e o padrão de sono.

Quando isto ocorre pode-se administrar melatonina exógena para facilitar e melhorar a qualidade do sono. Pessoas com deficiência visual ou  trabalhadores em turnos podem usar o hormônio com o objetivo de sincronizar ritmos biológicos. A melatonina também tem se mostrado eficaz na prevenção e no tratamento de jet-lags, diminuindo as consequências das alterações dos fuso-horários.

Com a exigência de uma sociedade 24/7, termo que define atividade 24 horas nos 7 dias na semana, há uma necessidade cada vez maior de pessoas que possam trabalhar em horários não tradicionais e enfrentar diversas viagens com fuso-horários diversos. Essas constantes alterações podem trazer sérias consequências à saúde e também à  segurança do trabalhador.

Recentes estudos têm revelado novas ações desse hormônio como um potente antioxidante, previne a carcinogênese, atua nas desordens neurodegenerativas e evita a progressão de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

As vantagens da melatonina em relação a outros tratamentos farmacológicos é a aparente ausência de efeitos colaterais, mas vale um alerta importante: para saber a dose correta,  o melhor horário para a administração e principalmente se a melatonina é indicada para o seu problema, o ideal é procurar um médico especialista.

 

25/03/2013

às 12:01 \ nutrição

Peixe traz muitos benefícios à saúde

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Com a Páscoa, os peixes, muitas vezes ignorados pela maioria da população, ganham espaço às refeições. Mas existem motivos de sobra para incluir os pescados na alimentação do dia-a-dia e não somente na Semana Santa. Ao mesmo tempo que fornecem uma proteína de excelente valor biológico, ótima digestibilidade,  os peixes, ao contrário de outras carnes, não são ricos em gorduras saturadas.  Eles são ainda uma riquíssima fonte de ácidos graxos poliinsaturados da série ômega-3, que beneficia a saúde do coração.

É importante lembrar que nem todas as espécies de peixes têm a mesma composição em ácidos graxos, sendo em geral maiores os porcentuais em espécies marinhas do que em peixes de água doce.  Peixes de água fria são mais ricos em ácidos graxos poliinsaturados comparados aos de regiões tropicais.

Com que frequência devemos consumir peixe?

Segundo a American Heart Association (AHA), o recomendado é consumir peixes pelo menos duas vezes  por semana ( 2 porções semanalmente), especialmente os peixes ricos em ômega 3, como a truta, atum, salmão, arenque, sardinha, porque estão associados à redução da incidência de doenças cardiovasculares.

Quanto deve pesar a porção de peixe?

A porção de peixe (cozido) deverá pesar 99 gramas, de acordo com a American Heart Association (AHA). Traduzindo para as medidas caseiras, essa porção equivale a 1 filé pequeno de peixe (aproximadamente 100 gramas).

Que quantidade deve ser ingerida para obter a porção adequada de ômega-3?

Um estudo interessante realizado por Kris-Etherton P.M e colaboradores, publicado na revista Journal of the American Heart Association em 2002, apresentou  a  relação do tipo de peixe e a quantidade de ácidos graxos do tipo ômega-3 a ser ingerida diariamente de peixes para se alcançar a recomendação objetivando atingir aproximadamente 1 gr dos principais ácidos graxos ômega-3 por dia. Confira abaixo alguns tipos de peixes, e a quantidade sugerida para consumo pensando na oferta de ômega 3:

tabela-peixes

A recomendação da AHA facilita o aspecto prático do consumo de peixes. Duas porções na semana já é o suficiente para colher os benefícios na promoção da saúde.

O importante é lembrar que o consumo regular de peixes deve fazer parte de uma dieta equilibrada. Esse alimento oferece ao organismo maior qualidade nutricional, melhora o nível da saúde e contribui com a prevenção de doenças cardiovasculares.

18/03/2013

às 11:20 \ sono

Falta de sono prejudica rendimento no trabalho e pode causar acidentes

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Sabemos que dormir é fundamental e dormir bem é mais importante do que dormir muito. A quantidade de horas de sono é sim um fator importante, pois depende de uma variação bastante individual onde podemos ser curto ou longo dormidores ou indivíduos indiferentes. A qualidade do descanso noturno vai interferir nas atividades que serão realizadas no dia seguinte, por exemplo, no seu ambiente de trabalho.

Acordar com a sensação de que o corpo está descansado é um sinal positivo de que o seu sono foi restaurador. O humor também é um alerta importante. Se alguém der bom dia e você pensar: bom dia só se for para você, talvez aquelas horinhas de sono não tenham sido suficientes para reparar as energias que foram gastas ao longo do dia anterior.

A sociedade nos impõe uma restrição crônica onde diariamente somos privados de dormir a quantidade de horas ideal para o nosso organismo se sentir descansado.  Nos Estados Unidos há um termo bastante utilizado para comprovar esse acontecimento, mostrando que cada vez mais, estamos dormindo menos. É o chamado 24 por 7, ou seja, 24 horas funcionado, sem parar, nos 7 dias da semana. E nós somos os grandes culpados dessa privação, pois cada vez mais encaixamos tarefas no nosso dia-a-dia. Que horas eu vou ao supermercado depois de trabalhar 12, 14, 20 horas por dia? De madrugada, afinal funciona 24h. E quem paga por isso? O nosso sono.

O resultado dessa constante privação pode ser vista na produtividade, no desempenho e no déficit na capacidade de aprendizado. Alterações no padrão de sono podem afetar qualquer profissão, mas vale lembrar que no caso de algumas que trabalham com a saúde e a segurança, o cansaço provocado pela falta de sono pode provocar consequências bastante sérias.

Em 2009, um avião caiu em área residencial nos Estados Unidos, matando 50 pessoas. A investigação apontou que a provável causa do desastre foi a fadiga dos pilotos, pois os registros mostraram que eles haviam trabalhado por muitas horas, sem interrupções.

Casos mais antigos e bastante conhecidos como Chernobyl, explosão do reator nuclear que ocorreu em 26 de abril de 1986, ocasionou 2.500 mortes. O desastre foi provocado por erros humanos que ocorreram na madrugada e é considerado um acidente relacionado à fadiga dos trabalhadores. O mais grave de todo esse contexto, segundo dois importantes pesquisadores dessa área, Shantha Rajaratnam e Josephine Arendt, é que a sonolência, em comparação com o uso de álcool e outras drogas, é considerada a maior causa identificável e EVITÁVEL de acidentes de trabalho.

Para quem quiser saber um pouco mais sobre o assunto, segue a referência completa

 

 

 

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