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25/11/2009

às 11:57 \ facebook

Facebook começa a proibir aplicativos externos

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A rede social mais popular do mundo quer centralizar seu poder e afastar o que considera ilegal. O Facebook, plataforma participativa que registrou 300 milhões de pessoas cadastradas no último mês, enviou um comunicado nesta semana confirmando uma ação judicial contra a empresa uSocial, companhia australiana de marketing que ‘vende’ fãs e amigos no ambiente da ferramenta.

Segundo a rede de Mark Zuckerberg, o uSocial viola as leis e os termos de uso do ambiente virtual ao oferecer serviços envolvendo negociações. O CEO do produto, Leon Hill, porém, discorda. “Não vamos abandonar a venda de fãs. Não estamos preocupados com isso e vamos ampliar nossos serviços no Facebook nas próximas semanas”, avisou, sem demonstrar preocupação.

A prática é polêmica, mas de acordo com a opinião de Luiz Fernando Martins Castro, advogado e doutor em direito em informática, é legal. Para ele, o mercado paralelo de venda e compra de perfis só se intensifica porque a popularização de redes sociais é cada vez maior. O ponto mais interessante deste imbróglio judicial, no entanto, é a postura do Facebook demonstrando-se autoritária e pouco flexível.

Em fevereiro, a rede social já teve sua imagem arranhada quando decidiu anunciar novos termos de uso do ambiente. Entre as normas, a rede informava que não deletaria informações individuais após o fechamento ou cancelamento de uma conta pessoal. Uma onda de protestos, com usuários indignados,  formou-se imediatamente em vários cantos no planeta. No dia seguinte, Mark Zuckerberg, fundador da plataforma, explicou a questão e avisou que “tudo não havia passado de um mal-entendido”.

Foto: Salvo Vaccarela.

Por Rafael Sbarai


 

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